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sábado, 7 de novembro de 2015

Eu como sem culpa porque sou livre e o filme Terráqueos - uma aula sobre a liberdade

O cozinheiro é meu marido, e minha função é comer. Adoro.

 Estou resgantando as fotos de uns CDs antigos e salvando no meu HD, achei essas fotos.
Enquanto isso, estou ouvindo palestras do de um professor de história que costuma comparar Shakespeare com Facebook. Mas já tirei-as daqui do blog, desde que ele começou a falar que células são animais, plantas sentem dor e que Hitler era vegetariano, da dor das cenouras, etc, depois dessas falácias, infelizmente, não levei mais a sério.

Se ele fala assim, de coisas que conheço, sou bióloga, como vou saber se o resto é confiável? Bem, ele estava falando sobre utopia quando citou o exemplo de um aluno que queria salvar os cães dos testes em animais, aí ele disse: "por que não salva também os animais unicelulares?" (hã) Disse que nas mãos havia milhares de animais unicelulares. Desliguei o Youtube.
Antes disso, curiosamente ele estava falando dos sintomas da velhice. Só que este, é um sintoma típico de velho. A desesperança, as falácias de que, não se pode fazer nada por uns, se não fizermos por todo um conjunto, por todo o planeta, e ao mesmo tempo agora, temos que ser um velho chato que só reclama "no meu tempo era bom" ou apenas comer a carne que mata, se acostumar, silenciar, o é pior!!!! Senilidade chegando.

Depois ele veio com uma lenda de que Hitler era vegetariano. O livro Der totale Rausch (O delírio total), de Norman Ohler mostra um ditador que usava drogas, e não era natureba como se pensa. No livro Hitler, Not vegetarian, Not Animal lover, de Rinn Berry, o autor mostra Hitler como não vegetariano e tampouco amigo dos animais como se fez crer pelos seus adoradores. Mas como a propaganda nazista foi tão forte, seus retardados até hoje a reproduzem por aí nos fóruns e redes. E até esse professor de HISTORIA não é capaz de saber a verdade.
Essas fotos são do tempo em que eu me preocupava mais com a casa...é sempre assim. Houve tempos, há tempos...em que as coisas te culpam. Você tem que ser como a sociedade te ensina.
E encontrei essas fotografias de comidas, as comidas alegres que meu marido prepara.
Com o tempo a gente foi simplificando a vida e gastando cada vez menos. Para não ter que se matar correndo atrás da máquina. E poder viver a vida. Sem a culpa de cumprir as regras. E o melhor de tudo, poder ajudar os animais.
Hoje tudo é diferente, não tenho tanta preocupação com coisas da casa e dedico meu tempo ao que interessa. E às vezes perco a noção do que importa mais. Meus livros às vezes ficam parados, nem sei onde parei de ler. Eu volto e busco o que eu amei mais. Fica o que brilha.
Me tornei uma espécie de criança que não tem mais a noção do tempo. Mas amadureci para a flexibilidade e o domínio do meu ócio. Nunca mais vou vender minha vida para ninguém, em trabalhos que matem meu tempo. Trabalhar só naquilo que vale a pena. Seu Madruga, meu ídolo maior.
Essas comidas simples e baratas são coisas que a gente faz sem gastar muito.
A comida vegana é barata, e assim você economiza tempo e dinheiro.
Além de tudo, obriga-se a procurar, pesquisar, aprender.. tudo em função de um estilo de vida em que a preocupação é, ao menos deve ser, pelos animais. É a minha!
Ser vegano é o maior ato de liberdade que tomei até hoje. Das melhores decisões da minha vida.
É por isso que sempre recomendo o filme Terráqueos que mudou minha vida.
É forte, sim. Mas é a lembrança, daquilo que acontece à luz do dia, e que não posso esquecer. A trilha sonora é maravilhosa. Emocionante. Eu nunca o vejo como algo triste. Não. Foi triste no primeiro dia. Foi ele que me fez vegana, direto. Mas hoje eu tenho ele como um sinal de quem eu fui. Um marco. Não o vejo como triste.
Esse documentário é o filme da minha vida, é a memória do dia em que me tornei vegana. Minha tomada de liberdade. E o retrato da falta de liberdade dos animais, que a tirania humana tomou.
Recomendo a todos como um marco do antes e depois para uma vida verdadeiramente livre. Um lembrete para quando alguém vacilar, lembrar daquilo que viu ali, milhares de animais sendo torturados e a culpa é sua. Não é de alguém "lá fora" é de cada um que compactua com isso.
Assista aqui depois: http://www.terraqueos.org/
RECADO OU PS para você que acha que esses detalhes sobre conhecimentos gerais são banais. É uma pena que um professor de História não saiba nada sobre uma cenoura, e ainda acredite como a maioria dos idiotas, que ela sente a mesma dor que um animal. Os vegetais não sentem dor. Os animais são torturados e seria preciso comparar, na frente desse ser que aparentemente é culto, mas bruto nesse aspecto, como as plantas são na sua maior parte, não comestíveis, mas os animais, são massacrados pela humanidade - para os mais diversos fins.

