Viver o presente, um dia de cada vez, não ter ansiedade e não esperar nada. Como seria fácil se não fosse eu. Minha vida se divide em semanas, em que sigo tentando acertar o meu ritmo com o do mundo. E confesso que vou perdendo... As coisas vão rápido demais, não consigo acompanhar. Se eu não sentisse essa sensação que me assola pela manhã, essa pena da vida, essa vontade de desaparecer, que segue pelo dia até que há um momento em que acaba, talvez eu pudesse fazer muito mais do que faço, talvez fosse a pessoa de sucesso que esperam que eu seja - e não sou.
O meu sucesso é conseguir ser eu mesma. A minha vitória é conquistar uma semana. É conseguir ir a todas as aulas sem perder o ânimo, é conquistar as pessoas pelo que eu sou e não pelas coisas que ostento em meu currículo, corpo ou casa, como se eu fosse uma árvore de natal cheio de adornos desejáveis.
Eu não sou essa árvore. Sou apenas alguém que não precisa de muito para ser feliz. O meu muito é pouco para a maioria. Sou feliz em ver minha casa, sou realizada em estar bem e em paz. Não quero nenhum título, não quero ser nada mais do que penso que sou. Não preciso de um status de relacionamento, não preciso fazer o que todo mundo faz. Eu só quero ler meus livros e viajar quando puder.
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sexta-feira, 11 de maio de 2018
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Almada de Lisboa
Quando meus pés estiverem sinuosos
para entrar em outros calçados.
Quando finalmente a cidade antiga puder me receber, pois anônima sou, como és...
As calçadas da Almada portuária.
Portugal
Me conservo como as pedras daquele farol.
Vou me deixando morrer enquanto há vida. Esperando algo de que já sei e busco.
O não lugar, porque não irei. Ele está dentro de mim. Caminho até seus cantos.
A cada dia que findo, se vai a existência, ao redor um banho de lágrimas.
É o mar, para quem o ama. Olhos molhados de sofrido ondular.
O santuário me espera, as construções semeadas de histórias, são fotografadas pelos meus olhos.
Ellen Augusta
para entrar em outros calçados.
Quando finalmente a cidade antiga puder me receber, pois anônima sou, como és...
As calçadas da Almada portuária.
Me conservo como as pedras daquele farol.
Vou me deixando morrer enquanto há vida. Esperando algo de que já sei e busco.
O não lugar, porque não irei. Ele está dentro de mim. Caminho até seus cantos.
A cada dia que findo, se vai a existência, ao redor um banho de lágrimas.
É o mar, para quem o ama. Olhos molhados de sofrido ondular.
O santuário me espera, as construções semeadas de histórias, são fotografadas pelos meus olhos.
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| Capela de Ossos de Evora "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos" |
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Nordestina
Seguindo com a ideia de não pertencer a nada e ser de todo lugar, hoje senti saudade da viagem que fiz ao Nordeste, tempos atrás. Foi apenas 15 dias. Visitei parte de Recife e João Pessoa.
É praticamente um país dentro deste e é bem Brasil. Percebi que tinha sotaque lá.
"Pares de olhos tão profundos, que amargam as pessoas que fitar. Mas que bebem sua vida, sua alma, na altura que mandar."
Essa frase da música de Zé Ramalho traduz bem como é o povo sofrido do Nordeste e eu fui uma turista que chorou por lá.
As plantas e o centro histórico de João Pessoa são inesquecíveis. Tenho poucas fotos de lá. Mas está tudo bem vivo na memória. Fui numa exposição do Arnaldo Baptista lá mesmo, em uma das raras igrejinhas que visitei. Acho que a própria exposição foi uma raridade...
Teve várias coisas que não gostei no turismo do Nordeste. Pessoas mal intencionadas, preços caros, turismo que suga o turista e o meio ambiente, e vice-versa - turistas mal intencionados, que só querem chupar os lugares e deixar o rastro do seu uso e abuso. Um ar de que o que importa é tirar grana dos trouxas que entram no país. Basta olhar para a cara do ingênuo e dizer o preço. Assim que me senti lá. Mas, toda a viagem vale a pena por trazer em si os tesouros do conhecer, mesmo as coisas ruins.
Lamento não ter ido numa festa de forró, o que considero o melhor ritmo do país. Não há nada melhor que o forró.
