Mostrando postagens com marcador trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trabalho. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Coluna Antena - Marcio de Almeida Bueno

☆Só eu fiquei meio desconfiado com a história do produto que causa o mesmo probelma causado pelo vírus do mosquito que ele combate?
 Às vezes parece meio conveniente à incompetência do Estado que um único inseto carregue as três epidemias mais temidas no momento. Porque há mais de um milhão de espécies de insetos, mas apenas uma, em um país continental como o Brasil, transporta os diferentes vírus em questão. Ao menos, questões como saneamento básico, higiene e responsabilidade de cada um vêm à tona. E infelizmente 508 bebês estão pagando o preço por tudo isso.
☆Nascida em Veranópolis, a vereadora de Porto Alegre Sofia Cavedon é autora da nova lei que proíbe saleiros nas mesas de restaurantes, bares e cantinas de escolas e hospitais. Ela explica que, muitas vezes, colocar mais sal na comida é questão de impulso.
 ☆ Olha, eu já fui em restaurantes chineses vegetarianos daqui da Capital em que a comida é temperada até não mais poder, com seus sabores exóticos. E tem gente que se serve no buffet e depois coloca sal em cima de tudo, parece neve. Como se precisasse. E daqui a dez anos vão estar fazendo promessa para santo, a fim de curar problemas nos rins, pressão alta, etc.
 ☆ "Quando você vai comprar algo, não paga com dinheiro, paga com o tempo de sua vida que teve que gastar para ter esse dinheiro. Todavia, se tem muito dinheiro, tem que gastar tempo em controla-lo e cuidar para que não te roubem. E, ao final, és um pobre escravo que já não tem tempo para viver". Frase de Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, que leva uma vida simples.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Passeios em Porto Alegre: e por que somos blocos quadrados encaixados em buracos redondos

Chapolin se vira nos 30 ali no trânsito dos bacanas
Já passei por ele várias vezes, lhe dava uns trocados, mas nunca estava com minha câmera...
Aí eu perguntava, você estará aqui amanhã? Ele dizia, sim. No outro dia, o encontrava em outro lugar!
Neste domingo, em nossas caminhadas, o achei...
Eu quase chorei com a dança dos ciganos lá no brique, por que uma hora cantaram uma das músicas mais tristes do cancioneiro cigano. Só que eu não choro em público.
Somente uma vez. Quando cantaram João e Maria do Chico Buarque, em espanhol, aqui mesmo no brique. Aí não deu, chorei mesmo. Pois essa música me faz chorar em qualquer tempo e lugar.
Caminhar com o frio é como ter a alma em estado de morte, mas aguentamos. Os filetes de sol nos aquecia. E toda aquela gente buscava a mesma coisa? O dia estava muito divertido.
 Andamos juntos com essa manifestação. Não sei porquê, mas estamos sempre no meio dessas manifestações, seguimos com eles.
Nascemos como blocos quadrados para estar dentro dos buracos redondos, diz quem vive comigo. Para não nos encaixar nos moldes que nos prepararam. Para não estar em casa fazendo churrasco, celebrando eternamente. Para não ser essa família narcisista tradicional.
Essa família que, nascendo o lindo bebê, doa-se o gato. 
Essa fotografia celebra uma pequena promessa que eu fiz. Eu trabalhei incessantemente em uma certa época pois precisei muito. Acontecia o mundo aqui fora. Instalaram estas lâmpadas em curva e eu queria vê-las. Mas não tinha tempo nem para um café, nem para cagar, tudo contado no relógio, odiava o tempo, odiava meu celular, meu despertador.
Depois quando me livrei deste trabalho opressor, e toda vez que passo na frente desse prédio, eu faço a trajetória dessas lâmpadas, elas fazem uma curva.

É a curva do tempo, que é meu.

