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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Longe do mar

A insanidade, sintomas de minha loucura
é perder-me neste hospital, é queimar-me neste fogo do distanciamento
estar longe do que mais amo -
a umidade do sal.
Uma ave que pudesse voar
meu amor que soubesse viajar
Se eu pertencesse a algum lugar?
A visão do oceano me perturba
eu nem posso mais olhar
A vontade de estar lá e nunca mais/nunca mais voltar

Esteja dentro de minha alma, por favor.
Uma súplica líquida, de amor.

Volte para mim/Não se distancie.
-Eu estou distante, porque sou covarde.

A brutalidade do encontro com o mar
Na noite mais escura um coração cortado com sal
é essa distância covarde do que eu deixei para trás.

Minha morada, meu mar, meu farol
meus pés em cada grão de areia: teu corpo.

A água líquida, o fantasma.
O anjo negro que nunca mais me deixou.
Ellen Augusta

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A luz antiga do farol

São espelhos, sozinhas
Durante a noite, frias
uma para a outra - amigas.
A luz antiga, vem do farol e ilumina, os espelhos malditos, de navios abandonados.
A neblina da noite, cega.
Elas se perderam na estrada, que levam àquela casa.
Sempre que escorre pelas mãos, a saudade.
O amor esquecido não fala ao telefone.
Letras apagadas, porque doeram ao serem formadas,
O amor antigo ficou só, no estranho dos sonhos.
Encontrei-o, no navio...ajudou-me a fugir das ondas.
Com mãos feridas, deixei-o partir.
Lágrimas de saudade, dores de infância, desejos de irmã.
A angústia das ondas, a saga das estrelas. Os passos da solidão. Chuvosos, sapatos altos, sonhadores pés, atravessando a ponte, o navio entre as ondas, as mãos a me segurar.
A ternura, tem nome, e tem olhar.
Ellen Augusta

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Almada de Lisboa

Quando meus pés estiverem sinuosos
para entrar em outros calçados.
Quando finalmente a cidade antiga puder me receber, pois anônima sou, como és...
As calçadas da Almada portuária.
Portugal
Me conservo como as pedras daquele farol.
Vou me deixando morrer enquanto há vida. Esperando algo de que já sei e busco.
O não lugar, porque não irei. Ele está dentro de mim. Caminho até seus cantos.
A cada dia que findo, se vai a existência, ao redor um banho de lágrimas.
É o mar, para quem o ama. Olhos molhados de sofrido ondular.
O santuário me espera, as construções semeadas de histórias, são fotografadas pelos meus olhos.
Capela de Ossos de Evora "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos" 
Ellen Augusta

domingo, 3 de agosto de 2014

A alma do farol

Ando com os pés em dor na areia
o corpo está no farol, perdido, dentro do oceano.
A cabeça é um ponto de luz ofuscante e brilhante.
Uma pedra imensa em direção às águas, carrega os cabelos que crescem.
Eu os corto.
A mãe primeira, a que me salvou do mar, já não está aqui.
A que agora está em silêncio, não olha mais para as ondas.
A primeira mãe me levou aos livros. Pois era sua forma de sumir.
A poetisa, é minha segunda mãe.
Tem os cabelos dourados, como a primeira.
Brilhando como a luz noturna.
Eu os corto,
De minhas mãos só saem dores.

A segunda mãe, mostrou-me suas palavras.
De suas mãos, eu já vi rosas, poesias marítimas, e alguma lágrima de sal.
Chegam à praia e voltam,
ao profundo, um ventre de mar.

Desejo a morte porque nunca pude
jogar-me de um farol.
O medo é para quem não conhece.
O soturno espaço das ondas.
O contato entre o farol e o barco - o sinal luminoso.
As vagas - espelhos que refletem teu amigo, aquele esqueleto interno.


A mãe segunda ensina-me a separar palavras.
Cercar-me do farol e suas sombras.
Águas ensanguentadas, luas estranguladas.
Sondar a melancolia com ternura.

