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domingo, 1 de novembro de 2015

Día de los muertos: o povo que é feliz mesmo diante da morte


Este ano, será com toda certeza lembrada a morte de Chespirito no México. Lembra-se a alegria de tê-lo conhecido e a dor de ver sua partida. Essas comemorações são assim, uma mistura de dor e alegria. Aqui eu também vou fazer todas as minhas homenagens a ele.
Esse libreto é de Guadalupe Posada quem faz os famosos desenhos das Catrinas. São composições de poemas sobre a morte, em tom de deboche e alegria. Significam, no geral, que não importa o que você seja, rico ou pobre, esnobe ou simples, não importa o que você acredite ou não, no final você será uma simples caveira. E nada mais!
 É uma raridade, que veio como fanzine. Sempre em dias de Halloween e Día de los muertos, finados, sai das minhas coisas guardadas e vem á tona, para ser relembrado... de um espanhol diferente, antigo e lindo.
Os Mexicanos enfeitam tudo com flores coloridas, a morte pode ser preta, eu também considero-a branca. Mas o roxo é a sua cor preferida. Sempre os mortos ficam, no fim das contas, com essa cor. Dado que, é minha cor preferida. Antes de tudo, o ritual era a única coisa que eu sabia fazer, das poucas coisas, enfeitar algo inerte.

Quando um povo lida tanto com a tristeza, das coisas que ele sabe bem é se despedir.
Neste link aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/11/dia-de-los-muertos.html falei mais especificamente sobre este dia no México. Mas gosto de fazer aqui em casa o meu altar, visto que sou muito fã de Chespirito e acabei estudando muitas coisas dessa cultura que é tão ligada à morte e às suas raízes antigas.
Não tenho crenças, portanto este altar é como um sacrilégio, heresia, nem mesmo sei o termo correto. Uma mistura de tudo que é coisas que tenho em casa, cada uma com um significado. Nem posso explicar tudo. La Santissima Muerte, essa é a minha santa preferida, uma divindade cultuada no México, e outras coisas curiosas que encontrei e guardei por aí.

 Há aqui até mesmo a fotografia de uma defunta, encontrei no lixo, é uma longa história que nem vou contar aqui. Estou escrevendo sobre ela, e seu passado. Foi parar no meu altar também. Afinal, foi abandonada, eu a encontrei...
 Aqui as pessoas só tatuam catrinas e usam camisetas da Fridas k. Eu sempre me interessei por todos os elementos do México e acho muito mais interessante outras entidades mexicanas, como o Senhor do Veneno, Jesus Malverde, Santa Morte e outras significações...
Angelines Fernandez, foi atriz, modelo, guerrilheira, ativista contra a ditadura, entre outras personalidades esquecidas, mulheres tão interessantes quanto pouco lembradas e falo hj apenas das mortas...
 Chespirito merece todas as homenagens, todo meu carinho e de seus fãs. Só uma pessoa que fez tão bem a tanta gente, pode receber tanto carinho e ser lembrado por tanto tempo, por tanta gente e em tantos lugares.
 Meu amor eterno, de todo coração, a esta pessoa tão querida e a todos os seus personagens, queridos atores já mortos.
 Este com a foto do Chespirito fica o ano inteiro pois é minha homenagem a ele desde sua morte.
 Vejam um altar mexicano onde também se homenageou Chespirito. Muito amor para essas pessoas.




Sobre José Guadalupe Posada e sobre México e suas ligações com a morte assista esse documentário maravilhoso cheio de música:



e a parte segunda:
Algumas postagens que eu fiz sobre essas épocas que eu considero as melhores do ano, antes do Verão. Pois para mim, não há nada mais lindo do que a Primavera, e esse ar sombrio:
Halloween e meu olhar 43: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/10/halloween-e-o-meu-mundo.html
O Día de los muertos, Halloween e Beltane: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2013/10/o-dia-dos-mortos-halloween-e-beltane.html
Comemorando o Halloween:http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2012/10/comemorando-o-halloween.html

terça-feira, 16 de junho de 2015

La Pascualita, a eterna noiva mexicana

La Pascualita ou Chonita é considerada A Noiva mais bonita de Chihuahua!

Estes dois meses, maio e junho, são meses considerados especiais para noivas e namorados. Também maio é o mês em que os mortos se encontram com os vivos, segundo algumas tradições, e junho é o mês do Inverno.

