Por Ellen Augusta Valer de Freitas
publicado originalmente no site Olhar Animal - Revista Pensata Animal no link: Coluna Ellen Augusta
O sujeito nem me conhece, chega e puxa papo na rua, mas não gosta de
ninguém. Não aguenta 'aqueles veganos', não gosta dos punks, não suporta
essa ou aquela cena. Eu, que não pertenço a nada, só observo. Daí ele
começa a se desculpar, dizendo que adoraria ser vegano, mas que não
concorda com as atitudes do fulano, ou com o jeito do beltrano. Até
então, eu estava a fim de conversar sobre fanzines.
Quando as pessoas pedem informações sobre veganismo, eu respondo e
converso numa boa. Mas parece que a pessoa estava a fim de exorcizar.
Cara, por que você não faz as coisas por você mesmo?
Curioso é que o resolvido vem com um papo de que não aguenta 'esses
veganos' e, por isso, voltou a comer carne. Mas a sociedade está cheia
de gente chata, te impondo o consumo dessa mesma droga que você voltou a
enfiar goela abaixo. Está cheia de bêbados chatos, e nem por isso você
parou de encher a cara e ficar chato como eles.
Você segue fazendo o que todo mundo faz. Igual.
E, pior, segue repetindo o padrão, seguindo o que a sociedade te
impõe, repetindo o que todo mundo repete: que os veganos é que são os
chatos. Ahã. Fica indignado com um comportamento qualquer 'fora do
normal', vindo dos 'radicais'.
Os veganos, de repente, devem suportar o título da coerência eterna.
Alguns veganos, inclusive, se arvoram disso, se colocando o chapéu de
perfeitos: problema deles. Pois bem, não vá pelos outros, aja pelas suas
ideias, se é que você já decidiu se as tem. Não seja escravo do método,
do sistema. Tampouco seja escravo das pessoas.
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terça-feira, 25 de novembro de 2014
sábado, 14 de junho de 2014
Aborto Elétrico
Esses dias ouvi um grupo de feministas cantoras, com um nome até bem menos chocante que este, mas as letras e o nome gerou contorções e caras de espantos, teve até jornalistas demitidos. E isso aconteceu nos dias de hoje!
...
O Aborto Elétrico foi a primeira banda do Renato Russo. Uma banda punk de Brasília. Aquela cidade onde nada acontece. Muitas bandas ótimas saíram de lá.
E isso aconteceu naquela época!
...
Letras lindas, sensíveis, vindas da mente de um adolescente. Um som pesado, forte, para quebrar com tudo e acabar com aquele tédio!
Estou lendo sua biografia.
A vida de Renato Russo não pode ser contada sem que se conte também a história de Brasília e do país, por isso o livro é muito interessante.
Pois hoje eu vi o filme Somos Tão Jovens, com meu marido.
http://www.youtube.com/watch?v=2QOOvy3MQfU
O filme é super legal. Emocionante, contou um pouco sobre a vida daquele que seria o gênio sensível, o irmão mais velho, como muita gente assim o considera, pois uma geração de jovens é fã de suas músicas e o seguia.
Eu vou confessar (mais) uma coisa.
Fiquei tão profundamente triste com a morte dele que por alguns bons anos não pude ouvir mais os discos.
Ouvia uma música aqui e outra ali. Ouvia um CD e parava. Ficava uma semana com as músicas na cabeça.
Depois de sua morte fiquei muito tempo sem ler coisas sobre ele.
O solo em italiano Equilíbrio Distante me faz chorar do começo ao fim. É simplesmente a voz perfeita para músicas tristes e sensíveis. E o solo em inglês The Stonewall Celebration Concert mostra toda a potência vocal. No CD há um encarte com endereços de ONGs de Direitos Humanos para as pessoas buscarem ajuda.
