terça-feira, 26 de agosto de 2014

A melhor comida do mundo é a comida vegana

A base da alimentação humana é vegetal. Sem dúvida alguma. Eu adoro comer. Isso é outra certeza.
E agora estou experimentando o prazer de cozinhar.
 O cenário dessa expressão de prazer é o restaurante chinês vegetariano Casa Oriental. Depois que adotei um modo de vida frugal, não fui mais em restaurantes. Mas quando retorno lá, eu lembro de como amo a comida chinesa.
Eles inventaram a massa, o tofu, o agridoce e todas as maravilhas vindas da soja. A comida chinesa tem muitas opções veganas e os restaurantes chineses vegetarianos tem opções, só é preciso perguntar bem. Depois de saber quais são as opções veganas, os pratos não variam muito, o que é bom, pois não há surpresas. Eles vendem o melhor chá verde, que é o chá verde com jasmim.
Em breve uma postagem sobre esse chá diviníssimo...
O Restaurante Casa Oriental fica na Rua Felipe Camarão, 61 - Rio Branco
Telefones: (51) 3061-7387

domingo, 24 de agosto de 2014

A infância através do espelho - acriança no adulto, a literatura na psicanálise

Já tive minhas épocas de ler alguns livros de psicologia, como já li sobre muitas coisas, amadora de tudo, especialista de nada. Hoje posso me dar a liberdade de vagar, por que não é preciso ser restrito. E fico longe, cada vez mais longe dessa 'especialidade', dessas pessoas que tudo sabem sobre um assunto, e nada sabem sobre mais nada. Como muita gente da época da minha faculdade, verdadeiros torpes metidos nas salas de suas especiarias, ignorantes no tudo o mais que os cercavam.

Porém, jamais devemos desprezar os que verdadeiramente estudam, pois destes dependem toda a sabedoria.

Um dos autores que descobri sozinha foi Freud. Com uma amiga, foi Carl Gustav Jung. Na sua esteira estão livros como Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola, que depois descobri com Ezio Flavio Bazzo, ácido, que eram puramente simbologia escrita por homens para mulheres. De um certo ponto de vista, lhe dei razão, e neste post você verá porquê.

Os livros de psicologia modernos são sempre aqueles livros padronizados, com aquele caráter corporativo. Falam como professorinhas chatas. Ou como professor pateta com conselhos bunda.
Quem nunca olhou pela janela da sala de aula, para ver que o mundo lá fora, se é de crianças, verdeja, se é de adolescentes, pega fogo.

O livro que estou lendo chama-se A infância através do espelho - a criança no adulto, a literatura na psicanálise. E me foi recomendado por alguém com total autoridade no assunto. Por isso aceitei como um presente e um elogio. A literatura foi uma forma de eu, criança, lidar com a solidão. A literatura foi a maneira de eu não ter que depender de religiões e deuses inúteis. Já havia descoberto isso lá na infância quando comecei a ler historinhas infantis, e não me apegar a estrelinhas da sorte.  No dia em que esse livro veio em minhas mãos, eu soube disso em terapia.

Começo sempre pela crítica no que não gostei.
No capítulo sobre sexualidade, o autor já inicia com aquele papo velho de colocar o peso em cima das mães sobre o futuro da sexualidade dos bebês.
Nenhum pio sobre a homossexualidade, essa ambivalência.
Depois, como se estivesse a falar para uma plateia de homens, vem com uma história sexual de um gaúcho, típica das bravatas que se contam por aqui.
O autor, portoalegrense, não foi nada criativo ao escolher como exemplo, o macho gaúcho, sutilmente citado como barranqueador (aquele que transa com animais no campo) que costuma chamar sua parceira de égua. Ele cumpriu seu papel de homem. Como feminista, animalista e leitora, esperava algo melhor.
Especialmente neste assunto delicado que é a infância e a sexualidade.
Daí, foi como se o livro tivesse um divisor, pois esse capítulo foi atípico. Os outros tiveram a mesma qualidade. Foram fluidos e emocionantes, requisito total para leitura.
Ele reuniu a literatura com a psicanálise de uma forma poética, entrelaçando conceitos e mostrando saídas, e também falou de projetos com crianças carentes que realiza em Porto Alegre e de sua experiência no exterior. Lágrimas, sorrisos, pensamentos, reflexões, algumas das coisas que o livro precisa provocar para ser lido, ali encontrei. E principalmente - o assunto Literatura, Poesia, Livros, Escritores, Poetas.
A sexualidade infantil, como sempre, assim como a feminina, ficou em aberto.