É uma promessa boba, pois não creio em nada. Só acredito em quem me faz sorrir. Neste caso, a luz e o prazer de estar livre.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Meus pés me levam para o nada - todo meu ódio ao trabalho

Hoje meus pés me levaram para a fuga. Como a minha vó, a muito tempo. Longe de sua casa, só pensava em partir, de qualquer jeito à procura de ir-se. Saía de minha casa como um bicho. Achava que era por ali. E ia. Estava acostumada a andar de pés descalços. E, ali, onde avistava um pouco de mato, pensava: deveria ser o lugar onde a levaria para sua terra. Saía de minha minha casa a pé.
Só que ela morava próximo à Serra Gaúcha, a quilômetros de distância, e minha mãe tinha que ir atrás dela, buscá-la para a razão, para este mundo insólito e perverso.

Não tenho vocação para enfiar meus pés nestas sapatilhas, nestes uniformes, não tenho saco. Não tenho modos para quase nada.
Eu, no fundo, apenas suporto, o ser humano, as coisas. Tolero os cinismos, as falsidadezinhas, as pequenezas que vou percebendo nas pessoas neste dia à dia transitório, de "trabalho". E meu alívio é pensar que tudo é temporário, como eu mesma sou com minhas vontades.

Sinceramente, e daí? Na verdade é um grande transtorno daquelas pessoas. É problema delas. Que devem ter uma vida de merda, suportarem-se umas às outras, com conflitos eternos. Egos 'mensos' e mente muito estreita.

Meu corpo, meus pés, me levaram para longe. Eu me perdi. Perdi a hora, fui indo para acolá e quase perdi o ônibus. Voltei como uma idiota e peguei o camburão para o inferno. Um trabalho legal, num ambiente bonito, com pessoas normais.

Por quê?
Por que eu não obedeci as ordens expressas do meu corpo, da minha mente e de meu coração?
Por que eu não segui em frente, tendo em mente que meus pés me levariam para o mar, para o verde, azul, roxo oceano, para minhas ilusões, assim como minha nona (avó) imaginou que aconteceria, mesmo eu sabendo que apenas chegaria a um muro e dobraria a esquina, talvez chegasse a um bar e tomaria um café, chá ou mesmo teria a coragem de até mesmo -
comprar uma passagem para uma viagem?

Não, preferi aderir ao cinismo, ao pusilânime, à ordem. O medo do futuro incerto. A imortalidade infantilmente ilusória, pois vivemos acumulando para o nada. Trabalhando para outras pessoas enriquecerem.

Detesto quando me questionam sobre trabalho. É como se você tivesse obrigação de estender seu currículo sobre a mesa e mostrar seus prodígios, e ai de ti se não for um sucesso.

Eu, que tenho até livros publicados em meu c. v., onde ali tem desde curso de datilografia junto com minhas publicações de artigos de opinião, sempre me esqueço e acabo dizendo o meu trabalho mais simpleszinho. Como se houvesse uma voz interior dizendo: olha, sou uma pessoa e não as coisas que produzi no passado.
E, dependendo de quem está do outro lado, sinto aquela cara de quem tenta decifrar o que exatamente faço.
E tem aquela tia com cara de pena, tipo: tadinha dela que não está milionária depois de ter feito faculdade!
Pode crer que tem malandro velho que ainda acredita que faculdade é alguma coisa e que se você fez algum curso, necessariamente deve trabalhar nele.  No exterior, o curso universitário é apenas uma formação, o sujeito sai de lá e vai fazer o que gosta. Vai ser carpinteiro, vai ser escritor, ele estudou pois queria se aprimorar intelectualmente, não porque precisava pagar as contas. Lembre-se que em certos países o nível de vida é muito melhor do que aqui.
Mas neste país, vivemos numa situação em que é necessário concluir um curso superior para ser qualquer coisa. Pelo menos na época em que comecei minha faculdade era assim. Hoje, nesta época de pleno emprego, não faria faculdade. Dedicaria meu tempo e meu dinheiro em leituras, viagens e livros.

E eu digo: meu trabalho é um mistério, pode ser um ou dois ao mesmo tempo ou quiçá nenhum. E deve me fazer feliz, senão jogo-o ao ar. Mas mais fácil é falar (ou escrever, que aí sim é um dom.).

Minha única vocação ou quem sabe vontade, é para a escrita. Eu amo ler e escrever e é só isso que importa.
Nada mais, nem mesmo viver.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Chapolins, Fast food e o Brasil do PêTê

Comprei alguns brinquedos do Chapolin, os dois últimos que sobraram, na segunda vez que fui num fast food. Você sabia que no México, chapolin é um inseto que se come frito?

