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segunda-feira, 6 de julho de 2015

O frio atormentador

Caminho desnuda, o frio me congela,  os pés pouco mais flutuam, pois já não sentem.
Não há nada mais lindo que uma noite descalça.
O sonar das músicas, lá fora é madrugada.
As ondas batem nas pedras, respiro.
Da janela vem um pouco da lembrança, era ela.
Um jeito diferente de ser, uma mulher que outrora caminhava ali.
Era um fantasma de mim.

A mulher que de certa forma te ampara.

O sonho os pés nus de tanto chorar.
O mar continua a ser ameaçador, está tão tarde, preciso morrer.
Não é preciso ser louca, me basta dizer
teu nome.

Oceano!
Luar sobre as pedras, por que não vou ao teu encontro?
O frio do Inverno provoca-me delírio.
Não sei escrever.
Só sei inspirar novamente os mesmos devaneios,
impregnar-me com a mesma recordação.

Eu me vi no espelho das ondas. O espírito no mar noturno.
Nunca mais, eu me dizia.
Nem para a vida, nem para a morte.
Presa entre as vagas marinhas sem saber para onde ir.
Ellen Augusta

terça-feira, 16 de junho de 2015

La Pascualita, a eterna noiva mexicana

La Pascualita ou Chonita é considerada A Noiva mais bonita de Chihuahua!

Estes dois meses, maio e junho, são meses considerados especiais para noivas e namorados. Também maio é o mês em que os mortos se encontram com os vivos, segundo algumas tradições, e junho é o mês do Inverno.

Por isso deixei para agora este assunto que uma amiga me enviou a muito tempo, a lenda da noiva embalsamada, que vive em uma vitrine da loja mais antiga do centro histórico de Chihuahua, no México. Sempre o México, este povo que está definitivamente preso à morte! Por isso os quero tanto!

Esta lenda era alimentada pela dona da loja, mãe de Pascualita, que não desmentiu os boatos de que teria sua filha morrido no dia de seu casamento por uma picada de escorpião, e dilacerada pela dor, a embalsamara para tê-la para sempre em sua loja. Mas com o tempo revelou que se tratava de um manequim de cera com cabelos, sombrancelhas e cílios naturais. A dona da loja inclusive dava banho na manequim com xampu, por conta de seus atributos naturais implantados. Por isso mesmo até a polícia um dia investigou o caso.
Mesmo assim, quem se convence?

Quando chegou à vitrine, a manequim era tão real que logo atraiu a atenção das pessoas, dizem que ela se movimenta à noite, chora, e sorri para as pessoas nas ruas. Tendo acontecido até, um caso em que Pascualita salvou uma moça de um cara que iria violentá-la, quando a jovem gritou: "Pascualita, ajuda-me!" E o homem se afastou dela.
As mulheres quando vão se casar, querem escolher o modelo de vestido que Pascualita está vestindo, pois assim creem que ela está escolhendo o que lhes dará sorte na vida de casada que terão.
E, como não pensar que este é um arquétipo feminino em que as mulheres se inspiram, na falta de modelos reais, em quem confiar?
Não se tem quase nada de real, em quem se inspirar. Aquelas mulheres jovens, olham para os lados e veem o que?
As suas mães e antepassadas com seus casamentos aos farrapos, sozinhas? As suas amigas colocando-as para baixo? Sumindo aos poucos assim que arrumam machos para casar? Elas possuem poucos e fracos símbolos femininos e sobra o que para essas meninas e mulheres mexicanas?
Uma manequim fantasma?
E será que é isso mesmo?

O povo mexicano é maravilhosamente crente em coisas sobrenaturais, eles veneram o feminino de uma forma peculiar, diferente de tudo que eu já vi, ou quis ver. Diferente de tantas culturas que veneram o masculino e ficam só nisso.

Vestem a morte de noiva:
La Santissima Muerte
Veneram a morte, as Catrinas, fazem festa aos defuntos, no meio da rua, misturam catolicismo com as venerações do feminino, sem medo, não estão nem aí. É um povo sofrido que perde a vida todos os dias, sabem a morte como ninguém, sendo amarga ou doce.


