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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Viração Noturna

Música do grupo Videogames Sem Controle para a poesia de Maria Helena Sleutjes


Leia o poema de Maria Helena Sleutjes

VIRAÇÃO NOTURNA

[ La terre mord son destin. Je suis sur le toit. Tu n'y viendras plus. Paul Elouard]

Brisa do mar

brilhos de lua

viração noturna.

Mais uma vez

descreio do amor

e como a noite escura

fecho os olhos

para os sonhos.

Viração noturna

revirando a vida.
Sobre os telhados,

invisível,

o silêncio ronda.

Recolho

pequenas estrelas

caídas,

hastes de flores

pendidas,

pingos de chuva…

Mas

todas as festas do sol

sobre o oceano

estão perdidas!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Presentes bem vindos alegram meu dia!


A melhor sensação de todas é abrir uma caixa recebida pelo Correio! Mas também é muito bom enviá-la.
Quando é inesperado, quando já esperamos, quando são presentes, ou aqueles livros comprados com tanto carinho, daquele escritor que amamos, a surpresa se torna um grande encontro! Eu simplesmente não vivo sem Correios!!!

Sim, gente, escrevo cartas a mão mesmo! E agora estou escrevendo em papéis de carta antigos. Vou fazer algumas fotos deles.

Minha amiga Maria Helena Sleutjes é uma escritora, e como tal, tem esse gosto refinado, manda essas coisas delicadas, dos lugares por onde ela viaja, lembranças das cidades, livros interessantes, e muita coisa para contar! Ela também escreve cartas,  livros, e poesias.

Os cartões contam por si, suas mensagens poesias, os traços, tudo dizem algo bonito...

Eu uso todos como marcadores de páginas de livros.

Este é um livro lindo de poesias, você pode ler mais sobre ele nesta postagem especial que eu fiz, neste link aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/11/presentes-de-amiga-po-de-lua.html

Ímãs de geladeiras do Rio de Janeiro antigo. Colei num quadrinho de metal.

Adorei este caderno, eu amo lápis. Até comprei uma borracha para acompanhar. Já está sendo usado, cheio de textos, pois vou pegando pela casa e anotando minhas fagulhas de textos, lapsos de memórias, fragmentos de poemas... tem cadernos pela casa inteira, mas... como é bom escrever de lápis!!!!

Sempre autorizei meus alunos a escreverem de lápis, o quanto quisessem, é o máximo da suavidade... e se pode apagar o quanto quiser. A escrita efêmera, sujeita ao erro. E livre! O cinza, o cheiro da madeira... tudo é poesia nestes cadernos de papel, lápis e borracha... mas eu gosto das borrachas macias, esfarelentas, não daquelas duras com perfume. Isso era coisa de rico, lá na escola onde estudei...

Papéis interessantes sobre eventos locais. E um jornal com um texto da Maria Helena Sleutjes sobre a biblioteca de Murilo Mendes.

A caixinha o Bob adorou, pois veio com um perfume super bom...

Como todo gato, ele entrou dentro da caixa, claro! Maria Helena, muito obrigada pelo carinho!


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Presentes de amiga - Pó de Lua

 Entre os presentes que recebi na caixinha que veio pelo Correio, minha amiga escritora Maria Helena Sleutjes me enviou este precioso livro de poesia, todo colorido! Chama-se Pó de Lua. É de Clarice Freire e tem uma poesia visual muito interessante, que te faz virar o livro de ponta a cabeça, meio infantil, meio fantasia, poesia, simplesmente adorei.
 Já viram vocês que eu não escrevo este tipo de poesia. Nunca me passou pela minha cabeça obscura, formar estas palavras neste tom aberto, e olha que elas tocam profundamente na alma. Elas falam sim, de dores, de perdas, de sonhos... mas eu já entrei por outra esquina... E poucos devem imaginar o porquê.
"Para diminuir a gravidade das coisas" ela diz em seu livro.
 O meu colorido tem outras cores. Mas pego estas também, conforme a lua, como ela diz neste livro. Na minha adolescência eu tinha umas poesias assim. Depois apaguei tudo, e comecei a escrever de outra forma. Mas eu gosto mesmo é de escrever 'de corrido' como se diz em espanhol informal. Gosto de prosa, e me sinto melhor nisso. A prosa poética é a melhor forma de poesia. E cada um sabe onde seus olhos captam mais e melhor o poema. É na melancolia que eu colho os meus, mas não só! E assim falam os portugueses...



quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Chegou o Inventário de cretinices: ou o prazer de jogar pérolas aos porcos.