A primeira vez que fui a um fast food você pode conferir aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/11/cha-com-amigas.html
Estes são os chapulines. Te dá nojo?
Eu não. Parei de comer animais por compaixão e princípios.
porque antes dava no mesmo comer camarão, franco, miúdos ou qualquer outro animal.





Me deu muita lástima ver adolescentes, praticamente ainda crianças, que poderiam estar namorando, ouvindo som, escrevendo poesias e principalmente lendo, ou fazendo o que queiram, tendo que fazer nada mais nada menos que: trabalhar! E não pense que eu, do outro lado do balcão, estava incólume.

Se você quer saber, as relações de trabalho são praticamente maneiras de ferrar com o empregado e proteger o patrão. Você recebe benefícios ínfimos e se não aprender a economizar por si só, estará perdido. E as mulheres, que se cuidem. Elas perdem mais, do começo ao fim. Especialmente por não terem boca, por acreditarem em promessas. Maioria numérica, precizam tirar do cérebro o comportamento de minoria e ajudar as que realmente estão em situação de fragilidade. E hoje a moda é ser chefete. Todo mundo recebe a lisonja do poder. Um crachazinho de preposto e já começa a humilhar os colegas. Quase sempre ganha o mesmo salário que os demais. Pura ilusão. Como o patrão sabe que os idiotas adoram poder, distribuem-no à vontade, para fazer os desgraçados se fartarem e obedecer ao comando sem pensar. Isso acontece em bancos e nas grandes empresas de telecomunicações, etc. Mas até mesmo onde não se ganha um centavo, em partidos e grupos sociais, tem gente se matando por um pouquinho de glória.

Não pense que, esta empresa de fast food é a única, ela é apenas um alvo de esquerdistas, como a coca, a cola, como o PT. (Como se o Brasil, antes deste partido, não fosse um antro de picaretas. Como se o colllor, não tivesse apenas dado dois passos para lá e tivesse só tirado umas férias, continuando firme e forte, sem nunca ter saído do poder. Acordem povo idiota e iludido. Ele, curiosamente também faz parte das poucas famílias que controlam a mídia com mão firme.
Tudo é um blefe eterno e todos caem como crianças torpes.)
Você pensa que agora está tirando a Dilma (mulher que eu admiro, mas não tenho partido nem sou puxa saca de ninguém) do poder com seu blá blá blá de pseudopolitizado sem memória, caindo no papo da mídia golpista,  mas está apenas indo com a corrente dos que querem te enrolar e continuam aumentando seus salários e surfando nos eternos benefícios autoconcedidos. E a polícia continua batendo em pobre, os direitos sendo suprimidos, a corrupção antiga, que agora até estava sendo combatida e divulgada (por isso a gentarada está possessa), ainda segue forte, mas vc (você) segue na sua ilução celular (não o aparelho telefônico, e sim o genético).

Quem quer criticar muito o mac, o fast food, etc, desligue antes sua TV.
Eu não tenho televisão em casa desde a adolescência, na época era apenas pela minha juventude e mil vezes melhor ler, ter amigos, namorar e sair à noite do que ficar em casa ver estaticamente o óbvio! Eu caminhava muito, como até hoje faço, à noite até em cemitérios, e conhecia todos os lugares. Eu amo rádio até hoje, mas me concentro só na Internet e Ondas curtas que são isentas, sou louca por música e não entendo quem gosta de TV. Não me ligo em filmes, não me interessa mesmo. Vejo alguns de vez em quando, mas não morro por isso.
Hoje eu não tenho TV pois sei que os donos da mídia, dominam tudo, escolhem o que o populacho vai ver. A mídia golpista enfia o que quer no rabo da população.
E aqui neste Estado, uma em particular explora os funcionários de maneira cruel. Nem entro aqui em detalhes, pois daria uma reportagem. Coisa que os bons jornalistas já fizeram e você leitor já deve ter lido, claro que sim.

Mas o pior são os chefetes dos jornalecos ostentando crachás nas ruas como se fossem os escritores seculares. E mais asquerosos são os puxa sacos de tais figuras.