Desde a alimentação, até o abuso sexual

Então, ele deveria ter calado a boca e ter usado um outro exemplo, não um exemplo atrasado. Que aliás, todos usam. Todos! Infelizmente. Não conheci, até hoje, uma pessoa - senso comum - , que não veio com algum desses argumentos cretinos para cima de mim, quando veio "argumentar".

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Dia de faxina na casa e na alma

Esses tempos, uma amiga mandou oito minutos de uma palestra sobre o Facebook e Shakespeare, o que me fez entrar em depressão, sei lá quando vou sair.
Esse palestrante, que depois falou merda sobre quem salva animais, sem ter conhecimento, falou dobre coisas que eu tenho vivido, sobre a solidão, sobre o vazio das pessoas e outras questões. Depois de ouvir aqueles oito minutos, eu saí de casa e fui a uma praça...
Para escrever... e pensar porque a minha vida é assim. Estamos numa sociedade que não entende de coisas profundas e, embora valorize a quantidade de amigos e a aprovação dos outros, tem medo de se relacionar.
Hoje assisti outra palestra, agora completa sobre Shakespeare. É uma apresentação do escritor, cuja obra conheço tão pouco, e depois começa a comparação com os dias atuais, tão vagos e solitários, tão carentes de sentido.
Shakespeare: eu conheci, quando li numa tarde, um livro de poemas de amor... suas poesias me deixaram simplesmente com vergonha! Sim. As poesias atuais são fracas, em face dessas palavras tão penetrantes.
Pois em face dos poemas que tenho lido, esses poemas apaixonados e elaborados me deixaram encantada. São poemas eternos, primorosos e cultos. Não costumo fazer comparações. Como sempre digo, os mortos são melhores.

Shakespeare melancólico, veste-se de preto e assume sua tristeza. Shakespeare gótico!
Ser solitário não é ruim. Solidão nunca foi incômodo para mim. O que incomoda é a indiferença, a futilidade das pessoas, as máscaras e o machismo dos homens e mulheres. O modo como elas valorizam muito mais as coisas masculinas. E como tudo é voltado para os homens, às vezes. Ainda.
De como eu tenho, porque sou mulher, de me esforçar muito mais, para algo meu ser aceito, compartilhado, lido, publicado. De como algo, dependendo do assunto, é mais palatável quando é meu marido que escreve. Mas o mesmo seria se fosse eu que escrevesse? Será impressão minha? Talvez paranoia?
Lembro quando uma determinada crônica minha causou muito alvoroço, teve gente que não aceitou a hipótese de que alguém pudesse falar palavrão, ser 'agressiva' e, para atacar a minha pessoa, taxou, tudo de 'machista' misógino, etc. Para estas pessoas, é inadmissível que uma mulher
entre no mundo literário com modos "masculinos" ou seja, diga o que pense, não se preocupe com o Português de colégio, e a ingenuidade do politicamente carola, e não tenha a mão cheia de dedos para não ofender... Dito isso, não é fácil para essas pessoas aceitarem mulher escrevendo o que quer nesse mundo ainda hoje, em 2015. Foi isso que eu senti, naquela época, no meio de um monte de gente 'libertária'. Minha experiência foi muito boa, pois a maioria das pessoas adorou essa crônica,

mas a desilusão que a realidade me causou foi que também muitos, ainda se incomodam com a posição feminina na literatura, seja por não saber o que é Literatura, por não entender, ou simplesmente porque nas redes sociais, falta inteligência para ler uma crônica, saber do que se trata, e consideram tudo pelo seu viés mesquinho e pouco culto... aí tudo é "machismo", "misoginia" "coisa do PT" ou o contrário conforme os grupelhos, e outros linchamentos típicos de Facebook e redes similares.

Eu hoje mostro um lado meu, frágil, não tenho vergonha disso, de quem está de saco cheio dessa palhaçada que é fingir felicidade nas redes sociais. Nunca fingi nada. Será? Mas cansei de estar no meio dessa maré. Pois às vezes você se pega a quase pensar que está nisso também e que tem que fazer isso, senão não terá nada.

A palestra foi publicada no blog do escritor, de onde me inspiro para escrever, quero ser como ele, sou fã absoluta de seu modo de escrever: http://eziobazzo.blogspot.com.br/

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Quando escamoteiam a História

A nova passagem de pedestre em homenagem aos Lanceiros Negros foi justa.
Finalmente alguém lembrou desses lutadores que perderam a vida na ilusão de que seriam libertos. Que nada. No final, foram mortos. Foram traídos na Revolução Farroupilha.

Tanta rua aí com nome de ditador, filho da puta, ladrão ou escravagista, todos os pusilânimes da história viraram nomes de rua ou praças, mas, só muito recentemente é que temos visto homenagens aos verdadeiros heróis como Brizola e os lanceiros negros, por exemplo.