 Orgulho novo, chegou agorinha meu mais novo livro do Ezio Flavio Bazzo. Fã tiete, adoro este escritor.
Panfletário, no sentido libertário, como nós somos em nosso ativismo de guerrilha, ele é perfeito em cada palavra. E consegue dinamitar os pilares da civilização, como ele mesmo se propõe nos seus livros. Suas palavras são armas e com elas ele cria novas possibilidades de pensamento. Elas libertam desse padrão besta, desse bom senso torpe. E o livro está lindo não?

Maria Helena Sleutjes descreve este livro e este autor como ninguém: vamos às suas palavras. Também sou fã desta escritora! Depois que ela escreve, eu não preciso mais falar...

BAZZO, Ezio Flavio. Inventário de cretinices: ou o prazer de jogar pérolas aos porcos. Brasília: Siglaviva, 2014.
Pensando alto, o escritor Ezio Flavio Bazzo, escreve. Sem dúvida, o mais literário de todos os seus livros. Um livro de viagem onde a alma do escritor se torna a paisagem, os fatos, os episódios, as pessoas. E assim, observando a vida, vai realizando seu inventário de cretinices com aquilo que registra do comportamento humano. Esbanjando cultura, bom humor, e total descontração, e em sua linguagem habitual, nos diz: “ nunca tive notícias na história do mundo, de outro ser que implorasse tanto para seguir existindo, para trabalhar, para ser acorrentado a uma escravidão, a um amor, a um vício, a uma fé, a uma pátria, a uma bandeira, a um frontispício de bordel… que gastasse a vida ingenuamente tentando converter o supérfluo em necessário…”
Inventário de Cretinices é soberbo ( no sentido de estar além) a começar pelo texto das orelhas, com seu alto poder de crítica, onde Bazzo se coloca no lugar do leitor para questionar o que foi escrito e pergunta: “E se estiver certo?”
O livro fala dos anões… Fala sim. É permeado por fotos e referências aos anões, talvez uma homenagem a estes seres olhados como anômalos e severamente discriminados como o são as minorias indefesas. Mas fala com vontade de Marseille, esta região da França que escapa da França tendo o mar e o vento Mistral como aliados. Onde a língua francesa ganha um sotaque mais intenso e marcante, onde a história se acresce de anos de história. O livro fala também da China. Tudo pretexto. Prestem atenção. Anões, China, Marseille são pretextos, porque o livro inteiro transborda mesmo e se centra na perplexidade do autor com o mundo que criamos e a raça humana. E assim ele registra: “ a vida, este ensolarado cativeiro”… “ Como viver num planeta com gente que acredita em milagres?”… “ A dor pisoteia qualquer tipo de revolta, principalmente a infantil e a poética.” …” Condenados a pena de morte antes mesmo de nascerem, os homens passam seus setenta anos embromando”…” Cuidado com poetas e professores”.
Não dá para ler e não admirar esta coragem de dizer o que tantos fazem tudo para camuflar, e assim, ao final do livro só nos resta perguntar:
- E se estiver certo??
Maria Helena Sleutjes http://veusdemaya.com.br/
Para conseguir essa preciosidade entre em contato com a Editora Sigla Viva: siglaviva@siglaviva.com.br
Hoje comecei a ler este livro, que havia comprado a tempos atrás. Veio com dedicatória, coisa que para fã é ouro, e no dia do meu aniversário...
O livro Para Antes Que A Gente Vire Pó (breviário de errância)  fala de Caim. Mas um livro de Ezio Flavio Bazzo nunca é sobre um assunto só. Vamos lá.
"Daí o reconhecimento - mesmo tardio - de que Caim foi nosso primeiro herói iconoclasta, nosso primeiro homem de exceção, nosso titã e justiceiro pré-histórico, o mais macho dos homens e o primeiro sujeito a dizer audazmente um não, tanto a Deus como a toda imbecilidade e a toda neurose viciada e repetitiva que viria a atormentar a família nuclear pelos séculos afora."
E Bazzo no último livro que li, 'Mendigos: Párias ou Heróis da Cultura?' também apresenta Caim como o primeiro vegetariano e o primeiro a usar métodos substitutivos ao sacrifícios de animais. E Abel como "quem inaugurava os futuros malefícios dos grandes rebanhos, da reprodução planejada de animais para a carnificina dos açougues, para a comilança de carne e para a sangueira que é hoje o mundo”. E de como aquela mãe nutria um amor desigual e ainda por cima pelo filho mais perverso, caçador. Deus como sempre, vendo tudo e se divertindo, preferia a carne e desprezava os vegetais. Que tal?
Conheça mais aqui: http://eziobazzo.blogspot.com.br/

