sábado, 31 de janeiro de 2015

O que aprendi com Chaves - Águas Frescas del Chavo

O México está entre os países do mundo que mais consomem sucos de frutas. O hábito está relacionado ao forte calor, é comum ver águas frescas sendo vendidas nas regiões quentes do país.

Aqueles que "amam o Verão", consideram sempre a temperatura desde sua piscina ou praia. Meus vizinhos, se entocam dentro de casa com o ar condicionado ligado 24 horas, até mesmo quando não estão em casa. Os apagões comuns aqui na vizinhança se devem a eles. Já os descrevi aqui nesta postagem: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/10/para-que-janelas-tao-grandes-se-estao.html e pode crer, não compactuo com isto.

Ignoram o calor do mundo urbano, o inferno de quem trabalha sobre ou abaixo do asfalto. Será que só pensam na moda? Meu marido, que também detesta o calor,  viu um dia um sujeito sair de um buraco no asfalto, fervendo ao Sol. Ali deveria estar fazendo uns oitenta graus. O colega entregou a ele um sorvete.
Há também os cavalos andando no asfalto quente, invisíveis o ano inteiro,  mas estupidamente sofríveis nesta época. E os animais ficam com sede, pois os humanos sem compaixão deixam as ruas secas. O maior índice de abandono de animais ocorre nesta época, em que o país só sabe festejar. Como se houvesse muitas razões para tal, não? E, para tanto, abandonam animais nas praias e na cidade.
A energia elétrica indo por água abaixo, quando os picos de consumo de luz sobem nas alturas.
O consumo de águas frescas está relacionado também à camada mais simples da população, é um símbolo da cultura do país.
Águas frescas é uma bebida mexicana feita de frutas, grãos e açúcar, e água, não alcóolica.
As águas mais populares são àgua de Jamaia, água de limão ou limonada, laranjada, de água de tamarindo e de horchata de arroz.
A horchata é, por sua vez, uma bebida fermentada, esta sim, levemente alcoólica, que pode ser feita de diversos cereais. Já tive a sorte de prová-la e irei falar dela em outra ocasião. Pois é uma bevida à parte e tem longa história, além disso ela é vegana e probiótica.

Pois El Chavo del Ocho nos ensinou o que são as Águas Frescas, no episódio, Las Águas Frescas, que na versão brasileira chama-se Os refrescos do Chaves, mas existem muitas versões, ou episódios semelhantes.
 Os refrescos do Chaves são águas da chuva saborizadas! Ele encontrou os baldes cheios de águas e foi só questão de dar-lhes sabor! Uma forma bem humorada de nos dar a conhecer a cultura do México.
 Muitos dos que assistem Chaves aprendem sobre o México e culturas relacionadas através do carinho que existe entre os fãs e as obras de Chespirito, que resgatou detalhes da cultura do país e do mundo no seu trabalho. Muitos de nós saíram em busca do significado de palavras, músicas, e povos a fim de conhecer mais acerca do que estava a descobrir.

No episódio de Chapolin Colorado, La mansion de los duendes, os donos da casa usam a Água de Jamaica para atrair os duendes. Existe realmente uma lenda antiga, de que os duendes gostam de água de jamaica, que nada mais é do que o chá de hibisco, só que gelado.
minha mãe tinha este jarro de plástico, era comum nestas épocas.
No restaurant de Dona Florinda também não poderia faltar águas frescas
Assista os episódios do Chaves!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Casa própria carro e carne - às custas de trabalho escravo

O governo de direita aqui do Estado no primeiro momento de estreia, fechou quase todas as secretarias de apoio aos Direitos Humanos.
Uma das primeiras a serem fechadas foi a de apoio à mulher. A Secretaria dos Direitos Humanos da Presidencia da República sobreviverá a um governo de direita?
É muito fácil para o pensador de direita, aquele papinho de que "todo mundo tem o direito de ter seu próprio carro", como esses dias eu ouvi um chinelão falando no rádio. Um palhaço classe média pagando prestação de carro, com discurso ensinado, acha fácil que todos tenham o seu. Mas essa ideia não funciona para o outro lado, o de quem não consegue pagar, ou o lado de quem não quer ter carro.

Dentro da lógica da 'livre concorrencia', é muito fácil o direitoso ter esse pensamento, mas, o livre é até certo ponto. Quando começa a liberdade incomodar, começam as regras, a favor da elite, é claro.
Não acho que todos tenham que ter carro. Ao contrário, que sejam até mesmo implantados limites ao consumo desenfreado de veículos, até o dia em que as pessoas aprendam a dirigir e sejam responsáveis pelo destino das carcaças dos automóveis, ou pelo menos, cobrem as empresas por isso. Como é feito em outros países, aliás.

Considero de uma tremenda descessecidade a conversa inútil sobre os buracos nas estradas, eterna pauta dos motoristas que, com a cidade voltada para eles, esquecem do restante do viver. O eterno jogo do empresariado afoito por melhores estradas por onde escoar sua produção, o cidadão com os olhos no chão de asfalto, anotando no papel cada buraco e cobrando do Estado uma solução.
O mundo não é apenas teu carro idiota, teu chão de borracha, teu celular de petróleo.