Com muito custo, se conseguiu mudar o nome da Av. Castelo Branco, nome de um ditador, para Avenida da Legalidade. A maioria das pessoas não sabe o que isso significa. E temo que sequer imagina o alcance disso.

A revolução farroupilha, essa farsa histórica, traiu os lanceiros negros que lutaram em troca de uma liberdade que nunca tiveram.

Nunca foi dito um tantito na sala de aula. Os professores mudos.
Uma professora uma vez ousou criticar a Igreja. Ela confessou depois sua religião, porque alguém perguntou. Mas e se ela fosse atéia? Os pais iriam lá na escola.

Se você andar pela nova passagem de pedestres da cidade, verá, com palavras bonitinhas, tudo o que aconteceu.

Não está escrito que os comandantes foram uns traidores, uns canalhas que prometeram liberdade aos escravos e, ao final os jogaram em linha de frente, para a morte.

Ao contrário, tudo é dito com poesia e palavras rebuscadas, de modo que só quem tenha um bom dicionário possa compreender. E, digo, amo poesia. Mas é preciso dizer quem é canalha, e quem perdeu a liberdade com a vida. É preciso dizer isso com todas as palavras, sem esconder isso das pessoas.

É por essa razão que não suporto vocabulario rebuscado, jargões, corretores ortográficos e outros exageros gramaticais.
Os melhores escritores não tem regra alguma, são imperfeitos, são diferentes, são errados, simples ou difíceis de entender, são eles mesmos... mas dizem algo de si mesmos, sem serem artificiais.

Para quem quer saber mais:
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=6421

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Juliana

Um perfume de uma mulher.
Havia um espírito sensível dentro de olhos lacrimosos.
Nos conhecemos através das palavras.
Eu estudava a Antiguidade dos animais e ela a História dos ambientes.
Nos anos em que convivemos, a experiência foi completamente literária.
Livros e poesia, também amizade, em meio à Arqueologia daquele tempo.
Ela foi, mas sua marca sempre ficou.
Como ficam para sempre, as pessoas especiais na vida de qualquer um.
Uma mulher, quando é especial, é como um perfume. Seu efeito é imediato quando suas notas aparecem.
A lembrança é referência, como livros, leituras e símbolos, do mundo das letras.
Um mundo, que obviamente mantive dentro de mim através da escrita.
E carreguei em meu coração através do amor.
Para Juliana Soares

Ellen Augusta

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O que aprendi com Chaves - Las Posadas Mexicanas

As pinhatas - parte essencial das posadas, são feitas de barro e dentro possuem frutas e doces. Uma pessoa com os olhos vendados quebra-a com um pedaço de pau, e as frutas caem para que todos, especialmente as crianças, possam pegá-las.

Quem é fã do Chaves e viu o episódio "A festa da Amizade", deve ter visto o mesmo episódio em espanhol, "Sin piñata no hay posada".

A dublagem brasileira, infelizmente não respeitou a informação mais marcante do episódio. O costume mexicano das posadas natalinas. Uma festa que acontece antes do natal, lá no México.

As posadas iniciam a partir do dia 16 de dezembro.
Os mexicanos realizam as festas de diversas formas. Em alguns episódios de Chespirito que assisti, as mulheres e homens se dividem em salas separadas e cantam uns para os outros, bonitas canções para pedir posada e receber posada, como as trovas nordestinas.
Conforme a tradição, os participantes saem nas ruas pedindo posadas nas casas, e as pessoas respondem com músicas.

Um exemplo de canção de posada

    Afuera: En el nombre del cielo os pido posada pues no puede andar mi esposa amada.

    Adentro: Aquí no es mesón sigan adelante yo no debo abrir no sea algún tunante.

    Afuera: No seas inhumano tenos caridad que el Dios de los cielos te lo premiará.

    Adentro: Ya se pueden ir y no molestar porque si me enfado os voy a apalear.

    Afuera: Venimos rendidos desde Nazaret, yo soy carpintero de nombre José.

    Adentro: No me importa el nombre déjenme dormir pues que ya les digo que no hemos de abrir.

    Afuera: Posada te pido amado casero por sólo una noche la Reina del Cielo.

    Adentro: Pues si es una reina quien lo solicita ¿Cómo es que de noche anda tan solita?

    Afuera: Mi esposa es María, es Reina del Cielo, y madre va a ser del Divino Verbo.

    Adentro: ¿Eres tu José? ¿Tu esposa es María? Entren, peregrinos, no los conocía.

    Afuera: Dios pague, señores vuestra caridad y os colme el Cielo de Felicidad.

    Adentro: Dichosa la casa que alberga este día a la Virgen Pura, la hermosa María.

    TODOS:

    Entren santos peregrinos, peregrinos,
    Reciban este rincón,
    Que aunque es pobre la morada, la morada,
    Os la doy de corazón.

    Cantemos con alegría, alegría,
    Todos al considerar,
    Que Jesús, José y María y María
    Nos vinieron hoy a honrar.