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

As mulheres e a poesia

Participei de um encontro de escritoras poetas no MARGS.
O recital era destinado à apresentação dos poemas da Beatriz Barbisam, mas todos tiveram a oportunidade de declamar seus poemas e até eu!

Encontrei a poeta que admiro bastante, chamada Gerci Oliveira Godoy.
Essas duas poetas participam de um grupo de escritores e são super receptivos, e pude recitar um poema que fiz para minha amiga, poeta e escritora, Maria Helena Sleutjes.
Eu estava muito tímida, portanto o tom do texto ficou totalmente diferente do que deveria estar, mas valeu para uma primeira recitação poética... Eu que estou acostumada a falar em público, já fui professora por mais de dez anos... mas para um poema, fiquei trêmula. O poder do outro.
Todos os poemas recitados eram, em sua maioria, doces, cotidianos, nessa linha. Quando entrou o meu, eu senti que era o sombrio que entrava pela janela. E gostei. Já anoitecia, de qualquer forma. Amo a poesia das sombras. Adoro o singelo, mas chamo o obscuro. E admiro os poetas que mesclam as coisas lindas e frescas com a morte e a solidão, como Mário Quintana, que muita gente ainda não entendeu.


Recitei o poema A alma do farol em homenagem à Maria Helena Sleutjes. Ao meu lado está a escritora poeta Beatriz Barbisam, o encontro era dedicado a ela e seus poemas.

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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Presentes de amiga!!!!

 Recebi mais uma das caixinhas de surpresas da Maria Helena Sleutjes, poeta e escritora de Juiz de Fora, que é minha amiga virtual a muiiito tempo, nem lembro mais a quanto tempo.... Provando que a amizade não tem lugar, não tem tempo nem nada que a mude, se a gente não quiser que mude. Hoje as pessoas só pensam e conversam pelo Facebook, pelo menos ao meu redor tem sido assim. Nós nos conhecemos na época do Orkut, nos falamos por carta, blog, pelo Facebook, e creio que por MSN, embora eu seja tímida ao extremo quando é para conversar 'ao vivo' ou 'online' com os escritores que admiro... Vai saber o porquê. ;)
Vejam que coisas lindas que ela manda... sempre delicadas, diferentes... fico imaginando a história dessas coisas, como os livros, de onde vieram, como foram parar em suas mãos... pois tudo é assim. Tudo tem uma origem.
 Eu adorei este chá. Até meu marido que não é de tomar chá adorou também... tem um sabor maravilhoso. Eu adoro esta marca em especial, mas este sabor nem existe por aqui... Vem nesta caixa linda, cheia de frases e cores especiais e dentro tem um saquinho de 'papel manteiga' onde estão guardados os pequenos sachets de chá.
 Pequenos lanches, chocolates, alguns já 'sumiram' daqui... amei!!!!
 Um lenço de caveirinhas, como será que ela descobriu que eu a-do-ro caveiras??? Amo mesmo, ficou lindo e é super leve...
 Uma revista sobre chás... nem precisa dizer que adoro chás... nesta revista tem uma entrevista com uma nutricionista que esclarece aquele mito de que o chá verde, branco e preto emagrece. Adorei, pois tira aqueles mitos de que basta tomar litros de chá que a pessoa fica magra.
 Poesia!!!!!
 Este livro se lê de qualquer lado, são poemas pequeninos, lidos de ponta cabeça, de qualquer maneira... coisa de poeta...
É a sensibilidade do artista, como disse certa vez uma pintora...
          Ela me deu esta revista. A Piccadilly é uma marca de sapato que não usa couro.
Aqui está a foto da minha amiga, ela é linda e muito especial.
 Eu também mando coisas para ela, trocamos cartas, mas eu escrevo pouco. Minha mão cansa, quando é para usar a caneta. Acostumada que estou com o teclado, mas adoro escrever. Amo os manuscritos.
Mas um bilhete tem o poder de um milhão de palavras. Obrigada por tudo!!!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Encontro entre escritoras

Não costumo ler escritores gaúchos. Por conta disso muita gente torce o nariz. Pode torcer. É trabalho dobrado. (Uma vez uma emissora me entrevistou na feira do livro, fui bem franca, e a câmera logicamente cortou na hora, ri muito. Nunca saiu o que eu disse...Por que será...)