O trabalho escravo, assunto esquecido da maior parte das pessoas, é algo que acontece no silêncio das engrenagens industriais, na pecuária para o carnista comer carne quando lhe aprouver, no mercado das construtoras para o sonho do apegado à casa-própria a qualquer preço, mesmo que custe uma fortuna!
Como ninguém está interessado, e nem mesmo sabe o que é Direitos Humanos,  pessoas escravizadas ficam à própria sorte. A PEC do trabalho escravo custa a ser regulamentada pois vai contra muitos interesses. Claro, como grande parte dos fazendeiros de grandes e de até mesmo de pequenas propriedades empregam toda a família e inclusive crianças, as fazem trabalhar de graça, a troco de comida e favores, ninguém quer meter a colher nesta briga. Isso deixa em aberto uma grande brecha.
Cínicos.

A ideia de que os Direitos Humanos defende ladrão, foi um atraso para o brasileiro.
Foi um trabalho muito bem feito pelos torturadores, pelos manipuladores de marionetes analfabetas, a fim de desviar para sempre o entendimento desta área. O idiotizado tem em mente apenas esse conceito: "direitos humanos é para o ladrão". Ele não sabe o que significa ladrão, nem direitos, nem humanos.

Não sabe que Direitos Humanos significa apoio às mulheres, crianças, jovens, pessoas com qualquer tipo de deficiência, fragilidades sociais, dificuldades financeiras, qualquer atitude que possa levar dignidade à pessoa humana. Meu blog fala de Direitos Humanos o tempo inteiro. Mas, o otário só fala "Direitos Humanos" de forma pejorativa, se ele se depara com uma notícia policial, ou com um fato relacionado à pena de morte, assuntos associados rasteiramente a essas duas palavras.
É preciso ter entendimento, e muito do entender passa por leitura, a busca por informações de fontes confiáveis e não tendenciosas.
E lembrar sempre: todos nós precisamos de direitos humanos.

A omissão da lista suja do trabalho escravo virou notícia no mundo inteiro pois é um fato vergonhoso.
Agora, as empresas sujas, entre elas, os grandes frigoríficos, terão o direitos de ter seus nomes protegidos, no anonimato. O consumidor brasileiro não é muito adepto ao boicote, o que é lastimável, mas a lista é de suma importancia para qualquer tomada de atitude em relação a investigação, invetimentos no setor, informação aos trabalhadores e à população, etc.

O ato foi aprovado em dezembro no STF. E a Lei de Livre Acesso à Informação? (Lei nº 12527)
A presidenta Dilma, se fosse a mulher dos velhos tempos, teria feito algo antes de ter chegado ao STF.
O povão, que não se importa, se não pensou nada antes do natal, agora é que não vai usar o cérebro até depois do carnaval e, quiçá, ligue os motores das têmporas depois.
Sobra então para os Direitos Humanos, lutar pelas milhares de pessoas vivendo em condições degradantes, sem comer, endividadas, trabalhando para super empresas, pecuaristas de merda, incorporadoras do milagre imobiliário, enquanto o cidadão médio, o medíocre, este que, por ter estudo, por ter dinheiro, por ter informação - deveria se importar e não ser omisso - só sabe ter um comportamento bovino.

Leia mais na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República - que existe, ainda bem!
http://www.sdh.gov.br/noticias/2015/janeiro/suspensao-da-2018lista-suja-do-trabalho-escravo2019-no-brasil-e-destaque-na-midia-internacional

Saiba mais sobre as más condições de trabalho nos frigoríficos (a pecuária é campeã na lista suja, seguindo das construtoras): http://moendogente.org.br/

sábado, 24 de janeiro de 2015

A fantasia masculina da caça

A fantasia masculina da caça

Publicado no site Olhar Animal na Pensata Animal http://olharanimal.org/pensata-animal/autores/ellen-augusta

Por Ellen Augusta Valer de Freitas

O conto de que o homem era grande caçador na pré história é um fetiche machista fantasioso. Serve de justificativa para atitudes ultrapassadas ligadas ao abuso de animais, endossa a violência, pois a caça - e a pesca - nada mais é do que um ato covarde e bárbaro.

Jared Diamond percebe que algo está exagerado nesse tema, contado por homens.

No seu livro 'O terceiro chimpanzé - A evolução e o futuro do ser humano' há um trecho em que cita sítios arqueológicos onde foram encontrados, junto a ossos de animais diversos, ossos e restos fecais de hienas, que podem ter sido as verdadeiras caçadoras. Em muitos momentos, a humanidade foi simplesmente comedora de restos de animais. Deve-se considerar, além disso, que a maioria dos restos vegetais não se preservam ao longo do tempo.

Só aproximadamente 100.000 anos depois do primeiro humano aparecer é que se obteve alguns indícios de caça, bem ineficientes, aliás. A base da alimentação humana é vegetal, mas isso nunca é lembrado.

"Hoje, atirar num grande animal é visto como a expressão máxima da masculinidade machista. Enredados nessa mística, os antropólogos do sexo masculino gostam de enfatizar o papel crucial da caça de grandes animais na evolução humana.

Supostamente, a caça de grandes presas teria induzido os machos proto-humanos a cooperar entre si, desenvolver a linguagem e o cérebro grande, unir-se em bando e compartilhar alimentos. Até as mulheres foram supostamente moldadas pelas grandes presas", narra o biólogo.

