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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A água insistente, do momento presente.

Sentir e aproveitar o tempo que se tem, é o que chamam de viver o presente. Ontem, passei por uma arte de rua que dizia "Nós somos apenas este momento". Ao lado, alguém, muito maldosamente, escreveu de caneta, que a ditadura do presente é coisa do neoliberalismo. Será mesmo? O panfletário é isto mesmo, uma forma de soco na mente, para te fazer pensar. E é preciso o panfletário.
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/

Na mídia, as pessoas tendem a acreditar em uma frase bonita, redonda, sem ao menos pensar se ela realmente faz sentido. O sujeito vive preso ao passado, romantizando ou praguejando contra seus atos. E também vive afoito acumulando e correndo em direção ao futuro. Isso sim é característica do que quer que seja, de nocivo. Tenha o nome que for. O você, da arte urbana, seja eu, seja outrém, é apenas este exato momento? Somos parte do passado e do futuro que construímos e sonhamos.
Trago em mim algumas rosas, guardo-as na alma.
Venho fazendo terapia para jogar fora as barras de ferro do meu passado e deixar de jogar-me ao futuro, abandonando o presente! Mas somos sim, uma construção de passado e futuro, das coisas que mantemos em nosso presente. Não somos absolutos instantes.
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
 Existe essa fontezinha de água que corre bem em frente a uma casinha de madeira. O tempo parou mesmo ali. E muita gente vai pegar água, seja para economizar, seja para sentir o gosto de uma água sem gosto algum. Eu cresci tomando água de poço, fresquinha no Verão e quente no Inverno. Quase ninguém sabe o que é isso. Eu lembro que falava para meus colegas de escola primária, a maior parte bem medíocre, que a água lá de casa era de poço e eles riam, pois entendiam "poço" como "fossa". Não podiam conceber água vinda de outro lugar, que não fosse da torneira. Pois bem, há águas que brotam de fontes naturais, e não podem ser contidas. Nessa região da cidade existe, inclusive, um rio, que passa debaixo de uma rua. Essa rua vive abrindo imensos buracos, por conta dessa ferida, o rio, que não quer calar.
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
 O poço lá de minha infância era todo de pedra, lindamente sombrio, fresco e tranquilo. Por isso hoje, minha referencia de paz é sempre a umidade, as plantas de ambiente sombrio e tropical úmido.
Ativismo dos 'gringos' - Ah quê - que água imprópria o quê! Eles mesmos deram seu parecer.  foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
Um dia, a água ficou escura. Um vizinho começou a criar porcos. Tivemos que ficar alguns anos sem usar a água até a pessoa abandonar a criação de animais. Durante esse tempo, a água foi limpando, mas a gente tinha medo de usar. Tinhamos que usar na lavagem do pátio, para outros fins. E dava pena de ver a água limpa sendo desperdiçada. Quem ainda crê que a suinocultura não polui as águas, leia sobre os efeitos dela em Santa Catarina, por exemplo. Depois de a água limpar novamente, minha mãe fez análize em laboratórios, e voltamos a tomar a água. Aí está um momento passado, no presente momento.
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
 Esta fonte recebeu aquela plaquita de "água imprópria para o consumo" mas, para os que costumam passar ali para buscar água, a placa não causou mudança alguma. Todos os dias, os carros param, desce alguém com jarros, garrafas de plásticos e até bombonas, para encher dessa poderosa água. Eu a provei e o gostinho era mesmo daquela água de poço lá de minha infância. Imagino que seja por isso, pela saudade desse contato da natureza, com a infância, com a água de verdade, que as pessoas recorrem a esses locais, mesmo sob o risco de contaminação.
Aliás, uma pesquisa realizada em bombonas de água minerais de diversos Estados, incluindo marcas famosas do Rio Grande do Sul,  revelou altos índices de bactérias e sujeiras na água. Procure saber leitor, que água mineral não é sinônimo de água limpa, nem água pura. E aqui no blog não tem fonte de pesquisa, só de água. Se quiser saber mais, procure por você mesmo.
A santinha em frente à fonte de água. foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
 Antes de terminar essa postagem eu saí para fazer um trabalho e no caminho, lembrei de uma música. Juro que foi sem querer, mas ela tem tudo a ver com o que escrevi. Seja porque é meu ídolo e ando sempre junto com suas palavras, Renato Russo falava na Música Há Tempos, do tempo, dos santos, da urbanidade, dos sonhos e da dor contida em cada coisa reprimida, nas nossas palavras. E do poço.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Para onde vão tantos presentes?