Ganhei o CD Trovador Solitário como presente de noivado. Esse CD foi o período em que ele cantou sozinho. O produtor e pesquisador musical Marcelo Fróes, juntou esse material caseiro de 1982. Tenho toda sua discografia. Ganhei um livro de entrevistas, de um colega de trabalho, há muito tempo. Uma pessoa simples, mas que percebeu, na época, como eu era apaixonada pelo Renato. Eu era tão apaixonada, que de tão infantil, queria me casar com ele! Dessa paixão infantil e verdadeira, nasceu o amor e admiração.
Eu voltei a ouvir sua voz. Vi o filme, comecei a ler o livro. Vou contando aqui no blog minhas considerações.
E espero que todos possam ler o livro também. Mas acima de tudo, possam ouvir Legião Urbana!
...
O Aborto Elétrico foi a primeira banda do Renato Russo. Uma banda punk de Brasília. Aquela cidade onde nada acontece. Muitas bandas ótimas saíram de lá.
E isso aconteceu naquela época!
...
Letras lindas, sensíveis, vindas da mente de um adolescente. Um som pesado, forte, para quebrar com tudo e acabar com aquele tédio!
Estou lendo sua biografia.
A vida de Renato Russo não pode ser contada sem que se conte também a história de Brasília e do país, por isso o livro é muito interessante.
Pois hoje eu vi o filme Somos Tão Jovens, com meu marido.
http://www.youtube.com/watch?v=2QOOvy3MQfU
O filme é super legal. Emocionante, contou um pouco sobre a vida daquele que seria o gênio sensível, o irmão mais velho, como muita gente assim o considera, pois uma geração de jovens é fã de suas músicas e o seguia.
Eu vou confessar (mais) uma coisa.
Ouvia uma música aqui e outra ali. Ouvia um CD e parava. Ficava uma semana com as músicas na cabeça.
Depois de sua morte fiquei muito tempo sem ler coisas sobre ele.
O solo em italiano Equilíbrio Distante me faz chorar do começo ao fim. É simplesmente a voz perfeita para músicas tristes e sensíveis. E o solo em inglês The Stonewall Celebration Concert mostra toda a potência vocal. No CD há um encarte com endereços de ONGs de Direitos Humanos para as pessoas buscarem ajuda.
Ganhei o CD Trovador Solitário como presente de noivado. Esse CD foi o período em que ele cantou sozinho. O produtor e pesquisador musical Marcelo Fróes, juntou esse material caseiro de 1982. Tenho toda sua discografia. Ganhei um livro de entrevistas, de um colega de trabalho, há muito tempo. Uma pessoa simples, mas que percebeu, na época, como eu era apaixonada pelo Renato. Eu era tão apaixonada, que de tão infantil, queria me casar com ele! Dessa paixão infantil e verdadeira, nasceu o amor e admiração.
Eu voltei a ouvir sua voz. Vi o filme, comecei a ler o livro. Vou contando aqui no blog minhas considerações.
E espero que todos possam ler o livro também. Mas acima de tudo, possam ouvir Legião Urbana!
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Abaixo o trabalho e porque eu faço minhas tarefas domésticas
TRABALHO E
CAPITAL SÃO AS DUAS FACES DA MESMA MOEDA
O trabalho tem cada vez mais a
boa consciência do seu lado: o gosto pela alegria chama-se já
`necessidade de descanso', e começa a corar de vergonha de si
próprio. `Temos de fazer isto por causa da saúde', dizemos às
pessoas que nos surpreendem num passeio pelo campo. Por este
caminho, poderá chegar-se rapidamente ao ponto de não mais se
ceder ao gosto pela vita contemplativa (ou seja, ao gosto
de passear em companhia de pensamentos ou de amigos) sem desprezo
por si próprio e sem má consciência.
Friedrich Nietzsche
«Ócio e
ociosidade»
(em A Gaia
Ciência), 1882.
Esse movimento não é novidade, portanto, não invento a roda, obviamente. Um movimento contra a necessidade e até mesmo o orgulho doentio pelo trabalho. Um orgulho que nos foi 'ensinado', que coloca as pessoas como escravas de um sistema que as oprime e as obriga a sustentar um absurdo.