O livro chama-se A infância através do espelho - acriança no adulto, a literatura na psicanálise, de Celso Gutfreind.

sábado, 23 de agosto de 2014

Veganas no evento de fitness

Preparada para uma social no evento de fitness. Fui com minha roupa de sempre, pois vivo esportiva. Legging e camiseta com barriguinha de fora, pois tava calor e estava louca para me aparecer. Estou sendo sincera.
Imaginei que estaria à altura do evento. Me enganei. As pessoas estavam arrumadíssimas. Tudo bem, eu adoro chocar! Adoro ir em todos os eventos que existem pela cidade. Assim conhecemos a cultura, nos fazemos presente, conhecemos pessoas. Eu gosto mesmo de fazer amigos. Fui para tomar uns bons copos de água, refrigerante, café, pois o restante não poderia provar: comida - nada vegano, não bebo também. E para os chatos ou pseudolibertários - não, não tem nada a ver com o veganismo o fato de eu não beber. Não bebo por que não estou a fim.
Os eventos são nada democráticos pois pensam que todos tem a mesma cabeça - só que não é bem assim. Tem muita gente diferente no mundo, só que não no mundo dessa gente.
foto de Marcio de Almeida Bueno/http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
Os olhares logo na entrada já provocaram minha vontade de rir. Foram diretamente para minha barriga, para minha roupa, etc. Puxa, era um evento de moda esportiva, eu estava à vontade.
Andamos pelo salão todo, conversamos, fomos bem atendidas pelos anfitriões, isso sim! Fomos fotografadas, claro. Não posso me queixar de que nossa beleza chamou a atenção.

De repente, o fato de sermos veganas logo foi notado por três patricinhas bem ao nosso lado. De uma forma bem deselegante elas começaram a conversar alto e a falar sobre o assunto, de uma forma meio preconceituosa, sem se dar conta de que o lugar era um cubículo e que qualquer de nós poderia notar e ouvir suas línguas de trapo.

Dei um jeito de deixar claro de que estávamos ali. Não sei se puderam notar. Pois estas pessoas gostam de constranger, mas não aceitam serem constrangidas.

É curioso que neste mundinho de gente que se submete sem muitos questionamentos a tratamentos estéticos, 'detox', malhação, bombas, musculação, parafernálias idiotas para 'ficar bonita (o)' (e eu vejo nestes lugares algumas pessoas cada vez mais envelhecidas), etc etc, mas achem tão completamente estranho o fato do outro adotar um estilo diferente de vida...
No extremo da sala, outra pessoa disse para uma amiga minha, do meu lado: "não é bom ser tão magra".
Num minuto antes, era um elogio sobre minha magreza e agora fazia conciliação besta falando essa frase sem sentido. Não é bom? Ué?
As mulheres (e já vi até alguns homens) não suportam ver uma pessoa magra e parece que uma hora a coisa vaza e elas têm que falar alguma coisa! E tem que ser nesse nível. Ou elas ficam quietas e estoura em outro lugar, como neste comentário desnecessário. Tipo, não é bom ser tão magra, então por que tanto papo idiota sobre regime, elogios sobre minha magreza um minuto antes???
Eu prefiro silêncio. Do que ouvir qualquer coisa infantil, primária.
Se alguém vem pedir uma dica ou desabafar sobre o fato de precisar emagrecer, etc, eu incentivo a assumir seu corpo, ou então emagrecer se é isso mesmo o que ela/ele quer. Mas jamais digo uma idiotice dessa. Eu acho muito bom ser magra. E conheço mulher que adora ser gorda. Conheço mesmo, pessoalmente.
E acho que tem que ser isso mesmo, tem que se gostar.
Para quem acha que é puro esnobismo, já vou avisando: Tire seu asno/cão/mula/homem/mulher da chuva. Não é não. Já sofri muito preconceito pelo fato de ser magra, já ouvi muita coisa, sei o que as pessoas passam, tanto gordos como magros, sei que a sociedade é feita de pessoas imperfeitas, mas as pessoas não sabem disso. Hoje eu gosto de mim e espero de coração que todos se aceitem e vejam a beleza em si mesmos.
foto de Marcio de Almeida Bueno/http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
E para quem caiu no mundo hoje de manhã:
Preocupar-se com a opinião do macharedo - Os camaradas não se importam, ao contrário, os bons mesmo adoram mulher de verdade, que se assumem.
As mulheres, mulherzinhas, como as que eu vejo em alguns lugares, estão preocupadas na maior parte do tempo com elas mesmas, e se te examinam, é para se comparar.
Já vi mulher olhar para minha barriga com "olhos de Kiko" (o do Chaves) e depois olhar bem para a minha bunda, na praia e aqui mesmo na cidade. Acho que o machismo existe e toma conta por causa da tirania desse tipo de mulher/ e tem aos montes.
Mas existe algo super natural que é aquela pessoa que se importa com outra pessoa, que tem corpo ligado ao cérebro e ali tem mente. A conversa flui numa boa e o corpo não segura a alma.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Quinta de pizza vegana - Gastronomia de casa

