Esse olhar turvo sem definição de tom
Só desperta em mim uma cor
e uma vontade.
Quando eu esperava de você o que eu mesma deveria sentir,
Era um ato desesperado de um coração já tão frio, pelo tempo.
Quando enfim eu era transparente como a água,
quando o Inverno gelou, por fim, minha alma,
só restou uma âncora no profundo do mar,
uma memória inalcançável, ferida de tanto sentir.
E o seu olhar era apenas curioso. "Como pode amar, a que morta já está?"
Eu pisei, e o chão se iluminou. Meus pés me levaram até o impossível, num ato de dor.
Era lindo e triste, era uma mentira que eu contei. Mas ela existe!
[Meu amor, meu anjo morto,
desperte deste sonho, por favor,
e olhe para mim]
Eu estou aqui, como quem apenas espera a morte ou seu reverso.
Pois desta vida, o amor já não mais serve,
já chegou, tão pesado, e nada deixou, além das lembranças, essas âncoras.
Eu caminhei e vi um chão de pura luz, tudo mudou, quando fiz o movimento.
Olhe-me, estou aqui. Tudo ao meu redor são gestos, palavras, solicitações,
mas só espero um único toque dos teus dedos e uma direção para este olhar
de quem para mim brilhava, entre todos, nesta multidão.
É tão profunda, tão enganosa, essa obsessão que até o mar percebeu, quando me viu chorar, tão distante, sem nunca voltar.
É um sonho, o que eu vejo neste espelho, como esta vida, também é.
Ellen Augusta
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sexta-feira, 24 de junho de 2016
Luz adormecida
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
O brilho do Sol faz minhas sombras mais belas
Eu não suporto a luz do Sol, fere meus olhos e queima minha pele, e prefiro-a branca, cada vez mais branca, como se fosse possível que fosse mais. Mas não posso escolher os dias e muitas vezes não há outro remédio que não sair de casa. O trabalho me obriga, e também a vida lá fora me chama, pois a morte é uma tentação, e não pretendo-a todos os dias.
Gosto de fotografar o Sol, nessas imagens, ele já não fica tão lúcido, as sombras ficam mais evidentes. São recursos da câmera para disfarçar a luz e contê-la dentro da fotografia. Eu prefiro os efeitos que ele causa nas sombras.
Quando a luz se projeta sobre as águas, parece que até influenciam no aroma, no movimento, em tudo ao redor. Como qualquer ser que pode usar a visão é assim que conheço as coisas. Mas sem as sombras, a luz apenas seria uma agressão sem sentido, uma queimadura a me ferir.
Uma das coisas mais lindas que já vi, foi o amanhecer na praia. O dia chegando, ainda sendo noite. O desespero do sol sobre a inconstância das ondas... Aquela névoa refrescante da manhã e eu ali, sem saber o que ver primeiro, o que sentir, o que esperar.
Ou então o contrário, a luz que a lua projeta sobre as ondas que vem chegando até a borda.
O olhar solitário da lua sobre o absoluto impenetrável do mar.
Essa sensação é completamente agradável, sem ela jamais poderia saber o que é terra ou o que é oceano, eu amava essa luz. Agora, já não a tenho ou, se terei, não sei. Nunca mais vi o mar.
Gosto de fotografar o Sol, nessas imagens, ele já não fica tão lúcido, as sombras ficam mais evidentes. São recursos da câmera para disfarçar a luz e contê-la dentro da fotografia. Eu prefiro os efeitos que ele causa nas sombras.
Quando a luz se projeta sobre as águas, parece que até influenciam no aroma, no movimento, em tudo ao redor. Como qualquer ser que pode usar a visão é assim que conheço as coisas. Mas sem as sombras, a luz apenas seria uma agressão sem sentido, uma queimadura a me ferir.
Uma das coisas mais lindas que já vi, foi o amanhecer na praia. O dia chegando, ainda sendo noite. O desespero do sol sobre a inconstância das ondas... Aquela névoa refrescante da manhã e eu ali, sem saber o que ver primeiro, o que sentir, o que esperar.
