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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A luz antiga do farol

São espelhos, sozinhas
Durante a noite, frias
uma para a outra - amigas.
A luz antiga, vem do farol e ilumina, os espelhos malditos, de navios abandonados.
A neblina da noite, cega.
Elas se perderam na estrada, que levam àquela casa.
Sempre que escorre pelas mãos, a saudade.
O amor esquecido não fala ao telefone.
Letras apagadas, porque doeram ao serem formadas,
O amor antigo ficou só, no estranho dos sonhos.
Encontrei-o, no navio...ajudou-me a fugir das ondas.
Com mãos feridas, deixei-o partir.
Lágrimas de saudade, dores de infância, desejos de irmã.
A angústia das ondas, a saga das estrelas. Os passos da solidão. Chuvosos, sapatos altos, sonhadores pés, atravessando a ponte, o navio entre as ondas, as mãos a me segurar.
A ternura, tem nome, e tem olhar.
Ellen Augusta

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sou um farol

A saudade aflora marcas
coisas guardadas em segredo
o esquecer, a dor de outrora
o sentimento que se transformou, por bem.
Quanta coisa perdida e nem quero encontrar.
Mas me encontram, acabam aparecendo em todo lugar.
Meus sonhos trazem as lembranças de solidão
Aquela solidão que fez o que sou.

Sou um farol solitário em meio ao oceano.
Sua luz ilumina os dias eternos e as noites silentes.
Há alguém morando no farol.
Mas o farol em si é uma pedra de luz!
Ilumina fracamente e se protege das tormentas e das tempestades.
O Sol forte me queima
A Lua me faz feliz.
A noite é paz, o amanhecer é o que espero.

O mundo inteiro pertence à luz
emitida no silêncio de um pensamento.
poema de Ellen Augusta
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