quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Sarau Garagem dos Livros: Homero Bueno recita 'A Pedra'


Homero Bueno (meu sogro) recita seu poema 'A Pedra', vencedor do Concurso Literário Mansueto Bernardi 2012

Sarau Garagem dos Livros: Marcio de Almeida Bueno recita 'Na Madrugada'


Meu marido recitando recita seu mais recente poema, 'Na Madrugada', durante o Sarau Garagem dos Livros de 12/09/14, em Porto Alegre. http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/

Sarau Garagem dos Livros de 12/09/14, em Porto Alegre - mais momentos de poesia e leitura

Sarau Garagem dos Livros de 12/09/14, em Porto Alegre
Ellen Augusta (eu) recitando o poema O frio a faz respirar
Marcio de Almeida Bueno (meu marido) fazendo acompanhamento musical para meu poema
Arthur Adams cantou uma música antiga
Homero Bueno (meu sogro) recita seu poema 'A Pedra', vencedor do Concurso Literário Mansueto Bernardi 2012

Juliana Soares minha amiga, que tive o prazer de reencontrar, faz a leitura de um texto de seu irmão.
Gerci Oliveira Godoy recita um de seus poemas
Beatriz Barbisan recitando um de seus poemas

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Apoio o fim da exploração animal

Tenho a honra de participar como colunista do site Olhar Animal .
Para ler meu depoimento em Apoio o fim da exploração animal, entre aqui e confira o depoimento de outros colunistas da Pensata Animal.
Em breve meus textos estarão no site e compartilharei com meus leitores aqui também.

Apoio o fim da exploração animal
É preciso destruir a ideia incutida no genoma de nossa espécie de que temos direito à tirania e ao poder sobre outros animais.

A maior prova de que essa pretensão não passa de ilusão, delírio ou fantasia coletiva, reside em que esse mau caratismo só tem trazido à humanidade mais problemas, desequilíbrios ambientais, desordens mentais e quase nada de significativo no processo de cura, saúde ou 'equilíbrio' de qualquer natureza, seja econômica ou de relações, advinda dessa exploração sem limites e dessa cadeia (prisão, jaula) generalizada que escraviza homens, animais e o conhecimento.

O uso de animais é inadmissível, não importa a forma nem a razão. Hoje os animais estão submetidos a uma infinidade de 'usos', seja na alimentação, no vestuário, como objeto sexual ou para suprir carências afetivas, moeda ou mercadoria, etc.

É preciso deixar o orgulho de lado, usar a mente e a ética, que tanto é pregada nas universidades e nos livros, e aprender que se você quer viver bem, se vire sozinho, descubra formas corretas, não use o outro como meio.

Ellen Augusta
Fundadora da Vanguarda Abolicionista, revisora, produtora de conteúdo Web, blogueira, vegana, feminista, defensora dos direitos humanos, atéia, escritora, poeta, colaboradora em ONG e licenciada em Biologia.

domingo, 14 de setembro de 2014

Sarau poético musical - letras solitárias, leitura em conjunto

A escrita quase sempre é um ato de solidão, escrevemos sozinhos, mesmo que dentro de nós exista o outro como objeto de nossa escrita, ou milhões de ideias que depois se traduzem em palavras.
As palavras no papel, se tornam públicas, pelo menos é o que quase todo escritor deseja. Ele quer expressar, e para tanto, há uma vontade de ser lido. Nem sempre, mas quase sempre.
Já escrevi para ninguém, já desejei a escrita como um ato sagrado, sem a necessidade dos olhos dos outros. Mas o mais emocionante é saber que você foi lido.
Participamos, eu, meu marido e meu sogro, do Sarau Poético Musical que acontece na Garagem dos Livros, mensalmente.
Ali descobri o aconchego de ser ouvida, de compartilhar, mas sobretudo ouvir.
Cada um tem ali um trabalho seu, uma leitura que o traduz, ou que simboliza seus gostos.
Dessa vez eu li uma poesia minha e A Minha Tragédia, poema de Florbela Espanca.
Florbela o escreveu de uma forma tão íntima, suas angústias ou seu encantamento poético, há tanto tempo passado, mas que me traduz, tão bem como aos seus secretos pensamentos.
Eu declamei o poema que eu fiz: O frio a faz respirar.
Leia e veja ele aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/06/o-frio-faz-respirar.html
A seguir postarei mais fotos e materiais - aguarde!