Aqui, em alto nível, um grande humorista mexicano dos tempos antigos, Tin Tan, Germán Valdés, que é irmão, vejam só, de Ramón Valdés, Seu Madruga, interpreta uma cantiga de posada tradicional. É lindíssima. E Dona Florinda canta uma parte dessa música em um dos episódios de posada de
Chaves.

Como é de se esperar, a festa iniciou nas altas classes, depois foi parar na 'gentalha'. Também como é de se esperar, mesclou-se da invasão dos colonizadores com os cultos ancestrais.

"Esto debido a que los indígenas celebraban, por las mismas fechas, una importante fiesta en honor del nacimiento del dios de la guerra, Huitzilopochtli, Además de los rituales observados en honor a este dios, durante la conquista el pueblo azteca solía comprar un esclavo propicio para representar al dios Quetzalcóatl, quien según las creencias de los aztecas, bajaba a visitarlos durante las fiestas en conmemoración del sol viejo. Transcurridos los nueve días que tomaba esta celebración el esclavo era sacrificado en honor de la luna. Ésa misma noche en los templos se realizaban ceremonias en las que se representaba la llegada del dios honrado: Quetzalcóatl."
A pinhata, que na dublagem se chamou pichorra, tem origem chinesa, costume que foi levado até a Itália e depois espalhado até nosso mundo. Era usada nas celebrações do ano novo chinês.
Originalmente era como uma estrela de sete pontas representando os pecados. O pau quebrava os pecados, representando a força e a pessoa que o carrega, com os olhos vendados, é quem, com a fé cega, representa a crença em sua divindade. Quando as frutas caem, são como recompensas pelo pecado vencido.
Nas festas de aniversários mexicanas também se usam as pinhatas. Aqui também são usadas as pinhatas, mas só as vi, como tristes balões de borrachas, se comparados às ternas pinhatas de barro enfeitadas com papel de seda, que lá no México chamam de "Papel de China".

As posadas são comemoradas em alguns países da América Latina, menos no Brasil, até onde pesquisei.
No Brasil é comemorado o Dia de Santos Reis, apenas depois do natal. Na praia, lembro de que nestes dias, entravam nas casas uns homens cantando com vestimentas dos três reis magos.

Apesar de eu não crer em absolutamente nada disso, e achar tudo isso não mais do que uma veneração a autoridades, reis, ricos e castas nobres. Considerar um ato de levar as pessoas à prática da crença "ao que convém" - no que se refere ao culto à pobreza (quando não é a sua, mas a dos outros, ou seja, imposto de cima para baixo), desde a morte de escravos das religiões antigas até o sacrifícios de animais e a comilança das bestas na ceia de natal.
Mesmo assim, acho interessante a manifestação icônica, os simbolismos e a semiótica.

E estudo tudo o que se refere ao México e o que me interessa de cada coisa.
Há quem não aprenda nada nem com o mais importante. Eu procuro aprender muito, com o mais simples, pois tudo importa.

Assista abaixo, agora com outro olhar,  a Festa de Las Posadas pois, Sin piñata, no hay posada!!!!!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Assunto de estudo no momento: a farsa do tradicionalismo gaucho, por Tau Golin

1870-90s carte de visite portrait of two acrobat musicians with violin and horn

Agora estou estudando a verdadeira História. Meu terapeuta me disse que negar a História é o mesmo que negar a família. Acertou na mosca, pois odeio família, aliás, família? Não tenho família. Só aquela que eu construí conscientemente, no presente.
Mas, voltando ao aqui, agora, estou estudando os artigos do jornalista, historiador, Tau Golin.
Ele fala basicamente sobre a farsa do tradicionalismo gaúcho, e que textos!
Um dos artigos que estou lendo, chama-se Hegemonia gauchesca, que compartilho um tantito com vocês, leitores:
"Os tradicionalistas colocaram-se no centro da operação sobre a autenticidade, assumiram os postos de guardiões de um pretenso Rio Grande tradicional, usando artifícios das construções das nações étnicas em uma região mestiça. Ou seja, o Tradicionalismo evidenciou-se como problema contemporâneo, vitorioso na celebração da identidade, construída pela rede societária de CTGs e Piquetes, com um órgão central de orientação, adestramento e controle (MTG), imposição de cartilhas de comportamento e visão sobre o passado, o lugar e o futuro de seus milhares de militantes no mundo. Para vingar, precisou supor que as suas “práticas” decorrem como sucedâneas da história.
Entretanto, todas as suas “verdades” são refutadas pela historiografia, sociologia, antropologia críticas e jornalismo culto."
Que tal papudos?
Esse cara é fera! Sou fã.
E o que mais me atrai neste escritor e estudioso, é o fato de ele destruir esse mito opressor, não só de humanos, mas principalmente de animais. Conforme as leituras forem para este rumo, elas serão refletidas aqui, neste blog.
E, para complementar sua coragem, ainda tem o Manifesto Contra o Tradicionalismo, que está aqui, neste link: http://gauchismos.blogspot.com.br/ É só entrar e assinar. Tem muita gente famosa que já assinou.