Quem se espanta muito com o trabalho escravo na China e abre um bocão para falar do símbolo dos fast foods deveria parar de comer carne, ler sobre a exploração dos donos da carne, os grandes e os pequenos, e não ver TV, nem todo o pacote midiático controlado.

O trabalho em si já é algo nocivo pois nos rapta boa parte da cognição, nos rouba a vida. O 'trabalho' criativo não é trabalho, é outra coisa. Mas o que aquelas pessoas fazem ali é matar sua própria vida, seu tempo, sua liberdade. Em troca de quê? Já sabemos, de combustível para alimentar uma roda sistemática cruel.

Eu via aquelas meninas ali, oito (8) horas por dia, domingo, algumas nem seios tinham (saliento isso, pois essa é uma fase sensível para uma mulher, não é o momento de estar enfiado num regime de escravidão. Ainda somos crianças e mulheres ao mesmo tempo. Não temos que ficar servindo batata frita para pessoas impacientes), tendo que aguentar o consumidor típico, que se acha rei, só por que paga, pois ele também trabalha e aguenta a carga da exploração.

Gostaria de saber e não sou só eu, quem foi o crápula que criou essa armadilha e por que todos compactuam com ela, se não somos formigas?

Pois a espécie humana está longe da bondade, precisa se aplicar muito para tal. Parece que nascemos para o mal. E ser bom exige um esforço sobrenatural.
Mas há muita gente boa e estamos tentando. A revolta que nasce dentro de alguns é uma pista disso e não vamos parar.

Aqui está um manifesto contra uma das empresas e desconfio que não seja por bondade, que seja apenas porque é desigual e gera menos lucro para as outras lojas... Leia: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/mundo/brasil/noticia/2015/02/24/brasil-adere-a-movimento-global-de-trabalhadores-contra-mcdonalds-169613.php

E para quem perdeu o folego, pois é muito assunto ao mesmo tempo, lembre-se que tudo está interligado.
Fiquei muito tempo sem entrar aqui por que também vendi minha alma para deus.
E, quando volto a escrever, é o sangue que verte pelos dedos, o ódio e o amor que se misturam. As lembranças das coisas que me revoltam e as experiências vividas que precisam ser expostas, para que outros se identifiquem. Tudo é misturado, livre e sem regras. Chega de polícias, chega de chefetes e ideologias, não sigo absolutamente nada.

E me sinto lisongeada quando sei e sinto que tenho meus poucos leitores sempre fiéis, os velhos e os novos já salpicados de sal.
E sinto uma espécie de prazer quando o que escrevo provoca a ira dos que se incomodam com o que não deveria incomodar, com os preconceituosos e chatos que entram aqui só para bisbilhotar. Aí é que reconheço secretamente que cumpri com meu objetivo: desobedecer e provocar - seja a reflexão, seja o desmonte, seja o deboche do orgulho e da ignorância.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Reacionários da Grande mídia minimizam o direito à moradia

Os moradores das Ocupações urbanas aqui da região metropolitana e de Porto Alegre estão fazendo manifestações nas rodovias e parando o trânsito da cidade, na Zona Norte e no Tribunal de Justiça do Estado.
Ouvi numa rádio essa manhã um absurdo. O comentarista, um reaça bem conhecido, insuportável, dizendo (nas palavras dele): que os motoristas 'não tem nada a ver com isso' e que as pessoas estão atrapalhando o trânsito para requisitar, vejam só que absurdo, 'moradia'!
A maneira como ele falou, foi de uma forma tão jocosa, que mais parecia que as pessoas estavam pedindo doces, roupas melhores, mais músicos nas praças, mais fogos de artifícios à noite. Foi asqueroso.
E há um pequeno detalhe:
Você motorista bundão, tem parte neste problema sim.
Cada vez que você pega seu carro que mais parece uma lancha, cada vez que você sai de casa, alienado a tudo, cada vez que você liga sua TV multimídia ou seu celular indispensável, você tem parte em tudo que acontece. Cada vez que você está ausente de tudo e não sabe quem é o desembargador, o juiz e mal sabe o que se passa com quem está acima de nossas cabeças, com o serviço público, você é culpado.
Cada vez que você escolhe com seu voto de merda, políticos incompetentes, picaretas como aqueles  que são 'suspeitos' de cobrarem metade do salário dos funcionários (Celso Jancke (PP), José Francisco Nunes, o Francisco da Mensagem (PSB), e Doutor Pompeo (PTB) em Canoas, logo ali, aqui afinal ), cada vez que você concorda com esses comentarístas sem vergonhas que minimizam os problemas humanos, você é culpado por essa gente não ter casa. Eu pago aluguel. Seu eu soubesse disso antes, estava lá com eles. Tem gente ali, que é da cidade que eu morei durante anos.
Cada vez que você, sentado nesse carro, ignora os problemas sociais e até dá graças a deus por não ter que se envolver em nada, você é conivente, é abjeto e ainda vem com esse papo de que 'não tem nada a ver com isso'.........
Mas sonega impostos, colabora com patrão explorador, pode ser até o dono daquele monte de terras inúteis, cabanheiro, pecuarista, explorador de trabalho degradante, e depois: ainda defende expointer, ainda defende comer carne, ainda defende, defende.... sem saber e diz:

"não tenho nada a ver com o fato dessa gente não ter onde morar".
Pense bem meu amigo e amiga.

Greves e manifestações sempre existiram, são direitos presentes na constituição. É uma falta de respeito a forma de como esses jornalistas reaças tratam as pessoas pobres, dizem que 'a maioria da população está naquela região', o que é mentira, porque a maioria da população não está naquelas ruas, ele fala assim por que é classe média e tem carro. Ele acha que todos são ricos e todos tem carro e todos estão naquele momento, naquele lugar, ou seja, sujeitinho com o umbigo no centro.

E tem um detalhe bem interessante, que os donos de carro e os comentaristas da mídia reaça parecem não saber. Quando é para o povão a justiça é bem lenta, por isso o povo precisa protestar, mas quando é para os ricos a coisa anda bem rápida. E quando é para fuder (ou foder para os gramáticos) as pessoas, aí a coisa é rápida e anda mesmo. Aí mostram serviço.
Veja esse documentário para se colocar no lugar dos outros:

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A filha camareira - o filho hóspede

Quem nunca viu essa combinação em uma casa ou na sua cidade, tem sorte ou venda nos olhos.
Visitar um amigo e ver que a mãe lhe servia café e passava margarina no pão. Na cozinha a irmã esfregava panelas. E fazia tudo o mais.
Esse era o modelo de educação. Em muitos lugares ainda segue sendo.
A eterna desunião feminina começa neste egoísmo maternal. Nessa euforia de amar o homem a qualquer preço.
Passa por uma adolescência distanciada do ensinamento das mães, das avós.
É a sua amiga conversando mais com seu marido. E não com você.
É o casamento distanciando as mulheres, mais que o trabalho, este que deveria uni-las em projetos, não em competição.
Ficam isoladas, considerando que mais vale um homem que a riqueza da partilha.
 - Focando na limpeza da casa - talvez a única coisa que aprenderam com as mães e avós. -
Se encontram uma mulher admirável, em vez de se aproximar, secam, invejam, se afastam.
Conheci mulheres que moraram juntas, por determinado tempo, para criar os filhos. Por isso elas são tão alegres e inteligentes. São mulheres expansivas. Aprenderam que a vida não é o combo machista que as mulheres compram logo depois da adolescência.
Um egoísmo sem tamanho é uma mãe dar atenção a um dos filhos, deixando outro trabalhando. O paparicado, por sua vez, nem sempre é beneficiado, sendo pois prejudicado até mesmo intelectualmente.
Quem se interessaria por um sujeito inábil para tarefas simples, que garantem a sobrevivência em qualquer lugar do mundo? Bem, a maior parte de nossa geração anterior foi feita de homens que no máximo aprendiam a fazer 'churrasco' ou 'carreteiro', demonstrando que tem gosto para tudo e que não se teve escolha em maior parte das vezes.
Hoje, apesar do modelo antigo andar por aí, conheço mães, homens e mulheres diferentes que resolveram seguir um modelo novo, talvez por terem sofrido essa agressão, querendo mudar o futuro, talvez por terem aprendido a amar melhor, ou pela vontade de quebrar essa corrente, pelo menos em algum ponto. Só faz bem para a alma pensar no outro.
Ellen Augusta

