Todos os dias é um tormento o não dormir. Me recuso a deixar o sono vencer.
A vida, é tão rara para mim, cada minuto importa. Mesmo um tempo gasto em nada, mesmo aquele no silêncio.
Desde criança eu tenho medo de dormir. O sono leva embora a possibilidade da lucidez, e de meu apego à vida, a esta vida mais concreta.
Eu mergulho na sombra dos sonhos, encontro fantasmas, criaturas da minha psique, lendas e coisas que li a muito tempo. Esse paraíso raramente é confortante. No mais das vezes são coisas que preciso viver, e que minha vida de vigília não permite.
Já tentei escrever poesia com as histórias noturnas, mas elas mostram coisas demais. Não é possível escrever sobre algo tão nude, não é possível vencer essa barreira das coisas implícitas e claras dentro da mente.
A variação dos sentimentos, as coisas antigas tão profundas, e essa vontade de morrer, só para ter certeza de que, o que se vê nos sonhos, realmente existe em algum lugar.
Meu medo de dormir, é como um medo de dar um passo em frente ao abismo da morte. Aquilo é vida, porém não o sei. Estou a viver coisas tão insólitas, tão implausíveis, tão profundas na minha mente. Uma pena porém, que os protagonistas nada saibam, sequer existam neste mundo terreno, apenas estão ali, segundo meus desejos, assim acho.
É uma pena que os protagonistas jamais saibam que fazem parte das minhas premonições, dos meus medos e das coisas que cercam a aura do tempo noturno.
Contar um sonho é uma atividade frustrante, pois nunca podemos descrever as cenas que vimos, nunca haverá detalhes perfeitos, só os fragmentos. A mente nos obriga a esconder e creio que ela tenha lá suas razões.
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Amanhecendo com o nascer do sol
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segunda-feira, 6 de julho de 2015
O frio atormentador
Caminho desnuda, o frio me congela, os pés pouco mais flutuam, pois já não sentem.
Não há nada mais lindo que uma noite descalça.
O sonar das músicas, lá fora é madrugada.
As ondas batem nas pedras, respiro.
Da janela vem um pouco da lembrança, era ela.
Um jeito diferente de ser, uma mulher que outrora caminhava ali.
Era um fantasma de mim.
A mulher que de certa forma te ampara.
O sonho os pés nus de tanto chorar.
O mar continua a ser ameaçador, está tão tarde, preciso morrer.
Não é preciso ser louca, me basta dizer
teu nome.
Oceano!
Luar sobre as pedras, por que não vou ao teu encontro?
O frio do Inverno provoca-me delírio.
Não sei escrever.
Só sei inspirar novamente os mesmos devaneios,
impregnar-me com a mesma recordação.
Eu me vi no espelho das ondas. O espírito no mar noturno.
Nunca mais, eu me dizia.
Nem para a vida, nem para a morte.
Presa entre as vagas marinhas sem saber para onde ir.
Ellen Augusta
Não há nada mais lindo que uma noite descalça.
O sonar das músicas, lá fora é madrugada.
As ondas batem nas pedras, respiro.
Da janela vem um pouco da lembrança, era ela.
Um jeito diferente de ser, uma mulher que outrora caminhava ali.
Era um fantasma de mim.
A mulher que de certa forma te ampara.
O sonho os pés nus de tanto chorar.
O mar continua a ser ameaçador, está tão tarde, preciso morrer.
Não é preciso ser louca, me basta dizer
teu nome.
Oceano!
Luar sobre as pedras, por que não vou ao teu encontro?
O frio do Inverno provoca-me delírio.
Não sei escrever.
Só sei inspirar novamente os mesmos devaneios,
impregnar-me com a mesma recordação.
Eu me vi no espelho das ondas. O espírito no mar noturno.
Nunca mais, eu me dizia.
Nem para a vida, nem para a morte.
Presa entre as vagas marinhas sem saber para onde ir.
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