Mostrando postagens com marcador frio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador frio. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O frio atormentador

Caminho desnuda, o frio me congela,  os pés pouco mais flutuam, pois já não sentem.
Não há nada mais lindo que uma noite descalça.
O sonar das músicas, lá fora é madrugada.
As ondas batem nas pedras, respiro.
Da janela vem um pouco da lembrança, era ela.
Um jeito diferente de ser, uma mulher que outrora caminhava ali.
Era um fantasma de mim.

A mulher que de certa forma te ampara.

O sonho os pés nus de tanto chorar.
O mar continua a ser ameaçador, está tão tarde, preciso morrer.
Não é preciso ser louca, me basta dizer
teu nome.

Oceano!
Luar sobre as pedras, por que não vou ao teu encontro?
O frio do Inverno provoca-me delírio.
Não sei escrever.
Só sei inspirar novamente os mesmos devaneios,
impregnar-me com a mesma recordação.

Eu me vi no espelho das ondas. O espírito no mar noturno.
Nunca mais, eu me dizia.
Nem para a vida, nem para a morte.
Presa entre as vagas marinhas sem saber para onde ir.
Ellen Augusta

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Pepe ou Papi - o Mujica do Churros vegano

Foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
Com o frio que fez hoje lembrei da banca de churros do Papi, o uruguaio, que fica lá na rua Nova York. Ele é a cara do Pepe Mujica. E é o rei da simpatia. Ele vende o churros de goiaba, totalmente vegano. E delicioso.
Foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
Conheci ele quando passamos pela rua e meu OlhO captou a palavra Goiaba! Puxei meu marido e disse: ali tem opção vegana de churros. Pois eu conheço a massa de churros. A receita espanhola é vegana. Foi o que me confirmou Papi, o churreiro que entende tudo, e que me queria fazer provar a massa a qualquer custo! Eu tive muito trabalho para dizer não, queria me certificar de que era realmente livre de leite, ovos, etc... Mas logo ele nos convenceu, com seu espanhol fluente, muito misturado a um português igualmente fácil de compreender. Eu, pelo menos entendi tudo, pois adoro linguagens, gírias e misturas locais.
Foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
Óbvio que eu tinha que perguntar, sobre o Churros do Chaves! Eu já sabia, mas puxei assunto com ele. Ele me explicou que é o churros espanhol. A receita, como disse acima é a mesma: farinha e água. Com açúcar. Costumam fazer uma rosca gigante, e cortam em pequenos pedaços, como vemos no capítulo do Chaves. E não tem recheio, que é para molhar no chocolate. Lá eles costumam tomar com chocolate quente, como tentou fazer o professor Girafales, mas não deu, pois o Chavito estava embaixo da mesa roubando os churros.
E o mais legal é que todo mundo que chega lá comenta sobre o churros do Chaves, conta Papi. Mostrando que Chaves é ícone não só para mim.
Em vários momentos fui ali conversar com ele, e comer churros de montão. Papi atende a todos e sempre tem uma palavra, uma história para contar, sobre sua vida, sobre seu trabalho. Se alguém quiser aprender sobre como atender bem, ser próspero no trabalho e na vida, não precisa fazer cursos, coisas complicadas, basta ir ali e ver como ele trata as pessoas. E no verão tá valendo churros também. Basta tomar um refresco de tamarindo.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O frio a faz respirar

Estava com ela na claridade.
As vozes entram pela janela
Ela sozinha em meio à luz noturna, o frio luminar.
Eu saí do quarto a buscar o som, precisava das sombras, e jamais pude retornar.
As portas fechadas, abertas escuras, o interruptor alternava entre sim e não. Mas era sempre obscuro.
Os quartos escuros não me assustam, pois já estão dentro de mim.
O fantasma se ramificou em meu esqueleto, portanto.
Deixei suas mãos.
Lux.
Escuridão.
Eu buscando as sombras. O frio a faz respirar.
(Só ela soube porquê.)
A luz protegia os moribundos.
Mortem - Uma perna te enlaça. A que te pertence não teme.
Eu que te pertenço. Sou o medo em si.
Anda na casa vazia do tempo. Sólida e distante, melancólica e sombria. A amiga. A amada.

A esquecida estava no quarto escuro.