Enquanto meu marido fazia trabalho voluntário com moradores de rua e crianças pobres, sem brinquedos, sem quase nada, eu estava trabalhando temporariamente em um shopping, cercada de gente fina, ou nem tanto, com crianças falando coisas do tipo: "Essa loja tem nos Estados Unidos?"
(lembrando que eu não tenho essa doença dos colonizados, de achar que estamos sendo perseguidos pelos Estates. Eles, francamente, nem ligam para nós...Falar isso usando calça jeans, me soa tão bobo. Resolvemos nosso problema com o patriarcado aqui dentro, primeiro).
Essa diferença brutal não me fez mal, pois eu sei que fizemos milhares de coisas o ano inteiro e que, trabalhar assim foi o que precisei fazer, neste momento.
Ver o outro lado, ou seja, ser quem atende e não quem é atendido, é o que muita gente precisaria vivenciar.
Tenho experiência dos dois lados. Direito do consumidor é comigo. E vendo bem. Eu trabalho com praticamente todas as áreas. Mas sou absolutamente contra o trabalho. Só quando gostamos do que fazemos.
Desta vez, minha experiência foi ser vendedora em uma Pharmácia antiga, de produtos maravilhosos, não testados em animais, a maior parte deles de origem vegetal, com embalagens vintage. Portanto, já a conhecia e já tinha larga experiência em tudo ali dentro. Não precisei de treinamento. Foi entrar e vender.
Você conhece o mundo, ou parte dele, nos tipos que entram numa loja. Quanto mais perto do natal, mais arrogantes se tornam as pessoas. Mais fúteis e mais baratinhos se tornam os presentes. Foi triste, mas nada diferente do que eu já sabia dobre as pessoas. Apenas constatamos como funciona a mecânica em que as pessoas compactuam mutuamente.
O irritante nem sempre são as pessoas, por vezes são os estereótipos. Às vezes, quando eu achava que eram as mesmas pessoas, via que apenas eram os mesmos 'esquemas' que estavam entrando no estabelecimento. As mesmas roupas, os mesmos cabelos. As senhoras entrando em pares, os casais gays, os homens solteiros meio tarados, as mães desesperadas, as indecisas, as 'pin ups' se achando as super alternativas com aqueles cabelos coloridos, os caras da música, os de preto, as pessoas pão duras, a lista é muito grande, incluindo muitas pessoas incríveis, onde a conversa ia se estendendo a ponto de o ato de vender, ser apenas o segundo item do "trabalho".
Não me importo com nada disso, eu também entro e saio de roupas estilos e modos de ser.
O triste é ser escravo e 'se achar' superior aos outros.
Quanto mais pertinho da hora de fechar da Pharmácia mais tolos iam entrando e quanto mais perto do natal, quando a fila ia chegando até perto da porta de entrada, apareciam pessoas para trocar um sabonetinho, por que não gostavam da cor. O shopping num caos total, até luz faltou. Mas para o sem noção, não importa.
Os "problemas" como a falta de embalagens para presentes, geram fúria nos clientes que descontam o ódio nos funcionários.
Acham que a moça do caixa é a 'dona' da empresa. E 'que estranho' que todos os produtos sumiram das prateleiras!!!! (Não exisita a tal crise que o Aécio N3ves vivia falando, não???)
Acham que a culpa é do moço do estoque. Sim, a culpa é dele.
O natal significa essas pessoas.
As que compram presentes falsos para quem nem conhece.
As que participam de amigos secretos, forçados.
Tenho terror de amigo-secreto. Amigo você conhece e sabe o nome.
Eu conheci ali pessoas que presentearam quem nem gostavam! Gente estúpida.
Tive sorte, mas creio que não foi sorte, foi peito, pois só peitei um ou dois sem noção.
Mas teve mais de mil dando chilique no caixa da loja, onde eu não trabalhei, por bem de meu coração.
Gente sem empatia, que depois vai segurar o presépio e comer o tender.
Acham que o empregado da loja é seu criado, pois a cultura do Brasil ainda é escravagista, a começar pela polícia, e pelos shoppings da cidade, que selecionam bem quem entra ali dentro.
Experimentei o lado humano do consumo. Pois o hiponga acha que tudo é ruim no ato de consumir. Não é não. Presentear quem você ama é um ato de coragem, é mais legal que ganhar presentes. Embora eu ame receber presentes, obviamente.
Para um senhor de cadeira de rodas, bem velhinho, li toda a história da Pharmácia desde sua origem, produtos e embalagens, do livro que ficava em cima da bancada. Pois ele não acreditava que aquele local era tão antigo e estava ali, dentro de um shopping!
Com outro, de mesma idade, que não podia falar, tive que sinalizar. E assim nos comunicamos um com o outro, preços, cor e cheiros.  A linguagem é sempre universal.
Uma outra senhora me contava como adorava presentear sua nora. Não se aguentava e entregava os presentes antes da hora - como eu sempre fazia para minha mãe - comprava muitos presentes por onde ia, lembrando sempre da esposa de seu filho.
Lembrei da minha sogra, e lhe contei que ela era assim! Ficamos conversando e lhe disse que ela era como minha segunda mãe. E assim lhe ajudei a escolher seu presente pensando em mim mesma como referência.
Entrou na loja um casal de veganos a perguntar sobre os sabonetes vegetais! E eu lhes disse, todos são, com exceção de um com lanolina, outro com mel e um outro produto com seda... alguns produtos também contém agentes químicos de origem animal, mas vou lendo para vocês os rótulos. Pois eu também não uso nada de origem animal e entendo tudo de rótulos. Até então eu não sabia que eles eram veganos.
Depois conversamos e descobri que eram do interior e estavam a procura de produtos veganos. A experiência foi muito legal. A poucos anos atrás, não só não existia nada para nós, como era esquisito a própria palabra vegano, e mais raro ainda era você encontrar um vegano!
Uma noite, já muito tarde, um senhor foleando o livro antigo que havia em cima da bancada de produtos vintage, ia me perguntando se eu conhecia a pomada de tal marca, outros rótulos antigos, etc No fim da conversa até para meu marido ele mandou um abraço. Por fim um cara me mostrou a foto de sua sobrinha e me pediu para montar um presente rock' in roll. Você passa a conhecer um pouco da vida de cada pessoa quando há um contato legal.
O contrário, quando há grosseria, a pessoa sai da loja, deixando um rastro de amargo. Fico pensando que ela leva consigo essa vida, no trabalho, na vida amorosa. Como uma grosseira que comprou um presente para homem e se emputeceu por que simplesmente queria abrir todas as embalagens ali mesmo, antes de comprar o produto e, ao ouvir um não, ficou um uma cara de enojada, a ponto de sair da loja enfurecida. Uma mulher muito bonita entrou com um cão numa bolsa chique. Outras duas começaram a falar mal dela, pelo fato de entrar numa loja portanto animais. Eu ouvi, mas percebi que o que as incomodava mais, era o fato da outra ser extremamente bonita e não tanto o cachorro. Eu acho deplorável o ato de levar animais como enfeite, em bolsas, etc. Mas não pude deixar de notar a inveja estampada na cara de duas mulheres e o ódio que manifestavam contra os animais.
Qualidades dos sexos - agora vou dividir, exatamente como as pessoas se comportam e como o comércio sacou e se preparou bem para isso.

