Apesar de adorar a solidão, eu não consigo estar sozinha. Será que sou anormal?
Adoro minha casa, adoro meu ser, minhas poesias, meu universo interior. Mas até mesmo lá dentro há alguém, mesmo um fantasma...que não sou eu.
A companhia que se instalou aqui é quase um espírito amado, que tão entrelaçado em mim está, que já não sei o que sou eu, e o que são aquelas palavras antigas, as marcas impregnadas.
Mas essa minha mania de emendar uma história na outra, quando irá acabar? Quando me dedicarei a alguém, da mesma forma que dedico ao meu fantasma os meus poemas?
Não é culpa só minha, amar não é para qualquer um. E eu que sei bem como é o amor, não vou ficar aqui parada, no vazio dos dias... eu vou sim é viver, desse jeito torto, o que há pra fazer.
Ser doce e carinhosa é a melhor coisa que existe. Nunca me furtarei a isso.
Desde que me separei (antes também era assim) minha vida tem sido um relacionamento logo após outro, sem sequer um dia para respirar. Não consigo ficar só, alguns dias....eu emendo mesmo. Não consigo parar.
Ás vezes eu acho que isso é apenas um alimento para a vaidade. Ter o olhar de alguém em sua direção, alguém que pensa em você, mesmo que você nem esteja tão envolvida assim. Ter companhia para conversar todos os dias, um cara que te liga, num mundo em que ninguém se importa.
Isso eu poderia ter com amigos? Sim, mas não da mesma forma. Amigos eu tenho poucos e não gosto de incomodá-los com minhas carências. E eu adoro conquistar, ser conquistada.
A amizade é uma outra forma de conquista, tão bela, mas que para mim é muito mais sagrada.
Outras vezes eu penso que apenas amadureci e encarei esta verdade sobre mim: sou assim, sempre serei. Não acho interessante o que todos dizem "devemos ter um tempo para si mesmos e só depois nos relacionarmos outra vez". Por quê?
Me conheço o suficiente para não precisar me isolar de ninguém. Sei sobre mim o tanto que preciso, até este ponto, para não precisar me afastar de nada. As confusões sobre mim e sobre meus sentimentos, nada tem a ver com os outros, com a proximidade ou distância. Eu tenho dificuldades para amar sim, mas eu tento, tento muito.
Por que não posso aprender sobre quem eu sou através de outra pessoa? O aprendizado, afinal, é meu apenas. Não necessito tanto assim do outro, ou tanto assim da solidão. Juntos aprendemos muito mais a conviver, a ter paciência, a ser feliz mesmo com os pequenos defeitos de cada um. (E as diferenças!)
O outro pode ser um espelho para meu reflexo, mas também posso vê-lo, através dessa imagem.
Eu levei muito tempo para reconhecer na imagem que vejo no espelho, o amor de toda minha vida. Essa conquista é minha e de mais ninguém.
Já fiz a experiência, já fui muito solitária em determinado período, minha infância. E, por ser muito jovem, nada aprendi, nada acrescentou em mim não ter nada, viver em um deserto. Dali em diante, eu segui com aquilo que colhi, em todas as pessoas que nutri algum afeto. E tenho certeza de que nelas deixei, um pouco do amor que senti, tão fragmentado, mas completamente sincero.
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sábado, 24 de junho de 2017
segunda-feira, 19 de junho de 2017
Ansiedade e sentimento de urgência - tentando voltar a ser viva
Como seria bom viver sem depender das reações alheias, ser dona de mim mesma.
Nos últimos dias, estou reconhecendo o quanto é difícil e o quanto fiz as mesmas coisas minha vida inteira.
Eu me apeguei a um conceito aprendido na minha adolescência, eu me liguei às sombras, pois a morte era mais confortável do que a vida que eu levava. Eu entrei no período romântico, na idade das trevas da minha mente, eu fiz o que achei poético, o que salvava minha alma dos dias reais.
Me apeguei a isso, sem nunca mudar, sem nunca pensar de outro modo.
2017, ano de profundas mudanças na minha vida.
Os estímulos são muitos, aquela necessidade de ter uma resposta, de ter uma opinião, de ser/estar sempre presente, o modo de ser rede-social... a espera de respostas rápidas, o pedido de amizade, o controle sobre tudo, até tudo se perder...
Eu me perdi. Me envolvi tanto na vida de quem eu amo, mas eu me perdi. E amar apenas, sem ter um centro em si mesma, é triste, pois não estou mais em mim.
Quando fiz terapia, naqueles anos lá, anteriores a estas coisas, aprendi a reconhecer quando começam os ciclos de vai e vem na minha vida, a desesperança, a tristeza, depois os dias alegres e a sensação de que nada é para sempre... Aproveitar os dias bons e ignorar os dias ruins. Mas às vezes, nem isso, tem dias que nada funciona. Estes dias, por exemplo....