sexta-feira, 28 de março de 2014

Seitas, religiões e... trabalho

Cada vez menos trabalho, mais tempo e menos consumo. Isso incomoda certas pessoas.
Mas não é o que a maioria quer. Todos lutam por mais - trabalho, tempo e consumo, mesmo que não saiba o que fazer com os três, se os conseguir.
E hoje no rádio a dica era de como tornar o seu perfil nas redes capaz de atrair mais 'redes quentes de networks'.
Achei ridículo, do começo ao fim. Não bastasse que as redes sociais, por si só já estimulam a uma falsidade exuberante, para quem se propõe a ser falso, claro..., agora te ensinam como ser mais falso e o propósito é justamente para um lugar onde se deveria ser honesto: no trabalho.
E o que dá  isso é metaleiro com perfil branquinho, com interesses em 'pessoas', curtindo político reaça, programas de TV bonzinhos, tudo mediano e no bom senso, que é para ninguém te avaliar.
E gente tendo que dar conta e por vezes senha de redes sociais na hora da entrevista. Não basta mais tua cara e teus documentos.
Se as empresas tem tanta insegurança assim, deveriam rever seu pessoal de avaliação, por que é no dia à dia que se vê quem é quem, e não através de perfis e fotos publicadas fora do ambiente corporativo.
É a vida pessoal de cada um, ninguém tem o direito de invadir. Ninguém ganha a mais para ter que dar perfil pessoal, revelar suas crenças e coisas que faz fora do horário de trabalho.
Como aconteceu recentemente com uma pessoa que revelou ser atéia e foi tripudiada. Mas isso tudo foi em seu perfil pessoal. Só pessoas ingênuas acham que a pessoa é o seu trabalho. Existe um ser humano por trás daquele funcionário, ele pode ser totalmente diferente daquela pessoa neutra que te atende numa repartição pública. E assim deve ser.
Eu não tenho medo de nada, meu nome está no Google, se uma empresa é tão inteligente a ponto de saber procurar pelo meu nome na Internet, não precisa entrar em uma rede, (eu posso ter mais de uma, aliás), para saber quem eu sou. E ela saberá, nestes meios, de verdade?
Procuro ser eu mesma e jamais mascarar coisas. Não revelo tudo, por que nem tudo interessa e nem tudo quero contar. Mas é diferente de ser falso. E uma coisa é ter contatos de trabalho verdadeiros, o tal network, precisaria ser naturalmente feito e não essa coisa falsa, como é sugerido, que me lembra as propagandas de uma famosa empresa que vendia produtos de beleza antigamente.
Ela era como uma seita, mas jamais admitia. Ligavam para tua casa, enchiam o saco. E tinha muito bobo que caia nessa armação. E essa empresa existe até hoje, mas não com o glamour que tinha antigamente. Pois muita gente perdeu grana com isso e poucas ficaram ricas(pirâmide?).
E segue o baile - religião que se acha científica, que não se acha seita, aliás, nenhuma se considera, as outras é que são... e as 'filosofias de vida' que te enganam com promessas de trabalho, grana, e elevação espiritual... em certos grupos sociais, inclusive em que eu circulo, tem um monte de gente que acredita nessas coisas. Eles querem te fazer acreditar e são muitas vezes arrogantes e incisivos, mas se você lhes mostrar duas incoerências, já fecham a cara contigo. Tudo bem. Eu sempre vejo o lado bom nessas coisas e encontro coisas boas, mas que isso te faz perder um bom tempo na vida, com certeza. Isso resume um grande medo da morte que assola as pessoas muito antes da hora derradeira.
As redes sociais devem ser sociais, acredito que devem ser o mais próximas da realidade... não precisam revelar verdades sobre o ser, mas podem ser divertidas, podem ser usadas para o trabalho sim, mas não acredito nessas dicas de falsidades que escutei no rádio, tipo dicas de como esconder fotos, do que não colocar, e até de como enviar e-mails para possíveis 'amigos' de network... essa coisa de viver com medo do que os outros estão olhando... tenha dó! Se você não tem liberdade para trabalhar em um lugar, por que se sente sempre vigiado, imagine se essa vigilância se estende até sua casa e até suas pesquisas na Internet? Com o marco regulatório da Internet já estamos a caminho disso. Em alguns países a vida já é assim.
Mas eu não obedeço.
O que considero essencial é ser verdadeiro com as pessoas e ser correto no trabalho. Ser honesto, por que honestidade é um luxo e uma virtude. Fazer bem o seu trabalho é o seu currículo. Eu nunca mais atualizei o meu Curriculo Lattes e nenhum outro currículo, porque não importa mais para mim. As coisas que produzo agora são muito mais legais e úteis para a humanidade, animais e ecossitemas do que na época em que me preocupava com currículo. Mas isso é escolha pessoal minha, nada tem a ver com você.
E para quem ainda não tem experiência, o interessante é se grudar em quem tem, mas de uma forma verdadeira, sem falsidade. Com interesse em aprender, não em bajular.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