Meus assuntos de estudo não giram em torno somente desse tema, Os interesses permanentes são sobre a morte, os costumes do México ligados ao místico, religião e à morte, cemitérios, etc. Não há regularidade, portanto não esperem nada, ou melhor, esperem qualquer coisa...

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Libertando-me do dicionário e das normas gramaticais sim senhó

Foda-se as normas... Todo mundo gosta de ouvir Demônios da Garoa e cantar 'errado' seu jeito paulista antigo.
Mas quando é para falar mal de funkeiro, as pessoas se inflam como se fossem todos bons gramáticos, entendedores das regras douradas do Português, Latim, Brasileiro.
Foto de um armazém de um gringo que escreve exatamente conforme sua pronúncia. Toda vez que passo por ali, lembro da família da minha mãe, que também falava mais ou menos assim. Ele escreve toda a semana alguma coisa como: "batata de uma mordida só" (batatinha pequena) ou "quase tudo em oferta".
 Meu pai dizia Bassoura, Barrer... Depois fui entender que esse 'erro' não tem nada de errado, vem do Português antigo e em Espanhol existe uma semelhança imensa entre o B e o V, que só fui descobrir depois de aprender a língua e seguir no aprendizado.
Minha tentação em escrever libro toda vez que quero escrever livro, só me confirma essa verdade intuitiva.
Desencanei. Libertei. Me libertei.
Ninguém fala buceta (boceta para os gramáticos de plantão). Mas de onde vem essa palavra? Vagina é muito mais feio... e não define todo o 'órgão', já que apenas se refere a parte dele.

 "Ora, você é o “vc” de vossa mercê.", diz Juremir Machado da Silva nesse artigo onde ele diz tudo que eu gostaria de ter dito e penso.

Passando a língua nas normas gramaticais
Por Juremir Machado da Silva no Correio do Povo em 26 de agosto de 2014

Tem um projeto de simplificação da ortografia da língua portuguesa usada no Brasil tramitando no Senado. Eu sou a favor. Por uma simples razão: por que não? Língua é convenção. Não é uma verdade natural. Já escrevemos “paiz”. Há quem fique horrorizado. É só uma questão de hábito. Os argumentos dos que rejeitam essa reforma não são racionais. Não passam de exclamações subjetivas: que horror! Vai ficar muito feio! O que pretendem fazer com nossa língua! Lembra o apego de alguns ao papel. Falam assim: nada pode substituir o papel. Claro que pode. O papel é só um suporte. Não afeta as ideias. A paixão pelo papel é puro hábito geracional. Apareceu um suporte melhor, mais barato e mais eficaz. O papel pode dançar. Sinto muito.
O acordo ortográfico entre os países de língua portuguesa acabou com o trema. Ninguém morreu. O trema era útil. Eu gostava do trema. Indicava a maneira de pronunciar certas palavras. Por que não mudar outras coisas? Para que ter quatro maneiras de escrever “porque”, “por que”, “porquê” e “por quê”? Qual é mesmo a diferença entre “por que” e “por quê”? Eu sou a favor de escrever “omem”. Sou a favor de que se escreva como se fala. A escrita existe para representar a língua falada. Para que escrever letras que não são pronunciadas? Apenas para manter um rastro da origem da palavra? Para que escrever com “s” algo que soa como “z”? Abaixo “ch”, “ss” e “ç”!
Essas sutilezas só servem para decidir vaga em concurso e como sistema de hierarquia social. Não vejo qualquer problema em escrever “qero” em lugar de “quero”. Tem gente indignada com a galera que escreve “vc” em vez de “você”. Ora, você é o “vc” de vossa mercê. A nova reforma acabaria com o hífen. Beleza. Chega de tracinho para acolherar certas palavras. Nem o Evanildo Bechara, guru dos gramáticos brasileiros, deve conhecer a regra do hífen completa. Exame passaria a ser “ezame”. Faz sentido. A escrita é um registro do falado. Deve comunicar. Asa voltaria a ser “aza”. A sabedoria popular simplifica e dá lógica a essas grafias há muito tempo. Os doutos não gostam disso, pois lhes tira o poder de dizer o que é certo e errado. Os “cultos” detestam isso, pois a língua serve-lhes de distinção.
– Ora, como tudo cança, esta monotonia acabou por exhaurir-me tambem. Quiz variar, e lembrou-me escrever um livro. Jurisprudencia, philosophia e política acudiram-me (…) Póde ser minha senhora. Oxalá tenham razão; mas creia que não fallei senão depois de…
Quem foi o analfabeto que escreveu isso? Machado de Assis no “original” de Dom Casmurro. Esse era o correto da sua época. É correto, em francês, dizer “mais grande” e não pronunciar o “s” do plural (essas casa bonita). Em português, não pode. Tudo convenção, história, invenções humanas ao saber dos tempos e das circunstâncias. A língua passa. Diminuiu-se a população carcerária acabando com certos crimes. Reduz-se o analfabetismo acabando com certas regras.
– Cinismo?
Apenas um roçar de língua nas asperezas do poder simbólico.

sábado, 20 de setembro de 2014

Até quando vamos endeusar a revolução farroupilha?