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Amor no cabide e roupas na rua

 As intervenções urbanas me atraem, pelo anônimo, pelo panfletário, e principalmente pelo coletivo da atitude. Esse projeto é chamado de Amor no Cabide. Consiste em deixar uma roupa para alguém e pegar algo, se precisar, ali mesmo, no cabide.
Já vi em paradas de ônibus, em lojinhas de artesanatos, de confecção de lã e mais de uma vez eu lembrei que tinha algo aqui em casa para colaborar.
 Neste dia, saímos para uma caminhada e, deixei meu vestido de lã sintética, feito pela minha sogra. Sim, pois mulheres também sentem frio. E nesses dias havia conhecido uma moradora de rua.
Olhem o cartaz lá em cima: "Eles também precisam". Pedem roupinhas para cães e gatos também.
 É importante poder participar de pequenos gestos, que fazem parte de grandes atitudes. Mais legal é publicar aqui no blog, divulgar ao máximo, para que outros possam imitar. Fazer o mesmo, ou melhor.
Uma boa atitude deve ser contada, publicada e encorajada sempre. Para que se quebre o silêncio do nada fazer, do negligenciar, do não saber e nem se interessar...
 Ver a cara de 'ai, to chocada', de algumas pessoas, me fazem sempre ter a certeza de que estou no caminho certo. Nas minhas atitudes e no meu modo de escrever.
 A intervenção, neste caso, é justamente isso: cortar o cotidiano. Mostrar que há coisas mais importantes que o celular quando não funciona, que os tecidos para a decoração dos sofás ou os pontos do seu cartão de milhagem.
Por isso a cidade está cheia de pequenos detalhes, de arte urbana, bastando levantar um pouco a cabeça virá-la um pouco para o lado - e ver realmente.
 O coração dizia algo como: pegue, é seu. Puxa, eu gostava muito desse vestido, quem será que o levou?

sábado, 6 de setembro de 2014

Sombras Translúcidas


Esse vestido encontrei em um brechó, foi meu durante alguns dias e já não está mais comigo.
Embora eu tenha o sombrio dentro de mim. Nada me rotula facilmente. Não cumpro papel. E me divirto com quem tenta me taxar. Tenho a luz e a escuridão dentro de mim. Sim e não. Não sei.
Mas que é lindo um vestido translúcido como este, sim!
Minha vida é frugal, prática e urbana. Meu estilo de vestir, portanto, é outro. Mas guardo dentro de mim as noites de cemitérios, os gritos das corujas e todas as letras de meus poemas, todas as prosas poéticas, sem precisar me fantasiar de nada.
Se eu quiser, visto minhas cores soturnas, que pode ser o branco para alguns góticos, ou o preto, ou todas as cores... ou me dedico a escrever. O clima define. Amo todas as estações do ano. Não pago pau para o Inverno, mas prefiro-o, assim como os dias de temporal. Espero com nostalgia a chegada da Primavera.

domingo, 22 de junho de 2014

Pés e Pensamentos Ou Estética Burguesa é um salão de beleza ali do centro

Em casa, sem maquiagem. Não acho que usar maquiagem seja uma obrigação.  Considero que encontrar alternativas que não testem animais e sem ingredientes animais está mais do que ético. O resto é escolha pessoal.
Pés Pensativos:

Adoro ver meus pés depois de prontos. Uso esmaltes que não testam em animais. Só dou atenção aos pés por questões pessoais (de gosto, beleza), as mãos faço quando estou a fim, não ligo mesmo. Não me interessa os outros, penso em mim. Essa coisa de 'imagem para o trabalho' acho uma idiotice. E acho anti higiênico unhas compridas. Lavo sempre as mãos.
Com este frio, encontrei estas meias que podem ser usadas como pantufas, elas tem anti derrapantes e tem cheirinho de chiclé.
Que coisa isso de que as pessoas não possam descansar em paz, respirar. A beleza está na visão que cada um tem de si mesmo, sem comparações. Mostro aqui meus defeitos e o melhor de mim. Cada um pense o que quiser. Há quem não tolere um não como resposta. E depois envenene o ar com críticas e palavreados bobos. Isso tudo é enfeite fútil. Sou mais da simplicidade.
Um bom 'vai-te a merda' vale mais do que mil discursos elaborados e intrincados, que ninguém entende nada...
 Na beira do rio...
 Com o monstro.
Com a Malévola. Admiro-a. Adotou crianças, se envolve em causas humanitárias, casou com o bonitão e ainda expôs seus problemas pessoais para ajudar outras pessoas, mesmo recebendo críticas. Se todas as mulheres fossem assim ______a História preenche a lacuna.
 Com o Fotógrafo.