Ou então o contrário, a luz que a lua projeta sobre as ondas que vem chegando até a borda.
O olhar solitário da lua sobre o absoluto impenetrável do mar.
Essa sensação é completamente agradável, sem ela jamais poderia saber o que é terra ou o que é oceano, eu amava essa luz. Agora, já não a tenho ou, se terei, não sei. Nunca mais vi o mar.
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
A luz antiga do farol
São espelhos, sozinhas
Durante a noite, frias
uma para a outra - amigas.
A luz antiga, vem do farol e ilumina, os espelhos malditos, de navios abandonados.
A neblina da noite, cega.
Elas se perderam na estrada, que levam àquela casa.
Sempre que escorre pelas mãos, a saudade.
O amor esquecido não fala ao telefone.
Letras apagadas, porque doeram ao serem formadas,
O amor antigo ficou só, no estranho dos sonhos.
Encontrei-o, no navio...ajudou-me a fugir das ondas.
Com mãos feridas, deixei-o partir.
Lágrimas de saudade, dores de infância, desejos de irmã.
A angústia das ondas, a saga das estrelas. Os passos da solidão. Chuvosos, sapatos altos, sonhadores pés, atravessando a ponte, o navio entre as ondas, as mãos a me segurar.
A ternura, tem nome, e tem olhar.
Ellen Augusta
Durante a noite, frias
uma para a outra - amigas.
A luz antiga, vem do farol e ilumina, os espelhos malditos, de navios abandonados.
Elas se perderam na estrada, que levam àquela casa.
Sempre que escorre pelas mãos, a saudade.
O amor esquecido não fala ao telefone.
Letras apagadas, porque doeram ao serem formadas,
O amor antigo ficou só, no estranho dos sonhos.
Encontrei-o, no navio...ajudou-me a fugir das ondas.
Com mãos feridas, deixei-o partir.
Lágrimas de saudade, dores de infância, desejos de irmã.
A angústia das ondas, a saga das estrelas. Os passos da solidão. Chuvosos, sapatos altos, sonhadores pés, atravessando a ponte, o navio entre as ondas, as mãos a me segurar.
A ternura, tem nome, e tem olhar.
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Me sinto ridícula - o amor adolescente
Para Marcio de Almeida Bueno
Com tesoura corto, tudo o que você me oferece
Paciência e Amor.
Ancestrais de outras eras, espelho de minhas tristezas.
Eu já perdi tanto
De minhas mãos
As palavras ácidas calam,
Escândalos tolos.
Sempre fui assim. O amor abrindo portas.
Meus pés pisando em pedras.
As lágrimas antigas brotam, do vazio profundo.
Me sinto ridícula/não sei escrever.
Exijo firulas, você me traz conforto.
Ellen Augusta
Com tesoura corto, tudo o que você me oferece
Paciência e Amor.
Ancestrais de outras eras, espelho de minhas tristezas.
Eu já perdi tanto
De minhas mãos
As palavras ácidas calam,
Escândalos tolos.
Sempre fui assim. O amor abrindo portas.
Meus pés pisando em pedras.
As lágrimas antigas brotam, do vazio profundo.
Me sinto ridícula/não sei escrever.
Exijo firulas, você me traz conforto.
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013
A luz mais alta
Não consigo esquecer
A luz azul na noite escura
O farol a brilhar no oceano
Em meio a pedras e ondas brutais
É como minha alma em prantos
A solidão como a companheira [interior]
A luz que vela a escuridão
E sinaliza que em algum lugar
Pode existir vida
Um barco perdido
Uma canção soprada
Os ventos nas vagas
A força da dor
O sonho:
Eu quis proteger-te
Mas nunca consegui
Joguei-me contigo
Mas fiquei aqui
O quarto sofrido
Os sapatos inseguros
A ausência de amizade
A prova de História / O seu olhar encantador
A marca da tristeza
de nunca poder sair
Retorno encantadamente
aos meus vestidos e sapatos
ao abraço eterno do amigo
ao canto escuro de mim.
