quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Procurei a menina do cemitério e encontrei a mulher que luta pela paz

Eu procurava a muito tempo esta cantora. Ouvia uma música específica, anos oitenta, numa rádio maluca que toca músicas muito diferentes durante a madrugada. A rádio pode variar entre Cocteau Twins e Eros Ramazzotti. Mas havia uma música desta cantora. Este jeito meio Madonna. (Ou seja, linda! - eu fiz esse cabelo uma época, mas como o meu não é tão comprido que digamos, não ficou com esse efeito) Pois levei muitos anos até descobrir o nome dela. Sandra Ann Lauer. Sou muito lenta para nomes de música, na verdade não estou nem aí para nomes, estilos, eu amo música e ponto.
Depois, lendo sobre a cantora, fui descobrir que ela tem diversos sucessos, mas não curto ficar falando sobre música, pois quem entende de música e é músico é meu marido. Meu lance é ouvir e dançar. Ouçam agora a Little Girl, mas, quando eu vi o clipe, me apaixonei pela cantora.

Nas minhas pesquisas, vejam o que encontrei:
Sandra Ann Lauer fez campanhas contra os testes em animais
Ela faz músicas com letras fora do padrão da música pop, com temas como prostituição, amor aos animais, e uma das músicas fala claramente contra os testes em animais, ouça:

Ainda não encontrei a música que procuro desta cantora. É uma música parecida com a Little Girl, com um som de avião no começo. Toca de vez em quando nesta rádio durante a madrugada. Mas a dona da voz eu já conheci, e que grande encontro, por sinal!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Chaves - O chiclete que grudou no Chapéu

 Mais uma surpresa para minha simples coleção de coisitas do Chaves e Chespirito. Um álbum de figurinhas de chiclé do Chaves. Estava no centro da cidade e fui numa "distribuidora de balas", assim a gente chamava quando criança, aquelas lojas de doces onde tudo era vendido em quantidades e, mais baratos... E, ali dentro era tudo cheiroso!!!! Um cheirinho de doce delicioso! Eu, francamente, não sou de doce. Não sou viciada em chocolate, não como chicletes, não mesmo. Mas naquela época sim, quando criança, tudo a gente quer... E, para quem não sabe, "Eu era pobre", é uma frase que eu sempre digo, de brincadeira e quando alguém vem com muita crítica sobre o que nunca viveu.
Essa frase é inspirada em um episódio do Chaves e tem muito de verdade.
 Fui na loja de doces procurar chocolates veganos pois, não sou viciada em chocolates mas é claro que aprecio um bom pedaço deles e, amo rapaduras...E daquelas de armazém. Coisa que não existe mais por aqui.
Lá nesta loja, tem um pote grande com várias dentro, super barata. São veganas, amendoim e açúcar somente. E, para minha surpresa, encontrei uma caixinha destes chicletes do Chaves!

Os chicletes foram originalmente feitos de resinas vegetais. Há relatos de que foram inventados justamente no México, com resinas de árvores nativas. Hoje ele é feito com borracha de petróleo misturada com resinas naturais, como as de árvores propriamente ditas, (sim, existe chiclete orgânico, uma marca mexicana) e mesmo ceras de abelhas (portanto nem todos os chicletes são veganos, sim senhores).
 Na caixinha dos dois sabores, estava uma caixa postal, escrevi para lá pedindo o álbum. Contei na carta que era fã, conhecia o Kiko e a Chiquinha pessoalmente, etc. Um mês depois recebi meu presente...
 E, distribuí os chicletes para amigos que vão guardando as figurinhas para mim. Vou colando aqui.
Parte da renda sempre vai para a Fundação Chespirito de apoio às crianças. Toda a renda da venda de materiais com a marca de Chespirito é revertida para a fundação.  Aqui neste link: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2013/05/adote-o-chaves-fundacao-chespirito.html tem pirulitos do Chaves e a história da fundação.
Fiz várias fotos. As estampas são muito bonitas. Abaixo, uma delas, que é um contraste super legal. Adoro este tipo de ilustração. Já pensou uma camiseta assim?


