Ao ver um cachorro rasgando uma sacola de lixo para conseguir pegar um osso, como não sentir nojo, repulsa, asco,
do animal humano?
Essa foi a cena que desagradou meu dia, e que trouxe lá do fundo do meu ser, a velha desesperança.
A mesma que ora enterro, ora vem à tona, conforme o dia lá fora, ou a minha disposição interior.
Eles perderam o rumo - domesticados, escravizados - e vagam pelas ruas, a procura de comida, abrigo e carinho. Era de nossa responsabilidade, o afeto e proteção. Hoje, é preciso permitir a liberdade aos animais. Devolver, deixar-lhes a paz, e antes disso, como numa guerra, lhes dar o mínimo necessário, comida, remédios e amor. Mas o que se faz, é o pouco, que não conseguimos sequer fazer a nós mesmos ou o muito, a maldade reflexa.
Mostrando postagens com marcador natal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador natal. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Feliz Natal, pobre animal
sugestões
abandono,
animais,
animais abandonados,
ativismo,
cachorro,
cão,
cemitério,
conivência,
Ellen Augusta,
Ellen Augusta Valer de Freitas,
fome,
humanidade,
natal,
negligência,
proteção animal,
vegan,
veganismo
domingo, 28 de dezembro de 2014
A verdadeira caridade é radical
Artigo de Ellen Augusta Valer de Freitas- publicado na ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais
Fotos do evento 1º Natal Vegano Solidário
O imaginário em torno da palavra caridade é sempre alguém cedendo um
prato de comida a quem tem fome, é uma pessoa que sai em silêncio e não
diz nada para ninguém. Mas o verdadeiro ato de caridade é a prática de
coisas difíceis, às quais ninguém quer abrir mão.
Recentemente um fato curioso me chamou a atenção. Um grupo de pessoas
realizou um evento de ajuda humanitária. Conseguiu muito pouca ajuda e
adesão nas redes sociais. Mesmo assim, foram sozinhos à luta.
Mas, vejam, na hora de divulgar o trabalho realizado, postando fotos
das poucas pessoas ao lado das crianças sorridentes pela ajuda recebida,
o que veio foi uma enxurrada de nojentos comentários odiosos, do tipo
‘por que postar fotos? se você faz as coisas fique quieto’, etc, etc.O
caridoso deve sair e falar para todo mundo o que fez. Sim, gente boa!
Sabe por quê? Por que assim você inspira os outros a fazer o mesmo.
Quando falamos ‘seja vegano’, os arrogantes acham que você é
arrogante. Mas muita gente se inspira e começa a ler, a se interessar e a
ajudar. Depois que me tornei vegana, entrei para a militância dos
direitos humanos. Atuo na causa animal mais efetivamente. Minha
sensibilidade aumentou. Falei a todo mundo, com a voz bem alta, tudo o
que fiz.
É preciso dizer, quando você ajuda alguém. Diga aos outros ‘eu fiz’. Não dói. Faça também.
Na Capital do RS, muitas pessoas são duras, não ajudam, não se cumprimentam. No meu prédio, as pessoas jogam muletas no lixo.
Eu ajudo, distribuo livros, panfletos de como ajudar. E digo bem alto
‘seja vegano’. E digo o porquê – ‘o veganismo salva vidas de animais,
diminui o trabalho escravo de humanos, contribui para diminuir a
degradação ambiental e diminui a fome do mundo, pois cereais são
plantados para o gado, para produzir leite para encher a pança de
humanos’.
Sou chamada de radical, mas a verdadeira caridade é radical. Os
verdadeiros caridosos sempre foram subversivos e foram perseguidos por
isso. O maior exemplo disso foi Jesus. O sábio e velho Nietzsche
escreveu sobre a humildade e sobre o preço que se paga, certas vezes,
por fazer a caridade. Mesmo assim, a gente faz. Porque quer fazer.
O barato que dá quando se compra algo é tão passageiro. Pegue algo em
sua casa, saia para a rua e ajude alguém. Volte para casa e sinta o que
aconteceu. Mas não fique quieto. Passe adiante.