Ellen Augusta
A luz azul na noite escura
O farol a brilhar no oceano
Em meio a pedras e ondas brutais
É como minha alma em prantos
A solidão como a companheira [interior]
A luz que vela a escuridão
E sinaliza que em algum lugar
Pode existir vida
Um barco perdido
Uma canção soprada
Os ventos nas vagas
A força da dor
O sonho:
Eu quis proteger-te
Mas nunca consegui
Joguei-me contigo
Mas fiquei aqui
O quarto sofrido
Os sapatos inseguros
A ausência de amizade
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de nunca poder sair
Retorno encantadamente
aos meus vestidos e sapatos
ao abraço eterno do amigo
ao canto escuro de mim.
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terça-feira, 22 de outubro de 2013
Pagando uma promessa
Fui pagar uma promessa
Não sei a quem pedi, nem o que pedi.
Minha promessa era levar até a igreja do centro
uma sacola de terços que eu tinha aqui em casa
para as duas pessoas que ficam lá na porta vendendo velas.
Quando cheguei ao local, vi que havia apenas uma mulher com uma criança no colo.
Eu fiquei sensibilizada ao ver que aquela mãe estava sentada na porta da igreja.
E lhe entreguei os saquinhos. Ela me agradeceu muito.
E quando viu os pequenos terços, olhou-os como se fossem brilhantes.
Sério, nunca esperei isso. Achava até que ela ia negar.
O que Jesus, que expulsou os vendedores de animais daquele templo, pensaria hoje, ao ver uma mãe na porta dessa igreja?
Ele, que disse ser nosso corpo um templo do espírito, com certeza se espantaria ao ver que essa religião se apropriou de suas palavras.
O sinal de que uma religião não funciona é ver que a pobreza viceja ao seu redor.
Dói ver que lá dentro se cultua uma mãe, e aqui fora outra espera que lhe comprem um pacote de velas.
Ellen Augusta
Não sei a quem pedi, nem o que pedi.
Minha promessa era levar até a igreja do centro
uma sacola de terços que eu tinha aqui em casa
para as duas pessoas que ficam lá na porta vendendo velas.
Quando cheguei ao local, vi que havia apenas uma mulher com uma criança no colo.
Eu fiquei sensibilizada ao ver que aquela mãe estava sentada na porta da igreja.
E lhe entreguei os saquinhos. Ela me agradeceu muito.
E quando viu os pequenos terços, olhou-os como se fossem brilhantes.
Sério, nunca esperei isso. Achava até que ela ia negar.
O que Jesus, que expulsou os vendedores de animais daquele templo, pensaria hoje, ao ver uma mãe na porta dessa igreja?
Ele, que disse ser nosso corpo um templo do espírito, com certeza se espantaria ao ver que essa religião se apropriou de suas palavras.
O sinal de que uma religião não funciona é ver que a pobreza viceja ao seu redor.
Dói ver que lá dentro se cultua uma mãe, e aqui fora outra espera que lhe comprem um pacote de velas.
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domingo, 30 de setembro de 2012
Flores de mãe e luas de setembro
Minha mãe me trouxe essas lindas flores para enfeitar minha casa.
Flores de arruda, esotéricas e perfumadas...
Folhagem de bulbos e rosas perfumadas
Flores amarelas de primavera
Toda lua é linda, mas essa é especial, por ocorrer duas vezes no mesmo mês, um evento um tanto raro, segundo os especialistas no assunto.
Da janela da minha sala, fiquei curtindo a paisagem de nuvens com a luz da lua.
Ellen Augusta
Flores de arruda, esotéricas e perfumadas...
Folhagem de bulbos e rosas perfumadas
Flores amarelas de primavera
A famosa lua azul, que é quando em um mesmo mês temos duas sequências de lua cheia.
Toda lua é linda, mas essa é especial, por ocorrer duas vezes no mesmo mês, um evento um tanto raro, segundo os especialistas no assunto.
Da janela da minha sala, fiquei curtindo a paisagem de nuvens com a luz da lua.
Ellen Augusta
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