O homem tem a qualidade de chegar e levar. Compram caro, não são mesquinhos no gastar e práticos quando gastam. Os pão duros, quando existem, não aparecem nestes lugares, ainda bem. Pois não suporto mesquinhos. Mas as mulheres mesquinhas aparecem.
Todos os homens que atendi se comportaram desta maneira, práticos, rápidos. Você não perde tempo com eles, eles não perdem tempo. E compram coisas legais, perguntam a opinião da vendedora, o que achei interessante, pois se importam tanto com a pessoa que vai receber o presente, como com quem está vendendo. Também é sinal de que admitem que não entendem essa minuciosidade que a mulher entende muito bem. O que é sim uma qualidade da mulher, a escolha.
Todos os Xiliques vieram das mulheres. Lá no caixa da loja, ouvia de longe as reclamações. Quando ouviam um não, não podiam suportar e faziam novamente a mesma pergunta. Ou fechavam a cara, como crianças mimadas. Mostrando que, para superar o machismo, ainda falta o que amadurecer.
A indecisão para comprar desde um sabonete, até o produto mais caro, partiu delas. Algumas deixaram crianças soltas, enchendo o saco. Outra simplesmente deixou a criança sozinha no carrinho, perto da porta, enquanto se perdia nas prateleiras. Houve ainda quem não se incomodasse nem um pouco quando suas criaturas destruiam toda a loja.
 Deve ser por essa razão que o comércio é praticamente voltado para as minhas companheiras.