Acordei viva, deixei a-morta, deixei a-morte.
Nos sonhos perturbadora.
Companheira no vislumbre diurno.
Ellen Augusta

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Poema para Lorena


A vida como um imenso hospital
Pelos corredores um fim de tarde invade as vidraças
Ando à noite, escapo à visão dos estranhos
Que sensação é estar vivo em meio a doentes.
Lanço cacos de vidro ao chão. Deita-se em meio a fragmentos, tudo é dor.
Olhamos para as paredes de um mundo, estamos provisoriamente aqui, eu sei.
Presos em grades e acorrentados a conceitos estreitos.
O oceano está distante, a estrada perseguida outrora, a companhia de um amigo. Deixei tudo lá fora.
Neste sonho, enferma, conto as horas e lembro de histórias, passo o tempo a contar com colegas de quarto as angústias tais, que ninguém pode entender.
Sabemos certamente o que é ser sozinho, sabemos certamente o que é ser confinado mas um silêncio inteiro preenche a origem de tudo.
Não há nada além de um presente, um presente de vazio.
Quando percebi que estava ferida, não consegui levantar-me sozinha
Esperei um longo tempo até amanhecer, caminhei silenciosamente até que ninguém pudesse saber.
Pedi ao tempo que jamais fizesse lembrar e ele não pode atender meu pedido em virtude de minha capacidade de ser.
A cada olhar, a cada contato com a presença, com a lembrança, com a ausência, meu ser inteiro se desfazia e um mundo inteiro se fazia novo.
Ellen Augusta Valer

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Começa o Inverno e algumas festas pagãs

A.s. Como toda a religião, a Wicca e religiões pagãs antigas também tinham rituais com sacrifícios de animais, uso de adornos provindos de animais, etc. Assim como o contrário, havia e há membros veganos e gente de todo tipo, é conforme.

Este blog não tem religião, não tem nada. Age conforme a lua e do jeito que acha que dá.
Justamente por que a quase totalidade das religiões coloca o ser humano acima dos outros animais e muitas vezes os exploram como parte de seus rituais.

A minha pesquisa abaixo é sem pretensões, pois admiro símbolos religiosos, especialmente das coisas que já pratiquei, como a Wicca, e adoro simbologia, semiótica e coisas do tipo.

Yule - festejos de inverno
(não me pergunte a fonte, vá procurar)
Uma das celebrações mais importantes anuais e a palavra deriva do vocábulo nórdico 'Jul' que significa 'roda'.
Nesta comemoração o fogo permanecia aceso durante os 12 dias seguintes ao Solstício -palavra que originada em Sol y sistere, que significa silêncio, nesses dias se brindava bebendo em honra do que seria realizado nos próximos 12 meses.

Nas tradições pagãs, a árvore simboliza o tronco de Yule, o Yggdrassil, decorar com velas é representar o Sol, e nele se faziam oferendas aos deuses e também libações nele com azeite e vinho.

No décimo segundo dia acontecia a queima da árvore, hoje simbolizada pelo tronco de Yule, e as cinzas eram espalhadas nos campos como uma forma de trazer regeneração, sorte, prosperidade, abundância e fartura para o próximo ano.

As cinza protegem a casa se espalhadas ao redor dela, depois de que o tronco tenha estado ardendo por 12 horas ou mais.
(Minha mãe fazia isso, sem nunca ter lido nem ouvido uma só palavra sobre isso)

Fogueiras de Yule
As coroas que se colocam nas portas, e nas paredes representam a Roda Solar ou Sun Cross, maçãs, doces, azevinho, e fogueiras são outras caraterísticas de Yule.

Antigamente acendiam-se grandes fogueira nesta festividade, e dançava-se ao redor delas girando muitas vezes como uma forma de atrair as mudanças tanto internas como externas.

Podemos ver aqui a semelhança com a festa de São João e os motivos pelos quais a igreja a determinou, ainda que de uma forma bastante distorcida.

Posteriormente o tronco de Yule foi trazido para dentro das casas, e nele se talhavam sois, símbolos mágicos ou figuras masculinas, e era depois decorado com folhas.

Belém, a manjedoura, etc, não são nada mais que a recriação da Caverna Sagrada onde a Mãe dá a Luz à Criança-Sol. A caverna contêm em seu simbolismo a estabilidade da Terra e a sua energia, representando a quietude do inverno e a escuridão protetora que existe no interior do ventre da Grande Mãe.
As divindades reverenciadas neste tempo são a Deusa como Mãe da Criança-Sol (Isthar, Isis, Maria) não por serem fecundadas pelo seu consorte, mas sim em seu aspecto Sábio e pelo Poder da Anciã, Rainha do Sub-mundo, lugar de onde vem o Sol, sendo que somente Ela pode devolvê-lo a Mãe Terra, permitindo o seu renascimento cíclico.

Ellen Augusta
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...