Por isso deixei para agora este assunto que uma amiga me enviou a muito tempo, a lenda da noiva embalsamada, que vive em uma vitrine da loja mais antiga do centro histórico de Chihuahua, no México. Sempre o México, este povo que está definitivamente preso à morte! Por isso os quero tanto!

Esta lenda era alimentada pela dona da loja, mãe de Pascualita, que não desmentiu os boatos de que teria sua filha morrido no dia de seu casamento por uma picada de escorpião, e dilacerada pela dor, a embalsamara para tê-la para sempre em sua loja. Mas com o tempo revelou que se tratava de um manequim de cera com cabelos, sombrancelhas e cílios naturais. A dona da loja inclusive dava banho na manequim com xampu, por conta de seus atributos naturais implantados. Por isso mesmo até a polícia um dia investigou o caso.
Mesmo assim, quem se convence?

Quando chegou à vitrine, a manequim era tão real que logo atraiu a atenção das pessoas, dizem que ela se movimenta à noite, chora, e sorri para as pessoas nas ruas. Tendo acontecido até, um caso em que Pascualita salvou uma moça de um cara que iria violentá-la, quando a jovem gritou: "Pascualita, ajuda-me!" E o homem se afastou dela.
As mulheres quando vão se casar, querem escolher o modelo de vestido que Pascualita está vestindo, pois assim creem que ela está escolhendo o que lhes dará sorte na vida de casada que terão.
E, como não pensar que este é um arquétipo feminino em que as mulheres se inspiram, na falta de modelos reais, em quem confiar?
Não se tem quase nada de real, em quem se inspirar. Aquelas mulheres jovens, olham para os lados e veem o que?
As suas mães e antepassadas com seus casamentos aos farrapos, sozinhas? As suas amigas colocando-as para baixo? Sumindo aos poucos assim que arrumam machos para casar? Elas possuem poucos e fracos símbolos femininos e sobra o que para essas meninas e mulheres mexicanas?
Uma manequim fantasma?
E será que é isso mesmo?

O povo mexicano é maravilhosamente crente em coisas sobrenaturais, eles veneram o feminino de uma forma peculiar, diferente de tudo que eu já vi, ou quis ver. Diferente de tantas culturas que veneram o masculino e ficam só nisso.

Vestem a morte de noiva:
La Santissima Muerte
Veneram a morte, as Catrinas, fazem festa aos defuntos, no meio da rua, misturam catolicismo com as venerações do feminino, sem medo, não estão nem aí. É um povo sofrido que perde a vida todos os dias, sabem a morte como ninguém, sendo amarga ou doce.


terça-feira, 9 de junho de 2015

Pelos 43 estudantes desaparecidos no México

No dia 7 de junho participamos do Dia Mundial Pela Defesa dos Direitos Animais que está postado aqui: https://www.facebook.com/media/set/set=a.876949335718522.1073741865.145774425502687&type=1
Depois, o organizador emprestou seu equipamento de som para a Caravana Sudamérica 43 Brasil, Uruguay Y Argentina em memória dos 43 estudantes desaparecidos no México. Um dos sobreviventes estava na manifestação.
No México, assim como aqui no Brasil, a censura, o desconhecimento do que significa Direitos Humanos, a desinformação, a força do narcotráfico, a corrupção na polícia, são os principais motivos da impunidade e da tristeza que nos assola.

Não podemos pensar que estamos a salvo, visto que na época da Copa do Mundo, com tantos crimes e coisas que temos para resolver, teve gente que foi presa, detida e censurada, sem ter cometido crime algum. E, saímos de uma ditadura praticamente ontem. Só os ingênuos e incautos acham que vivemos livres.

E teve desavisado que nada tinha a ver com a manifestação do México que chegou no evento e já veio discutir com o nosso grupo, sendo que nós havíamos emprestado o equipamento para os mexicanos. Novamente o preconceito por que somos uma entidade a favor dos animais. Isso não impede que nossa luta se estenda para todos. Nem significa que todos da causa animal sejam santos.
Mas o babaca já veio com pedras na mão. Depois fui lá perguntar se ele era da organização, pois eu estava fazendo fotos para este blog.
Não só o trouxa não era, como depois de fazer os gestos histriônicos típicos de esquerda, foi embora. Ou seja, ele ficou dois minutos. Nós estamos nas causas, lutando a um tempão. E estes idiotas chegam para falar, sem saber de nada. O cara era um viandante (transeunte), um portoalegrense típico de nariz empinado, dos que tenho conhecido vários, desde que vim morar aqui.