Ontem eu tive febre, uma febre que é um sintoma... de quem se perdeu já a muito. Eu apenas queria ter quem amo ao meu lado. E ele veio, desceu do carro, subiu comigo... e quando eu estava na cama, meio ruim, com aquele frio, observava seu jeito de me olhar... eu pensava: talvez esteja preocupado comigo, talvez esteja me achando uma chata...eu estava ali, frágil como nunca estive.
Ontem eu precisava dos meus amigos. E três amigas me ajudaram. Uma veio ficar comigo até ele chegar. Outra irá me ajudar hoje: eu sei que ela vai me curar das feridas, pois é minha melhor amiga, como uma irmã. A outra me ajudou com palavras, conversamos todos os dias.
Não era nada grave, mas nesse momento precisava de alguém.
A vida estava entre meus dedos, um fio de nada que eu insistia em carregar e manter, com a ideia em mente de que sempre vou me recuperar, não importa o que aconteça. Eu digo que quero morrer, e tem vezes que eu quis, mas a vida em mim está funcionando, na vontade de mudar, de ser melhor, de querer estar com quem amo e admiro.
Escolhi a vida, é o que estou a fazer.
Nos últimos dias, estou reconhecendo o quanto é difícil e o quanto fiz as mesmas coisas minha vida inteira.
Eu me apeguei a um conceito aprendido na minha adolescência, eu me liguei às sombras, pois a morte era mais confortável do que a vida que eu levava. Eu entrei no período romântico, na idade das trevas da minha mente, eu fiz o que achei poético, o que salvava minha alma dos dias reais.
Me apeguei a isso, sem nunca mudar, sem nunca pensar de outro modo.
2017, ano de profundas mudanças na minha vida.
Os estímulos são muitos, aquela necessidade de ter uma resposta, de ter uma opinião, de ser/estar sempre presente, o modo de ser rede-social... a espera de respostas rápidas, o pedido de amizade, o controle sobre tudo, até tudo se perder...
Eu me perdi. Me envolvi tanto na vida de quem eu amo, mas eu me perdi. E amar apenas, sem ter um centro em si mesma, é triste, pois não estou mais em mim.
Quando fiz terapia, naqueles anos lá, anteriores a estas coisas, aprendi a reconhecer quando começam os ciclos de vai e vem na minha vida, a desesperança, a tristeza, depois os dias alegres e a sensação de que nada é para sempre... Aproveitar os dias bons e ignorar os dias ruins. Mas às vezes, nem isso, tem dias que nada funciona. Estes dias, por exemplo....
Ontem eu tive febre, uma febre que é um sintoma... de quem se perdeu já a muito. Eu apenas queria ter quem amo ao meu lado. E ele veio, desceu do carro, subiu comigo... e quando eu estava na cama, meio ruim, com aquele frio, observava seu jeito de me olhar... eu pensava: talvez esteja preocupado comigo, talvez esteja me achando uma chata...eu estava ali, frágil como nunca estive.
Ontem eu precisava dos meus amigos. E três amigas me ajudaram. Uma veio ficar comigo até ele chegar. Outra irá me ajudar hoje: eu sei que ela vai me curar das feridas, pois é minha melhor amiga, como uma irmã. A outra me ajudou com palavras, conversamos todos os dias.
Não era nada grave, mas nesse momento precisava de alguém.
A vida estava entre meus dedos, um fio de nada que eu insistia em carregar e manter, com a ideia em mente de que sempre vou me recuperar, não importa o que aconteça. Eu digo que quero morrer, e tem vezes que eu quis, mas a vida em mim está funcionando, na vontade de mudar, de ser melhor, de querer estar com quem amo e admiro.
Escolhi a vida, é o que estou a fazer.
sábado, 11 de fevereiro de 2017
Você já se sentiu traído?
A sensação é de perda total do chão. Não apenas por que a pessoa que lhe traiu fez o mal, mas porque se perde a confiança nos demais, e até mesmo na vida.
Em quem confiar agora? A gente se pergunta, mas sempre haverá alguém.
Mas, se você pensar por outro lado, o traidor algumas vezes é o mais infeliz. Precisou ser sacana, precisou mentir, ocultar, ser duas caras. Quem quer ser assim?
Se para nós que não acreditamos (ou ainda é difícil acreditar) em algo maior ser indecente com os outros é algo impensável, imagine para quem acredita? O que é o caso da maior parte dos traíras.
Fazem a maldade e depois vão lá pedir perdão. Não deve ser fácil. Tenhamos piedade por quem precisa tripudiar para se sentir melhor. Nós.... nós não precisamos de nada disso. Apenas seguir em frente. Com a verdade.
