Onde clica pra aparecer a vontade?
De sair de casa, de comer, de me maquiar como eu gosto.
Com essa dor (hj é física) só quero ficar quieta.
Mas, terei que sair porque preciso: trabalhar, pagar contas, comprar comida, lembrar que tenho que dar satisfação à Vida, do porquê estou, ainda, aqui,
se é a morte a quem tanto desejo.
A casa escura, acordo no quarto, minha vida é este rio pesado, onde passa um trem por cima, estremecendo tudo, fazendo esse ruído assustador. E estou sempre com um fantasma ao lado, desta vez, ela sabia para onde íamos.
E mãos lindas, perfeitas, me impedem de ver, eu caio em outro sonho, e apesar de ser triste, é um alento perdido. É um nunca mais.
Acordo cedo, ainda é começo de noite e vou fazer um café. Volto correndo para as palavras, elas fixam o sonho, elas definem o que eu sinto, antes que tudo simplesmente vire ar. Meu coração não guarda mais nada, ele é vazio, como aquelas casas no domingo.
Ele é triste como o lugar onde eu morei.
Então elas me socorrem, guardam os significados mais sutis, só eu mesmo irei entender.
Há um sentimento, uma admiração, algo tão infantil quanto inútil, não posso fazer nada, ele nem sabe que eu existo. E se souber, não pode imaginar o que nem mesmo sei e é tão poético.
São as pessoas, são o mundo. Elas são todas iguais. Um mar de lama de coisas previsíveis. Eu, ingênua, ainda espero alguém que me surpreenda, ainda espero algo que se destaque, que brilhe quando passar por mim.
É a geração Face, é a geração fake, respostas rápidas, silêncios entre tantos contatos e decepções.
E a noite é linda, chove a todo instante, eu não sei pra onde vou. No fundo eu sempre procuro a mesma coisa, dar um fim a esta angústia, a esse nada que me invade às vezes.
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quinta-feira, 14 de julho de 2016
Sombras do dia
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quarta-feira, 22 de julho de 2015
O meu tempo é de madrugada
Escrever de madrugada, é encontrar tempo onde ninguém o procura.
Adoramos caminhar pela cidade. Andar até este ponto foi fácil. Eu moro muito longe daqui. Não preciso de carro, nem bicicleta, não quero ter nada. Se tenho tempo, este só me basta. Porque um dia eu não o tive. E sangrei por sua falta.
Ao olhar tão distante, busco um ideal de poesia. Poder ver a cidade e dizer, és minha, mesmo sabendo que não pertenço a quase nada. A nada. Meu orgulho é dizer não. Mesmo sabendo que pode ser uma grande mentira.
Porque, lá no fundo, a morte é um fascínio e nunca deixou de me atrair. Sempre pertenci ao mundo dos mortos, desde que nasci.
Eu não sou da terra nem do ar, sou do mar. Sou o fogo de encontro com a água e ela não é limpa nem leve.
Sou a contradição em si. Há poucas coisas aqui que não sejam ambíguas e, foda-se. Adoro descobrir qual é o conjunto de paradoxos novos em mim.
O ato de escrever é um espelho de minhas coisas pessoais. Meu diário do que vivo no dia a dia dos meus passos na cidade, nas pausas no Sol, um pensamento de paz ao ler, ao reencontrar alguém.
Meus passeios acabam, ou começam, às margens do Estuário Guaíba. Ali, onde já naveguei, onde dancei, namorei, fui a um show do Replicantes e até em roda punk me meti. E muito trabalho de ativista fiz. É um encontro de rios.
Eu já fui de outro lugar. Não faz diferença nenhuma viver nesta ou naquela cidade. Onde morei desde que nasci era uma cidade simples. Lá eu cresci, amei, estudei e trabalhei. Tanto faz. Nunca reclamei de lá, muito pelo contrário. Defendia a cidade: eu me sinto bem onde estou!
Já fui da praia "três meses por ano". Um dia me libertei de lá também. Do mar sempre sou. E lá morrerei.
Sempre lembro com carinho dos bons momentos que vivi naquela cidade onde nasci e morei, mas lembro mais do alívio que senti, no dia da minha partida.
E assim será com tudo, até com minha própria vida.
Eu estou desperta quando grande parte já se foi. Só os vagabundos estão insones, quando não é hora de trabalhar. E aproveitei para procurar umas fotografias. São imagens de mim. Adoro me mostrar, um lado humano de outro lado tão desumano que escondo muito bem. O lado imortal, que o tempo tem.
| Templo Positivista |
| Templo Positivista |
Minha única certeza de estar presente é que o sofrimento deste mundo, este corpo, tudo é terrivelmente vivo. Tudo é prova. A felicidade rara, a paixão perfeita que às vezes se vai. O amor e a amizade verdadeira, que se leva tanto tempo a conquistar. E é preciso manter com a espada.
