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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Meu encontro com a Literatura na Garagem dos Livros

Há muito tempo estava a fim de conhecer o sarau poético musical,
que acontece uma vez por mês na Garagem dos Livros, ali na frente do
Gasômetro.
Foto Marcio de Almeida Bueno - http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
Ao chegar lá, levamos livros que recebemos para doação e nossa
imensa vontade de estar presente.
Fomos recebidos com um poema de Castro Alves, sobre aquele que
semeia livros.
Foram chegando os poetas: um casal italiano, o pianista do século
dezenove, a escritora e seu delicado poema sobre bonecas, o
garoto que interpreta Charles Chaplin e sua namorada, o violinista
tímido e sua mãe, Augusto dos Anjos moderno, João dos Livros o
dono do local, a artista e sua bicicleta dos livros, o poeta
atormentado, este com os poemas que mais gostei, entre outros.
Todos tiveram vez. Diferente de outros círculos, onde muitos querem
mais é aparecer, notei que ali havia muito calor humano e amizade.
Todos conversavam com todos, compartilhavam, não se importavam,
levavam seus rascunhos, sem a preocupação com a aparência, sem
pose. Chaplin pode ler seus três poemas em sequência, sim. O cantor pode esquecer um pedaço do refrão. Tudo bem.
A autora do poema sobre suas bonecas, feito em homenagem aos seus filhos. Eu simplesmente adorei seu poema e mais ainda, a forma como o declamou! Ela nos presenteou com seu livro!
Adorei. Me senti em casa quando João falou sobre literatura como ninguém. Muitas coisas aprendi. Ele fez uma bonita homenagem aos pais, contando histórias de escritores, como Vitor Hugo e seu filho no exílio.Eu ainda sem coragem, não quis recitar o poema da Florbela Espanca, com medo de errar alguma palavra e estragar o poema, pois fazia anos que não o recitava de memória...
Saí de lá pensando em levar minhas poesias, apresentar os escritores que amo, e pensando nos amigos que encontrei. O dia de hoje me lembrou de uma frase que li nas escadarias de uma passagem aqui na cidade, e nunca esqueci: os estranhos são amigos que ainda não conhecemos.

domingo, 22 de junho de 2014

Pés e Pensamentos Ou Estética Burguesa é um salão de beleza ali do centro

Em casa, sem maquiagem. Não acho que usar maquiagem seja uma obrigação.  Considero que encontrar alternativas que não testem animais e sem ingredientes animais está mais do que ético. O resto é escolha pessoal.
Pés Pensativos:

Adoro ver meus pés depois de prontos. Uso esmaltes que não testam em animais. Só dou atenção aos pés por questões pessoais (de gosto, beleza), as mãos faço quando estou a fim, não ligo mesmo. Não me interessa os outros, penso em mim. Essa coisa de 'imagem para o trabalho' acho uma idiotice. E acho anti higiênico unhas compridas. Lavo sempre as mãos.
Com este frio, encontrei estas meias que podem ser usadas como pantufas, elas tem anti derrapantes e tem cheirinho de chiclé.
Que coisa isso de que as pessoas não possam descansar em paz, respirar. A beleza está na visão que cada um tem de si mesmo, sem comparações. Mostro aqui meus defeitos e o melhor de mim. Cada um pense o que quiser. Há quem não tolere um não como resposta. E depois envenene o ar com críticas e palavreados bobos. Isso tudo é enfeite fútil. Sou mais da simplicidade.
Um bom 'vai-te a merda' vale mais do que mil discursos elaborados e intrincados, que ninguém entende nada...
 Na beira do rio...
 Com o monstro.
Com a Malévola. Admiro-a. Adotou crianças, se envolve em causas humanitárias, casou com o bonitão e ainda expôs seus problemas pessoais para ajudar outras pessoas, mesmo recebendo críticas. Se todas as mulheres fossem assim ______a História preenche a lacuna.
 Com o Fotógrafo.