Filme Beyond Sight estreia em Portugal - a história do surfista brasileiro com deficiência visual


Recebi por e-mail:
Queremos convidar-te para a estreia portuguesa do filme Beyond Sight, que conta a fantástica história de Derek Rabelo, um surfista cego nascido no Brasil.
A estreia será no auditório da Colonia balnear O Século em São Pedro do Estoril, pelas 20h do dia 20 de Setembro. A entrada é gratuíta.

Para mais informações sobre o filme e para ver o trailer vai à nossa página do facebook ou ao nosso site, faz like e partilha o evento com os teus amigos


Porque esta é uma história que vale a pena ser contada esperamos que te juntes a nós para a ficar a conhecer, mas também que a partilhes com os teus amigos. Convida-os e venham todos assistir a uma história de vida que pode mudar a tua vida.

Ficamos à tua espera.

Pelos CS Portugal
Manuela Fernandes

Lei Arouca: as bases genéticas da falta de percepção

Foto: Marcio de Almeida Bueno
Ellen Augusta Valer de Freitas
publicado na ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais http://www.anda.jor.br/category/colunistas/ellen-augusta-valer-de-freitas  e
na Pensata Animal nº 15 - Setembro de 2008 - www.pensataanimal.net

No primeiro semestre deste ano, a senadora Marina Silva defendeu o ensino do criacionismo nas escolas, após participar de um simpósio sobre o assunto, ainda como ministra do Meio Ambiente. Pois o criacionismo, que é uma das inúmeras crenças religiosas a respeito do surgimento da vida, passaria a ser comparado à Evolução, ciência que explica por meio de claras evidências ao longo da história, e na própria composição dos organismos atuais, a trajetória da formação de novas espécies ao longo dos milhares de anos. O criacionismo é apenas um dos mitos sobre a criação do mundo e do ser humano, e deve ser respeitado como qualquer outro de qualquer religião, mas nunca comparado a uma teoria que é base da Biologia e de tantas outras ciências, até hoje nunca refutada. Muito ao contrário, com as descobertas mais recentes sobre o código genético, a teoria de Charles Darwin fica a cada dia mais consistente e fascinante.

As descobertas do naturalista Darwin seguem até hoje como uma espada que corta, provoca e derruba nosso orgulho mais básico. Concordo com os pesquisadores Richard Wrangham e Dale Peterson, que escreveram o livro ‘O Macho Demoníaco: As Origens da Agressividade Humana', que talvez o orgulho seja a principal característica dos grandes primatas - e, neste grupo, estamos incluídos. Uma característica que turva a percepção.

Aí entra a aprovação da Lei Arouca. Pois como explicar que ainda hoje, em face de tantas tecnologias e formas de obter novos conhecimentos, ainda se pratique a barbárie do uso de animais sencientes em pesquisas científicas - de caráter nem sempre claro, nem para os próprios pesquisadores? E como explicar que, embora existam muitas alternativas ao uso de animais de laboratório, e que na Europa estas já venham sendo usadas em diversos hospitais, centros de pesquisas e centros veterinários, aqui no nosso Terceiro Mundo preferimos pagar mais caro por ‘modelos vivos' que dão lucro à imensa indústria de animais?