(E, para quem desembarcou no meu blog hoje, lembro que é óbvio que eu estou falando do que vivencio, que há exceções, etc etc. Interprete o texto.)
Se me encanto com estes bons velhinhos, é por que não tive muita infância, que digamos. Conferi bem os pelegos do papai noel e dos ursinhos fofos antes de bater essa fotografia, fiquem tranquilos, não é pele de animais!!!!
Um feliz natal a meus leitores.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Seitas, religiões e... trabalho

Cada vez menos trabalho, mais tempo e menos consumo. Isso incomoda certas pessoas.
Mas não é o que a maioria quer. Todos lutam por mais - trabalho, tempo e consumo, mesmo que não saiba o que fazer com os três, se os conseguir.
E hoje no rádio a dica era de como tornar o seu perfil nas redes capaz de atrair mais 'redes quentes de networks'.
Achei ridículo, do começo ao fim. Não bastasse que as redes sociais, por si só já estimulam a uma falsidade exuberante, para quem se propõe a ser falso, claro..., agora te ensinam como ser mais falso e o propósito é justamente para um lugar onde se deveria ser honesto: no trabalho.
E o que dá  isso é metaleiro com perfil branquinho, com interesses em 'pessoas', curtindo político reaça, programas de TV bonzinhos, tudo mediano e no bom senso, que é para ninguém te avaliar.
E gente tendo que dar conta e por vezes senha de redes sociais na hora da entrevista. Não basta mais tua cara e teus documentos.
Se as empresas tem tanta insegurança assim, deveriam rever seu pessoal de avaliação, por que é no dia à dia que se vê quem é quem, e não através de perfis e fotos publicadas fora do ambiente corporativo.
É a vida pessoal de cada um, ninguém tem o direito de invadir. Ninguém ganha a mais para ter que dar perfil pessoal, revelar suas crenças e coisas que faz fora do horário de trabalho.
Como aconteceu recentemente com uma pessoa que revelou ser atéia e foi tripudiada. Mas isso tudo foi em seu perfil pessoal. Só pessoas ingênuas acham que a pessoa é o seu trabalho. Existe um ser humano por trás daquele funcionário, ele pode ser totalmente diferente daquela pessoa neutra que te atende numa repartição pública. E assim deve ser.
Eu não tenho medo de nada, meu nome está no Google, se uma empresa é tão inteligente a ponto de saber procurar pelo meu nome na Internet, não precisa entrar em uma rede, (eu posso ter mais de uma, aliás), para saber quem eu sou. E ela saberá, nestes meios, de verdade?
Procuro ser eu mesma e jamais mascarar coisas. Não revelo tudo, por que nem tudo interessa e nem tudo quero contar. Mas é diferente de ser falso. E uma coisa é ter contatos de trabalho verdadeiros, o tal network, precisaria ser naturalmente feito e não essa coisa falsa, como é sugerido, que me lembra as propagandas de uma famosa empresa que vendia produtos de beleza antigamente.
Ela era como uma seita, mas jamais admitia. Ligavam para tua casa, enchiam o saco. E tinha muito bobo que caia nessa armação. E essa empresa existe até hoje, mas não com o glamour que tinha antigamente. Pois muita gente perdeu grana com isso e poucas ficaram ricas(pirâmide?).
E segue o baile - religião que se acha científica, que não se acha seita, aliás, nenhuma se considera, as outras é que são... e as 'filosofias de vida' que te enganam com promessas de trabalho, grana, e elevação espiritual... em certos grupos sociais, inclusive em que eu circulo, tem um monte de gente que acredita nessas coisas. Eles querem te fazer acreditar e são muitas vezes arrogantes e incisivos, mas se você lhes mostrar duas incoerências, já fecham a cara contigo. Tudo bem. Eu sempre vejo o lado bom nessas coisas e encontro coisas boas, mas que isso te faz perder um bom tempo na vida, com certeza. Isso resume um grande medo da morte que assola as pessoas muito antes da hora derradeira.
As redes sociais devem ser sociais, acredito que devem ser o mais próximas da realidade... não precisam revelar verdades sobre o ser, mas podem ser divertidas, podem ser usadas para o trabalho sim, mas não acredito nessas dicas de falsidades que escutei no rádio, tipo dicas de como esconder fotos, do que não colocar, e até de como enviar e-mails para possíveis 'amigos' de network... essa coisa de viver com medo do que os outros estão olhando... tenha dó! Se você não tem liberdade para trabalhar em um lugar, por que se sente sempre vigiado, imagine se essa vigilância se estende até sua casa e até suas pesquisas na Internet? Com o marco regulatório da Internet já estamos a caminho disso. Em alguns países a vida já é assim.
Mas eu não obedeço.
O que considero essencial é ser verdadeiro com as pessoas e ser correto no trabalho. Ser honesto, por que honestidade é um luxo e uma virtude. Fazer bem o seu trabalho é o seu currículo. Eu nunca mais atualizei o meu Curriculo Lattes e nenhum outro currículo, porque não importa mais para mim. As coisas que produzo agora são muito mais legais e úteis para a humanidade, animais e ecossitemas do que na época em que me preocupava com currículo. Mas isso é escolha pessoal minha, nada tem a ver com você.
E para quem ainda não tem experiência, o interessante é se grudar em quem tem, mas de uma forma verdadeira, sem falsidade. Com interesse em aprender, não em bajular.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Livros baratos que são um barato!

