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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Flores para o Solstício de Verão

O que eu faço com estas flores vivas?


Sonhei que minhas flores estavam vivas, prefiro
a eternidade das mortas
Elas que já tiveram um suspiro em minhas mãos
pertenceram ao vento, ao teu sorriso e um dia foram colhidas e destinadas a mim.

Acordam-me nos sonhos, brancas, roxas, sofrem em meu coração.
A concordância de serem frágeis, destinadas ao não ser.
À negação, ao féretro, ao perfume, à conquista efêmera de um momento.

Nunca soube ser nada além do corte.

A névoa de um balanço, as flores se movem no ar. Basta tua presença.
Sinto-me trêmula como as rosas.

Com a melancolia no olhar, ele as observa impassível, porque também é tão sensível
quanto uma flor.

Ellen Augusta

sábado, 31 de janeiro de 2015

O que aprendi com Chaves - Águas Frescas del Chavo

O México está entre os países do mundo que mais consomem sucos de frutas. O hábito está relacionado ao forte calor, é comum ver águas frescas sendo vendidas nas regiões quentes do país.

Aqueles que "amam o Verão", consideram sempre a temperatura desde sua piscina ou praia. Meus vizinhos, se entocam dentro de casa com o ar condicionado ligado 24 horas, até mesmo quando não estão em casa. Os apagões comuns aqui na vizinhança se devem a eles. Já os descrevi aqui nesta postagem: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/10/para-que-janelas-tao-grandes-se-estao.html e pode crer, não compactuo com isto.

Ignoram o calor do mundo urbano, o inferno de quem trabalha sobre ou abaixo do asfalto. Será que só pensam na moda? Meu marido, que também detesta o calor,  viu um dia um sujeito sair de um buraco no asfalto, fervendo ao Sol. Ali deveria estar fazendo uns oitenta graus. O colega entregou a ele um sorvete.
Há também os cavalos andando no asfalto quente, invisíveis o ano inteiro,  mas estupidamente sofríveis nesta época. E os animais ficam com sede, pois os humanos sem compaixão deixam as ruas secas. O maior índice de abandono de animais ocorre nesta época, em que o país só sabe festejar. Como se houvesse muitas razões para tal, não? E, para tanto, abandonam animais nas praias e na cidade.
A energia elétrica indo por água abaixo, quando os picos de consumo de luz sobem nas alturas.
O consumo de águas frescas está relacionado também à camada mais simples da população, é um símbolo da cultura do país.
Águas frescas é uma bebida mexicana feita de frutas, grãos e açúcar, e água, não alcóolica.
As águas mais populares são àgua de Jamaia, água de limão ou limonada, laranjada, de água de tamarindo e de horchata de arroz.
A horchata é, por sua vez, uma bebida fermentada, esta sim, levemente alcoólica, que pode ser feita de diversos cereais. Já tive a sorte de prová-la e irei falar dela em outra ocasião. Pois é uma bevida à parte e tem longa história, além disso ela é vegana e probiótica.

Pois El Chavo del Ocho nos ensinou o que são as Águas Frescas, no episódio, Las Águas Frescas, que na versão brasileira chama-se Os refrescos do Chaves, mas existem muitas versões, ou episódios semelhantes.
 Os refrescos do Chaves são águas da chuva saborizadas! Ele encontrou os baldes cheios de águas e foi só questão de dar-lhes sabor! Uma forma bem humorada de nos dar a conhecer a cultura do México.
 Muitos dos que assistem Chaves aprendem sobre o México e culturas relacionadas através do carinho que existe entre os fãs e as obras de Chespirito, que resgatou detalhes da cultura do país e do mundo no seu trabalho. Muitos de nós saíram em busca do significado de palavras, músicas, e povos a fim de conhecer mais acerca do que estava a descobrir.

No episódio de Chapolin Colorado, La mansion de los duendes, os donos da casa usam a Água de Jamaica para atrair os duendes. Existe realmente uma lenda antiga, de que os duendes gostam de água de jamaica, que nada mais é do que o chá de hibisco, só que gelado.
minha mãe tinha este jarro de plástico, era comum nestas épocas.
No restaurant de Dona Florinda também não poderia faltar águas frescas
Assista os episódios do Chaves!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Ensina-me a Viver - um banho de água fria na pedestre

Chuva gostosa de verão! Eu tomei um banho de chuva, mas ainda estava com a roupa seca.
E depois, as ruas se encheram de água, e os carros passaram molhando a todos quantos puderam.
Estava numa rótula em que era impossível me desvencilhar dos jatos de água de todos os carros.
Todos os veículos correndo, apenas uma mulher reduziu a velocidade, ao me ver toda 'molhadinha'.
Minhas coisas, uns rascunhos de trabalho que até então estavam secos, se reduziram a nada.
Meu celular, que vale menos de dez reais e que nem créditos tem, nem se molhou.
Enquanto eu me molhava, cantava uma música que tocava em meu mp3.