Sou a contradição em si. Há poucas coisas aqui que não sejam ambíguas e, foda-se. Adoro descobrir qual é o conjunto de paradoxos novos em mim.
O poeta perdido no meio da cidade, o amigo encantado, a querida amiga verdadeira: a única a quem pude contar meu lamento. A angústia a quem mais ninguém poderia confiar...
E meu eterno companheiro de jornada, sempre caminhando comigo. Tudo isso dentro da metrópole.
| Igreja gótica Santa Teresinha |
Do céu ou da terra, nascem as igrejas.
Ferem o céu com suas cúspides e colunas, e nos vigiam eternamente com seus anjos.
| Igreja gótica Santa Teresinha |
Procurar cada cicatriz de suas construções, admirar os símbolos de seus ancestrais, oculto em cada detalhe. Imperceptível para quem não tem tempo...
Eu já fui de outro lugar. Não faz diferença nenhuma viver nesta ou naquela cidade. Onde morei desde que nasci era uma cidade simples. Lá eu cresci, amei, estudei e trabalhei. Tanto faz. Nunca reclamei de lá, muito pelo contrário. Defendia a cidade: eu me sinto bem onde estou!
Já fui da praia "três meses por ano". Um dia me libertei de lá também. Do mar sempre sou. E lá morrerei.
Sempre lembro com carinho dos bons momentos que vivi naquela cidade onde nasci e morei, mas lembro mais do alívio que senti, no dia da minha partida.
E assim será com tudo, até com minha própria vida.
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segunda-feira, 22 de junho de 2015
As poucas luzes que existem vão se apagando pouco a pouco - um anjo que encontrei no centro
Nas minhas caminhadas cotidianas, encontrei esta linda homenagem ao Chaves no centro da cidade.
É uma das formas mais bonitas de se homenagear alguém, a de forma anônima. A beleza mais perfeita de não se identificar, de se fazer notar pela presença que só aquele que sabe, percebe.
Ser anônimo é ser presente no que importa. Pois eu ando pela cidade captando estas pequenas gentilezas de pessoas invisíveis, que se fazem presentes no meio desse lixo, que é viver. Isso é arte urbana.
Só Chespirito merece essas asas de anjo, que eu nem mesmo creio que exista.
Admiro quem criou e quem teve a coragem de sair por aí, pela cidade, no entorno do centro, colando estas figurinhas. Uma singela forma de dizer adeus.
Depois que eu fiz essas fotos, voltei ao lugar algumas vezes e, como é de se esperar, só sobrou dois ou três das figuras, a maior parte foi arrancada de forma grotesca. Indicando que a pessoa não queria levar o desenho, queria mesmo pichar a figura - destruir a arte.
As pessoas adoram lixo, se acostumam a ver as ruas imundas e sujas. São pacatas e monstruosamente silenciosas quando é para fazer alguma coisa a respeito, ligar quando alguém está em perigo, pegar um pano e ir lá e limpar, etc.
Mas quando é arte urbana, não se furtam em pegar um telefone e ligar para os vigilantes da moral, não se incomodam de ficar de olhos bem abertos me cuidando enquanto eu fotografava estas cenas. Estão sempre atentos quando se trata de coisas belas em que possam destruir.
E vândalos, são os outros.
O mundo fica mais triste quando as poucas luzes que existem vão se apagando pouco a pouco....
Frente ao comportamento indiferente e até mesmo sociopata das pessoas, estou sempre com os olhos nestes cantos da cidade - porque a maioria olha para o chão, como derrotados, ou com o nariz empinado, como tartufos - encontrando essas preciosidades. Como minha devoção está em muitas coisas, encontro-as em qualquer lugar.
E só acredito em quem me faz sorrir.
É uma das formas mais bonitas de se homenagear alguém, a de forma anônima. A beleza mais perfeita de não se identificar, de se fazer notar pela presença que só aquele que sabe, percebe.
Ser anônimo é ser presente no que importa. Pois eu ando pela cidade captando estas pequenas gentilezas de pessoas invisíveis, que se fazem presentes no meio desse lixo, que é viver. Isso é arte urbana.
Admiro quem criou e quem teve a coragem de sair por aí, pela cidade, no entorno do centro, colando estas figurinhas. Uma singela forma de dizer adeus.