Até quando vamos endeusar a revolução farroupilha?
Postado por Juremir Machado da Silva em 25 de setembro de 2012 - no Jornal Correio do Povo

Até quando?

Todo os anos eu me pergunto: até quando?

Sim, até quando teremos de mentir ou omitir para não incomodar os poderosos individuais ou coletivos?

Até quando teremos que tapar o sol com a peneira para não ferir as suscetibilidades dos que homenageiam anualmente uma “revolução” que desconhecem? Até quando teremos de aliviar as críticas para não ofender os que, por não terem estudado História, acreditam que os farroupilhas foram idealistas, abolicionistas e republicanos desde sempre? Até quando teremos de fazer de conta que há dúvidas consistentes sobre a terrível traição aos negros em Porongos? Até quando teremos de justificar o horror com o argumento simplório de que eram os valores da época? Valores da traição, do escravismo, da infâmia?

Até quando fingiremos não saber que outros líderes – La Fayette, Bolívar, Rivera – outros países – Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia – e outras rebeliões brasileiras – A Balaiada, no Maranhão, por exemplo – foram mais progressistas e, contrariando “valores” da época, ousaram ir aonde os farroupilhas não foram por impossibilidade ideológica? Até quando a mídia terá de adular o conservadorismo e a ignorância para fidelizar sua “audiência”?

Até quando deixaremos de falar que milhões de homens sempre souberam da infâmia da escravidão? Os escravos. Até quando minimizaremos o fato de que a Farroupilha, com seu lema de “liberdade, igualdade e humanidade”, vendeu negros para se financiar? Até quando deixaremos de enfatizar que os farrapos prometiam liberdade aos negros dos adversários, mas não libertaram os seus? Até quando daremos pouca importância ao fato de que a Constituição farroupilha não previa a libertação dos escravos? Até quando deixaremos de contar em todas as escolas que Bento Gonçalves ao morrer, apenas dois anos depois do fim da guerra civil, deixou mais de 50 escravos aos seus herdeiros? Até quando?

Até quando?

Até quando adularemos os admiradores de um passado que não existiu somente porque as pessoas precisam de mitos e de razões para passar o tempo, reunir-se e vibrar em comum? Até quando os folcloristas sufocarão os historiadores? Até quando o mito falará mais alto do que a História? Até quando não se dirá nos jornais que os farroupilhas foram indenizados pelo Império com verbas secretas? Que brigaram pelo dinheiro? Que houve muita corrupção? Que Bento Gonçalves e Neto não eram republicanos quando começaram a rebelião? Que houve degola, sequestros, apropriação de bens alheios, execuções sumárias, saques, desvio de dinheiro, estupros, divisões internas por causa de tudo isso e processos judiciais?

Até quando, em nome de uma mitologia da identidade, teremos medo de desafiar os cultivadores da ilusão? Até quando historiadores como Décio Freitas, Mário Maestri, Sandra Pesavento, Tau Golin, Jorge Eusébio Assumpção, Spencer Leitman e tantos outros serão marginalizados? Até quando nossas crianças serão doutrinadas com cartilhas contando só meias verdades?

Até quando a rebelião dos proprietários será apresentada como uma revolução de todos? Até quando mentiremos para nós mesmos? Até quando precisaremos nos alimentar dessa ilusão?

Até quando viveremos assim?
publicado no Jornal Correio do Povo

Bento Gonçalves: ladrão de cavalos e escravagista

Que todo folclore serve para idolatrar chefetes, ricos e poderosos, já afirmou Ezio Flavio Bazzo em seus livros. Reparem como todo tradicionalismo, folclore, sempre tem a ver com religião, endeusamento de reis, deuses inatingíveis e cruéis, puro puxasaquismo barato, travestido em vestimentas cada vez mais ornamentadas e caras. CTG, meu amigo, é para quem pode.

E hoje, quero comemorar aqui no meu blog desobediente, um vinte de setembro a meu modo.
Citando quem entende verdadeiramente da data.

Tau Golin em seu livro O Herói Ladrão, desmistifica o mito de Bento Gonçalves. Hoje você vai ver neste dia especial, os delírios dessa história mal contada.
Leia abaixo, por gentileza, amigos leitores o artigo do historiador Hemerson Ferreira, sobre os lanceiros negros, e ao longo do dia mais informações serão postadas.