Fotos do evento 1º Natal Vegano Solidário
![]() |
1º Natal Vegano Moradores de Rua 2014 |
![]() |
1º Natal Vegano Moradores de Rua 2014 |
![]() |
1º Natal Vegano Moradores de Rua 2014 |
![]() |
1º Natal Vegano Moradores de Rua 2014 |
![]() |
1º Natal Vegano Moradores de Rua 2014 |
![]() |
1º Natal Vegano Moradores de Rua 2014 |
![]() |
1º Natal Vegano Moradores de Rua 2014 |
Na Capital do RS, muitas pessoas são duras, não ajudam, não se cumprimentam. No meu prédio, as pessoas jogam muletas no lixo.
![]() |
1º Natal Vegano Moradores de Rua 2014 |
![]() |
1º Natal Vegano Moradores de Rua 2014 |
![]() |
1º Natal Vegano Moradores de Rua 2014 |
![]() |
1º Natal Vegano Moradores de Rua 2014 |
![]() |
1º Natal Vegano Moradores de Rua 2014 |
![]() |
1º Natal Vegano Moradores de Rua 2014 |
![]() |
1º Natal Vegano Moradores de Rua 2014 |
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Para onde vão tantos presentes?
Enquanto meu marido fazia trabalho voluntário com moradores de rua e crianças pobres, sem brinquedos, sem quase nada, eu estava trabalhando temporariamente em um shopping, cercada de gente fina, ou nem tanto, com crianças falando coisas do tipo: "Essa loja tem nos Estados Unidos?"
(lembrando que eu não tenho essa doença dos colonizados, de achar que estamos sendo perseguidos pelos Estates. Eles, francamente, nem ligam para nós...Falar isso usando calça jeans, me soa tão bobo. Resolvemos nosso problema com o patriarcado aqui dentro, primeiro).
Essa diferença brutal não me fez mal, pois eu sei que fizemos milhares de coisas o ano inteiro e que, trabalhar assim foi o que precisei fazer, neste momento.
Ver o outro lado, ou seja, ser quem atende e não quem é atendido, é o que muita gente precisaria vivenciar.
Tenho experiência dos dois lados. Direito do consumidor é comigo. E vendo bem. Eu trabalho com praticamente todas as áreas. Mas sou absolutamente contra o trabalho. Só quando gostamos do que fazemos.
Desta vez, minha experiência foi ser vendedora em uma Pharmácia antiga, de produtos maravilhosos, não testados em animais, a maior parte deles de origem vegetal, com embalagens vintage. Portanto, já a conhecia e já tinha larga experiência em tudo ali dentro. Não precisei de treinamento. Foi entrar e vender.
Você conhece o mundo, ou parte dele, nos tipos que entram numa loja. Quanto mais perto do natal, mais arrogantes se tornam as pessoas. Mais fúteis e mais baratinhos se tornam os presentes. Foi triste, mas nada diferente do que eu já sabia dobre as pessoas. Apenas constatamos como funciona a mecânica em que as pessoas compactuam mutuamente.
O irritante nem sempre são as pessoas, por vezes são os estereótipos. Às vezes, quando eu achava que eram as mesmas pessoas, via que apenas eram os mesmos 'esquemas' que estavam entrando no estabelecimento. As mesmas roupas, os mesmos cabelos. As senhoras entrando em pares, os casais gays, os homens solteiros meio tarados, as mães desesperadas, as indecisas, as 'pin ups' se achando as super alternativas com aqueles cabelos coloridos, os caras da música, os de preto, as pessoas pão duras, a lista é muito grande, incluindo muitas pessoas incríveis, onde a conversa ia se estendendo a ponto de o ato de vender, ser apenas o segundo item do "trabalho".
Não me importo com nada disso, eu também entro e saio de roupas estilos e modos de ser.
O triste é ser escravo e 'se achar' superior aos outros.
Quanto mais pertinho da hora de fechar da Pharmácia mais tolos iam entrando e quanto mais perto do natal, quando a fila ia chegando até perto da porta de entrada, apareciam pessoas para trocar um sabonetinho, por que não gostavam da cor. O shopping num caos total, até luz faltou. Mas para o sem noção, não importa.
Os "problemas" como a falta de embalagens para presentes, geram fúria nos clientes que descontam o ódio nos funcionários.
Acham que a moça do caixa é a 'dona' da empresa. E 'que estranho' que todos os produtos sumiram das prateleiras!!!! (Não exisita a tal crise que o Aécio N3ves vivia falando, não???)