Em quem confiar agora? A gente se pergunta, mas sempre haverá alguém.
Mas, se você pensar por outro lado, o traidor algumas vezes é o mais infeliz. Precisou ser sacana, precisou mentir, ocultar, ser duas caras. Quem quer ser assim?
Se para nós que não acreditamos (ou ainda é difícil acreditar) em algo maior ser indecente com os outros é algo impensável, imagine para quem acredita? O que é o caso da maior parte dos traíras.
Fazem a maldade e depois vão lá pedir perdão. Não deve ser fácil. Tenhamos piedade por quem precisa tripudiar para se sentir melhor. Nós.... nós não precisamos de nada disso. Apenas seguir em frente. Com a verdade.
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
A atenção é um artigo raro em tempos de Whatsapp e redes "sociais"
Se tivesse um botão no Messenger que seria acionado a cada vez que alguém puxasse assunto comigo, descontando Um Real da conta do sujeito, as pessoas pensariam duas vezes antes de entrar para dizer merdas como 'Oi Linda', 'quer casar comigo', 'qual seu Whats' ou mandar foto de pau copiada do Google...
Esse tipo de conversa é previsível, você sabe como começa e onde termina, e não tem conteúdo algum, não tem propósito e ainda por cima é desmotivante. Quem é que não se sente um lixo, ao saber que tanta gente entra em contato com vc, mas na realidade, quase nada QUER realmente travar amizade ou revelar coisas importantes, ser útil, agradável?
Por outro lado, a reclamação geral é de falta de atenção.
Você marca um café, e sua amiga pega o celular e não fala mais com você. Você está com o boy e daqui a pouco ele pega o telefone (sim vc não é o único contato dele pra sair) e começa a usar na sua frente, como se não existisse mais ninguém ali.
Você tem muitos amigos no Whats, mas é vácuo em toda parte. Respostas vazias, silêncios, nadas, enfim, não preciso explicar muito o que a maioria já passou.
Que grande merda é a vida das pessoas em geral, pois precisam tanto de um telefone, e não conseguem fazer nada de verdade por muito tempo.
Depois que comprei meu Smartphone minha vida piorou. Só anexei ou excluí números na minha agenda. Pessoas que entram e saem, como em um bar, que depois fica vazio e sujo com as marcas de quem passou.
Gente que tá muito preocupada consigo mesma para construir algo aos poucos, e no mais profundo e difícil, com vc.
Esse desinteresse cansa, sobretudo porque é sempre igual. Eu espero surpreender-me, mas espero sentada, escrevendo aqui no blog.
Joguinhos do tipo "vou me fazer de difícil", não colam mais, todo mundo já sabe que é um jogo tolo e repetido, e o pior, todo mundo joga, então cadê a originalidade? Ou seja, se alguém tá se fazendo ou te tratando como segunda opção, você parte pra outra e transforma esse cara em segunda opção também. E assim a vida segue, igual e sem graça pra todo mundo.
Ser você mesmo, falar o que sente, assusta e leva essas pessoas para suas cascas frágeis, para aquela ilusão cotidiana de proteção.
E isso não vale só para crush, ficante, e afins. Também vale para gente orgulhosa, egoísta, que acha que as pessoas estarão sempre à disposição, é só ir ali e pegar no Whats.
Está cada vez mais difícil se envolver, pois as pessoas simplesmente estão confusas quanto ao que querem, ninguém se propõe a nada, melhor é estar em todos os lugares ao mesmo tempo, sendo um fantasma intelectualizado ou um boy magia, que não se dedica e não acrescenta nada a ninguém. É assim que eu vejo a maioria das pessoas que tentaram entrar em contato comigo.
Nas ruas as pessoa imploram por atenção. Nos trabalhos que faço nas ONGs que atuo, percebo o vazio, a falta de afeto e a desorientação das pessoas por toda a parte. Aí aparece o machismo, a carência, a negligência...
Todos, ou quase todos, querem um relacionamento, mas o que oferecem e o que existe são só migalhas, são só moedas.
Um amigo me disse: Se alguém fica/transa com todo mundo, é como se fossem várias moedas de um centavo que, juntas, não formam nem Um Real. Vários caras, não formam um homem inteiro.
Pois você não pode dizer a ele nem como se sente num dia de angústia.
Várias noites com meninas diferentes, e você é o mesmo merda que não conheceu ninguém pois ninguém se mostra em poucos momentos, na hora da cerveja, ou numa trepada sem a menor intimidade, pois não é fácil se apaixonar, tampouco se envolver com quem você viu umas vezes na hora da alegria, do cabelo arrumado, da make bem feita.
