Agora é que está passando... Levantei da cama e fui direto ao banho... a água quente, muito quente, foi levando embora a dor.
Lembrei das palavras da amiga... "A primeira que deve te amar é tu mesma", enquanto lavava meus cabelos, e tentava saber como estava meu corpo, sentindo-me morta, apenas lembrando da vida, por causa da dor.
Dor é um sinal de vida, isso eu sei.
Há alguns meses venho buscando saber coisas sobre mim. O que eu sinto realmente, o que é influência externa, ou interna, mas que não é tão real assim.
Há coisas irreais em mim, preciso descobrí-las para abandoná-las, urgentemente, sob pena de continuar não sendo autêntica, enganando a mim mesma e até mesmo a outros...
Ficar aqui me possibilita isso. Deixar-me um pouco, esquecer os pensamentos, fixar-me no presente. Olhar pela janela a rua, a chuva e o vento fulminante, minhas plantas. Vou conferir se não caíram. Não podem cair, mesmo com o vento forte, me recuso a tirar-lhes da potência da tormenta....
Estudar, ouvir as gravações, a voz da professora recitando poemas, eu busco-os no livro do poeta que mais adoro. Como é perfeito seu modo de escrever. Ao ler seus versos não sinto-me tão só nos sentimentos. Identifico-me com tempos que não existem mais, com coisas que não estão mais ao meu alcance, pois agora, apenas restou este coração que apenas observa, e que pouco consegue sentir.
Uma criança disse no filme de 1961: "Como é triste quando alguém não tem tempo para você".
Vivemos ao longo da vida buscando confirmar se quem amamos nos pode doar seu tempo. Ao amor eu doei praticamente minha vida, e não me arrependo nenhum dia sequer.
Agora, como sempre, ainda não desejo mais saber, me fere o não, do mesmo modo que me fere o sim. Vou me recolher a esta não-vida que escolhi.
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domingo, 16 de julho de 2017
A coragem
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domingo, 28 de agosto de 2016
Angústia
Adoro a palavra Angústia, e não consigo parar de sentí-la.
A perseguição começa quando estou bem. Vem sempre à noite, quando estou já desarmada. Está a me rondar neste momento. É um sentimento que anda de mãos dadas com outros, que nem ouso mencionar.
Se eu disser as palavras, se eu as formular, tenho medo de que escapem do meu coração ou, me prendam para sempre em seus significados.
Quando a noite chega, e com ela está a Angústia, eu sinto vontade de deitar embaixo do cobertor, e esperar o tempo passar, queria dormir, queria esquecer, das coisas lindas ou tristes que estão pairando no ar. Mas esse sentimento congela tudo, fixa tudo em algum lugar onde não alcanço.
Tudo começou quando abri uma fenda desta armadura. Eu não suporto o brilho da noite, tampouco a brancura serena do dia quando começa.
Esconder-me no sombrio me confortava. Minha vida estava bem até então.
O dia traz as cores do Sol, e a possibilidade de eu me sentir melhor, quem sabe. Mas, por que tudo é tão longe, por que é tão raro?
Eu caminhei pela manhã, percebendo a neblina gelada. Estou cansada. Minha vida, eu zerei, todas as possibilidades, já não me interessam. A beleza está ali, a vejo, mas será minha? Prefiro a certeza da morte, do que a brevidade incerta da vida.
Fugindo de tudo o que venero, passei a vida perdendo o que de mais sagrado conquistei.
Eu não quero mais viver de relações vazias, não quero ser mais uma opção na agenda de alguém. Uma companhia para o nada, um ser esquecido, como sempre fui.
Eu não quero mais jogar o jogo, esse jogo de vazios, de vácuos, de nadas que se completam.
Amanheci com o vestígio de um sonho ruim. Eram coisas a serem banidas, varridas, eram noites sem sentido, com o Oceano de fundo. Era um brilho de morte em toda essa praia vazia.
Eu penei, essas semanas eu senti toda a angústia possível, de quem espera descobrir algo. Meu corpo não responde a minha pergunta, só me fere com dores, estranhas sensações. Minha mente é apenas negação.
O que será que vai acontecer na minha vida? Serei só ou há algo mais em mim?
A perseguição começa quando estou bem. Vem sempre à noite, quando estou já desarmada. Está a me rondar neste momento. É um sentimento que anda de mãos dadas com outros, que nem ouso mencionar.
Se eu disser as palavras, se eu as formular, tenho medo de que escapem do meu coração ou, me prendam para sempre em seus significados.
Quando a noite chega, e com ela está a Angústia, eu sinto vontade de deitar embaixo do cobertor, e esperar o tempo passar, queria dormir, queria esquecer, das coisas lindas ou tristes que estão pairando no ar. Mas esse sentimento congela tudo, fixa tudo em algum lugar onde não alcanço.