Escrevo isso, apenas por ironia. Pois estou me lixando para motoristas. Estou pouco me importando para esses bundões, cujo único momento de prazer consiste em dar uma molhadinha em alguém, em dia de chuva.
Esses otários presos a carrões grandes demais para seus corpos pequenos e suas mentes estreitas.
Juro que sinto pena quando um carro passa, molha uma pessoa e ainda buzina.
Sinto asco, quando um motorista cruza o sinal verde, violando o direito dos outros, de quem tem a vez de passar.
Carro? Só se for como Maude fazia, pegava emprestado e devolvia, no filme Harold and Maude, mas aí é pedir demais. ;)
Eles, estão presos dentro de um carro, caro, cheio de impostos e imposturas. Eu, estou livre. Caminho até minha casa, tomo um banho de água fria (não sou doida de tomar banho quente com esse calor), estou pronta para escrever e trabalhar. Vou recuperar os rascunhos de meu trabalho perdido lá, na chuva. A chuva apenas limpa. A água da rua, apenas é mais um motivo, para um agradável banho.

E quando um idiota cruza o sinal verde, nunca perco a oportunidade de gritar bem alto, fazer um humilde escândalo. Os outros pedestres, porque foram ensinados a abaixarem a cabeça, olham para mim, em vez de fazerem o mesmo.

O resignado, sempre acha que o outro, o que tem coragem de falar, é o agressivo. E silencia diante da verdadeira agressividade. É portanto um completo covarde, porque compactua. Silencia, quando deveria falar. E repete sempre os mesmos preconceitos, quando deveria calar a boca.
Filme Harold and Maude (Ensina-me a Viver)

Eu, não tenho carro, não tenho bicicleta. E não pretendo ter nada disso. Sou pedestre por convicção.
Escolhi um estilo de vida frugal, para não ter que depender de parafernálias, estereótipos, impostos, sistemas. Mas sei que estou dentro de tudo isso. Não nasci ontem.

E fico puta quando um pedestre fica plantado do outro lado da rua e não aperta o BOTÃO para fechar o sinal de passagem. Isso é coisa de brasileiro terceiromundista que não aprendeu a ser solidário e respeitar as regras de trânsito.

Essa cidade, Porto Alegre,  tem um carro para cada dois moradores. Eles andam pelas ruas, cometendo torpezas, como se não soubessem dirigir.

Os cus-sentados, como chamou dois pensadores (Pascal Bruckner e Alain Finkielkraut) resgatados por Ezio Flavio Bazzo em seu livro Mendigos - Párias ou Heróis da Cultura, criam calos nas nádegas. Andam de carro o dia inteiro, saem dali para a frente da TV ou o outro apetrecho da vez. Estão sempre com a bunda sentada em algum lugar.

Eu prefiro andar a pé.

Quando eu digitei a palavra carro no meu site de busca, que não é do Brasil, pois não sou louca de confiar somente nos noticiários e sites do país, o que mais aparecia eram anúncios de venda desse "bem" de consumo. Esse é o ''sonho'' de consumo de qualquer brasileiro, que sonha em se meter dentro dessa lancha e se trancar a porta. Depois sair por aí buzinando e se estressando com todo o mundo.
Filme Harold and Maude (Ensina-me a Viver)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Coisas de Verão


Vestido super curto comprado no brechó Bichos do Sarandi. Só uso em casa ou na rua com short. https://www.facebook.com/bichosdosarandi?ref=ts&fref=ts   
 Blusa presente da sogra, que também é protetora..
 Passeio na praça Japão...


 Blusa estilo pin up, comprei no brechó do Projeto Mural dos Bichos https://www.facebook.com/Muraldosbichosrs.Projetoanimaletri?fref=ts

 Minhas unhas pintadas na serra... descobri um salão ótimo por lá. Mais barato que os daqui e melhor.
E meus exercícios na bicicleta, estão lentos, mas coloquei a bicicleta em frente ao laptop para fazer enquanto vejo os episódios do Chapolin, Chaves, etc...