O autor exclama - "quanta fantasia!". E com toda a razão. As mulheres são preteridas na história da evolução. É negligenciada a seleção sexual, hipótese interessante pois pressupõe interação entre os indivíduos, o que desenvolve a inteligência e diversas outras capacidades.

As pessoas passam adiante, sem conhecimento ou fonte, dúvidas sobre a evolução, como se fossem certezas. O andar ereto, o manuseio, o cuidado com as plantas, tudo pode ter contribuido ao mesmo tempo, e em tempos diferentes para a evolução de capacidades.

'O homem caça e a mulher coleta' - essa temática é a vigente e pouco foi questionada pelos arqueólogos convencionais. E ainda tem quem use essa falácia como argumento na hora de defender a caça e consumo de carne. Porque o homem a praticou, e muito mal, há 100.000 anos, devemos continuar? Se essa brutalidade deve ser praticada, podemos também retroceder em outras questões?

O humano é um ser que adora explorar a qualquer custo. A maior prova disso é que, mesmo hoje, com a popularização das discussões sobre ética, qualquer descoberta no sentido de que um ser não sinta 'dor' já é motivo para plena apologia ao seu uso, não importando sua dignidade, que é o que mais deveria importar, a despeito de qualquer sensação. O que interessa é que sirva como alimento, roupa, lucro! Até mesmo as recentes possíveis descobertas sobre condições para a vida fora do ambiente terrestre têm, nas mentes mesquinhas dos terráqueos humanos, o brilho de um único fim, o acampamento, a conquista, a exploração a qualquer preço. Quer-se fazer de um lugar imaginário, e talvez inacessível, o mesmo inferno que se está a fazer neste planeta.

Mas talvez a arrogância humana tenha algum dia um fim. Talvez existam outros seres mais poderosos, mais arrogantes ou talvez mais generosos ou simplesmente singelos, por fim, que suplantem nossa deselegante ignorância estelar, de nos considerarmos os únicos.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Nefertiti: a mais poderosa do Egito - a mulher faraó

Um livro chamou meu olhar, pois me interessa sobremaneira tudo o que é ligado aos mortos. E, nada como ler sobre o Egito, o povo que andou de braços dados e de maneira admirável com a morte.
Akhenaton E Nefertiti - Uma história Amarniana, é uma ficção sobre este período misterioso, onde pouco se sabe sobre estes dois faraós, um homem e uma mulher que reinaram juntos no Egito Antigo.
Ela, a misteriosa Nefertiti foi rainha e posteriormente teve o posto de faraó, algo totalmente inédito na História, governando lado a lado com seu esposo.
O maravilhoso busto de Nefertiti com mais ou menos 3500 anos - como não se apaixonar por essa mulher?
Akhenaton pretendia fazer de seu Deus Áton o único, e acabar com a crença em outros deuses. Por volta do século XIV a.C ele foi ousado, afrontando a corrupta casta sacerdotal egípcia que cultuava o deus tebano Amon. Eles fundaram a cidade chamada Akhetaton batizada depois de Tell-el-Amarna pelos árabes.
A figura foi levada para a Alemanha, escondida. Provavelmente o pesquisador, apaixonado pela descoberta, preferiu deixá-la em seu país, sob seus cuidados. Como sabemos, os tesouros da humanidade sempre foram levados de cá para lá, daqui para acolá. E muitas das coisas que permaneceram nos seus lugares de origem, foram saqueadas e destruídas por governos corruptos e ignorantes. De qualquer forma, o triste é que ela ficou longe da figura de seu esposo, que se encontra no Cairo.
O livro conta um pouco dessa história fascinante, misturando os fatos com a fantasia, para nos fazer imaginar como poderia ter sido os dias desse reinado de curta duração.
Os estudos sobre este casal apaixonado, retratado de forma incomum em figuras de amor sensual e carinho paterno e materno, receberam por vezes um olhar machista, como aliás, recebem outras áreas da ciência.
Um beijo do pai chegou até a ser interpretado como cegueira deste, motivo pelo qual a rainha teria assumido o papel de faraó!
Estou escrevendo um artigo sobre Arqueologia, apoiada sobre o estudo de um biólogo/arqueólogo que desmonta a fantasia machista do homem caçador. E me pergunto: quantas outras mentiras com a visão masculina, nos contaram?

Pois, uma das teorias sobre Nefertiti é que ela era um homem disfarçado de mulher, ou que ela era um homem e que Akhenatom era homossexual, ou que ela foi colocada como faraó pois seu esposo era débil e não poderia mais assumir. Esta ideia surgiu pois em algumas figuras ele aparece com contornos afeminados.


A teoria moderna defendida pelo egiptólogo Carl Nicholas Reeves é que ela é sim uma mulher, pois aparece bravamente lutando ao lado do faraó, utilizando de roupas e apetrechos que só os faraós usavam, e também que os traços afeminados nas estátuas do faraó Akhenaton eram apenas símbolos de fertilidade atribuídas ao Deus Átón, e os faraós eram representações vivas dos deuses. O livro explora bastante essa teoria. Quando retrata um Akhenaton pacifista, bastante apaixonado por sua esposa, porém extremamente devotado a seu Deus, a ponto de abandonar tudo, e denominar sua esposa para tratar dos assuntos políticos para que ele então pudesse se dedicar exclusivamente à sua religião.