 Estes livros foram comprados a R$2,00 e são muito interessantes. Este fala sobre a vida financeira, do ponto de vista de qualidade de vida. É de uma escritora economista e já comecei a ler, estou gostando muito.

Eu nunca compro livros, pois tenho a sorte de ganhar, trocar, receber de editoras, achar, e muitas outras formas de ler e ter livros em casa, mas essas lojas de R$1,99 tem tido diversos livros super baratos e interessantes. A leitura disponível para todos os bolsos...
 Este é um basicão sobre Darwin, sou obviamente fã de suas idéias que revolucionaram o modo de pensar da humanidade e que permanecem atuais até hoje. O livro é ilustrado e tem diversos outros pensadores da época.
 Um livro de 'auto-ajuda' profissional, que por ser de leitura divertida, me interessou.
Este livro é sobre produtos de consumo, do ponto de vista químico. Achei um importante livro para sabermos sobre os ingredientes que compõe os produtos do dia à dia. Para veganos é uma ferramenta, já que sempre fizemos muita leitura de rótulos!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O CONSUMO QUE ASSUSTA


imagem: Gifake

por : Washington Novaes


Não faltam estudos para deixar com os cabelos de pé (os que os têm) quem se preocupa com o futuro da espécie humana neste planeta. Num deles, "Marine Ecology Progress Series", da Universidade do Havaí, Camilo Mora afirma que, com o ritmo atual do consumo de recursos no mundo, chegaremos a 2050 com uma população acima de 9 bilhões de pessoas, que precisará, para abastecê-la, de 27 planetas como a Terra. Quem olhar uma publicação recente da revista National Geographic (maio de 2011) talvez encontre ali reforço para a tese, ao saber qual foi o número de animais mortos em um único ano (2009) para serem transformados em alimentos: 52 bilhões de frangos, 2,6 bilhões de patos, 1,3 bilhão de porcos, 1,1 bilhão de coelhos, 633 milhões de perus, 518 milhões de ovelhas, 398 milhões de cabras, 293 milhões de bois, 24 milhões de búfalos asiáticos e 1,7 milhão de camelos.

Thomas Lovejoy, o respeitadíssimo biólogo norte-americano, acha que já estamos consumindo 50% de recursos além do que o planeta pode repor ( Ideia Sustentável , março de 2011). Outros estudos, inclusive da ONU, falam em "mais de 30%". Estes afirmam que a disponibilidade média de área e recursos para atender às necessidades de uma pessoa estaria em 1,8 hectare; mas o uso tem estado em 2,7 hectares (no Brasil, 2,1; nos Estados Unidos, 10 hectares; no Haiti, menos de um hectare). O uso excessivo leva à aridificação e desertificação de terras, problemas com água, exaustão de certos recursos.

Na conferência de Nagoya, no ano passado, estabeleceu-se como meta chegar a 17% das terras e 10% dos oceanos em áreas protegidas - o que parece pouco provável, já que as metas para 2010, menores, não foram cumpridas, embora haja 100 mil áreas protegidas, com 17 milhões de quilômetros quadrados de terras (o dobro do território brasileiro) e 2 milhões de quilômetros quadrados de áreas oceânicas. Mesmo nessas áreas, entretanto, há desgastes fortes na biodiversidade, por causa de impactos climáticos e contaminação.