Acham que a culpa é do moço do estoque. Sim, a culpa é dele.
O natal significa essas pessoas.
As que compram presentes falsos para quem nem conhece.
As que participam de amigos secretos, forçados.
Tenho terror de amigo-secreto. Amigo você conhece e sabe o nome.
Eu conheci ali pessoas que presentearam quem nem gostavam! Gente estúpida.
Tive sorte, mas creio que não foi sorte, foi peito, pois só peitei um ou dois sem noção.
Mas teve mais de mil dando chilique no caixa da loja, onde eu não trabalhei, por bem de meu coração.
Gente sem empatia, que depois vai segurar o presépio e comer o tender.
Acham que o empregado da loja é seu criado, pois a cultura do Brasil ainda é escravagista, a começar pela polícia, e pelos shoppings da cidade, que selecionam bem quem entra ali dentro.
Experimentei o lado humano do consumo. Pois o hiponga acha que tudo é ruim no ato de consumir. Não é não. Presentear quem você ama é um ato de coragem, é mais legal que ganhar presentes. Embora eu ame receber presentes, obviamente.
Para um senhor de cadeira de rodas, bem velhinho, li toda a história da Pharmácia desde sua origem, produtos e embalagens, do livro que ficava em cima da bancada. Pois ele não acreditava que aquele local era tão antigo e estava ali, dentro de um shopping!
Com outro, de mesma idade, que não podia falar, tive que sinalizar. E assim nos comunicamos um com o outro, preços, cor e cheiros. A linguagem é sempre universal.
Uma outra senhora me contava como adorava presentear sua nora. Não se aguentava e entregava os presentes antes da hora - como eu sempre fazia para minha mãe - comprava muitos presentes por onde ia, lembrando sempre da esposa de seu filho.
Lembrei da minha sogra, e lhe contei que ela era assim! Ficamos conversando e lhe disse que ela era como minha segunda mãe. E assim lhe ajudei a escolher seu presente pensando em mim mesma como referência.
Entrou na loja um casal de veganos a perguntar sobre os sabonetes vegetais! E eu lhes disse, todos são, com exceção de um com lanolina, outro com mel e um outro produto com seda... alguns produtos também contém agentes químicos de origem animal, mas vou lendo para vocês os rótulos. Pois eu também não uso nada de origem animal e entendo tudo de rótulos. Até então eu não sabia que eles eram veganos.
Depois conversamos e descobri que eram do interior e estavam a procura de produtos veganos. A experiência foi muito legal. A poucos anos atrás, não só não existia nada para nós, como era esquisito a própria palabra vegano, e mais raro ainda era você encontrar um vegano!
Uma noite, já muito tarde, um senhor foleando o livro antigo que havia em cima da bancada de produtos vintage, ia me perguntando se eu conhecia a pomada de tal marca, outros rótulos antigos, etc No fim da conversa até para meu marido ele mandou um abraço. Por fim um cara me mostrou a foto de sua sobrinha e me pediu para montar um presente rock' in roll. Você passa a conhecer um pouco da vida de cada pessoa quando há um contato legal.
O contrário, quando há grosseria, a pessoa sai da loja, deixando um rastro de amargo. Fico pensando que ela leva consigo essa vida, no trabalho, na vida amorosa. Como uma grosseira que comprou um presente para homem e se emputeceu por que simplesmente queria abrir todas as embalagens ali mesmo, antes de comprar o produto e, ao ouvir um não, ficou um uma cara de enojada, a ponto de sair da loja enfurecida. Uma mulher muito bonita entrou com um cão numa bolsa chique. Outras duas começaram a falar mal dela, pelo fato de entrar numa loja portanto animais. Eu ouvi, mas percebi que o que as incomodava mais, era o fato da outra ser extremamente bonita e não tanto o cachorro. Eu acho deplorável o ato de levar animais como enfeite, em bolsas, etc. Mas não pude deixar de notar a inveja estampada na cara de duas mulheres e o ódio que manifestavam contra os animais.
Qualidades dos sexos - agora vou dividir, exatamente como as pessoas se comportam e como o comércio sacou e se preparou bem para isso.