Os boatos então naquela época, em torno de sua figura, era realmente de um homem afeminado, por conta de suas estátuas, e por conta de que, a contragosto, o povo era obrigado a crer em um deus desconhecido. Com certeza preferiam debochar do faraó, o caracterizando dessa forma.
Akhenaton tinha um rosto alongado, com traços equinos, esta é a teoria que provavelmente fazia seus pais o escoderem ou demonstrarem pouco afeto. Também poderia ser pelo fato de que os faraós deveriam educar os filhos para a guerra e este, desde menino apresentava características pacifistas.
No declínio de seu reinado, a própria Nefertiti se tornou por assim dizer, atéia, descrendo totalmente em seu único Deus, quando ele levou suas filhas, dominadas pela peste. Os inimigos da nova religião fizeram de tudo para enfraquecer seu domínio, até mesmo espalhar doenças pelo Nilo, de modo que o povo duvidasse dos poderes de seu novo deus.
"Áton não existe, como não existe Amon nenhum, nem Ísis alguma, nem Toth algum, nem ser milagroso algum que nos possa salvar da maldade humana!" Assim retrata o livro, um trecho em que o desespero de uma mãe, após perder a terceira de suas seis filhas, se torna insuportável. A partir de então, ela apenas dedicou-se ao projeto político a fim de salvar a vida de seus filhos.
O seu filho Tutankhaton, precisou chamar-se então Tutankhamon, por conta da negociação para restabelecer a antiga religião. Ele tornou-se faraó, governou por mais ou menos nove anos e morreu jovem, aos 19 anos. Descobriu-se recentemente que ele é realmente filho verdadeiro de Nefertiti. E não filho de uma suposta segunda esposa ou até mesmo de uma irmã de Akhenaton, como se acreditava.
No documentário da BBC, mostra-se que o féretro de Tutankhamon se deu às pressas e que algumas das peças de sua câmara mortuária foram retiradas das câmaras de sua mãe e de seu pai, por seu avô, Aye.
Também é sabido que a rainha faraona Nefertiti utilizou-se de outros nomes durante seu reinado e talvez por isso o mistério e a dificuldade de encontrá-la.
Os autores são dois portoalegrenses que escrevem juntos! Carmen Seganfredo e A.S. Franchini
Entre as múmias encontradas, se esperava encontrar a de Nefertiti.
Bem à esquerda, está a real consorte de Amenotep III, a rainha Tiy (mãe de Akhenaton), com longos cabelos, cuja beleza ainda chama a atenção. O menino do meio pode ser irmão de Akhenaton e a múmia da direita tentava-se provar que fosse Nefertiti. Também li que esta tumba era exclusiva para homens, mas elas estavam ali.
Um exame de DNA, porém, revelou que a múmia correspondente a ela, era na verdade de sua irmã.
Mais do que a própria beleza de Nefertiti - "A bela que chegou" como diz seu nome, o que impressiona é o trabalho de Tuthmose, o escultor.
 O livro tem uma escrita interessante e teve a capacidade de me deixar enlevada. Todo bom livro tem este poder e outros mais. Depois que eu o termino de ler, a magia fica alguns dias pairando no ar. 
E saio a procurar por mais informações, respostas ou um contato a mais. Me encantei pelo faraó e sua rainha co-regente ou melhor, faraona, essa figura impressionante e poderosa do mundo antigo, que a morte conseguiu torná-la ainda mais bela e eterna.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Juliana

Um perfume de uma mulher.
Havia um espírito sensível dentro de olhos lacrimosos.
Nos conhecemos através das palavras.
Eu estudava a Antiguidade dos animais e ela a História dos ambientes.
Nos anos em que convivemos, a experiência foi completamente literária.
Livros e poesia, também amizade, em meio à Arqueologia daquele tempo.
Ela foi, mas sua marca sempre ficou.
Como ficam para sempre, as pessoas especiais na vida de qualquer um.
Uma mulher, quando é especial, é como um perfume. Seu efeito é imediato quando suas notas aparecem.
A lembrança é referência, como livros, leituras e símbolos, do mundo das letras.
Um mundo, que obviamente mantive dentro de mim através da escrita.
E carreguei em meu coração através do amor.
Para Juliana Soares

A água insistente, do momento presente.

Sentir e aproveitar o tempo que se tem, é o que chamam de viver o presente. Ontem, passei por uma arte de rua que dizia "Nós somos apenas este momento". Ao lado, alguém, muito maldosamente, escreveu de caneta, que a ditadura do presente é coisa do neoliberalismo. Será mesmo? O panfletário é isto mesmo, uma forma de soco na mente, para te fazer pensar. E é preciso o panfletário.
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/