 Pessoalmente não gosto do Chaves Animado. Embora os personagens sejam ternos, o desenho em si descaracterizou totalmente o encanto do seriado antigo. Tipo, Chaves não tinha brinquedos no seriado antigo, mas no desenho ele aparece de par a par com as outras crianças e ele vive situações completamente distintas, meio irreais. Parece que hoje, nada pode ser "constrangedor" e tudo tem que ser meio delirante para ter graça.
Os desenhos atuais, na real, são para um tipo de criança que, sei lá, acho que nasceram para não se emocionar.
Chavito com seu sanduiche de presunto.
Leiam o que achei sobre o desenho, mais motivos para eu não gostar (não vi ainda os capítulos, os que vi não gostei, de modo que estou lendo sobre eles ainda.):
  • No episódio "Procura-se" o Sr. Barriga diz que não gosta de animais por ter alergia chegando a proibi-los na vila, porém na versão original Sr. Barriga não demonstra isso inclusive reclamando da proibição que a Dona Florinda faz em um episódio, além de em outro mencionar que é protetor dos animais.
  • No episódio "O Dinheiro Perdido", é mostrado em um flashback Jaiminho sequestrando um cãozinho e depois o devolvendo à Nhonho em troca de dinheiro aparentando ser dele o que é estranho, pois o Sr. Barriga tem alergia a animais como mostrado em "Procura-se".
 
Depois de ler e estudar o desenho, se por acaso vir a gostar deles, desobedecerei as ordens por aqui! Ainda estou baixando os episódios de Chaves. Chespirito é minha paixão, portanto, sem pressa.
Por exemplo, eu não curtia muito Los Chifladitos, outros dos personagens de Chespirito, mas quando comecei a assistir e estudar mais a fundo, me apaixonei.
Los Chifladitos, toda una vida de locura

Se você clicar nesta foto verá o site da fundação e a mensagem dizendo que parte da renda é revertida para as crianças.
 


 
meu cantinho de ver Chespirito, meus amados personagens...
Eu e minha flor de jasmim preferida...

Para meus leitores e fãs de Chaves, um episódio: O chiclete que grudou no Chapéu 1976

domingo, 8 de fevereiro de 2015

As sogras e os animais

As mulheres lidam à séculos com o preconceito à sua volta. São chamadas de bruxas, loucas, santas, putas, e são consideradas tudo isso ao mesmo tempo. Elas mesmas se apontam como tal, se menosprezam quando podem e muitas o fazem por merecer. Mas, como é bom poder levantar a cabeça, seguir adiante, passando por cima do macharedo e das lambedoras de botas e dos paga paus. Como é bom poder encontrar lutadoras, poder abraçar pelo caminho, mulheres que lutam, de olhos fechados para o falatório maldoso, para a fofoca, apenas fazem. Apenas vão lá e mãos à obra. Pois atitude é algo notório, digno e altivo.

Eis abaixo um comentário que reproduzo, de uma leitora de meu artigo, que escrevi sobre minha sogra. Pretendi  desmistificar o preconceito que existe contra as mães dos homens que escolhemos.

A minha, a sogra, é uma grande protetora de uma cidade. Só existe ela lá, indo atrás daquilo que as pessoas deixaram para trás - animais.
Obrigada leitora por compartilhar sua angústia e revolta, pode crer, que de revolta, nós mulheres, pelo menos algumas, estamos bem, e, quer saber?

É bem bom se revoltar de vez em quando!
(E nascer com a revolta no couro, como no meu caso) ;)

Leia o Comentário de Maria de Lourdes do grupo Amigos de Pêlo

"PARABÉNS, parabéns pelo texto e pela homenagem feita à sua sogra, é um texto muito fiel, ao dia-a-dia de uma protetora. Eu cuido de + de 120 animais entre cães. gatos. papagaio, tartarugas e carpas, todos vindos de abandono pelas pessoas que no impulso buscam um pet para brincar e se distrair - mas descobrem que eles não são brinquedos e aí cai a ficha e o mais fácil é abandonar. Lógico que acabam vindo parar em nossas mãos e não damos as costas e por isso somos chamados de *acumuladores de animais*, muitas vezes, pelos mesmos que os abandonaram.
Textos como esse, deveriam ser mais divulgados para que os sem noção possam acordar para uma realidade que eles fazem questão de fazer vistas grossas, para não tomar conhecimento desse mundo paralelo.
Paralelo, porque o mundo gira em torno das baladas, das viagens, das festas, do consumismo, e aí deparo com pessoas que para se projetar dizem **Eu ajudo, ou eu quero ajudar** e quando você pergunta, quantas vezes você ajudou, ou qual abrigo você ajuda, a resposta é desanimadora, porque quando tem coragem de admitir - ajudaram 1 ou 2 vezes no máximo.
Por isso, pelo reconhecimento e pelo trabalho que sua sogra ou todos nós fazemos em pról de salvar vidas, eu digo Parabéns pela sua sensibilidade e pelo seu bom carater, e que isso seja repassado para seus decendentes e que muita Luz brilhe em seu caminho"

Conheça seu trabalho e o grupo aqui no seu blog: http://www.amigosdepelo.blogspot.com.br/

O artigo sobre minha sogra está aqui: http://www.olharanimal.org/pensata-animal/autores/ellen-augusta/4038-a-sua-sogra-e-um-inferno-a-minha-salva-animais