O fantasma ronda as pedras
sobe as escadas.
Conservo-o sagrado.
Uma chama interna.
Preservo a solidão dentro de mim.
Fecho-a junto à lâmpada do farol.
Os livros me libertaram das crendices nos deuses inúteis.
Cerco de velas, flores e cinzas, o sagrado destino das poetas que me fizeram mulher e escritora.
Ellen Augusta
Este poema é dedicado a Maria Helena Sleutjes

segunda-feira, 17 de março de 2014

Uma amiga me deu um farol!

Você já ganhou um farol de uma amiga? Pois eu sim! E é uma das coisas que mais amo na vida.
Eu amo farol e nunca consegui achar nada relacionado a isso, pois aqui no Brasil não é fácil encontrar imagens de faróis, diferente do que acontece no exterior, onde é comum existir um monte de artefatos sobre este assunto, que encanta muita gente.
Minha paixão por faróis não tem nada a ver com o objeto fálico, como tem gente que já pensa de primeira. A ideia do farol é ser um sinal luminoso, é ser um ponto solitário no mar, um sinal de comunicação para barcos e para caminhantes nas praias do mundo. Há muitos significados para um farol. Existem também o chamado rádio-farol, que é um outro tipo de sinal, mais complicado, que não vou explicar nesta postagem. Mas o fato é que esta simbologia é intrigante e define muita coisa em mim, por isso me encanta.
Pois minha amiga Mírian Martins também é amante de faróis assim como eu e me mandou essa ilustração que eu amei muito. O tipo de material em si é outra coisa que também adoro. Aquelas figuras que são duas em uma, que possuem duas imagens em uma. Antigamente esse tipo de figura era chamado 3d e só existia no Japão. Depois se tornou popular e hoje se encontra em todo o lado, mas de farol eu nunca vi...

Eu tentei tirar uma foto da outra imagem, que é um rio entre duas pedras grandes, mas não consegui... tudo bem!@ Abaixo aparece levemente...
 A gatinha ficou toda contente quando chegou o envelope, adivinha por quê?
Por que minha amiga também tem gatinhos e eles se reconhecem pelo cheiro...Já fizeram amizade...
Muito obrigada amiga pelo presente. Este farol ficará aqui comigo para sempre. Obrigada.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A quem nos observa

Sempre busco aquele silêncio de quem nada tem a dizer. Mas temos sempre muito a dizer. Ouvimos tanto, de todos. Há tanta gente frágil, tanta gente incapaz de ouvir a verdade. Pessoas que, ao saber de sua própria condição, talvez desmoronasse. Quem somos nós para dizer então, quiçá, apenas uma frase, um comentário, apenas uma observação?
Já, de tantas leituras, misturo os livros, já não lembro quem foram os autores de certas ideias, mas as nuances são perfeitas. Há quem diga que o sujeito que mente não se suportaria se soubesse da sua própria verdade. Será por isso que tanta gente não quer ver?
Estou cansada de perseguições, falsas, verdadeiras, fictícias, inventadas. Somos alvos, somos observados. Estamos para o bem, por isso não é fácil.
Retiradas estratégicas, voltas discretas, segredos, brincando com a tolice alheia...
Porque as pessoas acreditam em aparências, observam, mas não veem realmente. Adoram fofoca, mas nunca sabem de nada, nem sobre si mesmas, nem sobre o que as cercam. São pobres de espírito, por que pensam que sabem.
E mais do que nunca, por que me condeno tanto? Se ainda estou na fase sensível, de quem viu o que não era para ver. E agora segue com olhos em chamas?
Ellen Augusta

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A irmandade do passado

Nos braços de uma longa amizade
Um amor de irmão nasceu
O que nunca tive, a família,
o tempo apagou
e esqueceu.
Eu não sabia o que era
Um abraço, uma lágrima.
Eu não sabia que sofria
A falta de uma humana flor.
Hoje o tempo brinda uma família, que é minha.
Insensata voz, a que conhece o grito.
A fala, através do amor, escreve.
A escolha certa, pelas minhas mãos, escolhe.
Sou ainda aquele farol no deserto oceânico
Minha alma sempre foi longe e sombria.
Meu amor sabe disso e mesmo assim me guia.