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

La loca del mar

Existem poemas que são a nossa vida e existem vidas que são verdadeiros poemas.
A história de La loca del muelle del San Blás foi o que inspirou o cantor da banda mexicana Maná a fazer a música 'En el muelle del San Blás', que é minha preferida da banda.
A história é de uma menina mexicana de 14 anos que perdeu seu noivo que iria de barco ao mar e nunca regressou.
O fato aconteceu em um Verão de 1971, em 13 de outubro, e os historiadores locais afirmam que ocorreu por causa da tormenta tropical Priscilla do Pacífico.
Quando Rebeca Méndez percebeu que seu amor Manuel não regressaria, foi à praia vestida de noiva e ficou dias e dias transtornada. Os habitantes locais, que também haviam perdido pessoas queridas, lhe levavam comida, por pena de sua tristeza. O cantor a conheceu quando a viu vendendo doces, vestida de noiva e, ela lhe contou sua história. Ela morreu em 16 de setembro de 2012, com 63 anos. Eu ouvi a música de madrugada a alguns dias atrás e, por coincidência, hoje, resolvi procurar a música e descobri sua história. Foi uma simples coincidência, daquelas que não existem, pois tudo tem alguma razão, quem saberá?
Por que neste mesmo dia há um ano atrás, 'la loca' havia morrido. No dia 28 de setembro daquele mesmo ano suas cinzas foram jogadas ao mar, era um pedido dela.
Há tantas 'locas del mar', tantas vidas ligadas ao oceano. Tantas histórias e poemas e muita tristeza sentida por quem habita as zonas litorâneas.

Aquela sensível música que me fez chorar tantas vezes, fala dela enraizada ao mar, que lindo! Eu sempre me senti assim, presa do oceano, sempre indo ao seu encontro quando aqui na terra nem tudo é bom.
O oceano é um gigantesco ecossistema, composto de outros tantos ecossistemas menores, mas ele também pode ser considerado um mundo a parte. Pois lá a vida é diferente, nós não conseguimos sobreviver em seu interior e mesmo assim o desejamos tanto, por ser dele que toda a vida na Terra nasceu.
A complexidade biológica e poética desses conjuntos de mares e profundezas nos encanta e nos remete à vida e à morte, pois todos sabemos que o mar sempre nos remete ao fim e ao nascer de tudo. Saudade imensa do mar. Tristeza e emoção ao conhecer a origem dessa linda música e saber que sempre tive dentro de mim um pouco da loca del muelle del San Blás.
Ellen Augusta

Rebeca Méndez

domingo, 13 de janeiro de 2013

Biblioteca de férias

Alguns livros lidos nas férias...Livros me acompanham em qualquer lugar do mundo, sim senhor. Já monto uma mini biblioteca onde estiver. Se não puder carregar, deixo lá. Já deixei livros em lugares diversos. Levo aqueles livros que sei que só lerei em um lugar com muita chuva ou onde não há nada para fazer. Pode crer, em qualquer viagem estes dias existem. E são maravilhosos. Leio o tempo todo, no ônibus, na praia, em casa e na rua. (Isso nas fases em que estou com vontade de ler). Estou na fase de ler muito. O ano anterior foi o ano em que li pouco. Mas já comecei este novo ano lendo alguns livros por semana.
 Os campos se tornaram verdes. Não lembro o autor. Um romance interessante que se passa em campos de arroz. Com um assassinato e um lindo casamento...
 Livrinhos da Wicca. Médio. Compro por causa das figuras e do papel.
 Um livro autobiográfico do Paulo Coelho. É muito interessante.
 Este livro é super antigo. Chama-se O castelo da caveira. É uma história de terror muito boa! Não recordo o autor. Mas o livro é uma raridade.