Na mídia, as pessoas tendem a acreditar em uma frase bonita, redonda, sem ao menos pensar se ela realmente faz sentido. O sujeito vive preso ao passado, romantizando ou praguejando contra seus atos. E também vive afoito acumulando e correndo em direção ao futuro. Isso sim é característica do que quer que seja, de nocivo. Tenha o nome que for. O você, da arte urbana, seja eu, seja outrém, é apenas este exato momento? Somos parte do passado e do futuro que construímos e sonhamos.
Trago em mim algumas rosas, guardo-as na alma.
Venho fazendo terapia para jogar fora as barras de ferro do meu passado e deixar de jogar-me ao futuro, abandonando o presente! Mas somos sim, uma construção de passado e futuro, das coisas que mantemos em nosso presente. Não somos absolutos instantes.
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
 Existe essa fontezinha de água que corre bem em frente a uma casinha de madeira. O tempo parou mesmo ali. E muita gente vai pegar água, seja para economizar, seja para sentir o gosto de uma água sem gosto algum. Eu cresci tomando água de poço, fresquinha no Verão e quente no Inverno. Quase ninguém sabe o que é isso. Eu lembro que falava para meus colegas de escola primária, a maior parte bem medíocre, que a água lá de casa era de poço e eles riam, pois entendiam "poço" como "fossa". Não podiam conceber água vinda de outro lugar, que não fosse da torneira. Pois bem, há águas que brotam de fontes naturais, e não podem ser contidas. Nessa região da cidade existe, inclusive, um rio, que passa debaixo de uma rua. Essa rua vive abrindo imensos buracos, por conta dessa ferida, o rio, que não quer calar.
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
 O poço lá de minha infância era todo de pedra, lindamente sombrio, fresco e tranquilo. Por isso hoje, minha referencia de paz é sempre a umidade, as plantas de ambiente sombrio e tropical úmido.
Ativismo dos 'gringos' - Ah quê - que água imprópria o quê! Eles mesmos deram seu parecer.  foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
Um dia, a água ficou escura. Um vizinho começou a criar porcos. Tivemos que ficar alguns anos sem usar a água até a pessoa abandonar a criação de animais. Durante esse tempo, a água foi limpando, mas a gente tinha medo de usar. Tinhamos que usar na lavagem do pátio, para outros fins. E dava pena de ver a água limpa sendo desperdiçada. Quem ainda crê que a suinocultura não polui as águas, leia sobre os efeitos dela em Santa Catarina, por exemplo. Depois de a água limpar novamente, minha mãe fez análize em laboratórios, e voltamos a tomar a água. Aí está um momento passado, no presente momento.
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
 Esta fonte recebeu aquela plaquita de "água imprópria para o consumo" mas, para os que costumam passar ali para buscar água, a placa não causou mudança alguma. Todos os dias, os carros param, desce alguém com jarros, garrafas de plásticos e até bombonas, para encher dessa poderosa água. Eu a provei e o gostinho era mesmo daquela água de poço lá de minha infância. Imagino que seja por isso, pela saudade desse contato da natureza, com a infância, com a água de verdade, que as pessoas recorrem a esses locais, mesmo sob o risco de contaminação.
Aliás, uma pesquisa realizada em bombonas de água minerais de diversos Estados, incluindo marcas famosas do Rio Grande do Sul,  revelou altos índices de bactérias e sujeiras na água. Procure saber leitor, que água mineral não é sinônimo de água limpa, nem água pura. E aqui no blog não tem fonte de pesquisa, só de água. Se quiser saber mais, procure por você mesmo.
A santinha em frente à fonte de água. foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
 Antes de terminar essa postagem eu saí para fazer um trabalho e no caminho, lembrei de uma música. Juro que foi sem querer, mas ela tem tudo a ver com o que escrevi. Seja porque é meu ídolo e ando sempre junto com suas palavras, Renato Russo falava na Música Há Tempos, do tempo, dos santos, da urbanidade, dos sonhos e da dor contida em cada coisa reprimida, nas nossas palavras. E do poço.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Brizola, o grande político brasileiro é lembrado em grife de camisetas


Estátua de Brizola junto ao Palácio Piratini
O dia em que fui conhecer o Memorial da Rádio da Legalidade.
Ideias e palavras de ordem de Brizola inspiram grife de jovens da Baixada

Do site http://deolhoseouvidos.com.br/
Leandro Resende

Rio - Guilherme Guaraciaba, 18, começa neste ano a cursar História na universidade. Seu sonho é ser professor para voltar ao Ciep Laís Martins,onde estudou, e mostrar aos alunos quem foi o ex -governador do Rio Leonel Brizola. Até lá, ao lado de outros jovens, incumbiu-se da tarefa de divulgar as ideias do ex-governador do Rio e o trabalhismo: em Duque de Caxias, a garotada ressignificou o slogan 'Brizola na cabeça', bordão da campanha eleitoral de 1982, e transformou o líder do PDT em estampa de camisa. Todos eram crianças quando o político faleceu, em 2004, mas, para eles, Brizola jamais saiu de moda.

A ideia da grife surgiu em 2013, durante as manifestações iniciadas em junho por conta do aumento do preço das passagens de ônibus. "Incomodava ver todo mundo com aquela máscara do Guy Fawkes (personagem eternizado pelo filme 'V de Vingança')", conta Natália Barbosa, 22. Em 2014, ela e outros membros da Juventude Socialista do PDT de Caxias começaram a produzir as estampas. Algumas trazem o rosto de Brizola, outras fazem referência à educação, uma de suas principais bandeiras em vida, e há as que lembram a luta contra a ditadura militar e da turbulenta relação do ex-governador com a Rede Globo.