Mas esta eu me encantei.
Abri o livro ao acaso. Li umas palavras. Fechei. Preciso ler o livro inteiro. Li o livro sentada na sacada.
O livro é um encanto cheio de contos, falando dos homens, das mulheres internas que todas temos, dos fantasmas transparentes que eu adoro.
Amei.
Chama-se De muros, de redes, de condes e de pacotes, de Anna Vera Boff http://wwwblogdaprofe.blogspot.com.br/2010/10/anna-vera-boff.html e é raro encontrar escritores brasileiros que me toquem. Sim, sou chata, mas me apaixono facilmente. Sou dada facilmente aos escritores que me cativam...
O livro tem um conto chamado O Grito, que fala de duas irmãs gêmeas, uma toda certinha. Nasceu antes, nunca ficou sozinha, não gostava da solidão. A outra era toda maluca, viveu a vida. E a irmã mais aventureira morreu e virou seu fantasma companheiro, a lhe ensinar tantas coisas... Leia por fim, se você quiser conhecer um estilo muito peculiar de falar de um fantasma lindo, que ensinou a esta mulher a não ser tão limitada, tão cheia de medos... e enfim a viver a vida, quando tudo parecia indicar a morte...
Essa escritora tem um modo de escrever muito lindo, o que admiro por se tratar de contos. Não é fácil colocar num conto tanto conteúdo. É muito mais complicado. Exige muita sensibilidade e vivência.
E por isso percebi algo na alma dessa escritora. Nos comunicamos, mesmo sem nunca termos trocado palavras. Ou sim? Pois escritores escrevem livros para comunicar?. E essas palavras nos tocam.
Achei esse seu estilo muito interessante e creio que outra escritora poderá apreciá-lo. A Maria Helena Sleutjes, poeta, escritora e tão sensível, que também coloca em pequenos espaços grandes sentimentos. Em palavras, lacunas, espaços do papel e também ausências de letras, o poeta faz com que  a alma possa vagar para outros mundos, possa morrer, mesmo viva. Possa desejar ir além desse corpo.
Que alma dessas nossas, pois nunca temos uma só, nunca desejou sair daqui? Pois a minha sim! Muitas vezes. Sempre que viu um cemitério, uma estrada vazia, um avião distante. Os livros fazem esse papel. Nos levam para longe. Não. Eu não quero fuga. Quem quer fuga busca a TV. Minha vida é perfeita e eu estou em mim.
É minha alma que anseia suas fugas e eu permito a ela que busque em seus poemas, que eu mesma escrevo, em suas prosas, em seus devaneios de morte.
Os meus admirados escritores são quem acompanho pela vida afora, como quem busca sempre o farol como inspiração para essa busca.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Meu amor amigo

Um poema feito lado a lado, de um amigo para o outro.
Eu fui lendo e, ao fim descobri uma grata surpresa...
A poeta, ela mesma era ele. Os dois eram um só.
 E, no fim das contas, diante do espelho, sempre vemos o amor do amigo. Sempre vemos a alma dele, estava ali, escondida o tempo todo.

Um amigo é sempre a sombra do outro. Um amor é sempre a sombra da morte.
 Eles nunca se separaram, nunca morreram, levam-se um ao outro em palavras esquecidas.
Na poesia a palavra amictia faz a trama, entrelaça os destinos.
O mar segue batendo,  a amiga ama o amigo. O amor fere o coração ferino.
O livro que acabei de ler hoje é um livro de poemas da amiga poeta e escritora Maria Helena Sleutjes.
É um livro de poemas de amor escritos por Animus e Anima.
Quem ama sabe que o amor é uma forma de amizade admirável, intensa e sem fim. Nos acompanha pela vida afora. Nosso amado amigo é um fantasma eterno. Nos ensina que viver é ser absolutamente fiel ao que nos propomos.
Ellen Augusta
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