O CD Antologia acústica de Zé Ramalho com Dominguinhos, foi um presente que ganhei de um amigo do Nordeste, que, quando fui conhecê-lo, ele ficou com vergonha e fugiu de mim. A gente se conhecia desde os tempos de fanzine, mas acho que ele tinha namorada e na época, ela deve é ter ficado com ciúme. Não lembro o nome dele, e nem importa. O que importa é que foi um lindo presente pois esse CD representa, na minha opinião, a essência do Nordeste, a beleza e a poesia daquela região. A música Taxi Lunar, foi escrita na beira da praia, os malucos tinham na cabeça um som parecido com o refrão 'ta xi pa'... desse som esquisito saiu esta frase meio profética...
A música beira mar é quase uma oração.
Tive a felicidade de poder levar e ouvir esse CD na viagem e levo comigo até hoje a lembrança daqueles lugares, os faróis, trens, ruas, coqueiros e coisas bonitas de lá, que existem somente lá, e em todos os lugares.
É praticamente um país dentro deste e é bem Brasil. Percebi que tinha sotaque lá.
Essa frase da música de Zé Ramalho traduz bem como é o povo sofrido do Nordeste e eu fui uma turista que chorou por lá.
Teve várias coisas que não gostei no turismo do Nordeste. Pessoas mal intencionadas, preços caros, turismo que suga o turista e o meio ambiente, e vice-versa - turistas mal intencionados, que só querem chupar os lugares e deixar o rastro do seu uso e abuso. Um ar de que o que importa é tirar grana dos trouxas que entram no país. Basta olhar para a cara do ingênuo e dizer o preço. Assim que me senti lá. Mas, toda a viagem vale a pena por trazer em si os tesouros do conhecer, mesmo as coisas ruins.
O CD Antologia acústica de Zé Ramalho com Dominguinhos, foi um presente que ganhei de um amigo do Nordeste, que, quando fui conhecê-lo, ele ficou com vergonha e fugiu de mim. A gente se conhecia desde os tempos de fanzine, mas acho que ele tinha namorada e na época, ela deve é ter ficado com ciúme. Não lembro o nome dele, e nem importa. O que importa é que foi um lindo presente pois esse CD representa, na minha opinião, a essência do Nordeste, a beleza e a poesia daquela região. A música Taxi Lunar, foi escrita na beira da praia, os malucos tinham na cabeça um som parecido com o refrão 'ta xi pa'... desse som esquisito saiu esta frase meio profética...
Tive a felicidade de poder levar e ouvir esse CD na viagem e levo comigo até hoje a lembrança daqueles lugares, os faróis, trens, ruas, coqueiros e coisas bonitas de lá, que existem somente lá, e em todos os lugares.
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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Uma pin up em função doméstica
Na praia gosto de ouvir rádio e captar coisas estranhas pelas ondas curtas.
Acabei deixando em casa um par de botas, uma sandália super alta e outra transparente. E acho tudo lindo demais, pode crer.
E na rua só uso tênis. No dia em que coloquei meus pés num tênis foi como conhecer o paraíso. Só tem o prazer de me ver de salto quem merece.
A mulher acaba perdendo o costume de se arrumar em casa. Só se for as outrass.
Eu não, adoro maquiagem, me pinto toda, adoro usar lápis preto. Batom vermelho e também rímel, mas não fico muito tempo de maquiagem. Não gosto dessa mania de viver de pijama, de parecer uma velha acabada, dessa coisa de vida de casa que as pessoas acabam 'contraindo'.
Não uso roupa velha em casa. Nem tenho roupa de usar em casa. Minhas roupas são as mesmas de sempre, em casa e na rua. Não deixo nada para depois.
A casa tá mais arrumada, fico feliz quando mudo as coisas... mas eu adoro bagunçar tudo e ver a casa um caos, não estou nem aí. Pisar no meio da bagunça e perguntar: E aí? Por mim, tudo bem....
E faz muito tempo que não aceito conselhos de ninguém. Tipo levante cedo/arrume a cama.
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domingo, 1 de dezembro de 2013
Saber dizer não e... espantar os inconvenientes
A maior prova de respeito ao outro é quando você diz não.
Hoje, na caminhada de domingo, o papo foi este. Do desafio maior de dizer não. De mandar às favas.