É um ou dois apenas quem faz chilique, mas como não poderia deixar de falar em meu blog, pois aqui não é só flores nem puxo saco, deixo sempre registrado. Não fico calada diante das injustiças. Quem deixa quieto é conivente e é mais culpado, é mais covarde ainda.

O resto das pessoas estava lá prestando atenção, não apenas em nossa manifestação, que foi um sucesso, mas nesta, que merece ser ouvida.

Para saber mais sobre este assunto, pesquise no Google do México os 43 normalistas de Ayotzinapa.

Eles merecem que, pelo menos, a gente deixe de ser tacanho aqui no Brasil e comece a ler sobre Direitos Humanos.

sábado, 31 de janeiro de 2015

O que aprendi com Chaves - Águas Frescas del Chavo

O México está entre os países do mundo que mais consomem sucos de frutas. O hábito está relacionado ao forte calor, é comum ver águas frescas sendo vendidas nas regiões quentes do país.

Aqueles que "amam o Verão", consideram sempre a temperatura desde sua piscina ou praia. Meus vizinhos, se entocam dentro de casa com o ar condicionado ligado 24 horas, até mesmo quando não estão em casa. Os apagões comuns aqui na vizinhança se devem a eles. Já os descrevi aqui nesta postagem: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/10/para-que-janelas-tao-grandes-se-estao.html e pode crer, não compactuo com isto.

Ignoram o calor do mundo urbano, o inferno de quem trabalha sobre ou abaixo do asfalto. Será que só pensam na moda? Meu marido, que também detesta o calor,  viu um dia um sujeito sair de um buraco no asfalto, fervendo ao Sol. Ali deveria estar fazendo uns oitenta graus. O colega entregou a ele um sorvete.
Há também os cavalos andando no asfalto quente, invisíveis o ano inteiro,  mas estupidamente sofríveis nesta época. E os animais ficam com sede, pois os humanos sem compaixão deixam as ruas secas. O maior índice de abandono de animais ocorre nesta época, em que o país só sabe festejar. Como se houvesse muitas razões para tal, não? E, para tanto, abandonam animais nas praias e na cidade.
A energia elétrica indo por água abaixo, quando os picos de consumo de luz sobem nas alturas.
O consumo de águas frescas está relacionado também à camada mais simples da população, é um símbolo da cultura do país.
Águas frescas é uma bebida mexicana feita de frutas, grãos e açúcar, e água, não alcóolica.
As águas mais populares são àgua de Jamaia, água de limão ou limonada, laranjada, de água de tamarindo e de horchata de arroz.
A horchata é, por sua vez, uma bebida fermentada, esta sim, levemente alcoólica, que pode ser feita de diversos cereais. Já tive a sorte de prová-la e irei falar dela em outra ocasião. Pois é uma bevida à parte e tem longa história, além disso ela é vegana e probiótica.

Pois El Chavo del Ocho nos ensinou o que são as Águas Frescas, no episódio, Las Águas Frescas, que na versão brasileira chama-se Os refrescos do Chaves, mas existem muitas versões, ou episódios semelhantes.
 Os refrescos do Chaves são águas da chuva saborizadas! Ele encontrou os baldes cheios de águas e foi só questão de dar-lhes sabor! Uma forma bem humorada de nos dar a conhecer a cultura do México.
 Muitos dos que assistem Chaves aprendem sobre o México e culturas relacionadas através do carinho que existe entre os fãs e as obras de Chespirito, que resgatou detalhes da cultura do país e do mundo no seu trabalho. Muitos de nós saíram em busca do significado de palavras, músicas, e povos a fim de conhecer mais acerca do que estava a descobrir.

No episódio de Chapolin Colorado, La mansion de los duendes, os donos da casa usam a Água de Jamaica para atrair os duendes. Existe realmente uma lenda antiga, de que os duendes gostam de água de jamaica, que nada mais é do que o chá de hibisco, só que gelado.
minha mãe tinha este jarro de plástico, era comum nestas épocas.
No restaurant de Dona Florinda também não poderia faltar águas frescas
Assista os episódios do Chaves!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