Depois que eu fiz essas fotos, voltei ao lugar algumas vezes e, como é de se esperar, só sobrou dois ou três das figuras, a maior parte foi arrancada de forma grotesca. Indicando que a pessoa não queria levar o desenho, queria mesmo pichar a figura - destruir a arte.
As pessoas adoram lixo, se acostumam a ver as ruas imundas e sujas. São pacatas e monstruosamente silenciosas quando é para fazer alguma coisa a respeito, ligar quando alguém está em perigo, pegar um pano e ir lá e limpar, etc.
Mas quando é arte urbana, não se furtam em pegar um telefone e ligar para os vigilantes da moral, não se incomodam de ficar de olhos bem abertos me cuidando enquanto eu fotografava estas cenas. Estão sempre atentos quando se trata de coisas belas em que possam destruir.
E vândalos, são os outros.
O mundo fica mais triste quando as poucas luzes que existem vão se apagando pouco a pouco....
Frente ao comportamento indiferente e até mesmo sociopata das pessoas, estou sempre com os olhos nestes cantos da cidade - porque a maioria olha para o chão, como derrotados, ou com o nariz empinado, como tartufos - encontrando essas preciosidades. Como minha devoção está em muitas coisas, encontro-as em qualquer lugar.
E só acredito em quem me faz sorrir.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
A água insistente, do momento presente.
| foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/ |
Na mídia, as pessoas tendem a acreditar em uma frase bonita, redonda, sem ao menos pensar se ela realmente faz sentido. O sujeito vive preso ao passado, romantizando ou praguejando contra seus atos. E também vive afoito acumulando e correndo em direção ao futuro. Isso sim é característica do que quer que seja, de nocivo. Tenha o nome que for. O você, da arte urbana, seja eu, seja outrém, é apenas este exato momento? Somos parte do passado e do futuro que construímos e sonhamos.
Trago em mim algumas rosas, guardo-as na alma.
Venho fazendo terapia para jogar fora as barras de ferro do meu passado e deixar de jogar-me ao futuro, abandonando o presente! Mas somos sim, uma construção de passado e futuro, das coisas que mantemos em nosso presente. Não somos absolutos instantes.
| foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/ |
| foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/ |
| Ativismo dos 'gringos' - Ah quê - que água imprópria o quê! Eles mesmos deram seu parecer. foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/ |
| foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/ |
Aliás, uma pesquisa realizada em bombonas de água minerais de diversos Estados, incluindo marcas famosas do Rio Grande do Sul, revelou altos índices de bactérias e sujeiras na água. Procure saber leitor, que água mineral não é sinônimo de água limpa, nem água pura. E aqui no blog não tem fonte de pesquisa, só de água. Se quiser saber mais, procure por você mesmo.
| A santinha em frente à fonte de água. foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/ |
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Blasfêmia! A arte urbana e os atos contra as divindades
Um Anônimo saiu por determinada região da cidade colando estes recados. Qual seria sua intenção?
Eu fiz algumas fotos, pois sempre ando fotografando arte urbana.
Curiosamente, semanas depois, na mesma área, alguém com boa unha, havia arrancado todos eles.
Outros tipos de arte urbana, até mais "perigosas" não são arrancadas. Mas a blasfêmia ainda continua sendo o mais terrível pecado que alguém possa cometer. Talvez por que ninguém entenda nada de política e ignore totalmente qualquer coisa sobre Direitos Humanos, é que outros cartazes ferinos ainda estejam colados às paredes.
Mas uma simples frase escrita a caneta, contra um deus, provoca a ira de qualquer um, que chega a sair à rua com as unhas afiadas, facas, qualquer coisa, a fim de limpar o santo nome de seu deus.
E não pensem que eu escapo disso não. Também tenho meus delírios sim. Mas sei bem que eles não passam disso. E os coloco no seu lugar, no seu precioso e lírico lugar.
Adesivos encontrados na região do Shopping Total - Porto Alegre.
Eu fiz algumas fotos, pois sempre ando fotografando arte urbana.
Curiosamente, semanas depois, na mesma área, alguém com boa unha, havia arrancado todos eles.
Outros tipos de arte urbana, até mais "perigosas" não são arrancadas. Mas a blasfêmia ainda continua sendo o mais terrível pecado que alguém possa cometer. Talvez por que ninguém entenda nada de política e ignore totalmente qualquer coisa sobre Direitos Humanos, é que outros cartazes ferinos ainda estejam colados às paredes.
Mas uma simples frase escrita a caneta, contra um deus, provoca a ira de qualquer um, que chega a sair à rua com as unhas afiadas, facas, qualquer coisa, a fim de limpar o santo nome de seu deus.