Uma explicação para que a humanidade siga sobrepujando os animais, negando-lhes o estado de direito, humilhando suas necessidades mais básicas, pode ser a vergonha de admitir que os animais pertencem à mesma natureza humana ou que o ser humano é, enfim, um animal. O ser humano nega estender os direitos morais por diversas razões, desde o preconceito chamado especismo, até por que reconhecer que os animais têm direitos fere mais uma vez o orgulho humano, como muitas vezes na história já aconteceu. Desde o século de Darwin, é deveras difícil assimilar e admitir que não somos o centro do Universo e, se requeremos direitos de sermos respeitados e valorizados nos nossos instintos mais básicos, nada mais natural que estender esses direitos a animais que, como nós, ou como muitos de nós, sentem medo, dor, afeto e possuem até capacidade de abstração.

Nada mais lógico que, se nos regalamos seres dotados de capacidade intelectual, devemos por essa mesma razão aguçar nossa percepção para as necessidades dos outros animais, e não continuar seguindo no egoísmo puramente preconceituoso de colocar a humanidade em primeiro lugar. De fato, colocar o ser humano em primeiro plano não contribuiu para que o mesmo ficasse ileso das conseqüências de seus atos diante da Natureza. A cada dia, percebemos que nossas ações, ao contrário do que gostaríamos, nos coloca como seres frágeis diante de um cataclisma ambiental.

Imaginar que o criacionismo deva ser ensinado nas escolas junto com as idéias evolucionistas, desprezando as demais crenças religiosas e misturando-as com fatos comprováveis e básicos da ciência, é querer preservar o pseudo-poder que nos arrogamos há muitos séculos atrás, quando tais disparates até eram admissíveis em face da ignorância da época. Mas, hoje, não.

Ora, quem hoje considera plausível a teoria de Charles Darwin - e ela é, pois é a base da Biologia e de muitos estudos a ela relacionados - certamente precisa considerar as implicações morais desta brilhante descoberta. Tom Regan defende que não é apenas o sofrimento que infligimos aos animais que está errado. "O que está fundamentalmente errado, em vez, é o sistema inteiro, e não seus detalhes. Pela mesma razão que mulheres não existem para servir aos homens, os pobres para os ricos, e os fracos para os fortes, os animais também não existem para nos servir", aponta. Que já nos serviram, e muito, durante o desenvolvimento humano, não é justificativa para que sigamos explorando, mesmo com tecnologia e inteligência suficientes para utilizar alternativas - que já existem - e criar novas. Não há justificativa moral para a traição que lhes causamos.

Nossa responsabilidade moral por sermos sujeitos que modificam o mundo não nos confere o direito da tirania sobre os animais. Muito ao contrário, nos coloca a obrigação moral de libertar e reparar, se é que é possível, nossos erros. Mas, para tanto, é preciso percebê-los.

BIBLIOGRAFIA

RACHELS, J. Created from animals: the moral implication of Darwinism. Oxford: Oxford University Press, 1990.

WRANGHAM, R., PETERSON, D. O Macho Demoníaco: As Origens da Agressividade Humana. Comportamento, 1998.

REGAN, T. The Philosophy of Animal Rights by Dr. Tom Regan. Em: www.cultureandanimals.org/animalrights.

"DIREITO DOS ANIMAIS - PERGUNTAS E RESPOSTAS", em http://www.vegetarianismo.com.br

NACONECY, C. M. Ética e Animais: um guia de argumentação filosófica. EDIPUCRS, 2006.

Ellen Augusta Valer de Freitas
ellenaugusta@gmail.com
Licenciada em Biologia, com formação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos. Foi bolsista de Iniciação Científica pelo CNPq no Instituto Anchietano de Pesquisas. Tem experiência na área de Ecologia com ênfase em Zooarqueologia, atuando principalmente nos seguintes temas: captação de recursos aquáticos, gerenciamento recursos hídricos, estudo da alimentação de povos indígenas, educação e pesquisa em arqueofauna em alguns sítios arqueológicos do Projeto Corumbá - Pantanal. Trabalha atualmente com educação de jovens e adultos em escola particular, com enfoque para o assunto: ética e animais.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Almada de Lisboa

