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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Antena

Coluna de Marcio de Almeida Bueno
Para o Jornal Panorama Regional



• "É inaceitável que o compromisso mais ambicioso que Dilma assume para proteção das florestas e combate às mudanças climáticas seja tentar cumprir a lei. Mas foi exatamente isso o que ela fez em aguardada reunião com o presidente Barack Obama, em Washington: prometeu fazer o possível para combater o desmatamento ilegal no Brasil, sem dar prazo ou garantia concreta", diz nota do Greenpeace.

 • Sobre a decisão da Suprema Corte dos Eua, vale lembrar a similar posição do STF aqui no Brasil, em 2011. "Por que o homossexual não pode constituir uma família? Por força de duas questões que são abominadas pela Constituição: a intolerância e o preconceito", disse à época o ministro Luiz Fux. 


• Quero bem aos infelizes que têm vergonha de sua infelicidade, que não derramam na rua seus vasos cheios de miséria; que guardam no fundo de seu coração e nos lábios bastante bom gosto para dizer: 'devemos guardar com honra a nossa miséria, devemos escondê-la'. - Friedrich Nietzsche no livro 'Vontade de Potência'.


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A quem nos observa

Sempre busco aquele silêncio de quem nada tem a dizer. Mas temos sempre muito a dizer. Ouvimos tanto, de todos. Há tanta gente frágil, tanta gente incapaz de ouvir a verdade. Pessoas que, ao saber de sua própria condição, talvez desmoronasse. Quem somos nós para dizer então, quiçá, apenas uma frase, um comentário, apenas uma observação?
Já, de tantas leituras, misturo os livros, já não lembro quem foram os autores de certas ideias, mas as nuances são perfeitas. Há quem diga que o sujeito que mente não se suportaria se soubesse da sua própria verdade. Será por isso que tanta gente não quer ver?
Estou cansada de perseguições, falsas, verdadeiras, fictícias, inventadas. Somos alvos, somos observados. Estamos para o bem, por isso não é fácil.
Retiradas estratégicas, voltas discretas, segredos, brincando com a tolice alheia...
Porque as pessoas acreditam em aparências, observam, mas não veem realmente. Adoram fofoca, mas nunca sabem de nada, nem sobre si mesmas, nem sobre o que as cercam. São pobres de espírito, por que pensam que sabem.
E mais do que nunca, por que me condeno tanto? Se ainda estou na fase sensível, de quem viu o que não era para ver. E agora segue com olhos em chamas?
Ellen Augusta

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Pagando uma promessa

Fui pagar uma promessa
Não sei a quem pedi, nem o que pedi.

Minha promessa era levar até a igreja do centro
uma sacola de terços que eu tinha aqui em casa
para as duas pessoas que ficam lá na porta vendendo velas.
Quando cheguei ao local, vi que havia apenas uma mulher com uma criança no colo.
Eu fiquei sensibilizada ao ver que aquela mãe estava sentada na porta da igreja.
E lhe entreguei os saquinhos. Ela me agradeceu muito.
E quando viu os pequenos terços, olhou-os como se fossem brilhantes.
Sério, nunca esperei isso. Achava até que ela ia negar.
O que Jesus, que expulsou os vendedores de animais daquele templo, pensaria hoje, ao ver uma mãe na porta dessa igreja?
Ele, que disse ser nosso corpo um templo do espírito, com certeza se espantaria ao ver que essa religião se apropriou de suas palavras.
O sinal de que uma religião não funciona é ver que a pobreza viceja ao seu redor.
Dói ver que lá dentro se cultua uma mãe, e aqui fora outra espera que lhe comprem um pacote de velas.
Ellen Augusta

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Paisagens, rádio e comida vegana!

Igreja Nossa  Senhora de Lourdes. No centro do vitral, o símbolo dos Templários.
Não vivo sem meu rádio ondas curtas. A lua estava linda e consegui sintonizar uma rádio de números em espanhol, que exatamente às 4h da manhã, dizia uma sequência de códigos em números, que mudava diariamente. Falarei mais desse assunto em outro post.
A comida vegana foi preparada por nós durante todo o tempo. E até eu cozinhei!
Polenta da nona...
Risoto com arroz arbóreo e com azeitonas pretas.
Salada de cebola da nona, para acompanhar a polenta.
Molho de tomate com pimentões coloridos e batata, feito pela nona para acompanhar a polenta...
Favas (leguminosa da minha infância que eu comia direto na horta, crua mesmo), com feijão carioca, couve e arroz.
Maionese vegana preparada pela sogra. Feijão vermelho com cebola, alho e batata salsa.
Doce vegano, bolo, preparado pela sogra.
Arroz com molho de espinafre, tomate, sálvia e outros temperos, preparados por mim.
Lentilha (a melhor que já comi) com maionese vegana (com cenoura, brócolis, azeitonas), preparada pelo marido.
Bananas da feira orgânica de lá.
Frutas da feira orgânica de lá.
Yacon (Smallanthus sonchifolius),  uma batata andina que pode-se comer crua. É semelhante ao gosto da maçã. Gostei muito. Pode-se cozinhar também.
Na próxima postagem falarei sobre a batata salsa, que também experimentei por lá.
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