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Quem está no lado negro da força? Ou meu black bloc diário

A moral está torta. Especialmente aqui neste país, parece que quem está errado é que é o certo. Pois, o lado negro da força pertence aos subversivos, aos que usam a raiva para construir, aos que estão cansados de falsidades e do estrago que o mal "dos bons" e dos cínicos causam na sociedade.
Se uma pessoa reclama, é ela, sim, ela é o centro das atenções. Ela é que ousou falar. O outro, o errado, apenas é mais um esperto, mais um otário que errou, portanto, o coitadinho, ou o malandro. Chega a ser até atraente, aos olhos de tantos. Ou tantas.
Pois estou cansada. Cansei de ser, muitas vezes, a única a fazer um favor, na rua, quando todos estão fingindo não ver. Cansei de ver algo e perceber que ninguém viu.
E nós, do lado negro da força, somos os poucos, os do lado obscuro, que, se não somos nós, nada acontece. Pois a maioria, os da luz, está ofuscada pela alienação.
A palavra negro, até mesmo a palavra, está sempre carregada de preconceito. A escuridão, a morte, o obscuro, só tem beleza. Todos morrem de medo da morte, mas nada, nenhum livro, filme, nada, é tão belo, se não houver estes elementos! Olhe meu título e lembre. Em todos os bons filmes, os personagens obscuros são fascinantes.
Eu amo a morte. Estudo-a. Ela está presente nos livros inesquecíveis, em todos os bons romances e nas melhores poesias. Nada é melhor do que morrer, pois ninguém se atreve a tal.
Me assusta o preconceito das pessoas com o que desconhece, mas tem muito palpite. O que é ainda mais espantoso,  é a coleção de preconceitos, que tende à maldade, que há no interior de quem se propõe um ser de luminosidade.
Pois nós, os subversivos, os do lado negro da força, estamos aí, fazendo nosso ativismo, sem nenhuma modéstia, que isso é para os da luz. E eu cansei desse cinismo que nada realiza.
Ellen Augusta

Leia agora a coluna de Marcio de Almeida Bueno - publicada no Jornal Panorama Regional que conta a história de alguém que ousou reclamar de um infrator de trânsito.

• Na terça à noite eu dava uma caminhada perto do Parcão, quando um carro parou no sinal fechado. O automóvel estava em cima da faixa de segurança, e o motorista falava ao celular. Um rapaz levava o cachorro para passear, atravessou e precisou contornar o veículo, expondo-se inclusive a ser atropelado por quem vinha na transversal. Reclamou ao motorista, que obviamente respondeu de forma desdenhosa. O rapaz, já na calçada, puxou uma câmera e fez fotos do motorista. O playboy debochou, mas arrancou mesmo no sinal vermelho, e parou metros adiante, talvez para esperar o rapaz passar por ele na calçada. Como o sinal demorou a abrir, ele acabou indo embora.
 • No supermercado próximo de minha casa há uma vaga de uso exclusivo para pessoas com deficiência. Repito, uso exclusivo. Diariamente a vaga é ocupada por caminhonetes-tanque-de-guerra e outros carrões imponentes. De dentro, salta sempre um 'doutor' ou uma 'madame'. Jamais vi um carrinho pobre usando indevidamente a vaga. Já fiz fotos, remeti à empresa, que até respondeu de forma sensata.
 • Mas o problema são as pessoas. O bullying no trânsito, a soberba, descontar as frustrações da vida na buzina, ter o automóvel maior que o do motorista ao lado, e 'saiam da frente'.
 • Todos exigem isso e aquilo dos governantes, honestidade dos políticos, conduta exemplar dos empregados, etc, mas na hora do próprio comportamento, aí vale a lei do tacape maior.

sábado, 31 de janeiro de 2015

O que aprendi com Chaves - Águas Frescas del Chavo

O México está entre os países do mundo que mais consomem sucos de frutas. O hábito está relacionado ao forte calor, é comum ver águas frescas sendo vendidas nas regiões quentes do país.

Aqueles que "amam o Verão", consideram sempre a temperatura desde sua piscina ou praia. Meus vizinhos, se entocam dentro de casa com o ar condicionado ligado 24 horas, até mesmo quando não estão em casa. Os apagões comuns aqui na vizinhança se devem a eles. Já os descrevi aqui nesta postagem: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/10/para-que-janelas-tao-grandes-se-estao.html e pode crer, não compactuo com isto.