Cuidado, antes de profanar contra as divindades. Elas, não farão nada contra vocês. Mas quem sabe o que farão os seu fiéis, tomados pelo ódio.
Estes mesmos que disfarçam sua raiva sob a capa de gente "zen", de paz com a vida, cheio de boa vontade, coisa mais linda. Mas que vive surtando com todo mundo. E que não aceita que você tenha sua opinião sobre religião ou sobre qualquer coisa.
Esse sujeito, essa mulher, que escreveu essas coisas aí, lhes parece meio desequilibrado? Para mim não. Não me parece nada mais diferente de muitas pessoas com quem conversei, que me falam coisas parecidas, mas com um véu muito mais "coerente" e mais bonito. Mas isso é conversa para anjos dormirem. E não pensem que eu escapo disso não. Também tenho meus delírios sim. Mas sei bem que eles não passam disso. E os coloco no seu lugar, no seu precioso e lírico lugar.
Adesivos encontrados na região do Shopping Total - Porto Alegre.
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Do Centro da cidade para o interior de si mesmo
Estivemos na Assembleia Legislativa do Rio Grande
do Sul para acompanhar a reunião da Comissão de Constituição e Justiça.
Em quarto lugar na ordem para distribuição, estava o PL
156/2013, de Daniel Bordignon, que proíbe o abate de chinchilas para
produção e comercialização de pele. Defensores de direitos animais levaram cartazes. Apenas três deputados
compareceram, e a sessão foi dissolvida em poucos minutos por falta de
quórum.
De lá saímos, mas não foi perda de tempo não. É importante conhecer o funcionamento, e entender que o voto não é o 'instrumento da mudança' como ficam alguns papagaiando por aí. Ao contrário, o voto apenas mantém tudo como está, colocando mais massa na grande estrutura que, já pronta, só precisa de mais cimento. E mais iludidos.
Fomos conhecer o Palácio do Ministério Público. Ele apareceu, destacou-se em nossos olhos, e entramos nele.
Um prédio antigo, uma história para contar.
Estava em exposição as esculturas de Mauri Valdir Menegotto, tornando as pedras e madeiras lisas e suaves...quase pensei que fossem sabonetes, chocolates, algo tão macio... tudo menos pedras...
Depois fomos almoçar no Chinês vegetariano Formosa, ali na Jerônimo Coelho. Lá tem opções veganas e um atendimento sorridente.
E o resto do dia foi caminhar de encontro a coisas internas, lá onde eu faço psicoterapia. Ver o que se esconde dentro. Algo que consegue ser mais sombrio que as pedras do Palácio e as pedras brutas, depois lisas, ou a madeira rude, depois macia, que o autor tornou poético. Ou pesadas, pois eu preciso retirá-las uma a uma, de um século de carregá-las. Ou voluntariamente, ou por que me foram colocadas para as levar...
Pedras por pedras, alguns a transformam nestas obras, quem tem mais paciência.
Eu vou tirando-as de mim. Todas as palavras são usadas para tentar descrever em parte o que se encontra escondido no sombrio da alma, mas vai sendo clareado, ficando mais leve, deixando de ser pedra.
E o mais importante: não as carrego mais. Nunca mais.
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| Foto Marcio de Almeida Bueno/http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/ |
Fomos conhecer o Palácio do Ministério Público. Ele apareceu, destacou-se em nossos olhos, e entramos nele.
Um prédio antigo, uma história para contar.
Estava em exposição as esculturas de Mauri Valdir Menegotto, tornando as pedras e madeiras lisas e suaves...quase pensei que fossem sabonetes, chocolates, algo tão macio... tudo menos pedras...
Depois fomos almoçar no Chinês vegetariano Formosa, ali na Jerônimo Coelho. Lá tem opções veganas e um atendimento sorridente.
E o resto do dia foi caminhar de encontro a coisas internas, lá onde eu faço psicoterapia. Ver o que se esconde dentro. Algo que consegue ser mais sombrio que as pedras do Palácio e as pedras brutas, depois lisas, ou a madeira rude, depois macia, que o autor tornou poético. Ou pesadas, pois eu preciso retirá-las uma a uma, de um século de carregá-las. Ou voluntariamente, ou por que me foram colocadas para as levar...
Pedras por pedras, alguns a transformam nestas obras, quem tem mais paciência.
Eu vou tirando-as de mim. Todas as palavras são usadas para tentar descrever em parte o que se encontra escondido no sombrio da alma, mas vai sendo clareado, ficando mais leve, deixando de ser pedra.
E o mais importante: não as carrego mais. Nunca mais.
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