Para saber mais: http://o-beco.planetaclix.pt/mctp.htm
Por isso hoje, não contrato empregadas para trabalhos domésticos, pois, com regulamentação ou não, não acho justo que uma classe social ou sexo tenha que realizar uma tarefa que considero dever pessoal de todos. Ou seja, o que acontece na casa é pessoal, cada um tem que fazer suas tarefas e limpar o seu lixo. Há pessoas que precisam de ajuda mesmo e eu conheci gente que viveu cercado de enfermeiros e empregados, pois precisavam de verdade. Aí entendo que é necessário. E sei que muita gente precisa.
Fico triste ao constatar que somente agora a profissão mais importante e necessária que é o serviço doméstico, (que alguns chamam hoje de secretária do lar, mas não é essa a tarefa que essas pessoas fazem), foi regulamentada e sob muitas críticas. Sabemos o porquê dessa demora, ou você ainda não sabe?
Por que uma mulher branca e bem de condições financeiras precisa contratar uma mulher pobre ou de outra etnia para trabalhar em sua casa. Os trabalhos domésticos não deveriam ser tarefas de todos dentro de sua casa?
E por que essa obsessão idiota por limpeza?
Outra coisa bem diferente é:
Em todos os lugares do mundo é preciso um pessoal para servir ou preparar café, comida, organizar, limpar, etc. Nas maiores decisões da humanidade, cheia de homens importantes havia essas pessoas por trás, mas ninguém os reconheceu, nunca. Na esfera pública considero essencial o trabalho da limpeza. E ninguém deve se envergonhar. Eu mesma trabalhei nessas funções. E limpei casa dos outros, ajudando minha mãe.
Mas nas residências, acho que cada um e todos em uma família, salvo as crianças (a menos que de forma lúdica), devem realizar suas tarefas pessoais.
Uma sociedade justa e equilibrada jamais precisaria desse desnível de funções, onde é necessário que uma pessoa nunca tenha tempo dentro de sua própria casa, a ponto de ter que colocar um estranho, pagando uma miséria de salário*.
Essa desigualdade me incomoda, não sou dona das soluções, mas pergunto-me.
E jamais contratei empregadas, e nunca farei.
O que faço é ter tempo na vida, ter um estilo de vida de pouco consumo, sou pobre, não tenho carro (por ideologia), não vivo endividada, nem poderia viver assim.
A vida frugal e a escolha de uma família que colabora, me faz ter tempo de ter uma casa em ordem e não precisar de ninguém de fora para arrumar. Assim eu posso ter tempo até mesmo para lutar pela igualdade e pelo bem dos demais.
Mas você me pergunta: e o destino das empregadas domésticas no mundo?
Desejo que as mulheres tenham profissões que não lhe doam as costas e não lhes doam as mãos, não lhes afastem das suas famílias e principalmente, que ganhem mais dinheiro. Sobretudo, que tenham mais tempo.
Mais dinheiro, mais tempo e menos trabalho. Me entende?
*Hoje o salário dos empregados domésticos está mais valorizado porque estamos numa época de pleno emprego e faltam 'mão de obra', indicando que quase ninguém trabalha nessa profissão por achar o máximo. Ainda bem. Mas ainda tem gente que quer pagar pouco.
No fundo, sente-se agora […] que um tal trabalho é a melhor polícia, que retém cada indivíduo pelo freio e que sabe impedir com firmeza o desenvolvimento da razão, do desejo e do prazer da independência. Pois faz despender enorme quantidade de energia nervosa, e subtrai essa energia à reflexão, à meditação, ao sonho, à inquietação, ao amor e ao ódio.
Friedrich Nietzsche
«Os Apologistas do
Trabalho» (em Aurora), 1881.
terça-feira, 20 de maio de 2014
Fique rico, saiba como e nos conte depois
Sim. Não é só por causa da corrupção (ninguém é corrupto sozinho, é preciso o aval de muita gente, assinaturas, silêncio, etc). É por causa da corrupção e por muito mais. É por que não se entende o conceito de público e de riqueza. Aqui, ser rico é outra coisa.