Mas o problema não está só na área da biodiversidade. Segundo a publicação BrasilPnuma (junho/julho de 2011), também chegaremos a 2050 consumindo 140 milhões de toneladas anuais de minérios, combustíveis fósseis e biomassa, três vezes mais do que hoje - o que envolve outros riscos de esgotamento. Mesmo hoje já nos aproximamos do limite de muitos minérios fundamentais para tecnologias de uso intensivo, como computadores, celulares e outras. Nos países industrializados, o consumo médio anual por habitante nessa área dos minérios é de 16 toneladas (40 em alguns); em 2000, era de 8 a 10 toneladas; em 1900, de 4 a 5.

Na área dos alimentos, o problema não é diferente. Diz a ONU (AP, 27/10/10) que também a biodiversidade em matéria de alimentos está ameaçada. Em 100 anos, 75% das espécies de plantas alimentares já desapareceram; até 2050, mais 22% podem ter o mesmo destino, inclusive variedades de batata, feijão e nozes - e neste caso o clima é uma das questões centrais. Por isso mesmo, a Embrapa tenta produzir variedades de culturas resistentes ao calor, como soja, feijão e milho, pois as variedades atuais já estão sendo afetadas pelo aumento da temperatura, especialmente no Centro-Oeste. E convém não esquecer que o café, que dominou a economia agrícola de São Paulo e Norte do Paraná durante mais de um século, teve de migrar para regiões mais altas, principalmente em Minas Gerais, por causa do aumento de mais de um grau na temperatura (que leva a flor do cafeeiro a cair prematuramente, com redução da produtividade).

É em meio a esse panorama que chegam as notícias de que mais uma vez o desmatamento na Amazônia voltou a crescer, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - mais 28% no mês de julho, comparado com o mesmo período do ano passado, e mais 35% comparando 11 meses de 2010/11 com igual período anterior. Certamente o total de um ano ficará acima de 7 mil quilômetros quadrados, embora o governo federal tenha até criado uma força especial para conter o abate de árvores. É grave, até mesmo porque a floresta absorve um terço das emissões de dióxido de carbono, cerca de 2,4 bilhões de toneladas anuais ( Science/France Presse , 17/7/11). E seu papel é decisivo no Brasil, onde mudanças no uso do solo, desmatamentos e queimadas respondem por quase 60% do total das emissões brasileiras que afetam o clima.

Mas fora do Brasil os sinais também não são animadores. Já se sabe que a próxima reunião da Convenção do Clima, na África do Sul, No fim do ano, não levará a nenhum acordo global. Da mesma forma que o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012 e permite a países industrializados e suas empresas financiar projetos que levem a reduções de emissões em outros países e contabilizar as reduções em seus balanços. As lógicas financeiras continuam a prevalecer, agora ainda mais, no meio da gigantesca crise financeira mundial.

Mas o futuro está em jogo. Não há como escapar às graves questões planetárias que assustam a ciência.


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Comprinhas legais!

Gosto de fotografar embalagens e de ver fotos de produtos. Sei lá por que, se por um senso estético, para me distrair ou seja lá o que for.
O fato é que no supermercado há muitos produtos veganos e vou mostrando aos novatos algumas opções. Leia sempre os rótulos dos alimentos e produtos em geral. E verifique se o mesmo é testado em animais. Não é tão fácil assim e algumas empresas compram outras, é eterna pesquisa. Mas, vamos às fotos.
tradicional Matte Leão
'Maionese' vegetal da SuperBom, a melhor maionese que já provei até hoje.
Um suco de frutas vermelhas com predominância de cereja. Achei no Nacional (W. Mart) e adorei. Tanto o gosto quanto a embalagem são legais!
Linha da Batavo de soja. A bebida de soja (leite de soja) é cremosa e muito saborosa. Fica bem puro ou com café. O achocolatado de soja é uma delícia. E este 'yogurte' de soja é perfeito, ele tem sabor de yogurte mesmo. O processo deve conter fermentação parecida com a do leite. Tem o sabor frutas vermelhas e pêssego. Também tem o de chocolate, que é super cremoso, como se fosse um "chandele" (nem sei se isso ainda existe).
mais de perto, meu sabor preferido...
Medalhão vegetariano ao molho madeira, da Super Bom (mais de perto)
Medalhão vegetariano ao molho madeira, da Super Bom
Molho Bolonhesa Vegetariano da Super Bom
Salsicha vegetal da Super Bom
Todos aprovadíssimos, em receitas aqui em casa.
Café com leite de soja e pizza vegana.



Almondega vegetal (só sobrou esta) em lanchinho rápido da noite...
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