 Aqui em casa o marido cozinha. Eu só sei comer. E cozinho raramente, não gosto muito, ajudo em tudo, claro. A cozinha é feita de muita ajuda sempre, mas no fundo o que eu gosto é de comer e tomar chá. Arrumar a casa é comigo, enfeitar e limpar... mas não espere muito brilho pois quem vem aqui já sabe, que é conforme meus dias...
 A pizza vegana é uma delícia, é fácil de fazer, é barata e os ingredientes variam, a gente pode inventar por que na verdade, o mais difícil mesmo é o queijo vegetal, coisa que nossa amiga Tati está fazendo. Ela faz queijo vegetal e também um requeijão vegano delicioso, que usamos nas pizzas e nas massas também.
 Sem o queijo também pode-se fazer uma maionese vegana, um creme de soja, as opções são tantas, tudo econômico e saboroso. Testando e aprovando sempre. A massa de pizza pronta, vegana, sem traços de origem animal, no super custa menos de 3 pila. Fazendo em casa também é possível.
Essas pizzas deliciosas, fizemos especialmente para nossa amiga Tati que veio aqui em casa depois de muito tempo sem nos visitar... Foi temperada com orégano e eu comprei alguns temperos novos como curry, chimichurri sem pimenta, pois tem muita aqui, e também pimenta síria, e fomos experimentando nas pizzas.
Os cogumelos são para mim! Adoro essas arvorezinhas, casinhas de gnomos, chapeuzinhos encantados...

Gun Powder Tea ou Chá Grão de Pão

O Gunpowder Tea, 珠茶,  zhū chá é o chá verde da Província de Zhejiang, na China.
As folhas são enroladas em pequenas bolinhas, e o cheiro lembra hortelã.
Para melhor sabor, deixa-se 3 a 4 minutos na água quente, sem ficar amargo. Mesmo assim senti um leve amargor, que uma amiga minha não sentiu. Ela gostou do chá. Eu gostei, pois adoro chá, mas tenho outros preferidos.
Ele também é chamado de chá pólvora, é o termo inglês, do qual entenderam mal a palavra chinesa que soava parecida com 'polvora': 剛 泡 的
O termo chinês significa grão de pão, pois significaria feito a pouco tempo.
O chá Grão de Pão foi um dos primeiros chás exportados para fora da China por volta do século 17 e é atualmente exportada para mais de 40 países.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Direto de Porto Alegre: Da série 'Vida frugal'

O simpático casal de Taiwan, Hirário e Cintia e seus ajudantes, filhos e netos... somos clientes fixos... tem de tudo ali, muitas opções veganas. Eu compro chá e sushi vegano.
Bancas de frutas, já conheço algumas... as alfaces compro sempre na mesma banca, duram muito e são ótimas...
Não perco meu caldo de cana por nada, já compro em litro e levo na sacola para não vazar...

Direto de Porto Alegre: Da série 'Vida frugal': Na foto, alface, couve, alho, banana, maçã, shoyu sem glutamato monossódico, cebola - R$ 1 cada pacote, sushi vegano e pãezinhos chineses ...

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Uma noite de sexo

Ela me deu o convite e sorriu:
É sexo!
Fiquei curiosa... Será que vou?
Fui...
...pensando em fazer matérias para o blog...
O lugar estava decorado com rendas vermelhas e pretas, todo iluminado com luzes coloridas e - adoro luzes... o ambiente foi todo decorado para o assunto principal... o sexo.
O que era um salão de beleza, virou um lugar cheio de produtos eróticos interessantes, destacando-se pelas embalagens coloridas e formatos diferentes... ou nem tão diferentes, já que insinuam momentos e partes íntimas.
Produtos sedutores com nomes sugestivos como '220 Volts'. E eu pensando comigo: Será que não tem uma versão '110 Volts' para as novatas?
Neste clima, quem passava ali, na rua, e olhava para dentro, vendo aquelas mulheres segurando paus de borracha, com aquele sorriso na cara, só poderia pensar em uma coisa:
sexo!@
Quanto de tempo dedicamos ao nosso interior, ao nosso bem estar, a nós mesmas, em um dia? Foi assim que a palestrante iniciou o papo sobre sexo, e nos apresentou todos os produtos e dicas sobre o tema.
A minha resposta eu sei, mas muitas daquelas mulheres tem vidas agitadas, trabalhos difíceis, estudam e ainda precisam encontrar dentro desse dia um minuto para si mesmas.