A única retrospectiva de 2014

Não tenho televisão em casa. Saí ontem para passear com meu marido. Cidade vazia. Quem não estava numa praia famosa, estava em casa vendo a retrospectiva do ano, na TV.
A única lembrança que fica deste ano foi a partida de meu querido Chespirito. Querido para mim e tantos mais. Quem tem um ídolo, quem é fã, pode compreender o que sinto. Mas a palavra fã, que vem de fanático, não corresponde ao que eu sinto com relação a sua pessoa e obra.
Eu, que sempre vivi meio solitária, que sempre tive meus problemas com relação à 'família', o amava como alguém muito próximo.
Não o via sem defeitos, não o idealizava, como fazem alguns fãs, achando inclusive que o ídolo possui 'deveres' com relação ao público. Uma característica do fanatismo é o extremo egoísmo.
Não. Talvez mesmo por conta de seus personagens, sua genialidade permitiu colocar em cada um deles um pouco de humanidade.
O herói Chapolin Colorado não era invencível e manifestava seu medo, não conseguia disfarçar seus defeitos, que não eram poucos. Ele tinha muito de Chaplin, pois Bolaños se inspirava nele, era sua docilidade, seus cenários, aquele ar anos setenta, tudo era muita ternura. Sua característica era a simplicidade. O gênio é aquele que faz do simples o melhor, e aquele que diz o óbvio, que mostra o que todos não viram. Assim, com simplicidade, ele fazia rir. Eu ria e chorava. O riso me emociona.
Chaves do Oito, colocou muita emoção no humor. Os episódios em espanhol revelam sutilezas, as críticas sociais, a cultura de uma época, que é sempre atual. As dublagens são nostálgicas, os fãs adoram as trilhas sonoras, as chamadas BGM's (Back Ground Music).
O dia em que conheci Kiko foi o melhor dia de minha vida. E dizer isso pode soar infantil para muitas pessoas. Mas estou sendo sincera. É realmente a minha criança interior que fala. O abracei naquele momento e era como encontrar aquele que já conhecia a tanto tempo, para apenas dizer: obrigada!
E ontem, quando vi novamente o clipe de abertura do show, me emocionei novamente.
Um dia, um apresentador criticou Chespirito de maneira debochada, de "como é estranho que seus episódios façam tanto sucesso, já que não tem graça alguma". Ao que ele respondeu mais ou menos assim: Se uma coisa que faz rir a tantas pessoas não causa graça a você, algo deve estar errado é com você.
Eu não fico indiferente a nada do que aconteceu neste ano. Porém, o que me marcou foi sua partida. O México inteiro parou simplesmente. Alguém disse que foi como se Chaves tivesse morrido. Quando vi seu féretro, o caminhão carregando seu caixão, todo em vermelho com Chaves e seu barril de um lado, de outro Chapolin, e seu martelo e o coração - sua insígnia, realmente a dor veio como a sensação de que ali marchava Chaves e Chapolin para a sepultura.
Depois, retornou a sensação natural de que seu trabalho é eterno e vivo. Por essa razão nunca morrerá. Nós também manteremos vivaz sua marca neste mundo. Porque uma pessoa que fez rir e refletir, sempre merecerá ser lembrada. Como neste mundo quem faz o bem muitas vezes é criticado, quem faz rir de forma doce, deve sempre ser amado.
 Gracias Chespirito.
À maneira do blog Desobediência Vegana, desejo um feliz ano novo a todos os meus leitores.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O que aprendi com Chaves - Las Posadas Mexicanas

As pinhatas - parte essencial das posadas, são feitas de barro e dentro possuem frutas e doces. Uma pessoa com os olhos vendados quebra-a com um pedaço de pau, e as frutas caem para que todos, especialmente as crianças, possam pegá-las.

Quem é fã do Chaves e viu o episódio "A festa da Amizade", deve ter visto o mesmo episódio em espanhol, "Sin piñata no hay posada".

A dublagem brasileira, infelizmente não respeitou a informação mais marcante do episódio. O costume mexicano das posadas natalinas. Uma festa que acontece antes do natal, lá no México.

As posadas iniciam a partir do dia 16 de dezembro.
Os mexicanos realizam as festas de diversas formas. Em alguns episódios de Chespirito que assisti, as mulheres e homens se dividem em salas separadas e cantam uns para os outros, bonitas canções para pedir posada e receber posada, como as trovas nordestinas.
Conforme a tradição, os participantes saem nas ruas pedindo posadas nas casas, e as pessoas respondem com músicas.

Um exemplo de canção de posada

    Afuera: En el nombre del cielo os pido posada pues no puede andar mi esposa amada.

    Adentro: Aquí no es mesón sigan adelante yo no debo abrir no sea algún tunante.

    Afuera: No seas inhumano tenos caridad que el Dios de los cielos te lo premiará.

