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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Dia de faxina na casa e na alma

Esses tempos, uma amiga mandou oito minutos de uma palestra sobre o Facebook e Shakespeare, o que me fez entrar em depressão, sei lá quando vou sair.
Esse palestrante, que depois falou merda sobre quem salva animais, sem ter conhecimento, falou dobre coisas que eu tenho vivido, sobre a solidão, sobre o vazio das pessoas e outras questões. Depois de ouvir aqueles oito minutos, eu saí de casa e fui a uma praça...
Para escrever... e pensar porque a minha vida é assim. Estamos numa sociedade que não entende de coisas profundas e, embora valorize a quantidade de amigos e a aprovação dos outros, tem medo de se relacionar.
Hoje assisti outra palestra, agora completa sobre Shakespeare. É uma apresentação do escritor, cuja obra conheço tão pouco, e depois começa a comparação com os dias atuais, tão vagos e solitários, tão carentes de sentido.
Shakespeare: eu conheci, quando li numa tarde, um livro de poemas de amor... suas poesias me deixaram simplesmente com vergonha! Sim. As poesias atuais são fracas, em face dessas palavras tão penetrantes.
Pois em face dos poemas que tenho lido, esses poemas apaixonados e elaborados me deixaram encantada. São poemas eternos, primorosos e cultos. Não costumo fazer comparações. Como sempre digo, os mortos são melhores.

Shakespeare melancólico, veste-se de preto e assume sua tristeza. Shakespeare gótico!
Ser solitário não é ruim. Solidão nunca foi incômodo para mim. O que incomoda é a indiferença, a futilidade das pessoas, as máscaras e o machismo dos homens e mulheres. O modo como elas valorizam muito mais as coisas masculinas. E como tudo é voltado para os homens, às vezes. Ainda.
De como eu tenho, porque sou mulher, de me esforçar muito mais, para algo meu ser aceito, compartilhado, lido, publicado. De como algo, dependendo do assunto, é mais palatável quando é meu marido que escreve. Mas o mesmo seria se fosse eu que escrevesse? Será impressão minha? Talvez paranoia?
Lembro quando uma determinada crônica minha causou muito alvoroço, teve gente que não aceitou a hipótese de que alguém pudesse falar palavrão, ser 'agressiva' e, para atacar a minha pessoa, taxou, tudo de 'machista' misógino, etc. Para estas pessoas, é inadmissível que uma mulher
entre no mundo literário com modos "masculinos" ou seja, diga o que pense, não se preocupe com o Português de colégio, e a ingenuidade do politicamente carola, e não tenha a mão cheia de dedos para não ofender... Dito isso, não é fácil para essas pessoas aceitarem mulher escrevendo o que quer nesse mundo ainda hoje, em 2015. Foi isso que eu senti, naquela época, no meio de um monte de gente 'libertária'. Minha experiência foi muito boa, pois a maioria das pessoas adorou essa crônica,

mas a desilusão que a realidade me causou foi que também muitos, ainda se incomodam com a posição feminina na literatura, seja por não saber o que é Literatura, por não entender, ou simplesmente porque nas redes sociais, falta inteligência para ler uma crônica, saber do que se trata, e consideram tudo pelo seu viés mesquinho e pouco culto... aí tudo é "machismo", "misoginia" "coisa do PT" ou o contrário conforme os grupelhos, e outros linchamentos típicos de Facebook e redes similares.

Eu hoje mostro um lado meu, frágil, não tenho vergonha disso, de quem está de saco cheio dessa palhaçada que é fingir felicidade nas redes sociais. Nunca fingi nada. Será? Mas cansei de estar no meio dessa maré. Pois às vezes você se pega a quase pensar que está nisso também e que tem que fazer isso, senão não terá nada.

A palestra foi publicada no blog do escritor, de onde me inspiro para escrever, quero ser como ele, sou fã absoluta de seu modo de escrever: http://eziobazzo.blogspot.com.br/

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ideias para decorar o novo ano!

Um momento feliz: consegui ligar a luz do Transglobe, que julguei estar queimada. Adorei, consegui pedir para o marido fazer esta foto, enquanto estava de radioescuta, corujando ondas curtas!
 Uma luz é algo muito especial.
 Só quem me conhece sabe a paixão que tenho por lâmpadas e luzes de todos os tipos. Isso é completamente poético e pueril.