A maioria dos seis jovens estudou em Cieps, materialização do sonho de Brizola e Darcy Ribeiro em ver crianças e adolescentes estudando em tempo integral com qualidade. "Cheguei a pegar o tempo em que tinha dentista e médico para atender os alunos. Hoje não tem mais", lembra Josiane Gomes, 22.

Disputa pelo legado do brizolismo

Pelo menos na retórica, o legado do brizolismo é eterna disputa dos políticos fluminenses.
Os criadores da grife em homenagem à Brizola dizem que não há nenhum político capaz de preencher o vazio deixado pelo ex-governador.

O maior problema da grife está na família de Brizola: neta do político, Layla entrou em contato com a rede social onde as blusas foram comercializadas e ameaçou processar os jovens por uso indevido da imagem. Seu primo, o vereador Leonel Brizola Neto, discorda. "Quanto mais usarem a imagem do meu avô, melhor. É bonito ver a juventude querendo conhecer o meu avô, mesmo depois de tantos anos dele morto".




xxx


Para ler sobre minha emocionante visita ao Memorial da Rádio da Legalidade, entre aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/07/memorial-da-legalidade-uma-homenagem.html

Obs minha.: Os Cieps teriam mesmo salvado o país. O problema é: quais são as elites que aceitariam um povo sem ignorância, passando todo o tempo longe de casa, portanto longe de focos de vícios, fome e trabalho infantil? Longe do retardamento mental provocado pela TV? 
Claro que isso e mais um monte de "subversões" que o grande Brizola queria provocar neste país jamais aconteceu e jamais acontecerá. Porque as elites não querem e porque o povo mesmo, e sobretudo a classe média, não pretende.
Neste país, quanto mais picareta, mais desejado e mais apto um político está a governar. Quanto mais íntegro e honesto, mais longe o povo prefere manter do governo. Mas não se engane: isso tudo foi minimamente calculado. E todos ou boa parte, aderiu, achando que as ideias eram suas.
Brizola jamais será esquecido. O país é que não o mereceu. Mesmo que hoje, a maior parte das pessoas ouça falar em "Legalidade" e pense que se está a falar sobre maconha, seu legado é de uma importância incalculável.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Calçados sintéticos - aprenda o que é e onde encontrar

 No centro da cidade é comum encontrarmos lojas populares com sapatos baratos e sintéticos. A definição de sapato sintético para os veganos significa sapato que não é de couro: ou seja, o sapato sintético pode ser, portanto, de tecido, de lona, de juta, de maconha, de qualquer coisa que não seja couro, ou qualquer coisa que não seja de origem animal!
 Pois tem natureba que pira com a palavra sintético. Chamamos sintético aquilo que não seja de origem animal, pra facilitar.
 No centro da cidade, assim como em qualquer lugar, na real, há um monte de opções veganas em se tratando do que colocar nos pés. É só abrir bem os olhos e ter também boca, dedos bem sensíveis e ágeis, para sentir o que é couro, o que é imitação de couro, pois hoje até mesmo tecidos imitam o couro. E não tem nenhum problema imitar. O problema é ser.
Existem sapatos de pelica, que é o couro de cabra, existem diversos tipo de couro, existem sapatos de recouro, que é o couro vagabundo, mistura de restos de couro barato. A lenda de que o couro é sempre caro é apenas lenda. Nunca caia em conversa de vendedor. Acho que não precisaria dizer isso...
 As fotos são de lojinhas de shoppings do centro da cidade. Ali tem sapatos de couro, claro. Mas a maior parte dos materiais são de outras origens. São mais baratos e são igualmente macios e duráveis. Essa história de que o couro dura mais é papo furado. Até por que tem muita gente consumista que usa o mesmo argumento e troca de sapato ano após ano... Não me convence nada esse papinho de durabilidade. Eu cuido de minhas coisas e meus sintéticos doei todos para brechós quando comprei tênis, estavam em ótimas condições. Aliás, eu só uso tênis, e todos os meus são sintéticos com 80% de tecido e o restante de outros materiais. Duram muito e eu cuido deles. Tenho mais de um, obviamente. Porque se o cara só tem um sapato, aí não pode reclamar se estragar.