Ignoram o calor do mundo urbano, o inferno de quem trabalha sobre ou abaixo do asfalto. Será que só pensam na moda? Meu marido, que também detesta o calor,  viu um dia um sujeito sair de um buraco no asfalto, fervendo ao Sol. Ali deveria estar fazendo uns oitenta graus. O colega entregou a ele um sorvete.
Há também os cavalos andando no asfalto quente, invisíveis o ano inteiro,  mas estupidamente sofríveis nesta época. E os animais ficam com sede, pois os humanos sem compaixão deixam as ruas secas. O maior índice de abandono de animais ocorre nesta época, em que o país só sabe festejar. Como se houvesse muitas razões para tal, não? E, para tanto, abandonam animais nas praias e na cidade.
A energia elétrica indo por água abaixo, quando os picos de consumo de luz sobem nas alturas.
O consumo de águas frescas está relacionado também à camada mais simples da população, é um símbolo da cultura do país.
Águas frescas é uma bebida mexicana feita de frutas, grãos e açúcar, e água, não alcóolica.
As águas mais populares são àgua de Jamaia, água de limão ou limonada, laranjada, de água de tamarindo e de horchata de arroz.
A horchata é, por sua vez, uma bebida fermentada, esta sim, levemente alcoólica, que pode ser feita de diversos cereais. Já tive a sorte de prová-la e irei falar dela em outra ocasião. Pois é uma bevida à parte e tem longa história, além disso ela é vegana e probiótica.

Pois El Chavo del Ocho nos ensinou o que são as Águas Frescas, no episódio, Las Águas Frescas, que na versão brasileira chama-se Os refrescos do Chaves, mas existem muitas versões, ou episódios semelhantes.
 Os refrescos do Chaves são águas da chuva saborizadas! Ele encontrou os baldes cheios de águas e foi só questão de dar-lhes sabor! Uma forma bem humorada de nos dar a conhecer a cultura do México.
 Muitos dos que assistem Chaves aprendem sobre o México e culturas relacionadas através do carinho que existe entre os fãs e as obras de Chespirito, que resgatou detalhes da cultura do país e do mundo no seu trabalho. Muitos de nós saíram em busca do significado de palavras, músicas, e povos a fim de conhecer mais acerca do que estava a descobrir.

No episódio de Chapolin Colorado, La mansion de los duendes, os donos da casa usam a Água de Jamaica para atrair os duendes. Existe realmente uma lenda antiga, de que os duendes gostam de água de jamaica, que nada mais é do que o chá de hibisco, só que gelado.
minha mãe tinha este jarro de plástico, era comum nestas épocas.
No restaurant de Dona Florinda também não poderia faltar águas frescas
Assista os episódios do Chaves!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Casa própria carro e carne - às custas de trabalho escravo

O governo de direita aqui do Estado no primeiro momento de estreia, fechou quase todas as secretarias de apoio aos Direitos Humanos.
Uma das primeiras a serem fechadas foi a de apoio à mulher. A Secretaria dos Direitos Humanos da Presidencia da República sobreviverá a um governo de direita?
É muito fácil para o pensador de direita, aquele papinho de que "todo mundo tem o direito de ter seu próprio carro", como esses dias eu ouvi um chinelão falando no rádio. Um palhaço classe média pagando prestação de carro, com discurso ensinado, acha fácil que todos tenham o seu. Mas essa ideia não funciona para o outro lado, o de quem não consegue pagar, ou o lado de quem não quer ter carro.

Dentro da lógica da 'livre concorrencia', é muito fácil o direitoso ter esse pensamento, mas, o livre é até certo ponto. Quando começa a liberdade incomodar, começam as regras, a favor da elite, é claro.
Não acho que todos tenham que ter carro. Ao contrário, que sejam até mesmo implantados limites ao consumo desenfreado de veículos, até o dia em que as pessoas aprendam a dirigir e sejam responsáveis pelo destino das carcaças dos automóveis, ou pelo menos, cobrem as empresas por isso. Como é feito em outros países, aliás.

Considero de uma tremenda descessecidade a conversa inútil sobre os buracos nas estradas, eterna pauta dos motoristas que, com a cidade voltada para eles, esquecem do restante do viver. O eterno jogo do empresariado afoito por melhores estradas por onde escoar sua produção, o cidadão com os olhos no chão de asfalto, anotando no papel cada buraco e cobrando do Estado uma solução.
O mundo não é apenas teu carro idiota, teu chão de borracha, teu celular de petróleo.

O trabalho escravo, assunto esquecido da maior parte das pessoas, é algo que acontece no silêncio das engrenagens industriais, na pecuária para o carnista comer carne quando lhe aprouver, no mercado das construtoras para o sonho do apegado à casa-própria a qualquer preço, mesmo que custe uma fortuna!
Como ninguém está interessado, e nem mesmo sabe o que é Direitos Humanos,  pessoas escravizadas ficam à própria sorte. A PEC do trabalho escravo custa a ser regulamentada pois vai contra muitos interesses. Claro, como grande parte dos fazendeiros de grandes e de até mesmo de pequenas propriedades empregam toda a família e inclusive crianças, as fazem trabalhar de graça, a troco de comida e favores, ninguém quer meter a colher nesta briga. Isso deixa em aberto uma grande brecha.
Cínicos.