Tudo começou quando abri uma fenda desta armadura. Eu não suporto o brilho da noite, tampouco a brancura serena do dia quando começa.
Esconder-me no sombrio me confortava. Minha vida estava bem até então.
O dia traz as cores do Sol, e a possibilidade de eu me sentir melhor, quem sabe. Mas, por que tudo é tão longe, por que é tão raro?
Eu caminhei pela manhã, percebendo a neblina gelada. Estou cansada. Minha vida, eu zerei, todas as possibilidades, já não me interessam. A beleza está ali, a vejo, mas será minha? Prefiro a certeza da morte, do que a brevidade incerta da vida.
Fugindo de tudo o que venero, passei a vida perdendo o que de mais sagrado conquistei.
Eu não quero mais viver de relações vazias, não quero ser mais uma opção na agenda de alguém. Uma companhia para o nada, um ser esquecido, como sempre fui.
Eu não quero mais jogar o jogo, esse jogo de vazios, de vácuos, de nadas que se completam.
Amanheci com o vestígio de um sonho ruim. Eram coisas a serem banidas, varridas, eram noites sem sentido, com o Oceano de fundo. Era um brilho de morte em toda essa praia vazia.
Eu penei, essas semanas eu senti toda a angústia possível, de quem espera descobrir algo. Meu corpo não responde a minha pergunta, só me fere com dores, estranhas sensações. Minha mente é apenas negação.
O que será que vai acontecer na minha vida? Serei só ou há algo mais em mim?
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sexta-feira, 27 de junho de 2014
O frio a faz respirar
Estava com ela na claridade.
As vozes entram pela janela
Ela sozinha em meio à luz noturna, o frio luminar.
Eu saí do quarto a buscar o som, precisava das sombras, e jamais pude retornar.
As portas fechadas, abertas escuras, o interruptor alternava entre sim e não. Mas era sempre obscuro.
Os quartos escuros não me assustam, pois já estão dentro de mim.
O fantasma se ramificou em meu esqueleto, portanto.
Deixei suas mãos.
Lux.
Escuridão.
Eu buscando as sombras. O frio a faz respirar.
(Só ela soube porquê.)
A luz protegia os moribundos.
Mortem - Uma perna te enlaça. A que te pertence não teme.
Eu que te pertenço. Sou o medo em si.
Anda na casa vazia do tempo. Sólida e distante, melancólica e sombria. A amiga. A amada.
A esquecida estava no quarto escuro.
Acordei viva, deixei a-morta, deixei a-morte.
Nos sonhos perturbadora.
Companheira no vislumbre diurno.
Ellen Augusta
As vozes entram pela janela
Ela sozinha em meio à luz noturna, o frio luminar.
Eu saí do quarto a buscar o som, precisava das sombras, e jamais pude retornar.
As portas fechadas, abertas escuras, o interruptor alternava entre sim e não. Mas era sempre obscuro.
O fantasma se ramificou em meu esqueleto, portanto.
Deixei suas mãos.
Lux.
Escuridão.
Eu buscando as sombras. O frio a faz respirar.
(Só ela soube porquê.)
A luz protegia os moribundos.
Mortem - Uma perna te enlaça. A que te pertence não teme.
Eu que te pertenço. Sou o medo em si.
A esquecida estava no quarto escuro.
Nos sonhos perturbadora.
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terça-feira, 29 de outubro de 2013
Translucidez
Não mereço
a lucidez, se,
enquanto a penso
meu irmão sofre sua falta.
O meu castigo
é ser como Blimunda.
É ver a maldade nos corações
É ver a bondade em quem julguei ser somente o mal.
Ser como a mãe que sofre mais
Ser também o filho
Ser também a dor.
Sofrer pelo outro, que é o meu outro.
Ser tão louca quanto.
Ser tão triste e sozinha quanto.
Não mereço.
O espelho que é igual a mim.
Não mereçe.
Sofrer e ver sofrer. Nada poder fazer.
Pedir um perdão quando não há como perdoar.
Pedir perdão a um universo que jamais perdoará.
Meu irmão, me perdoe.
Sei que não há...
Só a tristeza de quem sabe o que se passa.
Me perdoe, por que minha dor não é nada
perto da sua.
E eu, que nunca soube perdoar, jamais poderei pedir perdão.
Ellen Augusta
a lucidez, se,
enquanto a penso
meu irmão sofre sua falta.
O meu castigo
é ser como Blimunda.
É ver a maldade nos corações
É ver a bondade em quem julguei ser somente o mal.
Ser como a mãe que sofre mais
Ser também o filho
Ser também a dor.
Sofrer pelo outro, que é o meu outro.
Ser tão louca quanto.
Ser tão triste e sozinha quanto.
Não mereço.
O espelho que é igual a mim.
Não mereçe.
Sofrer e ver sofrer. Nada poder fazer.