De como é difícil dizer não e,
o mais incrível é que,
as pessoas que mais te exigem são as mais sem noção,
as inconvenientes
as egoístas
as que não querem saber de ti e sim, de si mesmas,
é para essas pessoas que temos de 'dar satisfação'
que temos de nos preocupar em 'não sermos intolerantes', sendo que estas mesmas são monstros de intolerância e falta de compaixão.
Sim. Na parada de ônibus eu ficava olhando para os sapatos das meninas, todos inadequados, apertados, altos demais, sem meias... roupas esquisitas, gurizada desorientada... penso que eu também fui assim. Éramos gente a buscar um caminho. Mas eu busquei e estou no que encontrei. Muita gente da minha época parou no tempo. Caras que eu admirava, hoje tenho até vergonha de dizer, pois viraram uns bananas, uns chatos, ou o que é pior, uns reaças...
Neste fim de semana tenho que ir num lugar, onde provavelmente terei de encontrar gente inquisidora. E, sim, você não tem a menor ideia de onde é.
Terei que armar muito bem meu arsenal de 'não'. Ou seja, vou descobrir mesmo se realmente sei cortar conversa e fazer essa gente sem noção, sem semancol se colocar no seu lugar. Vou aprender a colocar as pessoas no seu devido lugar.
**Você não precisa responder tudo. Você não 'tem que' fazer tudo, nem saber tudo. Nem sempre precisamos divulgar nosso telefone/celular, nem estar disponível sempre. Temos que deixar claro que temos limites, não podemos ser sugados por pessoas irresponsáveis. Não pense que sei tudo isso, estou aprendendo com alguém mais evoluído que eu!
""Sim, minha mãe morreu. É triste. Acontece na vida das pessoas."" É isso que irei dizer!
No velório de minha mãe, o corpo dela estava no caixão, e muita gente estava às minhas voltas já bisbilhotando sobre os trâmites familiares, como se meu irmão fosse um animal de estimação (que eu valorizo, mas para essas pessoas é como um objeto), e tivesse que dar um fim ou jogar no lixo.
Meu irmão tem uma doença séria e ninguém, absolutamente ninguém, nem mesmo Deus, pelo que se viu, esteve em meu lugar ou no lugar do meu irmão, para saber da dor que se sentiu. Mas palpite todo mundo deu!
Então, caros amigos, hoje entendo uma música do Renato Russo, que é uma letra verdadeira, retrata a ausência quando mais precisamos de um abraço ou de um olhar apenas. Mas que no minuto seguinte vem aquele vizinho/parente maldoso ou fofoqueiro te fazer mil perguntas, para depois levar quentinho para os outros, para ficarem de leva e traz. Ah, mas essa gente não pode comigo, tiro o maior sarro com esse povo e boto todo mundo para correr...
Ellen Augusta
É triste, mas é o que ele, pobre Renato, nosso gênio, sentiu:
"Quando não há compaixão
Ou mesmo um gesto de ajuda
O que pensar da vida
E daqueles que sabemos que amamos ?..."
Hoje, na caminhada de domingo, o papo foi este. Do desafio maior de dizer não. De mandar às favas.
o mais incrível é que,
as pessoas que mais te exigem são as mais sem noção,
as inconvenientes
as egoístas
as que não querem saber de ti e sim, de si mesmas,
é para essas pessoas que temos de 'dar satisfação'
que temos de nos preocupar em 'não sermos intolerantes', sendo que estas mesmas são monstros de intolerância e falta de compaixão.
Sim. Na parada de ônibus eu ficava olhando para os sapatos das meninas, todos inadequados, apertados, altos demais, sem meias... roupas esquisitas, gurizada desorientada... penso que eu também fui assim. Éramos gente a buscar um caminho. Mas eu busquei e estou no que encontrei. Muita gente da minha época parou no tempo. Caras que eu admirava, hoje tenho até vergonha de dizer, pois viraram uns bananas, uns chatos, ou o que é pior, uns reaças...
Neste fim de semana tenho que ir num lugar, onde provavelmente terei de encontrar gente inquisidora. E, sim, você não tem a menor ideia de onde é.
Terei que armar muito bem meu arsenal de 'não'. Ou seja, vou descobrir mesmo se realmente sei cortar conversa e fazer essa gente sem noção, sem semancol se colocar no seu lugar. Vou aprender a colocar as pessoas no seu devido lugar.