 Livrinho do Dalai Lama, presente da minha amiga Maria Helena.
 Livrinhos estranhos. Dois em espanhol, o Vida simples, pensamento elevado é presente da Maria Helena.
 Livro feminista, este ainda não terminei de ler. Sua cara metade, de Wendy Lesser. Ela faz uma análise dos personagens femininos nos filmes de Hitchcok, por exemplo, e também em obras clássicas da literatura e na arte. Achei um pouco chato, pois a maior parte dos livros eu não li, nem conheço os filmes e obras. Mas a análise é muito boa.
 Livros que o meu companheiro leu. Não me deu vontade de ler.
 Este foi o melhor livro que li nestes últimos dias. Mister SandMan, de Barbara Gowdy, é uma história fantástica de uma menina prodígio entre uma família de loucos. Este livro é maravilhoso, chorei com ele, ri muito, cada palavra do livro é muito bem escrita. Paguei dois Reais por ele. Se soubesse teria comprado mais exemplares para presentear meus amigos.
Este foi o pior livro que li nestes últimos dias. Contos de terror escolhidos pelo Alfred Hitchcock. Mas que mal gosto. Não tinham nada de terror e eram chatos. Nem meu companheiro conseguiu ler. Eu li até o fim na esperança de encontrar algo de terror....
Livro que estou lendo no momento. É uma novela de autora mexicana, muito boa! Ocorre na batalha de Lepanto, um cigana linda, dançarina, que luta com uma espada pela liberdade do povo que a acolheu. As freiras exploradoras a escravizaram, mas ela conseguiu a liberdade. Mil histórias acontecem. Ela encontra-se com o autor de Dom Quixote... mas esta parte do livro ainda não cheguei. A escrita é muito boa, em capítulos curtos, embora a história seja bem longa. Achei o modo de escrever de Carmen Boullosa muito parecido com a de Saramago e por isso mesmo adorei! Mas não pense que ela não é original.
A cigana apaixonante nos cativa com seus pensamentos de liberdade, seus cantos e danças. Usa um crucifixo com iniciais de seu povo, os mouriscos, atrás da cruz, como um sinal para que a reconheçam. Super leitura!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Coisas veganas na praia!

 Na primeira vez que fui à praia depois de virar vegana, fui carregando, juro que sim, uma bolsa com leite de soja, tofu, massa e outras coisas, com medo de não ter o que comer! Quando chegamos lá, vimos que os supermercados do litoral estão bem providos de opções veganas. Todos os produtos que decobri são sem traços de nada e totalmente veganos.  Essa massa talharim é super barata. É especial para Yakisoba. Felizes os chineses que inventaram a massa! Não há nada melhor!!!
 Frutas. A opção mais certa e eficiente. Existe em qualquer lugar e são baratas. Aqui são maracujás e acerolas orgânicas, de horta caseira.
 O 'miojo' do qual sou fã incondicional! Nunca enjôo de comer. A comida chinesa mais prática e gostosa que conheço... Só perde para o sushi de tomates secos com rúcula que sou viciada, feitos no restaurante Vitalidade... Mas na praia não temos esse luxo... Esse sabor é de legumes, totalmente vegano.
 Soja em saquinho. Super prático para os dias de praia em que não estamos pensando em cozinhar... Só quero Sol e mar. Pimenta Bravo.
 Pastel de rodoviária do marido. É super prático, feito com recheio de legumes. Na praia por que não?
 Detesto aqueles chatos que ficam gritando 'gordura'! 'fritura'! Se não prejudica os animais, estou topando. Principalmente na praia, onde minha preocupação maior é ver o mar e o farol. Aqui é um pastelito com café solúvel e leite de soja.
 Salada de cebola com tomates e salsinha....
 Se você conseguir uma cozinha com liquidificador, aí é muito luxo. Com ele fizemos batidas de linhaça, gergelim, castanhas e outras coisas pela manhã.
Arroz com feijão e salada.
Tem muito mais coisas, não fotografei tudo. Há proteína de soja, granola, produtos da Superbom e outros. Só infelizmente não encontrei tofu. Procuramos por tudo em Torres um restaurante vegetariano, pois juro que havia visto a anos atrás, mas não encontrei.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Dicas para preparar sua mala de viagem para o litoral




Nesta época do ano, muita gente pensa em apenas uma coisa: viajar! Se você pode viajar, parabéns! Pois é a melhor coisa a se fazer nesta Terra!
Preparei umas dicas, baseada nas minhas experiências de viagens, que são boas...
Use uma mochila. Desta vez, tenho que carregar lençóis e outras coisas, além de roupa.
Em primeiro lugar, pense em 'menos é mais'. Aquelas listas de roupas para viajar sempre são grandes, com coisas como 'uma calça preta, dois pares de tênis', sem condições.

Pense que, se você estiver em uma praia estruturada, poderá comprar algo lá mesmo, contribuindo para o comércio local. (Não seja um turista sugador, como é a maioria dos turistas). Se for para um lugar deserto, aí sim que o menos é mais, pois lá tudo pode ser descontraído e quanto menos lixo produzir, melhor.
Bagagem de mão e mochilita do marido: homem é mais prático...
Na praia, pode-se usar maiôs e biquinis no dia a dia e até mesmo à noite, então para que complicar? Combine maiôs chiques (não gosto de usar maiô na beira da praia, somente na cidade, para passear), com shorts, bermudas, saias, o que for. Ou use apenas ele, por que não?