    Adentro: Ya se pueden ir y no molestar porque si me enfado os voy a apalear.

    Afuera: Venimos rendidos desde Nazaret, yo soy carpintero de nombre José.

    Adentro: No me importa el nombre déjenme dormir pues que ya les digo que no hemos de abrir.

    Afuera: Posada te pido amado casero por sólo una noche la Reina del Cielo.

    Adentro: Pues si es una reina quien lo solicita ¿Cómo es que de noche anda tan solita?

    Afuera: Mi esposa es María, es Reina del Cielo, y madre va a ser del Divino Verbo.

    Adentro: ¿Eres tu José? ¿Tu esposa es María? Entren, peregrinos, no los conocía.

    Afuera: Dios pague, señores vuestra caridad y os colme el Cielo de Felicidad.

    Adentro: Dichosa la casa que alberga este día a la Virgen Pura, la hermosa María.

    TODOS:

    Entren santos peregrinos, peregrinos,
    Reciban este rincón,
    Que aunque es pobre la morada, la morada,
    Os la doy de corazón.

    Cantemos con alegría, alegría,
    Todos al considerar,
    Que Jesús, José y María y María
    Nos vinieron hoy a honrar.

Aqui, em alto nível, um grande humorista mexicano dos tempos antigos, Tin Tan, Germán Valdés, que é irmão, vejam só, de Ramón Valdés, Seu Madruga, interpreta uma cantiga de posada tradicional. É lindíssima. E Dona Florinda canta uma parte dessa música em um dos episódios de posada de
Chaves.

Como é de se esperar, a festa iniciou nas altas classes, depois foi parar na 'gentalha'. Também como é de se esperar, mesclou-se da invasão dos colonizadores com os cultos ancestrais.

"Esto debido a que los indígenas celebraban, por las mismas fechas, una importante fiesta en honor del nacimiento del dios de la guerra, Huitzilopochtli, Además de los rituales observados en honor a este dios, durante la conquista el pueblo azteca solía comprar un esclavo propicio para representar al dios Quetzalcóatl, quien según las creencias de los aztecas, bajaba a visitarlos durante las fiestas en conmemoración del sol viejo. Transcurridos los nueve días que tomaba esta celebración el esclavo era sacrificado en honor de la luna. Ésa misma noche en los templos se realizaban ceremonias en las que se representaba la llegada del dios honrado: Quetzalcóatl."
A pinhata, que na dublagem se chamou pichorra, tem origem chinesa, costume que foi levado até a Itália e depois espalhado até nosso mundo. Era usada nas celebrações do ano novo chinês.
Originalmente era como uma estrela de sete pontas representando os pecados. O pau quebrava os pecados, representando a força e a pessoa que o carrega, com os olhos vendados, é quem, com a fé cega, representa a crença em sua divindade. Quando as frutas caem, são como recompensas pelo pecado vencido.
Nas festas de aniversários mexicanas também se usam as pinhatas. Aqui também são usadas as pinhatas, mas só as vi, como tristes balões de borrachas, se comparados às ternas pinhatas de barro enfeitadas com papel de seda, que lá no México chamam de "Papel de China".

As posadas são comemoradas em alguns países da América Latina, menos no Brasil, até onde pesquisei.
No Brasil é comemorado o Dia de Santos Reis, apenas depois do natal. Na praia, lembro de que nestes dias, entravam nas casas uns homens cantando com vestimentas dos três reis magos.

Apesar de eu não crer em absolutamente nada disso, e achar tudo isso não mais do que uma veneração a autoridades, reis, ricos e castas nobres. Considerar um ato de levar as pessoas à prática da crença "ao que convém" - no que se refere ao culto à pobreza (quando não é a sua, mas a dos outros, ou seja, imposto de cima para baixo), desde a morte de escravos das religiões antigas até o sacrifícios de animais e a comilança das bestas na ceia de natal.
Mesmo assim, acho interessante a manifestação icônica, os simbolismos e a semiótica.

E estudo tudo o que se refere ao México e o que me interessa de cada coisa.
Há quem não aprenda nada nem com o mais importante. Eu procuro aprender muito, com o mais simples, pois tudo importa.

Assista abaixo, agora com outro olhar,  a Festa de Las Posadas pois, Sin piñata, no hay posada!!!!!

sábado, 22 de novembro de 2014

Truman Capote - A sangue frio - e a mulher com a camiseta da morte

Esses dias uma mulher passou por mim usando uma camiseta com dizeres do nível: Pena de morte já!
Da imagem de uma mulher classe média, ostentando uma camiseta agressiva, num país terceiro mundo, fragilizado nas questões básicas de respeito ao ser humano, me vem a conclusão de que: se esta mesma criatura um dia for presa por engano, eu torço para que não exista, ainda, pena de morte aqui no Brasil.