Quando meus pés estiverem sinuosos
para entrar em outros calçados.
Quando finalmente a cidade antiga puder me receber, pois anônima sou, como és...
As calçadas da Almada portuária.
Portugal
Me conservo como as pedras daquele farol.
Vou me deixando morrer enquanto há vida. Esperando algo de que já sei e busco.
O não lugar, porque não irei. Ele está dentro de mim. Caminho até seus cantos.
A cada dia que findo, se vai a existência, ao redor um banho de lágrimas.
É o mar, para quem o ama. Olhos molhados de sofrido ondular.
O santuário me espera, as construções semeadas de histórias, são fotografadas pelos meus olhos.
Capela de Ossos de Evora "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos" 
Ellen Augusta

Adoradores de militares e outras patologias

Auxílio moradia para magistrados, auxílio educação para filhos de juízes e desembargadores (cujos salários circulam em torno de trinta mil), as famosas e intocadas pensões para as eternas moças (intocadas?), filhas de militares, aposentadoria 'prêmio' para jogadores de futebol (Brasil, por que você não pára de jogar?), quer mais?
A lei já existente de impostos sobre grandes fortunas, que nunca é aplicada para não 'incomodar' a gente da Alta. Nem nunca será...Quem tocou no assunto foi perseguido até o fim.
E você, que nada sabe sobre 'os segredos de nosso país' só sabe falar mal do Bolsa Família, que foi a única coisa decente, que pôde tirar um pouco de grana que escorre a séculos para estas instâncias, de um país lambe-botas, de paga-paus,  adoradores de fardas.
Subservientes de merda.

Você que grita 'contra' o bolsa família e qualquer tentativa de reequilíbrio social, por que silencia diante de um cara como Demóstenes Torres (DEM), (amiguinho de Carlinhos Cachoeira, bicheiro do crime organizado - isso que você, defensor da redução da maioridade penal, também não tem ideia)?
Demóstenes Torres recebeu como prêmio por ter em sua ficha um monte de acusações, a volta para o cargo de Procurador do Estado. Mesmo afastado temporariamente, ele continua recebendo em torno de vinte e seis mil e benefícios.
E já aviso, para que o sujeito não tenha um ataque neurótico, achando que eu sou deste ou daquele partido, desta ou daquela estirpe, que não!
Não. Não sou como a maioria das pessoas que só pensa na política como pensa num time de futebol. Não sou como quem confunde memes com notícia, falando mal da Maria do Rosário, só por que era ministra dos Direitos Humanos (isso que você um dia irá precisar, mas não sabe que hoje mesmo todos nós precisamos), mas silencia diante de Bolsonaro, e tem até seu nome lá na comunidade de adoradores dele, que é um militar.
Como essa gente adora uma farda! E adora um macho! E quanto mais racista, mais fascista, mais xenófobo ele for, mais silêncio.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Cara de qual carne?

Capsicum annuum var. annuum ‘Peter ‘ ( Penis Pepper) .
artigo de Ellen Augusta publicado na ANDA http://www.anda.jor.br
Minha coluna pode ser lida, com atualizações mensais, neste link: ColunaDesobediênciaVegana