A Guerra dos Farrapos e seus Lanceiros Negros Traídos
HEMERSON FERREIRA
Professor de História - hemersonfer@bol.com.br

Um breve resumo de como os Farroupilhas sulistas recrutaram e depois descartaram seus soldados negros

Durante a chamada Guerra dos Farrapos no Rio Grande do Sul (1835-45), quando um homem livre era chamado a servir tanto nas forças rebeldes quanto nas imperiais, podia enviar em seu lugar (ou no lugar de um filho seu) um de seus trabalhadores escravizados. Em alguns casos, o alforriavam e alistavam. Também foi prática comum buscar atrair ou tomar cativos das tropas inimigas, trazendo-os para seu lado. O primeiro exército a utilizar negros escravizados como soldados foram os imperiais. Precisando também formar uma infantaria e sobretudo preferindo enviá-los como bucha-de-canhão, morrendo na frente em seu lugar, farrapos também os alistaram: eram os famosos Lanceiros Negros. Ambos, farrapos ou imperiais, prometiam também liberdade aqueles que desertassem das tropas rivais, mudando de lado.

A maioria dos cativos que combateu nesta guerra foi obrigada a fazê-lo diante das condições impostas. Por outro lado, apesar da guerra ser horrível e violenta, era até preferível a vida militar, com seus esporádicos combates, do que as agruras diárias da escravidão. A promessa de liberdade após o fim da luta certamente pode ter influenciado em muito o recrutamento daqueles homens. Uma promessa, aliás e como veremos, jamais cumprida.

Não havia igualdade nas tropas farroupilhas, muito menos democracia racial. Negros e brancos marchavam, comiam, dormiam, lutavam e morriam separadamente. Os oficiais dos combatentes negros eram brancos, e jamais um negro chegou a um posto significante, mesmo que intermediário, de comando. Aos Lanceiros Negros era vedado o uso de espadas e armas de fogo de grande porte. Não lutavam a cavalo, como costumam mostrar nos filmes e mini-séries de TV, mas sim a pé, pois havia o risco de se rebelar ou fugir. Sua arma principal era a grande lança de madeira que lhes deu nome e fama, algumas facas, facões, pequenas garruchas, os pés descalços, a bravura e o anseio pela liberdade prometida.

Seria anacronismo se quiséssemos que líderes farroupilhas tivessem um comportamento ou posições políticas avançadas e assim diferentes das existentes em seu tempo, mas defesa da Abolição da escravidão era bem conhecida e nada alienígena na época. Uma Abolição começou a ser decretada em Portugal em 1767, proibindo que fossem enviados para o reino mais cativos vindos da África, e em 1773 foi decretada uma Lei do Ventre Livre naquele país. Na Dinamarca, isso se deu em 1792. Na França, em 1794 (ainda que Napoleão tenha tentado restabelecer a escravidão no Haiti em 1802). No México, uma primeira tentativa de Abolição foi feita em 1810, mas foi finalmente vitoriosa em 1829. Bolívar libertou cativos em 1816-7, durante suas lutas por independência, e finalmente aboliu a escravatura em 1821. A Inglaterra, que havia findado a escravidão pouco antes da Revolta dos Farrapos, pressionava o Brasil pelo fim do tráfico negreiro desde 1808. Willian Wilbeforce, um dos maiores abolicionistas da história, morreu em 1833, ou seja, dois anos antes da guerra no Sul do Brasil. Farrapos, portanto, conheciam, sim, e muito bem o abolicionismo.

Entretanto,os principais chefes farrapos, Bento Gonçalves, Canabarro, Gomes Jardim e até Netto, dentre outros, eram todos ferrenhos escravistas. Quando aprisionado e enviado para a Corte no Rio de Janeiro, Bento Gonçalves teve o direito de levar consigo um de seus cativos para lhe servir. Ao morrer, o mais conhecido líder farroupilha deixou terras, gado e quase cinqüenta trabalhadores escravizados de herança aos seus familiares. Bem diferente do que fizera Artigas no Uruguai anos antes, os farrapos jamais propuseram uma reforma agrária ou mesmo uma distribuição de terras entre seus soldados, mesmo os brancos pobres, que dirá os negros. A defesa da escravidão era tão clara entre os chefes farrapos a ponto deles jamais sequer terem mencionado o fim do tráfico negreiro.

Ao fim da guerra e já quase totalmente derrotados, os farrapos incluíram entre suas exigências para o Império o cumprimento da promessa de liberdade que haviam feitos aos Lanceiros (principalmente porque temiam que eles formassem uma guerrilha negra na província já que a quebra da promessa os faria se rebelar ou fugir para o Uruguai, destino comum de diversos cativos fugitivos na época). Queriam entregar-se ao Império, acabar a guerra, voltar à normalidade, mas tinham os Lanceiros e a promessa que lhes haviam feito, e o Império, escravista até a medula, não queria cumprir essa parte do acordo.

Que fazer então? A questão foi resolvida na madrugada de 14 de novembro de 1844, quando o general farrapo David Canabarro entregou seus Lanceiros desarmados ao inimigo, tudo previamente combinado com Caxias. E no serro de Porongos, hoje região de Pinheiro Machado (interior do Rio Grande do Sul), foi dizimada quase toda a infantaria negra, enterrando de vez a preocupação dos farrapos e acelerando assim a paz com o Império. A instrução de Caxias a um de seus comandados foi clara e objetiva: a batalha teria que ser conduzida de forma tal que poupar apenas e dentro do possível o sangue de brasileiros (e o negro era então tratado como africano, mesmo que já nascido no Brasil).