Adoro um programa de TV chamado aqui de 'Muquiranas'. Esse programa mostra, além de transtornos de comportamentos, pessoas interessantes que souberam aproveitar a vida de uma forma diferente. Sem o costume consumista americano. Lá, onde a regra é ter muito e gastar sem parar, acumular coisas é o mais comum. E essas pessoas são chamadas de 'unhas de fome' justamente por que não fazem como todo mundo. Economizam, levam uma vida frugal.
O conceito de público que o brasileiro esqueceu ou nunca conheceu.
O que é um telefone público? O que é uma TV pública(quem tem direito a isso?)? O que é uma rádio comunitária(quem tem direito a isso?)? O que significa livros grátis? O que é doar-se?
Muita gente mesmo não costuma pensar sobre isso. Um silêncio se abate sobre certas pessoas quando se trata de ser solidário. E poucos entendem o conceito de coletividade.
Basta ver que eventos coletivos atraem pouca adesão. Tirando os eventos de alienação, quase todas as atividades que agregam pessoas, eventos de saúde, sociais, de educação, tem pouca adesão, pois as pessoas pensam que 'não ganham nada com isso'.
Economizar por si só também não agrada a ninguém. O ato de consumir atrai muito mais. Entendo perfeitamente, pois vivemos a duras penas na época em que o Brasil era uma vergonha em termos de governo. Eu vivi isso na pele e sei que hoje as pessoas que reclamam não viveram na época de meus pais, quando eu era criança.
O conceito de público, que o brasileiro talvez leve séculos para compreender, é o que leva o povo a se revoltar diante da exploração. O Estado foi criado para poucos, é evidente. Mas por que ninguém faz nada?
E quando poucos se revoltam, não faltam bocas para falar contra e não faltam armas para a repressão.
O que é uma vidraça quebrada contra anos de revolta e exploração contra o povo? Mas o povo, todo o povo, absolutamente, se calou. E quando uns poucos resolveram se revoltar, o que aconteceu? Se investiu mais em 'segurança'. A mesma segurança que falta a todos nós. Como o conceito de público não é pensado ou re-pensado, se protege as corporações, o empresariado, e o governo enquanto elite, mas nunca enquanto representante do povo. Protege-se algumas emissoras de TV, mas violentam jornalistas e fotógrafos. Não há riqueza num país que não entende isso.
A educação como arma, sim! Mas não digo isso para repetir como repetem tantos, mas nada fazem. É preciso repensar o conceito de público. Eu sempre levei materiais, doei minhas coisas nas salas de aula, quando professora. Sempre fiz questão de não pedir coisas caras a meus alunos e sempre ajudei alunos carentes. Para trabalhos manuais, cansei de levar folhas A4 e pedia que fizessem ali mesmo. Na universidade que cursei, cada professor tinha direito a distribuir cópias grátis em cada aula a seus alunos, mas apenas um professor comunicou isso a minha turma, o restante fez os alunos pagarem xerox a faculdade inteira. Quando era aluna do primário, pobre, não faltaram professores com ideias idiotas, pedindo coisas caras, materiais esquisitos, que seriam usados apenas uma vez só, num desperdício infeliz.
Como educadora, que já foi aluna, digo que é necessário perceber que educar é mais do que seguir regras e conceitos repetidos nas salas de professores mas jamais conectados com a realidade.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Seitas, religiões e... trabalho
Cada vez menos trabalho, mais tempo e menos consumo. Isso incomoda certas pessoas.
Mas não é o que a maioria quer. Todos lutam por mais - trabalho, tempo e consumo, mesmo que não saiba o que fazer com os três, se os conseguir.
E hoje no rádio a dica era de como tornar o seu perfil nas redes capaz de atrair mais 'redes quentes de networks'.
Achei ridículo, do começo ao fim. Não bastasse que as redes sociais, por si só já estimulam a uma falsidade exuberante, para quem se propõe a ser falso, claro..., agora te ensinam como ser mais falso e o propósito é justamente para um lugar onde se deveria ser honesto: no trabalho.