A ideia deste encontro foi a de estimular os sentidos, juntar mulheres e conhecer esse mundo de apetrechos que mais parecem brinquedos de adultos.
O Salão de Beleza chama-se Bella Imagem e fica na Anita Garibaldi, 400 e a Sex Shop chama-se Santa de Casa http://www.santadecasa.com.br/

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Era tudo teatro

O cara fica velho e vai 'comprando' todo o pacote. Vai ficando reaça, vai te criticando, vai te rotulando prontamente, etc, etc....
Ou seja - o cérebro vai congelando e virando uma pedra.
Você não pode escrever uma linha fora do lugar, nem desamarrar o sapato.
Os roqueiros dos anos oitenta: alguns estão mais reaças que os velhos militares,
provocando vergonha e desprezo em quem no mínimo esperava respeito à música e ao
rock.
Mas a tristeza dessa época não se limita a eles:
Quem sempre foi de questionar, hoje, só sabe encher a cara.
Quem sempre foi de escrever, hoje só sabe apontar e julgar.
Os livros estão na estante e não mais nos olhos.
Há uma resistência ao novo. Uma resistência tão forte que eu chego a sentir à longa
distância, pois percebo sensivelmente quando alguém, sem entender, se recusa a
conhecer.
Toda aquela pose de conhecimento, as roupas 'diferentes', os livros que todos liam, as
músicas que todos ouviam, era tudo teatro? Ou acabou a cachaça? Talvez estivesse escuro demais. A noite torna tudo mais bonito. Quem é rasteiro pensa que futilidade é filosofia.
Vendo o excelente filme sobre Raul Seixas, O Início, O Fim e O Meio, pude perceber que até mesmo
hoje, as letras de Raul Seixas e Paulo Coelho ainda são subversivas e atuais.
Mas é uma pena que hoje, músicos do rock dos anos 80 sem carreira ou com carreiras decadentes, andem espalhando declarações vexatórias na imprensa, provando que a cabeça deles esvaziou, ou que ali nunca teve nada.
Ao pé da letra - 'radicalmente', uso a vida como caminho, levando livros para todos, escrevendo e lendo, pois a poesia precisa andar  - a letra no Pé.
Triste é quem fez aquele teatro todo de gente bonita e intelectual, leu os livros certos e usou as roupas legais, mas não colocou a cabeça para funcionar e esqueceu das pessoas.
Hoje só sabe enfiar o dedão no celular, é conservador e preconceituoso. As roupas não significam nada, nunca importaram, pois o que sempre valeu levamos dentro.
Quem é verdadeiramente perfumado pela literatura, quem verdadeiramente pensa, pensará sempre, terá a mente refrescada pela capacidade de repensar e ser flexível.
Ser amigo é a melhor coisa do mundo.
Isso vale mais do que a melhor roupa e a melhor pose. E um dia a casa cai para essa gente que se faz de entendido em coisa alguma, porque eu percebo de longe e, aliás, detesto teatro.