A ideia de que os Direitos Humanos defende ladrão, foi um atraso para o brasileiro.
Foi um trabalho muito bem feito pelos torturadores, pelos manipuladores de marionetes analfabetas, a fim de desviar para sempre o entendimento desta área. O idiotizado tem em mente apenas esse conceito: "direitos humanos é para o ladrão". Ele não sabe o que significa ladrão, nem direitos, nem humanos.

Não sabe que Direitos Humanos significa apoio às mulheres, crianças, jovens, pessoas com qualquer tipo de deficiência, fragilidades sociais, dificuldades financeiras, qualquer atitude que possa levar dignidade à pessoa humana. Meu blog fala de Direitos Humanos o tempo inteiro. Mas, o otário só fala "Direitos Humanos" de forma pejorativa, se ele se depara com uma notícia policial, ou com um fato relacionado à pena de morte, assuntos associados rasteiramente a essas duas palavras.
É preciso ter entendimento, e muito do entender passa por leitura, a busca por informações de fontes confiáveis e não tendenciosas.
E lembrar sempre: todos nós precisamos de direitos humanos.

A omissão da lista suja do trabalho escravo virou notícia no mundo inteiro pois é um fato vergonhoso.
Agora, as empresas sujas, entre elas, os grandes frigoríficos, terão o direitos de ter seus nomes protegidos, no anonimato. O consumidor brasileiro não é muito adepto ao boicote, o que é lastimável, mas a lista é de suma importancia para qualquer tomada de atitude em relação a investigação, invetimentos no setor, informação aos trabalhadores e à população, etc.

O ato foi aprovado em dezembro no STF. E a Lei de Livre Acesso à Informação? (Lei nº 12527)
A presidenta Dilma, se fosse a mulher dos velhos tempos, teria feito algo antes de ter chegado ao STF.
O povão, que não se importa, se não pensou nada antes do natal, agora é que não vai usar o cérebro até depois do carnaval e, quiçá, ligue os motores das têmporas depois.
Sobra então para os Direitos Humanos, lutar pelas milhares de pessoas vivendo em condições degradantes, sem comer, endividadas, trabalhando para super empresas, pecuaristas de merda, incorporadoras do milagre imobiliário, enquanto o cidadão médio, o medíocre, este que, por ter estudo, por ter dinheiro, por ter informação - deveria se importar e não ser omisso - só sabe ter um comportamento bovino.

Leia mais na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República - que existe, ainda bem!
http://www.sdh.gov.br/noticias/2015/janeiro/suspensao-da-2018lista-suja-do-trabalho-escravo2019-no-brasil-e-destaque-na-midia-internacional

Saiba mais sobre as más condições de trabalho nos frigoríficos (a pecuária é campeã na lista suja, seguindo das construtoras): http://moendogente.org.br/

sábado, 24 de janeiro de 2015

A fantasia masculina da caça

A fantasia masculina da caça

Publicado no site Olhar Animal na Pensata Animal http://olharanimal.org/pensata-animal/autores/ellen-augusta

Por Ellen Augusta Valer de Freitas

O conto de que o homem era grande caçador na pré história é um fetiche machista fantasioso. Serve de justificativa para atitudes ultrapassadas ligadas ao abuso de animais, endossa a violência, pois a caça - e a pesca - nada mais é do que um ato covarde e bárbaro.

Jared Diamond percebe que algo está exagerado nesse tema, contado por homens.

No seu livro 'O terceiro chimpanzé - A evolução e o futuro do ser humano' há um trecho em que cita sítios arqueológicos onde foram encontrados, junto a ossos de animais diversos, ossos e restos fecais de hienas, que podem ter sido as verdadeiras caçadoras. Em muitos momentos, a humanidade foi simplesmente comedora de restos de animais. Deve-se considerar, além disso, que a maioria dos restos vegetais não se preservam ao longo do tempo.

Só aproximadamente 100.000 anos depois do primeiro humano aparecer é que se obteve alguns indícios de caça, bem ineficientes, aliás. A base da alimentação humana é vegetal, mas isso nunca é lembrado.

"Hoje, atirar num grande animal é visto como a expressão máxima da masculinidade machista. Enredados nessa mística, os antropólogos do sexo masculino gostam de enfatizar o papel crucial da caça de grandes animais na evolução humana.

Supostamente, a caça de grandes presas teria induzido os machos proto-humanos a cooperar entre si, desenvolver a linguagem e o cérebro grande, unir-se em bando e compartilhar alimentos. Até as mulheres foram supostamente moldadas pelas grandes presas", narra o biólogo.