Pedir um perdão quando não há como perdoar.
Pedir perdão a um universo que jamais perdoará.
Meu irmão, me perdoe.
Sei que não há...
Só a tristeza de quem sabe o que se passa.
Me perdoe, por que minha dor não é nada
perto da sua.
E eu, que nunca soube perdoar, jamais poderei pedir perdão.
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
A irmandade do passado
Nos braços de uma longa amizade
Um amor de irmão nasceu
O que nunca tive, a família,
o tempo apagou
e esqueceu.
Eu não sabia o que era
Um abraço, uma lágrima.
Eu não sabia que sofria
A falta de uma humana flor.
Hoje o tempo brinda uma família, que é minha.
Insensata voz, a que conhece o grito.
A fala, através do amor, escreve.
A escolha certa, pelas minhas mãos, escolhe.
Sou ainda aquele farol no deserto oceânico
Minha alma sempre foi longe e sombria.
Meu amor sabe disso e mesmo assim me guia.
Uma mãe que é morta
Mesmo assim, é minha.
A saudade vai matando
a lembrança dos dias.
Por que temos que viver a morte?
Por que temos que morrer através dela?
Eu já havia morrido outra época, mas agora doeu mais forte.
A dor da perda é sempre nova, é sempre a mesma.
Mudam apenas os séculos.
Ellen Augusta
Um amor de irmão nasceu
O que nunca tive, a família,
o tempo apagou
e esqueceu.
Eu não sabia o que era
Um abraço, uma lágrima.
Eu não sabia que sofria
A falta de uma humana flor.
Hoje o tempo brinda uma família, que é minha.
Insensata voz, a que conhece o grito.
A fala, através do amor, escreve.
A escolha certa, pelas minhas mãos, escolhe.
Sou ainda aquele farol no deserto oceânico
Minha alma sempre foi longe e sombria.
Meu amor sabe disso e mesmo assim me guia.
Mesmo assim, é minha.
A saudade vai matando
a lembrança dos dias.
Por que temos que viver a morte?
Por que temos que morrer através dela?
Eu já havia morrido outra época, mas agora doeu mais forte.
A dor da perda é sempre nova, é sempre a mesma.
Mudam apenas os séculos.
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segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Minha amiga
Sei o que nos ligou
desde os tempos mais antigos
O que mais temia aconteceu
Hoje é apenas um poema
O que no passado foi pura dor.
Minha amiga, o que tens?
Não te conheço, mas és como eu.
Minha amiga, por que choras?
se quem haveria de chorar era eu.
A alma da noite nos espera
No mar não há onde descansar
Meus olhos te entregam a paz da amizade
E de minhas mãos saem os poemas do alívio.
Fazes as tranças de um bonito colar.
Da menina moça e das sereias ao luar.
Trazes em tuas mãos belezas e enfeites
de elementos marítimos e coisas do amar.
Ellen Augusta
desde os tempos mais antigos
O que mais temia aconteceu
Hoje é apenas um poema
O que no passado foi pura dor.
Minha amiga, o que tens?
Não te conheço, mas és como eu.
Minha amiga, por que choras?
se quem haveria de chorar era eu.
A alma da noite nos espera
No mar não há onde descansar
Meus olhos te entregam a paz da amizade
E de minhas mãos saem os poemas do alívio.
Fazes as tranças de um bonito colar.
Da menina moça e das sereias ao luar.
Trazes em tuas mãos belezas e enfeites
de elementos marítimos e coisas do amar.
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quinta-feira, 18 de abril de 2013
Chiquitita
Chiquitita dime porque
tu dolor hoy te encadena
que en tus ojos hay una sombra de gran pena
no quisiera verte así aunque quieras disimularlo
si es que tan triste estas para que quieres callarlo
chiquitita dímelo tú en mi hombro aquí llorando
Cuenta conmigo ya para asi seguir hablando
tan segura te conocí y Ahora tu a la quebrada
Déjamela llevar yo la quiero ver curada
chiquitita sabes muy bien que las penas vienen y van y desaparecen
otra ves vas a bailar y serás feliz como flores que florecen
Chiquitita no hay que llorar
las estrellas brillan por ti haya en lo alto
quiero verte sonreír
para compartir tu alegría chiquitita
otra vez quiero compartir tu alegría chiquitita
Chiquitita dime porque
tu dolor hoy te encadena
en tus ojos hay una sombra de gran pena
no quisiera verte así aunque quieras disimularlo
si es que tan triste estas para quieres callarlo
chiquitita sabes muy bien que las penas vienen y van y desaparecen
otra ves vas a bailar y serás feliz como flores que florecen
chiquita no hay que llorar las estrellas brillan por ti haya en lo alto
quiero verte sonreír para compartir tu alegría chiquitita
otra vez quiero compartir tu alegría chiquitita
otra vez quiero compartir tu alegría chiquitita.
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