 A decoração para o novo ano... achei legal...


 A lata bonita que ganhei da Isis e do Rodrigo...
 O painel que fiz com coisas legais para o novo ano... e coisas lindas que ganhei de amigos.


 Arrumação do cabelo à moda portuguesa...



Tapetes que ganhei da minha mãe.
 Quadrinho que fiz com enfeite que ganhei da amiga blogueira e etiqueta da Monalisa.
Outra amiga blogueira me deu esse gatinho... e o livro sobre Lisboa que comprei no brechó do Gatos da Redenção.





 Salsinhas da minha mãe, penduradas para secar. Ficarão aí para enfeite.

 Plantinhas da minha mãe e santinha que a Deusa do blog Vasinhos Coloridos me deu, junto com mil coisas lindas... Aí está a bola mágica, estou usando a mais de seis meses e o sabão em pó da Amazon está lá, vazio. Uso pequena quantidade de amaciante, de vez em quando, mas é só por vício mesmo, pois não é obrigatório. Ela lava a roupa normalmente. Algumas peças eu deixo de molho em sabão em pó, mas é muito raro mesmo. Tem feito um excelente trabalho e estou pensando em comprar outra assim que esta perder a eficácia. Dura três anos. Depois ela é super decorativa. O que estou economizando em sabão em pó já pagou o valor da bola nos primeiros três meses. Por que eu adoro lavar roupa e não uso roupa mais de uma vez sem lavar.
 Minha área de serviço - adoro-a... :)











quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Uma pin up em função doméstica

Arrumando as malas para ir para praia, cortei uma bermuda e resultou nesse short super legal... a moda agora é que fique todo desalinhado, segundo minhas novas tendências... eu que dito né...
Essa blusa de borboleta que estou separando para usar é do brechó da Isis, era da Ana Roberta, que a Rosanne doou para o brechó... é novinha e ficou linda em mim! Amanhã estou embarcando para ver o mar.
Não sou de levar muita bagagem. Neste caso, esta viagem será para buscar algumas memórias.
Minha maleta de mão de bolinhas. Adoro! Cabe de tudo lá dentro, até meu rádio de ondas curtas.
Na praia gosto de ouvir rádio e captar coisas estranhas pelas ondas curtas.
Eu me desabituei de usar salto. Uso-o se for para fazer um agrado para o marido ou em uma ocasião muito especial. Me sinto maravilhosa com salto, mas não tenho costume de torrar meus pés com sapatos altos.
Acabei deixando em casa um par de botas, uma sandália super alta e outra transparente. E acho tudo lindo demais, pode crer.
E na rua só uso tênis. No dia em que coloquei meus pés num tênis foi como conhecer o paraíso. Só tem o prazer de me ver de salto quem merece.
A mulher acaba perdendo o costume de se arrumar em casa. Só se for as outrass.
Eu não, adoro maquiagem, me pinto toda, adoro usar lápis preto. Batom vermelho e também rímel, mas não fico muito tempo de maquiagem. Não gosto dessa mania de viver de pijama, de parecer uma velha acabada, dessa coisa de vida de casa que as pessoas acabam 'contraindo'.
Não uso roupa velha em casa. Nem tenho roupa de usar em casa. Minhas roupas são as mesmas de sempre, em casa e na rua. Não deixo nada para depois.
  E nada de roupa para esconder o corpo. Não tenho nada para esconder, se tivesse, mostrava ainda mais. Porque nada melhor do que chocar os que gostam de etiqueta de moda.
A casa tá mais arrumada, fico feliz quando mudo as coisas... mas eu adoro bagunçar tudo e ver a  casa um caos, não estou nem aí. Pisar no meio da bagunça e perguntar: E aí? Por mim, tudo bem....

Pois é, eu mudei. Depois do insuportável, arrumo tudo de novo. Do caos à ordem, mas nem tanto, pois não faço nada sozinha.
E faz muito tempo que não aceito conselhos de ninguém. Tipo levante cedo/arrume a cama.
Depois de ver o caos revirando tudo ao meu redor, mudo as coisas de lugar, e tudo volta a tomar forma.
E uma ilusão de poder se instala. Pronto, está tudo arrumado... isto se chama minha casa...





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