O autor exclama - "quanta fantasia!". E com toda a razão. As mulheres são preteridas na história da evolução. É negligenciada a seleção sexual, hipótese interessante pois pressupõe interação entre os indivíduos, o que desenvolve a inteligência e diversas outras capacidades.

As pessoas passam adiante, sem conhecimento ou fonte, dúvidas sobre a evolução, como se fossem certezas. O andar ereto, o manuseio, o cuidado com as plantas, tudo pode ter contribuido ao mesmo tempo, e em tempos diferentes para a evolução de capacidades.

'O homem caça e a mulher coleta' - essa temática é a vigente e pouco foi questionada pelos arqueólogos convencionais. E ainda tem quem use essa falácia como argumento na hora de defender a caça e consumo de carne. Porque o homem a praticou, e muito mal, há 100.000 anos, devemos continuar? Se essa brutalidade deve ser praticada, podemos também retroceder em outras questões?

O humano é um ser que adora explorar a qualquer custo. A maior prova disso é que, mesmo hoje, com a popularização das discussões sobre ética, qualquer descoberta no sentido de que um ser não sinta 'dor' já é motivo para plena apologia ao seu uso, não importando sua dignidade, que é o que mais deveria importar, a despeito de qualquer sensação. O que interessa é que sirva como alimento, roupa, lucro! Até mesmo as recentes possíveis descobertas sobre condições para a vida fora do ambiente terrestre têm, nas mentes mesquinhas dos terráqueos humanos, o brilho de um único fim, o acampamento, a conquista, a exploração a qualquer preço. Quer-se fazer de um lugar imaginário, e talvez inacessível, o mesmo inferno que se está a fazer neste planeta.

Mas talvez a arrogância humana tenha algum dia um fim. Talvez existam outros seres mais poderosos, mais arrogantes ou talvez mais generosos ou simplesmente singelos, por fim, que suplantem nossa deselegante ignorância estelar, de nos considerarmos os únicos.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Nefertiti: a mais poderosa do Egito - a mulher faraó

Um livro chamou meu olhar, pois me interessa sobremaneira tudo o que é ligado aos mortos. E, nada como ler sobre o Egito, o povo que andou de braços dados e de maneira admirável com a morte.
Akhenaton E Nefertiti - Uma história Amarniana, é uma ficção sobre este período misterioso, onde pouco se sabe sobre estes dois faraós, um homem e uma mulher que reinaram juntos no Egito Antigo.
Ela, a misteriosa Nefertiti foi rainha e posteriormente teve o posto de faraó, algo totalmente inédito na História, governando lado a lado com seu esposo.
O maravilhoso busto de Nefertiti com mais ou menos 3500 anos - como não se apaixonar por essa mulher?
Akhenaton pretendia fazer de seu Deus Áton o único, e acabar com a crença em outros deuses. Por volta do século XIV a.C ele foi ousado, afrontando a corrupta casta sacerdotal egípcia que cultuava o deus tebano Amon. Eles fundaram a cidade chamada Akhetaton batizada depois de Tell-el-Amarna pelos árabes.
A figura foi levada para a Alemanha, escondida. Provavelmente o pesquisador, apaixonado pela descoberta, preferiu deixá-la em seu país, sob seus cuidados. Como sabemos, os tesouros da humanidade sempre foram levados de cá para lá, daqui para acolá. E muitas das coisas que permaneceram nos seus lugares de origem, foram saqueadas e destruídas por governos corruptos e ignorantes. De qualquer forma, o triste é que ela ficou longe da figura de seu esposo, que se encontra no Cairo.
O livro conta um pouco dessa história fascinante, misturando os fatos com a fantasia, para nos fazer imaginar como poderia ter sido os dias desse reinado de curta duração.
Os estudos sobre este casal apaixonado, retratado de forma incomum em figuras de amor sensual e carinho paterno e materno, receberam por vezes um olhar machista, como aliás, recebem outras áreas da ciência.
Um beijo do pai chegou até a ser interpretado como cegueira deste, motivo pelo qual a rainha teria assumido o papel de faraó!
Estou escrevendo um artigo sobre Arqueologia, apoiada sobre o estudo de um biólogo/arqueólogo que desmonta a fantasia machista do homem caçador. E me pergunto: quantas outras mentiras com a visão masculina, nos contaram?

Pois, uma das teorias sobre Nefertiti é que ela era um homem disfarçado de mulher, ou que ela era um homem e que Akhenatom era homossexual, ou que ela foi colocada como faraó pois seu esposo era débil e não poderia mais assumir. Esta ideia surgiu pois em algumas figuras ele aparece com contornos afeminados.