O homem tem a qualidade de chegar e levar. Compram caro, não são mesquinhos no gastar e práticos quando gastam. Os pão duros, quando existem, não aparecem nestes lugares, ainda bem. Pois não suporto mesquinhos. Mas as mulheres mesquinhas aparecem.
Todos os homens que atendi se comportaram desta maneira, práticos, rápidos. Você não perde tempo com eles, eles não perdem tempo. E compram coisas legais, perguntam a opinião da vendedora, o que achei interessante, pois se importam tanto com a pessoa que vai receber o presente, como com quem está vendendo. Também é sinal de que admitem que não entendem essa minuciosidade que a mulher entende muito bem. O que é sim uma qualidade da mulher, a escolha.
Todos os Xiliques vieram das mulheres. Lá no caixa da loja, ouvia de longe as reclamações. Quando ouviam um não, não podiam suportar e faziam novamente a mesma pergunta. Ou fechavam a cara, como crianças mimadas. Mostrando que, para superar o machismo, ainda falta o que amadurecer.
A indecisão para comprar desde um sabonete, até o produto mais caro, partiu delas. Algumas deixaram crianças soltas, enchendo o saco. Outra simplesmente deixou a criança sozinha no carrinho, perto da porta, enquanto se perdia nas prateleiras. Houve ainda quem não se incomodasse nem um pouco quando suas criaturas destruiam toda a loja.
Deve ser por essa razão que o comércio é praticamente voltado para as minhas companheiras.
(E, para quem desembarcou no meu blog hoje, lembro que é óbvio que eu estou falando do que vivencio, que há exceções, etc etc. Interprete o texto.)
Se me encanto com estes bons velhinhos, é por que não tive muita infância, que digamos. Conferi bem os pelegos do papai noel e dos ursinhos fofos antes de bater essa fotografia, fiquem tranquilos, não é pele de animais!!!!
Um feliz natal a meus leitores.
(lembrando que eu não tenho essa doença dos colonizados, de achar que estamos sendo perseguidos pelos Estates. Eles, francamente, nem ligam para nós...Falar isso usando calça jeans, me soa tão bobo. Resolvemos nosso problema com o patriarcado aqui dentro, primeiro).
Essa diferença brutal não me fez mal, pois eu sei que fizemos milhares de coisas o ano inteiro e que, trabalhar assim foi o que precisei fazer, neste momento.
Ver o outro lado, ou seja, ser quem atende e não quem é atendido, é o que muita gente precisaria vivenciar.
Tenho experiência dos dois lados. Direito do consumidor é comigo. E vendo bem. Eu trabalho com praticamente todas as áreas. Mas sou absolutamente contra o trabalho. Só quando gostamos do que fazemos.
Desta vez, minha experiência foi ser vendedora em uma Pharmácia antiga, de produtos maravilhosos, não testados em animais, a maior parte deles de origem vegetal, com embalagens vintage. Portanto, já a conhecia e já tinha larga experiência em tudo ali dentro. Não precisei de treinamento. Foi entrar e vender.
Você conhece o mundo, ou parte dele, nos tipos que entram numa loja. Quanto mais perto do natal, mais arrogantes se tornam as pessoas. Mais fúteis e mais baratinhos se tornam os presentes. Foi triste, mas nada diferente do que eu já sabia dobre as pessoas. Apenas constatamos como funciona a mecânica em que as pessoas compactuam mutuamente.
O irritante nem sempre são as pessoas, por vezes são os estereótipos. Às vezes, quando eu achava que eram as mesmas pessoas, via que apenas eram os mesmos 'esquemas' que estavam entrando no estabelecimento. As mesmas roupas, os mesmos cabelos. As senhoras entrando em pares, os casais gays, os homens solteiros meio tarados, as mães desesperadas, as indecisas, as 'pin ups' se achando as super alternativas com aqueles cabelos coloridos, os caras da música, os de preto, as pessoas pão duras, a lista é muito grande, incluindo muitas pessoas incríveis, onde a conversa ia se estendendo a ponto de o ato de vender, ser apenas o segundo item do "trabalho".
Não me importo com nada disso, eu também entro e saio de roupas estilos e modos de ser.
O triste é ser escravo e 'se achar' superior aos outros.