**Você não precisa responder tudo. Você não 'tem que' fazer tudo, nem saber tudo. Nem sempre precisamos divulgar nosso telefone/celular, nem estar disponível sempre. Temos que deixar claro que temos limites, não podemos ser sugados por pessoas irresponsáveis. Não pense que sei tudo isso, estou aprendendo com alguém mais evoluído que eu!
""Sim, minha mãe morreu. É triste. Acontece na vida das pessoas."" É isso que irei dizer!
No velório de minha mãe, o corpo dela estava no caixão, e muita gente estava às minhas voltas já bisbilhotando sobre os trâmites familiares, como se meu irmão fosse um animal de estimação (que eu valorizo, mas para essas pessoas é como um objeto), e tivesse que dar um fim ou jogar no lixo.
Meu irmão tem uma doença séria e ninguém, absolutamente ninguém, nem mesmo Deus, pelo que se viu, esteve em meu lugar ou no lugar do meu irmão, para saber da dor que se sentiu. Mas palpite todo mundo deu!
Então, caros amigos, hoje entendo uma música do Renato Russo, que é uma letra verdadeira, retrata a ausência quando mais precisamos de um abraço ou de um olhar apenas. Mas que no minuto seguinte vem aquele vizinho/parente maldoso ou fofoqueiro te fazer mil perguntas, para depois levar quentinho para os outros, para ficarem de leva e traz. Ah, mas essa gente não pode comigo, tiro o maior sarro com esse povo e boto todo mundo para correr...
Ellen Augusta
É triste, mas é o que ele, pobre Renato, nosso gênio, sentiu:
"Quando não há compaixão
Ou mesmo um gesto de ajuda
O que pensar da vida
E daqueles que sabemos que amamos ?..."
sábado, 4 de maio de 2013
Coisitas de brechó
CDs do brechó da Bichos e Amigos...e o pingente egípcio.
CDs do brechó da Bichos e Amigos...
A maleta lindíssima que encontrei no brechó da Bichos e Amigos... até o Bob gostou...
brechó da Bichos e Amigos...
Blusa Zara colar e pingente de coração (lindo demais) brechó da Bichos e Amigos...
Brincos solteiros... adoro usar brincos descombinando....brechó da Bichos e Amigos...
Essas calças de lycra são maravilhosas, comprei várias novinhas no brechó da Bichos e Amigos...essa é da marca Di Matos...
Broche do Chaves comprei em casa de CDs, o resto é do brechó da Bichos e Amigos...
Blusa linda da DiMatos do brechó da Bichos e Amigos...
Blusa linda da DiMatos do brechó da Bichos e Amigos...
Brechó da Sara, Anjos de Patas, lá adoro comprar livros antigos, tem muitas coisas legais...
Lá é permitido animais... super simpático... brechó da Sara, Anjos de Patas
Lá é permitido animais... super simpático... brechó da Sara, Anjos de Patas
Sempre que vamos no brechó Anjos de Patas tomamos um refri no barzinho do lado...
Uma bola do brechó da Bichos e Amigos...comprei para presentear um cachorro especial, o Humberto, que adora brincar com bolas...
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sábado, 3 de dezembro de 2011
Rever o mar
Voltar ao mar é como reencontrar um antigo sonho. Daqueles que se repetem, deixando sempre uma aura que perdura durante o dia.
As lembranças, o passado, surgem como as ondas, e como elas mesmas voltam a sumir na imensidão do oceano. Atormentando a mente quieta. Quem nunca olhou para o mar e viu ali um misto de vida e morte? Um cheiro de todos os seres ali presentes, a própria origem da vida que começou ali.
Gosto de viajar, voltando sempre a alguns lugares específicos, onde parte de mim sempre está. A presença do oceano nos provoca poemas, que não sabemos como surgem, apenas inspiram palavras e também a meditação.
As lembranças, o passado, surgem como as ondas, e como elas mesmas voltam a sumir na imensidão do oceano. Atormentando a mente quieta. Quem nunca olhou para o mar e viu ali um misto de vida e morte? Um cheiro de todos os seres ali presentes, a própria origem da vida que começou ali.
Gosto de viajar, voltando sempre a alguns lugares específicos, onde parte de mim sempre está. A presença do oceano nos provoca poemas, que não sabemos como surgem, apenas inspiram palavras e também a meditação.
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| imagem de http://estadozen.com/ |
Quando vou para a praia, viajar, rever o mar, sempre levo meu mp3 cheio de músicas, principalmente Madredeus e fado, pois considero músicas afinadas com o espírito marítimo...
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