Uma mãe que é morta
Mesmo assim, é minha.
A saudade vai matando
a lembrança dos dias.
Por que temos que viver a morte?
Por que temos que morrer através dela?
Eu já havia morrido outra época, mas agora doeu mais forte.
A dor da perda é sempre nova, é sempre a mesma.
Mudam apenas os séculos.
Ellen Augusta

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Tarde demais

Esta é a foto da minha mãe com 18 anos feita pelo fotógrafo e poeta  Lino Estefano de Nes , que ganhou um prêmio com uma fotografia em que minha mãe segurava um filhote de pássaro na mão. Ele dedicava poemas à minha mãe. Ela guardava os livros e fotos dele com dedicatórias de amor.  Hoje é falecido. Não achei mais nada sobre sua obra e vida. Nada dessas coisas se preservaram, somente em minha lembrança. Descobri que existem peças dele no museu de Encantado RS.
Eu era uma criança no escuro
Você não teve culpa
Você não sabia
Nossa dor foi ter nascido
Eu te vi e sentia a mim mesma
O corpo tão frágil e sofrido
A dor da alma
Translúcida na falta do ar.

Como era inesperado!
Da morte feliz no mar profundo...
À uma cama de hospital
Com uma cruz na alma e a dor no corpo.

Eu não me perdoo
Ainda não
Eu quis morrer todos os dias
O oceano a me chamar
A luz de um farol a brilhar
Os pés na areia
Lágrimas de sal
À espera de um sonho
Que suplantasse todos os outros
Em que te vejo por dentro
Não. Fiquei aqui, só.
Quase, quase todos contra mim.
E a verdadeira versão dos fatos
Somente o que hoje é meu espelho
Soube!
Ellen Augusta


Meu mundo e nada mais - Guilherme Arantes

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sou um farol

A saudade aflora marcas
coisas guardadas em segredo
o esquecer, a dor de outrora
o sentimento que se transformou, por bem.
Quanta coisa perdida e nem quero encontrar.
Mas me encontram, acabam aparecendo em todo lugar.
Meus sonhos trazem as lembranças de solidão
Aquela solidão que fez o que sou.

Sou um farol solitário em meio ao oceano.
Sua luz ilumina os dias eternos e as noites silentes.
Há alguém morando no farol.
Mas o farol em si é uma pedra de luz!
Ilumina fracamente e se protege das tormentas e das tempestades.
O Sol forte me queima
A Lua me faz feliz.
A noite é paz, o amanhecer é o que espero.

O mundo inteiro pertence à luz
emitida no silêncio de um pensamento.
poema de Ellen Augusta

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Dicas para preparar sua mala de viagem para o litoral




Nesta época do ano, muita gente pensa em apenas uma coisa: viajar! Se você pode viajar, parabéns! Pois é a melhor coisa a se fazer nesta Terra!
Preparei umas dicas, baseada nas minhas experiências de viagens, que são boas...
Use uma mochila. Desta vez, tenho que carregar lençóis e outras coisas, além de roupa.
Em primeiro lugar, pense em 'menos é mais'. Aquelas listas de roupas para viajar sempre são grandes, com coisas como 'uma calça preta, dois pares de tênis', sem condições.

Pense que, se você estiver em uma praia estruturada, poderá comprar algo lá mesmo, contribuindo para o comércio local. (Não seja um turista sugador, como é a maioria dos turistas). Se for para um lugar deserto, aí sim que o menos é mais, pois lá tudo pode ser descontraído e quanto menos lixo produzir, melhor.
Bagagem de mão e mochilita do marido: homem é mais prático...
Na praia, pode-se usar maiôs e biquinis no dia a dia e até mesmo à noite, então para que complicar? Combine maiôs chiques (não gosto de usar maiô na beira da praia, somente na cidade, para passear), com shorts, bermudas, saias, o que for. Ou use apenas ele, por que não?