Quanto mais pertinho da hora de fechar da Pharmácia mais tolos iam entrando e quanto mais perto do natal, quando a fila ia chegando até perto da porta de entrada, apareciam pessoas para trocar um sabonetinho, por que não gostavam da cor. O shopping num caos total, até luz faltou. Mas para o sem noção, não importa.
Os "problemas" como a falta de embalagens para presentes, geram fúria nos clientes que descontam o ódio nos funcionários.
Acham que a moça do caixa é a 'dona' da empresa. E 'que estranho' que todos os produtos sumiram das prateleiras!!!! (Não exisita a tal crise que o Aécio N3ves vivia falando, não???)
Acham que a culpa é do moço do estoque. Sim, a culpa é dele.
O natal significa essas pessoas.
As que compram presentes falsos para quem nem conhece.
As que participam de amigos secretos, forçados.
Tenho terror de amigo-secreto. Amigo você conhece e sabe o nome.
Eu conheci ali pessoas que presentearam quem nem gostavam! Gente estúpida.
Tive sorte, mas creio que não foi sorte, foi peito, pois só peitei um ou dois sem noção.
Mas teve mais de mil dando chilique no caixa da loja, onde eu não trabalhei, por bem de meu coração.
Gente sem empatia, que depois vai segurar o presépio e comer o tender.
Experimentei o lado humano do consumo. Pois o hiponga acha que tudo é ruim no ato de consumir. Não é não. Presentear quem você ama é um ato de coragem, é mais legal que ganhar presentes. Embora eu ame receber presentes, obviamente.
Para um senhor de cadeira de rodas, bem velhinho, li toda a história da Pharmácia desde sua origem, produtos e embalagens, do livro que ficava em cima da bancada. Pois ele não acreditava que aquele local era tão antigo e estava ali, dentro de um shopping!
Com outro, de mesma idade, que não podia falar, tive que sinalizar. E assim nos comunicamos um com o outro, preços, cor e cheiros. A linguagem é sempre universal.
Uma outra senhora me contava como adorava presentear sua nora. Não se aguentava e entregava os presentes antes da hora - como eu sempre fazia para minha mãe - comprava muitos presentes por onde ia, lembrando sempre da esposa de seu filho.
Lembrei da minha sogra, e lhe contei que ela era assim! Ficamos conversando e lhe disse que ela era como minha segunda mãe. E assim lhe ajudei a escolher seu presente pensando em mim mesma como referência.
Entrou na loja um casal de veganos a perguntar sobre os sabonetes vegetais! E eu lhes disse, todos são, com exceção de um com lanolina, outro com mel e um outro produto com seda... alguns produtos também contém agentes químicos de origem animal, mas vou lendo para vocês os rótulos. Pois eu também não uso nada de origem animal e entendo tudo de rótulos. Até então eu não sabia que eles eram veganos.
Depois conversamos e descobri que eram do interior e estavam a procura de produtos veganos. A experiência foi muito legal. A poucos anos atrás, não só não existia nada para nós, como era esquisito a própria palabra vegano, e mais raro ainda era você encontrar um vegano!
Uma noite, já muito tarde, um senhor foleando o livro antigo que havia em cima da bancada de produtos vintage, ia me perguntando se eu conhecia a pomada de tal marca, outros rótulos antigos, etc No fim da conversa até para meu marido ele mandou um abraço. Por fim um cara me mostrou a foto de sua sobrinha e me pediu para montar um presente rock' in roll. Você passa a conhecer um pouco da vida de cada pessoa quando há um contato legal.
O contrário, quando há grosseria, a pessoa sai da loja, deixando um rastro de amargo. Fico pensando que ela leva consigo essa vida, no trabalho, na vida amorosa. Como uma grosseira que comprou um presente para homem e se emputeceu por que simplesmente queria abrir todas as embalagens ali mesmo, antes de comprar o produto e, ao ouvir um não, ficou um uma cara de enojada, a ponto de sair da loja enfurecida. Uma mulher muito bonita entrou com um cão numa bolsa chique. Outras duas começaram a falar mal dela, pelo fato de entrar numa loja portanto animais. Eu ouvi, mas percebi que o que as incomodava mais, era o fato da outra ser extremamente bonita e não tanto o cachorro. Eu acho deplorável o ato de levar animais como enfeite, em bolsas, etc. Mas não pude deixar de notar a inveja estampada na cara de duas mulheres e o ódio que manifestavam contra os animais.