E o que dá isso é metaleiro com perfil branquinho, com interesses em 'pessoas', curtindo político reaça, programas de TV bonzinhos, tudo mediano e no bom senso, que é para ninguém te avaliar.
E gente tendo que dar conta e por vezes senha de redes sociais na hora da entrevista. Não basta mais tua cara e teus documentos.
Se as empresas tem tanta insegurança assim, deveriam rever seu pessoal de avaliação, por que é no dia à dia que se vê quem é quem, e não através de perfis e fotos publicadas fora do ambiente corporativo.
É a vida pessoal de cada um, ninguém tem o direito de invadir. Ninguém ganha a mais para ter que dar perfil pessoal, revelar suas crenças e coisas que faz fora do horário de trabalho.
Como aconteceu recentemente com uma pessoa que revelou ser atéia e foi tripudiada. Mas isso tudo foi em seu perfil pessoal. Só pessoas ingênuas acham que a pessoa é o seu trabalho. Existe um ser humano por trás daquele funcionário, ele pode ser totalmente diferente daquela pessoa neutra que te atende numa repartição pública. E assim deve ser.
Eu não tenho medo de nada, meu nome está no Google, se uma empresa é tão inteligente a ponto de saber procurar pelo meu nome na Internet, não precisa entrar em uma rede, (eu posso ter mais de uma, aliás), para saber quem eu sou. E ela saberá, nestes meios, de verdade?
Procuro ser eu mesma e jamais mascarar coisas. Não revelo tudo, por que nem tudo interessa e nem tudo quero contar. Mas é diferente de ser falso. E uma coisa é ter contatos de trabalho verdadeiros, o tal network, precisaria ser naturalmente feito e não essa coisa falsa, como é sugerido, que me lembra as propagandas de uma famosa empresa que vendia produtos de beleza antigamente.
Ela era como uma seita, mas jamais admitia. Ligavam para tua casa, enchiam o saco. E tinha muito bobo que caia nessa armação. E essa empresa existe até hoje, mas não com o glamour que tinha antigamente. Pois muita gente perdeu grana com isso e poucas ficaram ricas(pirâmide?).
E segue o baile - religião que se acha científica, que não se acha seita, aliás, nenhuma se considera, as outras é que são... e as 'filosofias de vida' que te enganam com promessas de trabalho, grana, e elevação espiritual... em certos grupos sociais, inclusive em que eu circulo, tem um monte de gente que acredita nessas coisas. Eles querem te fazer acreditar e são muitas vezes arrogantes e incisivos, mas se você lhes mostrar duas incoerências, já fecham a cara contigo. Tudo bem. Eu sempre vejo o lado bom nessas coisas e encontro coisas boas, mas que isso te faz perder um bom tempo na vida, com certeza. Isso resume um grande medo da morte que assola as pessoas muito antes da hora derradeira.
As redes sociais devem ser sociais, acredito que devem ser o mais próximas da realidade... não precisam revelar verdades sobre o ser, mas podem ser divertidas, podem ser usadas para o trabalho sim, mas não acredito nessas dicas de falsidades que escutei no rádio, tipo dicas de como esconder fotos, do que não colocar, e até de como enviar e-mails para possíveis 'amigos' de network... essa coisa de viver com medo do que os outros estão olhando... tenha dó! Se você não tem liberdade para trabalhar em um lugar, por que se sente sempre vigiado, imagine se essa vigilância se estende até sua casa e até suas pesquisas na Internet? Com o marco regulatório da Internet já estamos a caminho disso. Em alguns países a vida já é assim.
Mas eu não obedeço.
O que considero essencial é ser verdadeiro com as pessoas e ser correto no trabalho. Ser honesto, por que honestidade é um luxo e uma virtude. Fazer bem o seu trabalho é o seu currículo. Eu nunca mais atualizei o meu Curriculo Lattes e nenhum outro currículo, porque não importa mais para mim. As coisas que produzo agora são muito mais legais e úteis para a humanidade, animais e ecossitemas do que na época em que me preocupava com currículo. Mas isso é escolha pessoal minha, nada tem a ver com você.