Aqui, onde a burocracia pode muito bem trocar os documentos e quantos enganos mantém pessoas presas apenas por nomes idênticos, prazos e outras anomalias, onde as leis não são sempre exatamente cumpridas, onde a corrupção está entranhada em cada gene e em cada canto, e aqui mesmo, onde, as pessoas ainda não sabem o significado da palavra Direitos Humanos, vestir essa camiseta, que ato bárbaro heim?

O sujeito, quanto mais medíocre, mais repete aquela frase asquerosa, "direitos humanos é para o ladrão", mas ele não se dá conta de que essa frase é de um repeteco nojento e sem sentido, e ele nunca pesquisou para ver de onde vem tal 'oração' gramatical, e quais foram os 'sujeitos' que o manipularam para que ele a fique repetindo, como um idiota.
Truman Capote foi o inventor do jornalismo literário, quando criou seu livro A sangue frio. Baseado em fatos reais, em uma pesquisa que durou mais de seis anos, o livro conta o assassinato de uma família inteira, lá pelo ano de 1959.  Se fosse só isso, nem me daria o trabalho em escrever. Eu leio muitos livros sobre tais temas. Só escrevo sobre o que me atrai de um modo especial.
O livro questiona o tempo inteiro. Por que aquelas pessoas estão lá, em cada uma das suas posições.
Ele desnuda o cinismo da pena de morte.
Sim, porque uma sociedade que é contra o assassinato, mas que pretende pagar um crime com a morte, é uma sociedade cínica e perversa. Cultua a violência, se alimenta dela e não sabe o que fazer com seus impulsos sanguinários.
Uma sociedade que forma crianças de maneira torpe, violando seus direitos, jogando-as no mundo do crime, depois espera que todas sejam 'homens de bem', é cínica.
A lógica do fingimento, de que tudo está organizado. Basta jogar o feio para longe. Enjaular, vigiar e punir. Corromper e reprimir. Violência paga com violência. Ingerir sangue para vomitar sangue.
Sim, e se você entendeu, estou falando também da alimentação baseada na morte.

Cada vez que termino de ler um livro, passo na rua e vejo uma mulher com uma camiseta ridícula como a que vi, estampando e incitando a violência, penso que todo o pensamento ignorante vem da falta de leitura.
Exigir a pena de morte, quando ainda nem se resolveu o problema da corrupção e da preguiça no guichê do serviço público mais elementar é uma estupidez.

Chespirito (Roberto Gomez Bolaños) em capítulos de Chapolin, Chaves e outros personagens de sua carreira, especialmente em um episódio chamado A forca ( Chapolin Colorado: A forca - La horca, de 1989), sempre deixou claro que um ser humano sempre terá condições de se regenerar.
Era uma crítica social, vinda de quem vive em uma sociedade violenta, a mexicana.

Para quem quiser ler essa obra, pode encontrá-la aqui:
Livro A Sangue Frio

sábado, 15 de novembro de 2014

Mis Chavitos - meus bonecos do Chaves

Nas lojas da China, que aqui chamamos de 1,99, embora de 1,99 não exista quase mais nada, pode-se encontrar estes brinquedos do Chaves. Já encontrei os adesivos também, vão todos para minha coleção de coisitas do Chaves e Chapolin.
 Ao apertar os bonecos ele fazem um barulho engraçado...
 Quem perdeu sua infância em algum lugar, pode encontrá-la aqui!
 Aí passou o gato e... derrubou tudo...
Guardo em uma caixinha algumas coisas como uma camiseta autografada do Kiko, fotos, um DVD, uns enfeites de aniversário que o pessoal fez para mim: uma festa toda do Chaves! Uns brinquedos do Chaves comprados em brechós, vou achando por aí tudo o que se refere aos meus ícones amados. O que é mais valioso, no entanto, são os episódios que guardo no meu HD, tenho muitas raridades do Chespirito, coisas antigas, filmes com os atores, e muitas coisas raras mesmo, que nem existem mais na Internet, pois os blogs vão saindo do ar, e os fãs vão salvando o que podem...
 Se de casualidade, alguém souber de alguma coisa do Chaves por aí, me avise que eu vou buscar!
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