"Tudo é de se matar de rir"*

Depois de anos de lutas trabalhistas, ouvir esse povo 'RH' falando que não tem nada de mais espiar sua vida pessoal nas redes sociais, é de se matar...de rir. Que direito tem uma empresa, ainda mais se for onde eu trabalho, vir espiar, espionar, ou seja o que for, a minha vida pessoal, as minhas fotos e informações, mesmo públicas? E tem empresas que pedem as senhas... o que o funcionário ganha (em dinheiro, digo) com esse monitoramento 24 horas?

*essa frase é de um filme que não lembro o nome - disse um senhor em um velório, para uma criança, que perguntou por que ele ria sem parar.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Desobrigando-se do salto alto

Neste feriado fomos comprar tênis. Sim, comprei mais um tênis para caminhada da Reebok que é totalmente sintético e considero o melhor tênis do mundo para caminhar (e até para correr). Já tinha um preto com branco e hoje comprei um roxo com verde berilo (na sola), maravilhoso. Tem amortecedores fofos que mais parecem bolas e parece que estamos a caminhar sobre um balão, só quem experimenta sabe.
 Meu estilo de vida permite que eu use tênis e chinelo, mesmo em coisas mais 'sociais' e me desobriguei de eventos em que o sapato social é fundamental. Que bom.

Nada contra um salto alto, mantenho um para o caso de um dia querer usar. E também uma ou outra sandália de salto super alto que gosto e são confortáveis. Fiz um saco bem grande e vou doar diversos sapatos que não uso mais para brechós beneficentes e para o Mensageiro da Caridade.

Mas o problema é que antes de usar tênis eu não sabia o que era conforto. Usava sapatos pela beleza e nunca me dei conta de que meus pés fazem parte de mim e de minha saúde.

Pois quando experimentei meu tênis de corrida amarelo pela primeira vez senti o que é ter conforto nos pés. E a partir disso comecei a buscar o conforto acima de tudo, mesmo nos sapatos de salto alto.

Aboli o bico fino, pois danifica meus pés. Plataforma só se for estável, pois está cheio de sapatos por aí que não são nada estáveis e colocam em risco a elegância e a mobilidade da mulher.
Ellen Augusta 
A caixa virou brinquedo




domingo, 29 de agosto de 2010

Coisitas de casa

Estou em casa, enquanto a Vanguarda Abolicionista está no manifesto na frente da Expointer. Fiquei aqui trabalhando, enquanto isso, uma pausa para o blog...
algumas flores
Bolsa comprada no brechó Bichos e Amigos
achamos este leite de soja e só usamos este agora. É para uso culinário, mas por não ter gosto de baunilha fica muito bom com café.
Aqui está o leite de soja com café.
Esta abóbora da vela comprei no mesmo brechó e a abóbora casinha é coisa de 1,99 logo que começou a moda de 1,99 no Brasil. Ela abre e dentro tem uma casinha de bruxa com fantasminhas e teias de aranha, uma graça... a única coisa pequenina que tenho, pois detesto pinduricalhos em casa. Gosto de tudo clean e minimalista o quanto possível.








Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...