E para quem ainda não tem experiência, o interessante é se grudar em quem tem, mas de uma forma verdadeira, sem falsidade. Com interesse em aprender, não em bajular.
Mas não é o que a maioria quer. Todos lutam por mais - trabalho, tempo e consumo, mesmo que não saiba o que fazer com os três, se os conseguir.
E hoje no rádio a dica era de como tornar o seu perfil nas redes capaz de atrair mais 'redes quentes de networks'.
Achei ridículo, do começo ao fim. Não bastasse que as redes sociais, por si só já estimulam a uma falsidade exuberante, para quem se propõe a ser falso, claro..., agora te ensinam como ser mais falso e o propósito é justamente para um lugar onde se deveria ser honesto: no trabalho.
E o que dá isso é metaleiro com perfil branquinho, com interesses em 'pessoas', curtindo político reaça, programas de TV bonzinhos, tudo mediano e no bom senso, que é para ninguém te avaliar.
E gente tendo que dar conta e por vezes senha de redes sociais na hora da entrevista. Não basta mais tua cara e teus documentos.
É a vida pessoal de cada um, ninguém tem o direito de invadir. Ninguém ganha a mais para ter que dar perfil pessoal, revelar suas crenças e coisas que faz fora do horário de trabalho.
Como aconteceu recentemente com uma pessoa que revelou ser atéia e foi tripudiada. Mas isso tudo foi em seu perfil pessoal. Só pessoas ingênuas acham que a pessoa é o seu trabalho. Existe um ser humano por trás daquele funcionário, ele pode ser totalmente diferente daquela pessoa neutra que te atende numa repartição pública. E assim deve ser.
Eu não tenho medo de nada, meu nome está no Google, se uma empresa é tão inteligente a ponto de saber procurar pelo meu nome na Internet, não precisa entrar em uma rede, (eu posso ter mais de uma, aliás), para saber quem eu sou. E ela saberá, nestes meios, de verdade?
Procuro ser eu mesma e jamais mascarar coisas. Não revelo tudo, por que nem tudo interessa e nem tudo quero contar. Mas é diferente de ser falso. E uma coisa é ter contatos de trabalho verdadeiros, o tal network, precisaria ser naturalmente feito e não essa coisa falsa, como é sugerido, que me lembra as propagandas de uma famosa empresa que vendia produtos de beleza antigamente.
Ela era como uma seita, mas jamais admitia. Ligavam para tua casa, enchiam o saco. E tinha muito bobo que caia nessa armação. E essa empresa existe até hoje, mas não com o glamour que tinha antigamente. Pois muita gente perdeu grana com isso e poucas ficaram ricas(pirâmide?).
E segue o baile - religião que se acha científica, que não se acha seita, aliás, nenhuma se considera, as outras é que são... e as 'filosofias de vida' que te enganam com promessas de trabalho, grana, e elevação espiritual... em certos grupos sociais, inclusive em que eu circulo, tem um monte de gente que acredita nessas coisas. Eles querem te fazer acreditar e são muitas vezes arrogantes e incisivos, mas se você lhes mostrar duas incoerências, já fecham a cara contigo. Tudo bem. Eu sempre vejo o lado bom nessas coisas e encontro coisas boas, mas que isso te faz perder um bom tempo na vida, com certeza. Isso resume um grande medo da morte que assola as pessoas muito antes da hora derradeira.
As redes sociais devem ser sociais, acredito que devem ser o mais próximas da realidade... não precisam revelar verdades sobre o ser, mas podem ser divertidas, podem ser usadas para o trabalho sim, mas não acredito nessas dicas de falsidades que escutei no rádio, tipo dicas de como esconder fotos, do que não colocar, e até de como enviar e-mails para possíveis 'amigos' de network... essa coisa de viver com medo do que os outros estão olhando... tenha dó! Se você não tem liberdade para trabalhar em um lugar, por que se sente sempre vigiado, imagine se essa vigilância se estende até sua casa e até suas pesquisas na Internet? Com o marco regulatório da Internet já estamos a caminho disso. Em alguns países a vida já é assim.