A teoria moderna defendida pelo egiptólogo Carl Nicholas Reeves é que ela é sim uma mulher, pois aparece bravamente lutando ao lado do faraó, utilizando de roupas e apetrechos que só os faraós usavam, e também que os traços afeminados nas estátuas do faraó Akhenaton eram apenas símbolos de fertilidade atribuídas ao Deus Átón, e os faraós eram representações vivas dos deuses. O livro explora bastante essa teoria. Quando retrata um Akhenaton pacifista, bastante apaixonado por sua esposa, porém extremamente devotado a seu Deus, a ponto de abandonar tudo, e denominar sua esposa para tratar dos assuntos políticos para que ele então pudesse se dedicar exclusivamente à sua religião.

Os boatos então naquela época, em torno de sua figura, era realmente de um homem afeminado, por conta de suas estátuas, e por conta de que, a contragosto, o povo era obrigado a crer em um deus desconhecido. Com certeza preferiam debochar do faraó, o caracterizando dessa forma.
Akhenaton tinha um rosto alongado, com traços equinos, esta é a teoria que provavelmente fazia seus pais o escoderem ou demonstrarem pouco afeto. Também poderia ser pelo fato de que os faraós deveriam educar os filhos para a guerra e este, desde menino apresentava características pacifistas.
No declínio de seu reinado, a própria Nefertiti se tornou por assim dizer, atéia, descrendo totalmente em seu único Deus, quando ele levou suas filhas, dominadas pela peste. Os inimigos da nova religião fizeram de tudo para enfraquecer seu domínio, até mesmo espalhar doenças pelo Nilo, de modo que o povo duvidasse dos poderes de seu novo deus.
"Áton não existe, como não existe Amon nenhum, nem Ísis alguma, nem Toth algum, nem ser milagroso algum que nos possa salvar da maldade humana!" Assim retrata o livro, um trecho em que o desespero de uma mãe, após perder a terceira de suas seis filhas, se torna insuportável. A partir de então, ela apenas dedicou-se ao projeto político a fim de salvar a vida de seus filhos.
O seu filho Tutankhaton, precisou chamar-se então Tutankhamon, por conta da negociação para restabelecer a antiga religião. Ele tornou-se faraó, governou por mais ou menos nove anos e morreu jovem, aos 19 anos. Descobriu-se recentemente que ele é realmente filho verdadeiro de Nefertiti. E não filho de uma suposta segunda esposa ou até mesmo de uma irmã de Akhenaton, como se acreditava.
No documentário da BBC, mostra-se que o féretro de Tutankhamon se deu às pressas e que algumas das peças de sua câmara mortuária foram retiradas das câmaras de sua mãe e de seu pai, por seu avô, Aye.
Também é sabido que a rainha faraona Nefertiti utilizou-se de outros nomes durante seu reinado e talvez por isso o mistério e a dificuldade de encontrá-la.
Os autores são dois portoalegrenses que escrevem juntos! Carmen Seganfredo e A.S. Franchini
Entre as múmias encontradas, se esperava encontrar a de Nefertiti.
Bem à esquerda, está a real consorte de Amenotep III, a rainha Tiy (mãe de Akhenaton), com longos cabelos, cuja beleza ainda chama a atenção. O menino do meio pode ser irmão de Akhenaton e a múmia da direita tentava-se provar que fosse Nefertiti. Também li que esta tumba era exclusiva para homens, mas elas estavam ali.
Um exame de DNA, porém, revelou que a múmia correspondente a ela, era na verdade de sua irmã.
Mais do que a própria beleza de Nefertiti - "A bela que chegou" como diz seu nome, o que impressiona é o trabalho de Tuthmose, o escultor.
 O livro tem uma escrita interessante e teve a capacidade de me deixar enlevada. Todo bom livro tem este poder e outros mais. Depois que eu o termino de ler, a magia fica alguns dias pairando no ar. 
E saio a procurar por mais informações, respostas ou um contato a mais. Me encantei pelo faraó e sua rainha co-regente ou melhor, faraona, essa figura impressionante e poderosa do mundo antigo, que a morte conseguiu torná-la ainda mais bela e eterna.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Juliana

Um perfume de uma mulher.
Havia um espírito sensível dentro de olhos lacrimosos.
Nos conhecemos através das palavras.
Eu estudava a Antiguidade dos animais e ela a História dos ambientes.
Nos anos em que convivemos, a experiência foi completamente literária.
Livros e poesia, também amizade, em meio à Arqueologia daquele tempo.
Ela foi, mas sua marca sempre ficou.
Como ficam para sempre, as pessoas especiais na vida de qualquer um.
Uma mulher, quando é especial, é como um perfume. Seu efeito é imediato quando suas notas aparecem.
A lembrança é referência, como livros, leituras e símbolos, do mundo das letras.
Um mundo, que obviamente mantive dentro de mim através da escrita.
E carreguei em meu coração através do amor.
Para Juliana Soares

A água insistente, do momento presente.