Qualidades dos sexos - agora vou dividir, exatamente como as pessoas se comportam e como o comércio sacou e se preparou bem para isso.
O homem tem a qualidade de chegar e levar. Compram caro, não são mesquinhos no gastar e práticos quando gastam. Os pão duros, quando existem, não aparecem nestes lugares, ainda bem. Pois não suporto mesquinhos. Mas as mulheres mesquinhas aparecem.
Todos os homens que atendi se comportaram desta maneira, práticos, rápidos. Você não perde tempo com eles, eles não perdem tempo. E compram coisas legais, perguntam a opinião da vendedora, o que achei interessante, pois se importam tanto com a pessoa que vai receber o presente, como com quem está vendendo. Também é sinal de que admitem que não entendem essa minuciosidade que a mulher entende muito bem. O que é sim uma qualidade da mulher, a escolha.
A indecisão para comprar desde um sabonete, até o produto mais caro, partiu delas. Algumas deixaram crianças soltas, enchendo o saco. Outra simplesmente deixou a criança sozinha no carrinho, perto da porta, enquanto se perdia nas prateleiras. Houve ainda quem não se incomodasse nem um pouco quando suas criaturas destruiam toda a loja.
(E, para quem desembarcou no meu blog hoje, lembro que é óbvio que eu estou falando do que vivencio, que há exceções, etc etc. Interprete o texto.)
Se me encanto com estes bons velhinhos, é por que não tive muita infância, que digamos. Conferi bem os pelegos do papai noel e dos ursinhos fofos antes de bater essa fotografia, fiquem tranquilos, não é pele de animais!!!!
Um feliz natal a meus leitores.
domingo, 21 de dezembro de 2014
Creme Vegetal para o natal
Fotos Marcio de Almeida Bueno
Recebi amostras do creme de arroz Isola Bio. Conheci a marca no supermercado, quando ia fazendo minhas leituras de rótulos e xeretando para lá e para cá, encontrei um estande de degustação desta marca.
Encontrei para vender os leites vegetais desta marca. Resolvi experimentar também este creme. Ele é extremamente suave. É ideal para preparo de molhos e eu usei no pão e no cachorro quente. Para nós veganos é ideal. Os dados da embalagem: não contém glúten, sem lactose, sem OGM, sem soja. Meu interesse é apenas que não possua ingredientes de origem animal, o que inclui, obviamente não conter traços de qualquer elemento de origem animal, pois não sou ingênua. E esta marca está ok.
Eles tem também uma linha de cereais antigos. Muitos cereais são plantados para alimentar o gado, (bem ali, onde deveria ser plantada a comida de todos para alimentar a alguns poucos que você a essas alturas já deve saber quem é), e deixaram de ser consumidos pelo ser humano. Ou simplesmente foram esquecidos, trocados pela mesmice do dia à dia.
A marca possui certificação orgânica, para quem se preocupa com essa questão. Não é o meu caso. Antes disso tenho outras questões. Consumo orgânicos sempre que dá. Quando não dá, não devo explicações. Até por que minha vida é bastante frugal, e a maioria dos que falam em 'orgânicos' não os consomem.
Agora vejam alguns pratos que meu marido preparou com o creme vegetal de arroz Isola Bio
Recebi amostras do creme de arroz Isola Bio. Conheci a marca no supermercado, quando ia fazendo minhas leituras de rótulos e xeretando para lá e para cá, encontrei um estande de degustação desta marca.
![]() |
| Foto Isola Bio |
Eles tem também uma linha de cereais antigos. Muitos cereais são plantados para alimentar o gado, (bem ali, onde deveria ser plantada a comida de todos para alimentar a alguns poucos que você a essas alturas já deve saber quem é), e deixaram de ser consumidos pelo ser humano. Ou simplesmente foram esquecidos, trocados pela mesmice do dia à dia.
A marca possui certificação orgânica, para quem se preocupa com essa questão. Não é o meu caso. Antes disso tenho outras questões. Consumo orgânicos sempre que dá. Quando não dá, não devo explicações. Até por que minha vida é bastante frugal, e a maioria dos que falam em 'orgânicos' não os consomem.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Blasfêmia! A arte urbana e os atos contra as divindades
Um Anônimo saiu por determinada região da cidade colando estes recados. Qual seria sua intenção?