Mas eu não obedeço.
O que considero essencial é ser verdadeiro com as pessoas e ser correto no trabalho. Ser honesto, por que honestidade é um luxo e uma virtude. Fazer bem o seu trabalho é o seu currículo. Eu nunca mais atualizei o meu Curriculo Lattes e nenhum outro currículo, porque não importa mais para mim. As coisas que produzo agora são muito mais legais e úteis para a humanidade, animais e ecossitemas do que na época em que me preocupava com currículo. Mas isso é escolha pessoal minha, nada tem a ver com você.
E para quem ainda não tem experiência, o interessante é se grudar em quem tem, mas de uma forma verdadeira, sem falsidade. Com interesse em aprender, não em bajular.
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segunda-feira, 19 de março de 2012
Casa Verde e Mural dos bichos realizaram brechó!
No domingo fui com uma amiga ao Restaurante Casa Verde para comprar no brechó organizado lá pelo grupo Mural dos bichos. E me encantei pela qualidade das roupas e objetos.
Pode se ajudar os animais, reciclar, reutilizar e dar um passeio, tudo isso visitando brechós pelos animais...
Esta bolsa de cetim, muito linda e nova...
Contato: muraldosbichosrs@gmail.com
Apareçam quando divulgarem pois vale a pena...
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| Este macaquinho estilo praia dos anos 20 |
Apareçam quando divulgarem pois vale a pena...
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sábado, 17 de março de 2012
Como extravasar nossos impulsos consumistas e ainda ajudar o próximo?
É divertido procurar coisas interessantes, livros ótimos, raridades...
Não muito longe deste assunto, chamamos na semana passada o mensageiro da caridade, uma ong que passa nas casas recolhendo coisas que não usamos mais...http://mensageirodacaridade.com.br/ Eles são 'uma mão na roda' pelo seguinte: ajudam-nos a livrar-mos das tralhas, e com isso sabemos que estamos enviando o lixo para pessoas sérias e que um cavalo não irá carregar o peso de nossos lixos.
Eles aceitam material reciclável, eletrodomésticos estragados, tudo, que possa ser reutilizado.
Até embalagens de vidro, bem acondicionadas, eles levaram. Essa máquina de lavar, por exemplo, estava funcionando perfeitamente, exceto pela função centrífuga. Levaram edredons, colchão, escada, garrafas, caixas de vidros de conserva, caixas de sapato, etc.. E isso que minha casa é super organizada, imagine se não fosse...
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
Grupo gaúcho lança videoclipe contra consumo de carne
Grupo gaúcho lança videoclipe contra consumo de carne
O combo eletrônico gaúcho Game Beat Robot lançou à meia noite desta quarta-feira, 5 de maio, seu mais novo videoclipe, desta vez para a faixa ‘Cows To Death’, single que já estava no MySpace. O clipe pode ser assistido no YouTube, através do link http://www.youtube.com/watch?v=mNxcox3AspQ, com reprodução liberada.
Dez singles estão à disposição para download e audição gratuita em http://www.myspace.com/gamebeatrobot, sem necessidade de cadastro ou senha. Seguindo a linha do electroclash e ‘rock de laptop’, o grupo sediado em Porto Alegre tem letras panfletárias pró-libertação animal e veganismo, e afirma fazer “ativismo através de dance music de garagem”.
O combo eletrônico gaúcho Game Beat Robot lançou à meia noite desta quarta-feira, 5 de maio, seu mais novo videoclipe, desta vez para a faixa ‘Cows To Death’, single que já estava no MySpace. O clipe pode ser assistido no YouTube, através do link http://www.youtube.com/watch?v=mNxcox3AspQ, com reprodução liberada.
Dez singles estão à disposição para download e audição gratuita em http://www.myspace.com/gamebeatrobot, sem necessidade de cadastro ou senha. Seguindo a linha do electroclash e ‘rock de laptop’, o grupo sediado em Porto Alegre tem letras panfletárias pró-libertação animal e veganismo, e afirma fazer “ativismo através de dance music de garagem”.
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