Sentir e aproveitar o tempo que se tem, é o que chamam de viver o presente. Ontem, passei por uma arte de rua que dizia "Nós somos apenas este momento". Ao lado, alguém, muito maldosamente, escreveu de caneta, que a ditadura do presente é coisa do neoliberalismo. Será mesmo? O panfletário é isto mesmo, uma forma de soco na mente, para te fazer pensar. E é preciso o panfletário.
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/

Na mídia, as pessoas tendem a acreditar em uma frase bonita, redonda, sem ao menos pensar se ela realmente faz sentido. O sujeito vive preso ao passado, romantizando ou praguejando contra seus atos. E também vive afoito acumulando e correndo em direção ao futuro. Isso sim é característica do que quer que seja, de nocivo. Tenha o nome que for. O você, da arte urbana, seja eu, seja outrém, é apenas este exato momento? Somos parte do passado e do futuro que construímos e sonhamos.
Trago em mim algumas rosas, guardo-as na alma.
Venho fazendo terapia para jogar fora as barras de ferro do meu passado e deixar de jogar-me ao futuro, abandonando o presente! Mas somos sim, uma construção de passado e futuro, das coisas que mantemos em nosso presente. Não somos absolutos instantes.
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
 Existe essa fontezinha de água que corre bem em frente a uma casinha de madeira. O tempo parou mesmo ali. E muita gente vai pegar água, seja para economizar, seja para sentir o gosto de uma água sem gosto algum. Eu cresci tomando água de poço, fresquinha no Verão e quente no Inverno. Quase ninguém sabe o que é isso. Eu lembro que falava para meus colegas de escola primária, a maior parte bem medíocre, que a água lá de casa era de poço e eles riam, pois entendiam "poço" como "fossa". Não podiam conceber água vinda de outro lugar, que não fosse da torneira. Pois bem, há águas que brotam de fontes naturais, e não podem ser contidas. Nessa região da cidade existe, inclusive, um rio, que passa debaixo de uma rua. Essa rua vive abrindo imensos buracos, por conta dessa ferida, o rio, que não quer calar.
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
 O poço lá de minha infância era todo de pedra, lindamente sombrio, fresco e tranquilo. Por isso hoje, minha referencia de paz é sempre a umidade, as plantas de ambiente sombrio e tropical úmido.
Ativismo dos 'gringos' - Ah quê - que água imprópria o quê! Eles mesmos deram seu parecer.  foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
Um dia, a água ficou escura. Um vizinho começou a criar porcos. Tivemos que ficar alguns anos sem usar a água até a pessoa abandonar a criação de animais. Durante esse tempo, a água foi limpando, mas a gente tinha medo de usar. Tinhamos que usar na lavagem do pátio, para outros fins. E dava pena de ver a água limpa sendo desperdiçada. Quem ainda crê que a suinocultura não polui as águas, leia sobre os efeitos dela em Santa Catarina, por exemplo. Depois de a água limpar novamente, minha mãe fez análize em laboratórios, e voltamos a tomar a água. Aí está um momento passado, no presente momento.
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
 Esta fonte recebeu aquela plaquita de "água imprópria para o consumo" mas, para os que costumam passar ali para buscar água, a placa não causou mudança alguma. Todos os dias, os carros param, desce alguém com jarros, garrafas de plásticos e até bombonas, para encher dessa poderosa água. Eu a provei e o gostinho era mesmo daquela água de poço lá de minha infância. Imagino que seja por isso, pela saudade desse contato da natureza, com a infância, com a água de verdade, que as pessoas recorrem a esses locais, mesmo sob o risco de contaminação.
Aliás, uma pesquisa realizada em bombonas de água minerais de diversos Estados, incluindo marcas famosas do Rio Grande do Sul,  revelou altos índices de bactérias e sujeiras na água. Procure saber leitor, que água mineral não é sinônimo de água limpa, nem água pura. E aqui no blog não tem fonte de pesquisa, só de água. Se quiser saber mais, procure por você mesmo.
A santinha em frente à fonte de água. foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
 Antes de terminar essa postagem eu saí para fazer um trabalho e no caminho, lembrei de uma música. Juro que foi sem querer, mas ela tem tudo a ver com o que escrevi. Seja porque é meu ídolo e ando sempre junto com suas palavras, Renato Russo falava na Música Há Tempos, do tempo, dos santos, da urbanidade, dos sonhos e da dor contida em cada coisa reprimida, nas nossas palavras. E do poço.

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