Eu fiz algumas fotos, pois sempre ando fotografando arte urbana.
Curiosamente, semanas depois, na mesma área, alguém com boa unha, havia arrancado todos eles.
Outros tipos de arte urbana, até mais "perigosas" não são arrancadas. Mas a blasfêmia ainda continua sendo o mais terrível pecado que alguém possa cometer. Talvez por que ninguém entenda nada de política e ignore totalmente qualquer coisa sobre Direitos Humanos, é que outros cartazes ferinos ainda estejam colados às paredes.
Mas uma simples frase escrita a caneta, contra um deus, provoca a ira de qualquer um, que chega a sair à rua com as unhas afiadas, facas, qualquer coisa, a fim de limpar o santo nome de seu deus.
E não pensem que eu escapo disso não. Também tenho meus delírios sim. Mas sei bem que eles não passam disso. E os coloco no seu lugar, no seu precioso e lírico lugar.
Adesivos encontrados na região do Shopping Total - Porto Alegre.
Eu fiz algumas fotos, pois sempre ando fotografando arte urbana.
Curiosamente, semanas depois, na mesma área, alguém com boa unha, havia arrancado todos eles.
Outros tipos de arte urbana, até mais "perigosas" não são arrancadas. Mas a blasfêmia ainda continua sendo o mais terrível pecado que alguém possa cometer. Talvez por que ninguém entenda nada de política e ignore totalmente qualquer coisa sobre Direitos Humanos, é que outros cartazes ferinos ainda estejam colados às paredes.
Mas uma simples frase escrita a caneta, contra um deus, provoca a ira de qualquer um, que chega a sair à rua com as unhas afiadas, facas, qualquer coisa, a fim de limpar o santo nome de seu deus.
Cuidado, antes de profanar contra as divindades. Elas, não farão nada contra vocês. Mas quem sabe o que farão os seu fiéis, tomados pelo ódio.
Estes mesmos que disfarçam sua raiva sob a capa de gente "zen", de paz com a vida, cheio de boa vontade, coisa mais linda. Mas que vive surtando com todo mundo. E que não aceita que você tenha sua opinião sobre religião ou sobre qualquer coisa.
Esse sujeito, essa mulher, que escreveu essas coisas aí, lhes parece meio desequilibrado? Para mim não. Não me parece nada mais diferente de muitas pessoas com quem conversei, que me falam coisas parecidas, mas com um véu muito mais "coerente" e mais bonito. Mas isso é conversa para anjos dormirem. E não pensem que eu escapo disso não. Também tenho meus delírios sim. Mas sei bem que eles não passam disso. E os coloco no seu lugar, no seu precioso e lírico lugar.
Adesivos encontrados na região do Shopping Total - Porto Alegre.
sugestões
anonimato,
arte de rua,
arte urbana,
atéia,
ateísmo,
ateu,
ativismo,
blasfêmias,
cidade,
deuses,
direitos humanos,
divindades,
Ellen Augusta,
Jesus - ninguém te ouviu,
natal,
palavrão,
ruas,
xingamentos
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
O que aprendi com Chaves - Las Posadas Mexicanas
A dublagem brasileira, infelizmente não respeitou a informação mais marcante do episódio. O costume mexicano das posadas natalinas. Uma festa que acontece antes do natal, lá no México.
As posadas iniciam a partir do dia 16 de dezembro.
Os mexicanos realizam as festas de diversas formas. Em alguns episódios de Chespirito que assisti, as mulheres e homens se dividem em salas separadas e cantam uns para os outros, bonitas canções para pedir posada e receber posada, como as trovas nordestinas.
Conforme a tradição, os participantes saem nas ruas pedindo posadas nas casas, e as pessoas respondem com músicas.
Um exemplo de canção de posada
Afuera: En el nombre del cielo os pido posada pues no puede andar mi esposa amada.
Adentro: Aquí no es mesón sigan adelante yo no debo abrir no sea algún tunante.
Afuera: No seas inhumano tenos caridad que el Dios de los cielos te lo premiará.
Adentro: Ya se pueden ir y no molestar porque si me enfado os voy a apalear.