Então tem gente que falta amor no coração, que vai perder o tempo dela com você? Não ligue mesmo, tem pessoas que fazem um tipo de perseguição randômica para catar um alfinete na vida de alguém e ficar se divertindo com isso. Cada pessoa pode assumir sua beleza e seu tipo físico, seja ele qual for. Valorizá-lo se quiser, ou não, se não se importar com isso.
Não dar ouvidos aos sabichões que nada sabem, de vez em quando é bom também. Quem tem a nos ensinar são os sábios, estes são poucos e estão nos livros.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Inverno é tempo de ocultar

O Inverno é tempo de recolhimento.
No livro 'Clássico de Medicina do Imperador Amarelo' um livro lindo, todo ilustrado, que paguei Um Pila, no brechó da Cleide, está escrito assim sobre o Inverno:

"Durma cedo com o por-do-sol e se levante depois do nascer do sol. Evite o frio e conserve o calor. Deixe seu espírito calmo como se estivesse escondido; e como se tivesse algum assunto particular a ocultar dos outros. Permaneça feliz e satisfeito como se estivesse acabado de desvendar um segredo.

Como o tempo sugere calma e recolhimento, selecionei algumas imagens que podem traduzir essa sensação, que nem sempre é fácil conquistar!
 Amuleto que fiz com moedas chinesas. Faço amuletos e coisas do tipo, não por acreditar, mas por ser uma atividade calmante!
Cruz da RosaCruz, encontrei por acaso no Brechó da Sonia Piumato - Bichos e Amigos, uma cruz antiga, segundo uma praticante Rosacruz. Que sorte ter encontrado algo tão esotérico e interessante.
 O frio do Inverno já foi muito mais cortante em minha vida. Sofri muito com o frio, o que me obrigava a usar um sobretudo grosso, na época, por não aguentar simplesmente os rigores do Inverno aqui do Sul.
 Depois que comecei tratamento com homeopatia, em que são receitados medicamentos baratos e simples, a primeira coisa que senti, foi que o frio ficou mais ameno, não senti mais tão forte. As outras questões de saúde e emocionais ainda estão por serem resolvidas, até por que não são tão simples quanto a temperatura, mas perdi o medo de altura, pelo menos... e também passei a tolerar mais o frio.
 Os outros medos ainda persistem, um aglomerado de fobias ambulante... ainda sou!
 Estas fotos de casinhas orientais são lindas e transmitem muita paz.
As bruxas sempre trazem a lembrança da mulher 'louca', sábia e misteriosa, todos a criticam, e por séculos foi condenada, mas sua essência, ninguém conhece.
 Imagens do feminino, que por séculos foi reprimido em diversas manifestações religiosas, mas nunca esquecidos.

 Adoro cristais, são lindos e no Sol ou no brilho da Lua mostram toda sua beleza!
A casa. A casa é um lugar sagrado, simboliza muita coisa para muitas pessoas. Não precisa ser sua. Mas se for seu canto, simboliza onde escondemos nossa personalidade, no frio do Inverno, de onde saímos para iniciar a Primavera. Todos merecem ter uma casa, por pequena ou simples que seja.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Férias de Inverno e comida vegana da nona

pão vegano feito pelo tio do meu companheiro, em máquina de fazer pão...

Risoto vegano feito pelo tio do meu companheiro, com cogumelos, alcaparras, tomate, temperos, palmito e outros...


polenta feita pela nona, sempre que vamos para a serra, essa é nossa comida preferida...

salada de cebola preparada pela nona...

molho para acompanhar a polenta... com tomates, pimentões coloridos, batata, cebola...



essa é a nona... ela tem 92 anos...

aqui ela está preparando a polenta brostolada...

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