Então tem gente que falta amor no coração, que vai perder o tempo dela com você? Não ligue mesmo, tem pessoas que fazem um tipo de perseguição randômica para catar um alfinete na vida de alguém e ficar se divertindo com isso. Cada pessoa pode assumir sua beleza e seu tipo físico, seja ele qual for. Valorizá-lo se quiser, ou não, se não se importar com isso.
Não dar ouvidos aos sabichões que nada sabem, de vez em quando é bom também. Quem tem a nos ensinar são os sábios, estes são poucos e estão nos livros.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Perséfone - a Deusa gótica

Estou lendo um livro bárbaro, que encontrei num brechó beneficente pelos animais a um pila! O livro chama-se A Deusa Interior, e como vários livros que já li sobre mitos e sobre o feminino, tenta entender os arquétipos femininos e por que foram suprimidos durante tanto tempo. Mesmo nas mitologias, prevalecem apenas um dos lados, por exemplo, no mito de Perséfone, se destaca apenas um de seus lados e não se entende que ela, como toda mulher, alterna escuridão com a luz, da mesma forma que a lua.
 Perséfone come grãos de uma romã que a liga eternamente ao mundo dos mortos. Cada grão corresponde   a ciclos como os das estações e os da menstruação.
A romã tem significados de abundância e também é ligado ao feminino, pois através de sua cor, se fabricam maquiagens naturais. Minha mãe de vez em quando coloria os cabelos com água de romã. Uma discípula de Perséfone, como eu.
 A Deusa se apresenta sob diversas formas, luminosa, triste, a raptada, a cruel, etc. Ela brincava num bosque com inocentes quando foi raptada. Mais detalhes deve-se ler no livro, pois são muitos...
O livro fala de diversas deusas da mitologia grega e as compara com deusas de outras culturas.
 Escolhi ler diretamente sobre essa deusa, por que ela reflete especificamente a mim mesma! E a cada linha era exatamente o que encontrava! Fui direto nela, pois já sabia.
Entender a vida visitando o mundo dos mortos é o necessário para se entender diversas situações da mente e do interior. O livro afirma que até mesmo nos mitos gregos algumas coisas são suprimidas. 

O trabalho de Martin Bernal, Black Athena: the Afroasiatic Roots of Classical Civilization, coloca em dúvida a noção de que tudo no Ocidente tem valor a partir dos gregos... leia!
Aprendi no subtítulo - a Perséfone idosa - que as origens da palavra anglo-saxã Witch (bruxa) sugerem que talvez provenha da antiga palavra Wicca, que se refere àquela que pratica a arte da sapiência.

Buscar a sabedoria algumas vezes fere a si e aos outros que vêem no sábio um espelho triste de sua própria ignorância. É por essa razão que dizer a verdade a alguém é motivo para que essa pessoa se afaste, se for ignorante ou se aquilo a fere profundamente. A maioria fica feliz com a ilusão e até mesmo com a falsidade.
 Como não dou uma de boazinha, fico triste pois perdi gente que amava, que viram espelhos em mim. Tenho defeitos e vejo espelhos em outros. Buscar a sabedoria é um exercício para a vida.
 Fiquei feliz em saber que a palavra wicca significa buscar a sapiência. O livro cita alguns poetas que conviveram com Perséfone em si mesmos... Como T.S. Eliot

...é o desconhecido, e portanto exige fé -
o tipo de fé que provém do desespero
o ponto de chegada não pode ser descrito:
você saberá muito pouco enquanto não chegar lá
sua viagem será às cegas. Mas o caminho conduz á posse
daquilo que você buscou no lugar errado. (peça The Cocktail Party)
 Não é possível ter uma máscara feliz, mas dentro um universo escuro e triste, nem ficar eternamente no lado sombrio, só por que acha que não merece conhecer também o lado luminoso. É preciso, portanto, conhecer e mergulhar no lado sombrio da morte e voltar para a vida deveras, sem sombra do passado!
Durante muitos anos li muito sobre tudo. Hoje alterno leitura com vida e experiência. Não basta apenas ficar sabendo, é preciso aplicar o que se sabe. Isso é sapiência e isso é o que mais me falta....
Sem estrutura psíquica para suportar o que se sabe, mergulha-se no mundo da morte.
Mas é possível voltar. Espero que seja possível! E se não for, o caminho que eu faço já me é saboroso e conhecido, como o gosto estranho das romãs e as flores de Perséfone.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

A arte da Prudência

Saber escutar quem sabe
 "Não se pode viver sem entendimento, próprio ou emprestado. Muitas pessoas não têm consciência do que não sabem, e outras pensam que sabem sem saber. Os erros da estupidez são irremediáveis, pois, como os ignorantes não se consideram assim, não procuram aquilo que lhes falta. Alguns seriam sábios se não acreditassem sê-lo. Por isso, os poucos oráculos de prudência vivem ociosos porque ninguém os consulta. Pedir conselho não diminui a grandeza nem a capacidade de ninguém. Ao contrário, fortalece a reputação. É bom ouvir a razão para evitar o ataque da má sorte."
do livro A arte da prudência, de Baltasar Gracián

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