Leve bastante acessórios, lenços e coisas pequenas, se quiser. Para simplificar, levarei uma camiseta, dois shorts, um casaco e uma camisa que usarei como saída de praia. E muitos biquinis e maiôs, pois estes podem ser usados como roupa, poupando espaço e fazendo moda!

Para os pés: um chinelo Havaianas (e vou me dar de presente um chinelo da Coca Cola, a marca de roupa mais linda que conheço), alpargatas e só. Se chover, uso os chinelos. Não me apego mesmo em sapatos, pois praia é descontração.

Se pintar uma festinha ou um bar, para que ir de salto? Dance com tênis, é muito mais prático. Como minha ideia é levantar cedo e curtir o mar, é chinelagem e só.

Para arrumar a mala do marido não tem erro, pois no caso é só uma camisa, cuecas, carregador de celular e algo mais. Mais prático impossível.


Não esqueça de levar remédios essenciais, celular com crédito e bateria carregada, carregadores, dinheiro e documentos.

Vá de ônibus. É mais seguro e mais divertido. Leve um radinho para ouvir. Eu PRECISO levar meu rádio de ondas curtas, pois não vivo sem e o MP3 cheio de músicas.

A principal dica é: a bagagem deve ser algo que deixe suas mãos livres e que não seja muito pesado. Se for para locais que não conhece, informe-se bem antes, para não ter surpresas desagradáveis.

Viaje sozinho ou com companhia agradável. Ir com gente sem noção, encontrar galera no caminho, gente que nem conhece, é complicado. Nada contra, mas só me dou o luxo de viajar com quem merece minha companhia. E não tem nada mais chato do que aquela amiga sem noção que some na praia, ou que usa tuas coisas sem repor, brigas de galeras, brigas de casais, bebedeira e a gente naquela saia justa, pois estamos longe de casa. Enfim, já passei por isso e... nunca mais. A vida adulta tem a vantagem de que hoje, mais adultos, podemos escolher melhor.

Para os veganos: prepare-se e informe-se se no local onde vai há opções. Se não houver, lamento, mas terá de levar coisas para comer, improvisar... cuide para não passar mal. Praias das regiões mais quentes do país são famosas por causar dores de barriga e infecção intestinal... Os veganos são mais sensíveis, então, cuide-se.

Fuja de praias onde acontecem as 'farras do boi', vaquejadas, rodeios, etc... Não adianta dizer que adora o lugar. Se você é vegano, não banque isso. Já é complicado o Verão para o vegano, ir para praia com aquele fedor de peixe, veranistas desinformados, sujando tudo, violência contra os animais à luz do dia, evite esses lugares. Procure lugares mais amenos, devem existir.
Ellen Augusta 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

sábado, 3 de dezembro de 2011

Rever o mar

 Voltar ao mar é como reencontrar um antigo sonho. Daqueles que se repetem, deixando sempre uma aura que perdura durante o dia.
 As lembranças, o passado, surgem como as ondas, e como elas mesmas voltam a sumir na imensidão do oceano. Atormentando a mente quieta. Quem nunca olhou para o mar e viu ali um misto de vida e morte? Um cheiro de todos os seres ali presentes, a própria origem da vida que começou ali.
Gosto de viajar, voltando sempre a alguns lugares específicos, onde parte de mim sempre está. A presença do oceano nos provoca poemas, que não sabemos como surgem, apenas inspiram palavras e também a meditação.
imagem de http://estadozen.com/
Quando vou para a praia, viajar, rever o mar, sempre levo meu mp3 cheio de músicas, principalmente Madredeus e fado, pois considero músicas afinadas com o espírito marítimo...
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