Recentemente uma pessoa famosa foi vista com um casaco de pele. A pele era falsa, mas como a celebridade é alvo de fofoca, só depois foi confirmado o fato. Até então, os mesmos que espalharam o boato, não se furtaram de usar seus sapatos e artefatos de couro – que é pele sem pelos – nem deixaram de tomar leite, nem de praticar toda a extensão do mal que causam aos animais. Mas julgam-se defensores, gritam em nome de uma justiça que talvez não sejam capazes de fazer.
O que a celebridade incentivou, na verdade, foi a indústria têxtil que não utiliza peles de animais.
O que essas pessoas ‘críticas’ incentivam, é a indústria do couro e o cinismo, de que se pode comer e utilizar uns, e sacralizar outros. É muito mais nocivo usar algo de origem animal, mesmo escondido, do que usar um produto que poupe os animais. Lembrando que os curtumes de couro podem poluir até muito mais, pois é mais comum. Nas lojas, vendedoras mal informadas dizem: couro é caro. Mentira. Existem couros animais de todos os tipos, vagabundos. A carne e o couro brasileiro nem são aceitos em alguns países pela sua baixa qualidade, exploração do trabalho e poluição.
O purismo de evitar as comidas veganas que ‘lembram’ carne beira a ingenuidade, já que o sabor é independente do formato e da origem. O sabor defumado da carne, soja ou glútem, bem como embutidos, vem da fumaça, basicamente. É um método antigo e era aplicado até mesmo ao chá na China.
É preciso deixar de endeusar a carne e esse é um erro que até mesmo veganos cometem quando se recusam a comer coisas veganas, só porque se parecem com carne. Não se desapegaram, é preciso desencanar. Desprezam a criatividade dos chefs, os avanços da indústria e mercado, que criam sabores atribuídos erroneamente à carne. Ficar implicando porque algo parece ovo ou lembra o gosto de queijo é preciosismo, pois animais estão morrendo de verdade e as pessoas os comem muito mais por vício, lobby e imposição social. É um resquício da visão especista achar que livrando-se da forma, liberta-se do conteúdo.
Os alimentos práticos foram criados para o dia a dia. A salsicha, por exemplo, era feita de tripas de animais. Foi substituída por celulose vegetal. Os veganos substituem seu conteúdo por produtos vegetais. A salsicha tem praticidade semelhante à banana, uma fruta que nem precisa ser lavada e pode ser consumida em qualquer parte. O leite vegetal, o (‘milk’)-shake vegetal, o pão, tudo é prático e não queremos deixar de comê-los. Queremos deixar de explorar os animais.
Toda a alimentação vegana corresponde à alimentação que ‘lá fora’ é de origem animal. A pizza vegana, é uma versão da pizza que, comumente é feita com ingredientes de origem animal. Um cogumelo (Reino Fungi) que, botanicamente falando, não é nem do Reino Vegetal nem do Reino Animal, tem sabores que lembram carnes na maior parte das vezes. Ele é saboroso e nutritivo. Até mesmo um inocente azeite aromático que eu preparo em casa com alho e manjericão, tem gosto de linguiça! Pois a base do tempero da linguiça é praticamente a mesma.
Algumas coisas, ao contrário, eram originalmente vegetais, e foram adaptadas à culinária tradicional por misturas culturais e as pessoas nem sabem, mas se recusam a comer a versão vegana. Há sabores únicos na culinária vegana, porém, pode-se criar pratos comuns, como os que lembram as coisas da infância, trazendo para perto da filosofia vegana, muitas pessoas.
O argumento de que a carne é nojenta não coloca em dúvida o ato de comer ou não animais. Questões particulares não se aplicam ao todo. A carne e derivados de origem animal, ovos, leite, queijo, couros-peles, são símbolos de exploração, porém atribuir nojo como o único argumento para o não consumo de carne não sensibiliza quem come carne e não sente nojo algum, pois este não foi o motivo que fez a maioria das pessoas a parar de comer carne. Nem mesmo o argumento de que ela faz mal para a saúde é convincente, já que há pessoas saudáveis a consumir animais.
O incômodo para elas é de outra natureza. Há pesquisas aos montes comprovando a longevidade e saúde dos veganos, do nascimento à velhice. Mas o ser vegano é um estilo de vida baseado na ética, pois somos contrários à exploração de animais ‘felizes’ e às ditas galinhas saudáveis e vacas verdes, já que é o mesmo que bater com permissão ou com anestesia.
Não há um selo que consagra à pecuária e à carne e derivados de origem animal a detenção dos direitos sobre os sabores, formatos e até mesmo os nomes para alimentos e para o nosso paladar. Então é preciso acordar para o fato de que não existe patente requerida para o sabor.