Fico pensando que um dia a ficha cai, ninguém é lindo, corpão sarado, rei da galera, ou líder, a vida inteira. Essa fase oba oba, essa ilusão de auto suficiência vai acabar geral e para todos um dia. Uma hora bate a solidão, aparecem os problemas, e você só tem crush, ficante, amigos de bar, de trabalho ou de App, pois dedicou sua atenção apenas a essa vida estúpida que você leva e que vai te levar para a morte, como a todos nós.
Esse tipo de conversa é previsível, você sabe como começa e onde termina, e não tem conteúdo algum, não tem propósito e ainda por cima é desmotivante. Quem é que não se sente um lixo, ao saber que tanta gente entra em contato com vc, mas na realidade, quase nada QUER realmente travar amizade ou revelar coisas importantes, ser útil, agradável?
Por outro lado, a reclamação geral é de falta de atenção.
Você marca um café, e sua amiga pega o celular e não fala mais com você. Você está com o boy e daqui a pouco ele pega o telefone (sim vc não é o único contato dele pra sair) e começa a usar na sua frente, como se não existisse mais ninguém ali.
Você tem muitos amigos no Whats, mas é vácuo em toda parte. Respostas vazias, silêncios, nadas, enfim, não preciso explicar muito o que a maioria já passou.
Que grande merda é a vida das pessoas em geral, pois precisam tanto de um telefone, e não conseguem fazer nada de verdade por muito tempo.
Depois que comprei meu Smartphone minha vida piorou. Só anexei ou excluí números na minha agenda. Pessoas que entram e saem, como em um bar, que depois fica vazio e sujo com as marcas de quem passou.
Gente que tá muito preocupada consigo mesma para construir algo aos poucos, e no mais profundo e difícil, com vc.
Esse desinteresse cansa, sobretudo porque é sempre igual. Eu espero surpreender-me, mas espero sentada, escrevendo aqui no blog.
Joguinhos do tipo "vou me fazer de difícil", não colam mais, todo mundo já sabe que é um jogo tolo e repetido, e o pior, todo mundo joga, então cadê a originalidade? Ou seja, se alguém tá se fazendo ou te tratando como segunda opção, você parte pra outra e transforma esse cara em segunda opção também. E assim a vida segue, igual e sem graça pra todo mundo.
Ser você mesmo, falar o que sente, assusta e leva essas pessoas para suas cascas frágeis, para aquela ilusão cotidiana de proteção.
E isso não vale só para crush, ficante, e afins. Também vale para gente orgulhosa, egoísta, que acha que as pessoas estarão sempre à disposição, é só ir ali e pegar no Whats.
Está cada vez mais difícil se envolver, pois as pessoas simplesmente estão confusas quanto ao que querem, ninguém se propõe a nada, melhor é estar em todos os lugares ao mesmo tempo, sendo um fantasma intelectualizado ou um boy magia, que não se dedica e não acrescenta nada a ninguém. É assim que eu vejo a maioria das pessoas que tentaram entrar em contato comigo.
Nas ruas as pessoa imploram por atenção. Nos trabalhos que faço nas ONGs que atuo, percebo o vazio, a falta de afeto e a desorientação das pessoas por toda a parte. Aí aparece o machismo, a carência, a negligência...
Todos, ou quase todos, querem um relacionamento, mas o que oferecem e o que existe são só migalhas, são só moedas.
Um amigo me disse: Se alguém fica/transa com todo mundo, é como se fossem várias moedas de um centavo que, juntas, não formam nem Um Real. Vários caras, não formam um homem inteiro.
Pois você não pode dizer a ele nem como se sente num dia de angústia.
Várias noites com meninas diferentes, e você é o mesmo merda que não conheceu ninguém pois ninguém se mostra em poucos momentos, na hora da cerveja, ou numa trepada sem a menor intimidade, pois não é fácil se apaixonar, tampouco se envolver com quem você viu umas vezes na hora da alegria, do cabelo arrumado, da make bem feita.
Fico pensando que um dia a ficha cai, ninguém é lindo, corpão sarado, rei da galera, ou líder, a vida inteira. Essa fase oba oba, essa ilusão de auto suficiência vai acabar geral e para todos um dia. Uma hora bate a solidão, aparecem os problemas, e você só tem crush, ficante, amigos de bar, de trabalho ou de App, pois dedicou sua atenção apenas a essa vida estúpida que você leva e que vai te levar para a morte, como a todos nós.
sugestões
amizade,
atenção,
boy,
crush,
Ellen Augusta,
Ellen Augusta Valer de Freitas,
Facebook,
morte,
pobreza mental,
redes sociais,
relacionamento,
solidão,
vácuo,
Whats,
WhatsApp
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