Leve bastante acessórios, lenços e coisas pequenas, se quiser. Para simplificar, levarei uma camiseta, dois shorts, um casaco e uma camisa que usarei como saída de praia. E muitos biquinis e maiôs, pois estes podem ser usados como roupa, poupando espaço e fazendo moda!

Para os pés: um chinelo Havaianas (e vou me dar de presente um chinelo da Coca Cola, a marca de roupa mais linda que conheço), alpargatas e só. Se chover, uso os chinelos. Não me apego mesmo em sapatos, pois praia é descontração.

Se pintar uma festinha ou um bar, para que ir de salto? Dance com tênis, é muito mais prático. Como minha ideia é levantar cedo e curtir o mar, é chinelagem e só.

Para arrumar a mala do marido não tem erro, pois no caso é só uma camisa, cuecas, carregador de celular e algo mais. Mais prático impossível.


Não esqueça de levar remédios essenciais, celular com crédito e bateria carregada, carregadores, dinheiro e documentos.

Vá de ônibus. É mais seguro e mais divertido. Leve um radinho para ouvir. Eu PRECISO levar meu rádio de ondas curtas, pois não vivo sem e o MP3 cheio de músicas.

A principal dica é: a bagagem deve ser algo que deixe suas mãos livres e que não seja muito pesado. Se for para locais que não conhece, informe-se bem antes, para não ter surpresas desagradáveis.

Viaje sozinho ou com companhia agradável. Ir com gente sem noção, encontrar galera no caminho, gente que nem conhece, é complicado. Nada contra, mas só me dou o luxo de viajar com quem merece minha companhia. E não tem nada mais chato do que aquela amiga sem noção que some na praia, ou que usa tuas coisas sem repor, brigas de galeras, brigas de casais, bebedeira e a gente naquela saia justa, pois estamos longe de casa. Enfim, já passei por isso e... nunca mais. A vida adulta tem a vantagem de que hoje, mais adultos, podemos escolher melhor.

Para os veganos: prepare-se e informe-se se no local onde vai há opções. Se não houver, lamento, mas terá de levar coisas para comer, improvisar... cuide para não passar mal. Praias das regiões mais quentes do país são famosas por causar dores de barriga e infecção intestinal... Os veganos são mais sensíveis, então, cuide-se.

Fuja de praias onde acontecem as 'farras do boi', vaquejadas, rodeios, etc... Não adianta dizer que adora o lugar. Se você é vegano, não banque isso. Já é complicado o Verão para o vegano, ir para praia com aquele fedor de peixe, veranistas desinformados, sujando tudo, violência contra os animais à luz do dia, evite esses lugares. Procure lugares mais amenos, devem existir.
Ellen Augusta 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Começa dezembro e o Solstício de Verão

 Este é o mês do meu aniversário e o mês em que começa o solstício de Verão, também conhecido como Litha no paganismo. É o tempo do calor infernal e da vontade de rever o mar.
Os festivais de Litha eram comemorados com muitas fogueiras, pois acreditavam no elemento fogo como o ponto central deste sabbath. Ocorre no hemisfério Norte por volta de 21 de junho e no hemisfério Sul por volta de 21 de dezembro. Na noite do solstício é comum a colheita de ervas, pois acredita-se que estão com maior poder energético que vem do Sol. Nesse dia os amuletos do ano anterior são queimados e novos talismãs de proteção, poções para sonhos proféticos e filtros são feitos para aproveitar o grande momento de poder. É costume acender uma grande fogueira, continuando Beltane, e pular sobre ela para livrar-se da negatividade.
Para os veganos, os alimentos desse sabbath são frutas frescas, vegetais frescos, patê de ervas, pães de cereais, vinho, suco e água. Pode-se pendurar ervas na cozinha e enfeitar a casa com ervas e flores.
Você pode fazer uma roda solar e colocar na porta de sua casa, fazer com pedras no jardim ou para outro lugar na casa.
Alguns exemplos de rodas solares. Eu já fiz uma roda solar em um ritual de wicca e achei super legal o ritual todo. Enquanto prepara a roda, com gravetos, folhas, flores e fios de lã (sintética por favor - de algodão, poliester ou outro material -, tudo faz parte da Natureza e não precisamos usar os animais), mentalize coisas boas que deseja atrair.

Existem diversos rituais de Verão, faça algum, caso acredite. O bom é que temos liberdade para incorporar aspectos de uma tradição antiga e não ser escravos dela.
Eu não creio em nada nem necessito, mas acho encantador.
O melhor ritual de todos é pegar uma mala bem pequena com o essencial e se mandar para o litoral rever o mar que é uma das melhores coisas dessa Terra. Um feliz Verão para você.
Ellen Augusta 

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