sábado, 6 de setembro de 2014

Sombras Translúcidas


Esse vestido encontrei em um brechó, foi meu durante alguns dias e já não está mais comigo.
Embora eu tenha o sombrio dentro de mim. Nada me rotula facilmente. Não cumpro papel. E me divirto com quem tenta me taxar. Tenho a luz e a escuridão dentro de mim. Sim e não. Não sei.
Mas que é lindo um vestido translúcido como este, sim!
Minha vida é frugal, prática e urbana. Meu estilo de vestir, portanto, é outro. Mas guardo dentro de mim as noites de cemitérios, os gritos das corujas e todas as letras de meus poemas, todas as prosas poéticas, sem precisar me fantasiar de nada.
Se eu quiser, visto minhas cores soturnas, que pode ser o branco para alguns góticos, ou o preto, ou todas as cores... ou me dedico a escrever. O clima define. Amo todas as estações do ano. Não pago pau para o Inverno, mas prefiro-o, assim como os dias de temporal. Espero com nostalgia a chegada da Primavera.
Este vestido foi comprado no Brechó pelos animais Bichos e Amigos, que ocorre amanhã, das 10h às 17h na rua Aliança, 289, que corta a Assis Brasil entre o Bourbon Wallig e o Shopping Lindória, Zona Norte de Porto Alegre.
Vamos lá poetas e amigos, alegres ou tristes, ajudar animais carentes?

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

As mulheres e a poesia

Participei de um encontro de escritoras poetas no MARGS.
O recital era destinado à apresentação dos poemas da Beatriz Barbisam, mas todos tiveram a oportunidade de declamar seus poemas e até eu!

Encontrei a poeta que admiro bastante, chamada Gerci Oliveira Godoy.
Essas duas poetas participam de um grupo de escritores e são super receptivos, e pude recitar um poema que fiz para minha amiga, poeta e escritora, Maria Helena Sleutjes.
Eu estava muito tímida, portanto o tom do texto ficou totalmente diferente do que deveria estar, mas valeu para uma primeira recitação poética... Eu que estou acostumada a falar em público, já fui professora por mais de dez anos... mas para um poema, fiquei trêmula. O poder do outro.
Todos os poemas recitados eram, em sua maioria, doces, cotidianos, nessa linha. Quando entrou o meu, eu senti que era o sombrio que entrava pela janela. E gostei. Já anoitecia, de qualquer forma. Amo a poesia das sombras. Adoro o singelo, mas chamo o obscuro. E admiro os poetas que mesclam as coisas lindas e frescas com a morte e a solidão, como Mário Quintana, que muita gente ainda não entendeu.


Recitei o poema A alma do farol em homenagem à Maria Helena Sleutjes. Ao meu lado está a escritora poeta Beatriz Barbisam, o encontro era dedicado a ela e seus poemas.

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Eu só voto na Gentalha

Seu Barriga é  favor de que se cobre apenas 14 meses de aluguel e que se more toda a vida na vila.
Chapolin defende os Motoboys e que se tenha direito a falar com seu amigo invisível, Don Casinto quantas vezes se lhe der na telha.
Seu Madruga defende o direito ao ócio e um país sem aluguel. Tempo para viver sua vida, sem sustentar patrão, inventando trabalhos simples para viver em meio à gentalha. Sou sua fã!
Oh Acapulco! como diz a música Golden México, de Joelho de Porco.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Me sinto ridícula - o amor adolescente

Para Marcio de Almeida Bueno
Com tesoura corto, tudo o que você me oferece
Paciência e Amor.
Ancestrais de outras eras, espelho de minhas tristezas.
Eu já perdi tanto
De minhas mãos
As palavras ácidas calam,
Escândalos tolos.
Sempre fui assim. O amor abrindo portas.
Meus pés pisando em pedras.
As lágrimas antigas brotam, do vazio profundo.
Me sinto ridícula/não sei escrever.
Exijo firulas, você me traz conforto.
Ellen Augusta
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