Caminho bastante e invisto em tênis profissional e até hoje sempre encontrei sintéticos de ótima qualidade, pois me preocupo com a saúde de meus pés e pernas e coluna. E, se você já é adulto e ainda não sabe, caia na real, não é o couro que salva teus pés.
Fiz questão de mostrar lojas bem populares, para os chatos que dizem que ser vegano é caro. Mas existem lojas mais caras, produtos mais elegantes e chiques, basta saber escolher e pesquisar. Nada que o vegano, já acostumado a ler rótulos e a pesquisar bastante não esteja bem acostumado a fazer. Para meus bons leitores, a dica é comprar materiais como o plástico macio, o tecido que imita o couro, a lona, existem vários materiais. Alguns são tão de ótima qualidade, que jamais passam por 'sintético', dentro daquele preconceito do "não é de couro" que as pessoas têm.
 Algumas marcas são já conhecidas por não fabricarem nada com couro. Outras são conhecidas e clássicas por usarem somente couro. Então saiba disso. Pois tem gente que se acha bem vegano e está com um sapato que todo mundo sabe que é "Couro Legítimo" carimbado no fundo do solado. Esses clássicos são famosos, não pague esse Mico.
 Existem também o couro vegetal, que é vegetal, claro. É mais raro de encontrar, mas existe. Eu tenho uma jaqueta assim. Ela está na foto de abertura de meu blog. Parece de couro, mas não é.
E, convido a que todos leiam meu artigo: Cara de qual carne? que aborda a paranoia de não usar alguma coisa que imite o couro, por exemplo. Ele pode ser lido aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/09/cara-de-qual-carne.html
 Para homens há bastante opções, apesar de às vezes haver pouca numeração. Olha, fico indignada porque neste campo só se pensa nas mulheres. Elas é que gastam um olho da cara nessas futilidades, sabemos. Mas o homem também precisa caminhar e precisa de conforto. Um sapato que não seja caro, ou que seja caro e sintético, ou que seja barato e sintético... oh, como é chato procurar. Mas a gente vai pesquisando.
Uma das marcas que só fabrica calçados sintéticos, também é especializada em calçados bastante confortáveis e tecnológicos, tudo para conforto dos pés. E alguma dessas marcas está investindo em calçados masculinos.
 O mais absurdo do setor de calçados para homens, é ver que o homem tem um pezão, mas o que se encontra na maioria das lojas, é um sapato com a forma estreita de uma maneira absurdamente ridícula. Como se o sujeito tivesse um pé fininho e comprido... Meu marido pergunta indignado e, com toda a razão: Qual é o sujeito que tem esse tipo de pé? Sinceramente eu nunca vi...
Existem muitas opções de calçados veganos. Para homens, mulheres e crianças. Sempre existiu. Quando alguém era pobre, não usava couro. Há sites e lojas especializadas em roupas e calçados veganos. Mas há, e é muito mais comum, lojas com produtos sintéticos em qualquer lugar. Saiba encontrá-los.
E, lembrando: essa coisa do "usar couro até acabar" não está com nada. Você segue passando uma mensagem dúbia e incoerente. Diz para as pessoas que é vegano, mas segue usando coisas de couro. É muito feio. Fora que eu acho as coisas de couro fedidas e de mau gosto.
Se você não compactua mais com a indústria do curtume e da crueldade, passe adiante essas tralhas. Num brechó pelos animais por exemplo, esses materiais, de couro, serão passados adiante a preços módicos. Será uma peça a menos que alguém comprará no comércio formal. "Ah, mas a pessoa usará a peça de couro?" Claro que sim, mas ela não é vegana, você sim. Ela está sendo coerente com ela mesma. Você também. E, no dia em que todos sejam veganos, essas coisas deixarão de existir, devido nossa atitude de não sair por aí com mensagens incoerentes. Não use couro verdadeiro em hipótese alguma. Se foi sua bizavó que lhe deu a anos atrás, agradeça de coração e entregue à caridade. E comunique a todos a decisão de que não usará mais artefatos (penas, peles, ossos) de origem animal.
São mais nobres e duradouras as consequências do desapego do que você imagina.
Passe adiante todas as coisas, objetos que não combinam mais com as escolhas que você fez para sua vida. Ajude brechós de caridade. Procure consumir menos e verá que ser vegano é muito fácil e tranquilo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Livros achados e doados - um balaio de gatos

 Apresento uma coleção de livros encontrados na Feira do Livro do ano de 2014. Alguns doados, outros trocados e alguns lidos. Não gasto um centavo em feiras caras, com livros caros e clichês.
Não tenha preconceito com livros. Não leia só os famosos. A tendência é acharmos bom aquilo que está na mídia, o que nos foi apresentado como aceitável. Existem outros livros de um mesmo escritor. Existem outras coisas desconhecidas.
 Procure por aqueles que nunca foram publicados, jamais foram anunciados. Procure os malditos, os desconhecidos.
Ah, e procure também os batidos, os que todos falam mal, e chamam de popularescos... ali também tem tesouros, mesmo que piegas ou místicos, que os "da alta" preferem ignorar com medo de parecerem gentalha.
Abra um livro e leia umas páginas com a cabeça fresca, antes de formar opiniões.
Lembre sempre que a publicidade te ensina a pensar o que é certo, consumível, bonito ou inteligente... será? Talvez...
Já li :)
Comprei alguns livros do Paulo Coelho. Já li praticamente toda a obra dele. O escritor vivo mais famoso do mundo.
Minha vontade de ter alguma coisa de sua obra em minha estante veio depois de ver o filme de sua biografia. Me deu uma puta saudade da minha adolescência, época em que li tudo que aparecia do escritor que era moda então. Hoje pouco se fala. Todo mundo tem vergonha de admitir que o leu, o lê, e até mesmo dizer que ele é bom. Como de costume, no Brasil, só se lê o que está na moda. Mas ele continua brilhando no mundo inteiro, onde as pessoas lêem o tempo todo.
Não li :)