domingo, 17 de agosto de 2014

A religião e a BESTA humana

Contribuição do escritor Ezio Flavio Bazzo

Campanha contra a carnificina de Gadhimai, o ‘festival’ religioso onde se massacra 500.000 animais
http://www.publico.es/actualidad/538615/campana-contra-la-carniceria-de-gadhimai-el-festival-donde-se-mata-a-500-000-animales
Búfalos, cabras, cordeiros, pombos e todos os animais que estejam ao alcance das mãos desses crentes fanáticos são mutilados ou executados a cada cinco anos no Festival Gadhimai, de Nepal; o ritual religioso com animais mais sangrento do mundo.
Durante todo o mês de novembro de 2014, Bariyarpur, ao sul do país asiático, será o cenário de uma nova carnificina em que 500.000 animais serão executados em honra da deusa hindu que dá nome ao evento; um acontecimento para o qual estarão reunidas cerca de cinco milhões de pessoas que consumirão bebidas alcoólicas e executarão os animais a golpes de facas e facões.
Existem no mundo muitos outros festivais religiosos com sacrifícios de animais, mas este é o mais sangrento de todos, no qual mais animais são mortos, denuncia ao jornal Público (da Espanha) Javier Moreno, cofundador de Igualdade Animal, lembrando que o festival "tem longa tradição", e que na última “celebração”, em 2009, executaram 200.000 animais, em um evento em que o próprio Governo nepalês destinou fundos públicos.
Para evitar a continuação desta barbárie, Igualdade Animal e a organização Last Chance For Animals lançaram esta quarta-feira (13 de agosto de 2014) uma campanha mundial na qual exigem ao Governo do Nepal que tome alguma medida sobre o assunto. Até a meia-noite de terça-feira já haviam conseguido mais de 8.100 firmas, que pretendem usar como elemento de pressão enquanto se aprofundam em seus contatos com as autoridades do Nepal. Não é que as conversações sejam esperançosas, mas, pelo menos, desta vez, estão nos escutando, afirma Moreno.
O cofundador de Igualdade Animal insiste em que a organização "respeita a liberdade religiosa", mas tenta evitar por todos os meios este novo massacre que se baseia "na justificativa da tradição"... Ele lembra ainda, que a petição oferece outras alternativas "como oferecer um pouco de sangre à deusa, algo que não implique uma tamanha matança de animais".
Matar animais para, supostamente, conseguir saúde e prosperidade
"Os participantes acreditam (como todos os crentes) que matar estes animais trará a eles saúde e prosperidade. A cerimônia começa com os impiedosos esfaqueamentos dos búfalos, nas patas traseiras, para depois decapitá-los. Tudo isto feito diante de crianças, que presenciam o massacre.", relata Moreno.
Os animais - que posteriormente servirão de alimento - são comprados em diversas localidades, e muitos são transportados desde municípios distantes, em péssimas condições, para depois assistir a sua própria execução.
A campanha saiu à luz esta quarta-feira em oito países (entre eles Índia e EUA) com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre este tipo de práticas tão bárbaras, que a cada ano tiram as vidas de milhares de animais em todo o planeta.

sábado, 16 de agosto de 2014

O mago que sonhava com sua máquina de escrever

Fui ver o filme sobre a vida de Paulo Coelho, Não Pare Na Pista - A melhor história de Paulo Coelho.
Na volta do cinema, na feira de legumes e frutas da capital, um feirante me contou que tem boa parte dos livros dele na estante.
Numa época em que os livros são baratos e são para todos, muita gente adoraria viver no tempo dos escribas. É o esnobismo intelectual. Não suportam a ideia de um feirante lendo.
Observo a forma como as pessoas criticam Paulo Coelho, sem nunca terem lido
um de seus livros. Por que essa perseguição?
Eu os li em minha adolescência.
Eu leio compulsivamente e não gosto de comparar escritores. São como o chá. Cada um tem um aroma e um sabor.
Os críticos se consideram superiores e entendidos.
Os invejosos, os ressentidos, fazem desses escritores fantásticos, alvos eternos.
Não pare na pista, conta a vida deste fenômeno que vende milhões de livros, usando palavras simples, cristianismo, simbologia, cativando o mundo inteiro.
Hoje eu detesto esoterismo e passo longe do que cheira à mística ou religião, mas amo simbolismos e Paulo Coelho sempre foi bom nisso.
Estudando artigos sobre as famosas acusações de plágios, francamente, não formei opinião. Nem me interessa formar nada. Tenho pavor de posições.
Sou mais da reflexão de Ezio Flavio Bazzo que diz "É importante lembrar e
tomar consciência de que, principalmente no chamado mundo artístico, onde todo mundo vive persecutoriamente se acusando de plágio, de cleptomania e de roubo de idéias, quase
nada é de autoria originária e legítima de alguém. Todos se nutrem dos mais variados furtos
intelectualóides, cuja propriedade e cujos direitos autorais, se fosse o caso, quase sempre
pertenceriam a remotos e esquecidos cadáveres."
O encontro dos dois malucos foi o ponto alto do filme. Não sou muito de ouvir Raul Seixas, mas as melhores canções vem de suas parcerias com Paulo Coelho. O que amei mesmo foi ter visto Paulo Coelho adolescente, sonhando como todos os escritores, desejando sua primeira máquina de escrever.

Para ler mais sobre plágio aqui vai a dica:
http://eziobazzo.blogspot.com.br/2009/01/psicopatologia-do-plgio.html