Afuera: Venimos rendidos desde Nazaret, yo soy carpintero de nombre José.
Adentro: No me importa el nombre déjenme dormir pues que ya les digo que no hemos de abrir.
Afuera: Posada te pido amado casero por sólo una noche la Reina del Cielo.
Adentro: Pues si es una reina quien lo solicita ¿Cómo es que de noche anda tan solita?
Afuera: Mi esposa es María, es Reina del Cielo, y madre va a ser del Divino Verbo.
Adentro: ¿Eres tu José? ¿Tu esposa es María? Entren, peregrinos, no los conocía.
Afuera: Dios pague, señores vuestra caridad y os colme el Cielo de Felicidad.
Adentro: Dichosa la casa que alberga este día a la Virgen Pura, la hermosa María.
TODOS:
Entren santos peregrinos, peregrinos,
Reciban este rincón,
Que aunque es pobre la morada, la morada,
Os la doy de corazón.
Cantemos con alegría, alegría,
Todos al considerar,
Que Jesús, José y María y María
Nos vinieron hoy a honrar.
Aqui, em alto nível, um grande humorista mexicano dos tempos antigos, Tin Tan, Germán Valdés, que é irmão, vejam só, de Ramón Valdés, Seu Madruga, interpreta uma cantiga de posada tradicional. É lindíssima. E Dona Florinda canta uma parte dessa música em um dos episódios de posada de
Chaves.
Como é de se esperar, a festa iniciou nas altas classes, depois foi parar na 'gentalha'. Também como é de se esperar, mesclou-se da invasão dos colonizadores com os cultos ancestrais.
"Esto debido a que los indígenas celebraban, por las mismas fechas, una importante fiesta en honor del nacimiento del dios de la guerra, Huitzilopochtli, Además de los rituales observados en honor a este dios, durante la conquista el pueblo azteca solía comprar un esclavo propicio para representar al dios Quetzalcóatl, quien según las creencias de los aztecas, bajaba a visitarlos durante las fiestas en conmemoración del sol viejo. Transcurridos los nueve días que tomaba esta celebración el esclavo era sacrificado en honor de la luna. Ésa misma noche en los templos se realizaban ceremonias en las que se representaba la llegada del dios honrado: Quetzalcóatl."
A pinhata, que na dublagem se chamou pichorra, tem origem chinesa, costume que foi levado até a Itália e depois espalhado até nosso mundo. Era usada nas celebrações do ano novo chinês.
Originalmente era como uma estrela de sete pontas representando os pecados. O pau quebrava os pecados, representando a força e a pessoa que o carrega, com os olhos vendados, é quem, com a fé cega, representa a crença em sua divindade. Quando as frutas caem, são como recompensas pelo pecado vencido.
Nas festas de aniversários mexicanas também se usam as pinhatas. Aqui também são usadas as pinhatas, mas só as vi, como tristes balões de borrachas, se comparados às ternas pinhatas de barro enfeitadas com papel de seda, que lá no México chamam de "Papel de China".
As posadas são comemoradas em alguns países da América Latina, menos no Brasil, até onde pesquisei.
No Brasil é comemorado o Dia de Santos Reis, apenas depois do natal. Na praia, lembro de que nestes dias, entravam nas casas uns homens cantando com vestimentas dos três reis magos.
Apesar de eu não crer em absolutamente nada disso, e achar tudo isso não mais do que uma veneração a autoridades, reis, ricos e castas nobres. Considerar um ato de levar as pessoas à prática da crença "ao que convém" - no que se refere ao culto à pobreza (quando não é a sua, mas a dos outros, ou seja, imposto de cima para baixo), desde a morte de escravos das religiões antigas até o sacrifícios de animais e a comilança das bestas na ceia de natal.
Mesmo assim, acho interessante a manifestação icônica, os simbolismos e a semiótica.
E estudo tudo o que se refere ao México e o que me interessa de cada coisa.
Há quem não aprenda nada nem com o mais importante. Eu procuro aprender muito, com o mais simples, pois tudo importa.
Assista abaixo, agora com outro olhar, a Festa de Las Posadas pois, Sin piñata, no hay posada!!!!!
Assinar:
Postagens (Atom)



