 Este livro feminista é muito interessante. No início achei que era apenas um livro de auto ajuda, mas quando abri para ler, vi que é um livro prático sobre o comportamento feminino. Um guia para ensinar a mulher a ser mais afirmativa, dizer não, sim, ser firme nas suas decisões. É sim auto ajuda, mas bem diferente dos livros convencionais. Eu sempre fui de ler coisas feministas, tenho muitas aqui. Hoje muitas pessoas tem discurso na ponta da língua, mas não lê uma linha de nada. É exatamente por isso que muitas feministas ainda carregam o discurso ultrapassado, carnista, pois não se atualizaram. E não falo isso apenas pelo veganismo. Há uma série de questões a serem discutidas atualmente, e muitas ainda estão no tempo do 'queimar sutiã'.  Não leram mais nada depois disso ou nunca leram. 
Quando você aborda o veganismo e conversa cinco minutos com certas feministas, já desmonta o discurso delas. 
Imagina então como a sociedade machista e preparada para explorar fêmeas, deve adorar isso.
Peguem material para ler e produzam, senão o macharedo toma conta minhas filhas...
 Por que será que este livro me atraiu? A solidão é meu assunto preferido. Eu a conheço bem e vivo em paz com ela. Um livro muito interessante sobre pessoas solitárias, empregos nas grandes cidades e atitudes em solidão. Admirável!
 Um marcador de livros de chá... o destino o levou para mim...
 Este livro é sobre o assunto que mais me encanta: o rádio.
 Outro livro abordando o assunto solidão. Desta vez o tema são os profissionais da solidão. Como é o trabalhar só.
 Mais um livro para minha coleção de materiais e meus estudos sobre Portugal, o país que eu adoro e estudo. Alexandre Herculano, narrativas.
 A Vida Mística de Jesus eu queria ter lido a muito tempo atrás, e só agora o encontrei. Agora, atéia. Mesmo assim continuo me interessando por temas religiosos e, vez ou outra, leio livros sobre algum assunto quando me interessa. Não sei se eu leria todo esse livro, mas sempre me interessei por essa ideia. Quem não parou para pensar nisso? Mesmo com buracos de cupim, adotei este livro. Até agora, Jesus de Saramago, com Madalena, foi o mais convincente e verdadeiro. Mas o deste livro parece muito interessante também.
 Este livro é uma raridade. Eu doei para o troca troca de livros da feira.
 Mais um livro doado para o troca troca. Amo a rainha do crime, Agatha Christie.
Ela é simplesmente impecável e eterna.
 Livros que eu doei para o troca troca de livros.
 Livros que eu adquiri para minha Biblioteca de Terror.
 Um livro em espanhol do Gabriel García Márquez, Vivir Para Contarla
Aliás, no troca troca de livros havia um leitor que frequentava a biblioteca e deixava todos os dias vários livros em espanhol, e todos de ótima qualidade! Quem fofocou isso foi a atendente, que me contou que era um homem e que falava espanhol. Os livros eu pude averiguar, pois este é um deles. Este é outro dos livros de García Márquez  fora do eixo, eu nem sei se tem tradução dele aqui no Brasil. É sua autobiografia. No ano passado encontrei o livro de contos La increíble y triste historia de la cándida Eréndira y de su abuela desalmada, um dos melhores livros que eu li deste autor. Só que eu havia lido em português. Será que é do mesmo leitor misterioso, do troca troca de livros?
 Meus livros! Meu marido fez outra pilhona gigante, só dos livros dele... é muito bom ter livros, mas não me apego a nada, fico com eles, ano que vem, não sei se estarão aqui. O que importa é ler. Mas não garanto ler todos. Bem que eu gostaria...
 Este eu já li. E o comentário sobre ele está aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/11/truman-capote-sangue-frio-e-mulher-com.html
 Mais livros para minha Biblioteca de Terror
 Livros em espanhol, idioma que busco ler porque gosto. Estes temas, ao que pude notar, são suspense e terror.
 Mais um suspense/terror e um romance. Akhenaton e Nefertiti - Uma história Amarniana de dois escritores de Porto Alegre. Estou lendo e adorando! É um romance sobre este período obscuro da história egípcia.
 Mais dois livros, um deles para minha Biblioteca de Terror e a novela de Amy Tan em espanhol.
 E um livro da Seicho No Ie sobre prosperidade, que eu já li.
 Esses dois livros de terror são muito interessantes. Uma menina deixou lá, e por coincidência, levou os meus da Agatha Christie. Os leitores desse gênero sempre se encontram. Meu sogro adora esse tipo de leitura também. Ele vem aqui em casa e lê todos, em um dia ele lê um inteiro. Eu admiro, gostaria de ter essa agilidade para ler.
 Livros de fotografia. Esse é sobre o Mercado Público.
 Esse é sobre a Redenção e encontrei um sobre os povos do Rio Grande do Sul, que enviei para minha amiga de Minas Gerais.
 Um dos livros do Paulo Coelho que mais gostei. Eu procurei este livro logo depois que assisti seu filme: Não Páre na Pista. Assista o vídeo de Paulo Coelho do ano de 2014 onde ele mostra o momento mais emocionante do filme: um dos livros mais vendidos de todos os tempos sendo menosprezado pela gentalha das editoras.


Há até piadas práticas que alguns escritores famosos já fizeram, mandando alguns de seus livros mais obscuros para análise nestas bancadas esnobes. Depois eles publicavam as críticas das  mesmas, revelando coisas humilhantes, do tipo: "voce não tem nenhum talento para ser escritor", etc. Portanto, não confie nunca na opinião de críticos, jornalecos, TV, enfim. Leia você primeiro. 

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