Alguns historiadores apologistas ou folcloristas de CTGs consideraram aquela traição como Surpresa, já que pela primeira vez que o então vigilante Davi Canabarro teria sido surpreendido pelo inimigo. Conversa fiada! Enquanto dispôs suas tropas negras de tal maneira que ficassem desarmadas e descobertas, algo que até então nunca havia feito, Canabarro se encontrava bem longe e seguro do local, nos braços de Papagaia, alcunha de uma amante sua.

Após o combate, um relato oficial avisou a Caxias que pelo menos 80% dos corpos caídos no campo de Porongos eram de homens negros. Calcula-se que, nos últimos anos daquele conflito, os farrapos ao todo somavam uns cinco mil homens, sendo que algo em torno de mil eram Lanceiros Negros. Após o Massacre de Porongos, porém, restaram apenas uns 120 deles, feridos, alguns mutilados, e que foram primeiramente enviados para uma prisão no centro do país e depois dispersados para outras províncias, ainda mantidos como cativos.

Feito isso, deu-se a chamada rendição e paz do Poncho Verde, onde senhores escravistas dos dois lados trocaram abraços e promessas de lealdade e, logo depois, marcharam juntos e sob a mesma bandeira imperial contra o Uruguai, Argentina e Paraguai.

Bibliografia

FACHEL, José Plínio Guimarães. Revolução Farroupilha. Pelotas: EGUFPEL, 2002.

FERREIRA, Hemerson. Da Revolta à Semana Farroupilha: entre tradição e a história. http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2009/08/451359.shtml

FLORES, Moacyr & FLORES, Hilda Agnes. Rio Grande do Sul: aspectos da Revolução de 1893. Porto Alegre: Martins-Livreiro, 1993.

GOLIN, Tau. Bento Gonçalves, o herói ladrão. Santa Maria: LGR, 1983.

LEITMAN, Spencer. Raízes sócioeconómicas da Guerra dos Farrapos: um capítulo da história do Brasil no século XIX. Rio de Janeiro: Graal, 1979.

MAESTRI, Mário. "O negro escravizado e a Revolução Farroupilha". In: O escravo gaúcho: resistência e trabalho. Porto Alegre: UFRGS, 1993, pp76-82.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Eram os deuses astronautas - minha última leitura de 2013

Eram os deuses astronautas

Meu sogro pegou minha leitura de terror. E eu voltei para o livro que já estava lendo... este, que está a venda aqui: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-521401728-eram-os-deuses-astronaturas-erich-von-daniken-raridade-ovni-_JM
O livro é antigo mas super atual, faz uma crítica à ciência conservadora. A ciência dogmática, que jamais questiona suas próprias leis e que ri de quem as quer modificar.
Conheci um idiota que leu esse livro e, por não ter entendido, ou, por ser um idiota, riu o tempo todo de seu conteúdo. O livro é um primor, é uma crítica ao mundo científico, à Arqueologia, aos arqueólogos e à muitas coisas mais. Não importa que seja antigo, aliás, por ser antigo que ele tem mais valor.
Eu já trabalhei diretamente com Arqueologia e em contato com arqueólogos e posso falar.

Acredito que a hipótese de Erich faz todo o sentido possível e, se antes de ler o seu livro, já me parecia óbvio demais, agora, ao lê-lo, está mais do que na cara, de que é evidente que sim! Eram os deuses astronautas!
Parecem de outro mundo não?
Sua teoria maluca não só é totalmente plausível, como não me parece nem um pouco absurda. É claro que de lá para cá, muito do que se considerava misterioso pode ter sido já estudado, mas sinceramente não acredito que tenha sido de todo. Pois numa rápida busca por esse assunto, as coisas continuam como estão. Como não somos profundos estudiosos sobre o assunto (não pense que o especialista sabe tudo sobre isso, os que conheci eram mais torpes ainda) fica difícil chegar até as fontes seguras.
Meus astronautas queridos... NACHA - Naves Chapolinescas
"Antigamente, aquele que exprimisse um pensamento novo, ainda não pensado, deveria contar com  proscrições e perseguições. Aparentemente tudo se tornou mais fácil. Já não há anátemas, nem mais se acendem fogueiras. Entretanto, os métodos de nossa época, embora menos espetaculares, nem por isso deixam de ser inibidores do progresso.

Você, que luta para banir os ultrapassados testes em animais e substituir por alternativas a muito já existentes, já sabe do que estamos falando não?
Veja exemplos e se identifique comigo:
"É contra o regulamento!
É muito pouco clássico!
É demasiado radical!
As universidades não ensinam isso!
Outros também já o tentaram!
Não podemos ver sentido nisso!
É contrário à religião!
Tal coisa ainda não foi provada!"

Se alguém aí já ouviu alguma dessas alternativas no meio científico ponha o dedo aqui.





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