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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Passeios em Porto Alegre: e por que somos blocos quadrados encaixados em buracos redondos

Chapolin se vira nos 30 ali no trânsito dos bacanas
Já passei por ele várias vezes, lhe dava uns trocados, mas nunca estava com minha câmera...
Aí eu perguntava, você estará aqui amanhã? Ele dizia, sim. No outro dia, o encontrava em outro lugar!
Neste domingo, em nossas caminhadas, o achei...
Eu quase chorei com a dança dos ciganos lá no brique, por que uma hora cantaram uma das músicas mais tristes do cancioneiro cigano. Só que eu não choro em público.
Somente uma vez. Quando cantaram João e Maria do Chico Buarque, em espanhol, aqui mesmo no brique. Aí não deu, chorei mesmo. Pois essa música me faz chorar em qualquer tempo e lugar.
Caminhar com o frio é como ter a alma em estado de morte, mas aguentamos. Os filetes de sol nos aquecia. E toda aquela gente buscava a mesma coisa? O dia estava muito divertido.
 Andamos juntos com essa manifestação. Não sei porquê, mas estamos sempre no meio dessas manifestações, seguimos com eles.
Nascemos como blocos quadrados para estar dentro dos buracos redondos, diz quem vive comigo. Para não nos encaixar nos moldes que nos prepararam. Para não estar em casa fazendo churrasco, celebrando eternamente. Para não ser essa família narcisista tradicional.
Essa família que, nascendo o lindo bebê, doa-se o gato. 
Essa fotografia celebra uma pequena promessa que eu fiz. Eu trabalhei incessantemente em uma certa época pois precisei muito. Acontecia o mundo aqui fora. Instalaram estas lâmpadas em curva e eu queria vê-las. Mas não tinha tempo nem para um café, nem para cagar, tudo contado no relógio, odiava o tempo, odiava meu celular, meu despertador.
Depois quando me livrei deste trabalho opressor, e toda vez que passo na frente desse prédio, eu faço a trajetória dessas lâmpadas, elas fazem uma curva.

É a curva do tempo, que é meu.

É uma promessa boba, pois não creio em nada. Só acredito em quem me faz sorrir. Neste caso, a luz e o prazer de estar livre.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

A única retrospectiva de 2014

Não tenho televisão em casa. Saí ontem para passear com meu marido. Cidade vazia. Quem não estava numa praia famosa, estava em casa vendo a retrospectiva do ano, na TV.
A única lembrança que fica deste ano foi a partida de meu querido Chespirito. Querido para mim e tantos mais. Quem tem um ídolo, quem é fã, pode compreender o que sinto. Mas a palavra fã, que vem de fanático, não corresponde ao que eu sinto com relação a sua pessoa e obra.
Eu, que sempre vivi meio solitária, que sempre tive meus problemas com relação à 'família', o amava como alguém muito próximo.
Não o via sem defeitos, não o idealizava, como fazem alguns fãs, achando inclusive que o ídolo possui 'deveres' com relação ao público. Uma característica do fanatismo é o extremo egoísmo.
Não. Talvez mesmo por conta de seus personagens, sua genialidade permitiu colocar em cada um deles um pouco de humanidade.
O herói Chapolin Colorado não era invencível e manifestava seu medo, não conseguia disfarçar seus defeitos, que não eram poucos. Ele tinha muito de Chaplin, pois Bolaños se inspirava nele, era sua docilidade, seus cenários, aquele ar anos setenta, tudo era muita ternura. Sua característica era a simplicidade. O gênio é aquele que faz do simples o melhor, e aquele que diz o óbvio, que mostra o que todos não viram. Assim, com simplicidade, ele fazia rir. Eu ria e chorava. O riso me emociona.
Chaves do Oito, colocou muita emoção no humor. Os episódios em espanhol revelam sutilezas, as críticas sociais, a cultura de uma época, que é sempre atual. As dublagens são nostálgicas, os fãs adoram as trilhas sonoras, as chamadas BGM's (Back Ground Music).
O dia em que conheci Kiko foi o melhor dia de minha vida. E dizer isso pode soar infantil para muitas pessoas. Mas estou sendo sincera. É realmente a minha criança interior que fala. O abracei naquele momento e era como encontrar aquele que já conhecia a tanto tempo, para apenas dizer: obrigada!
E ontem, quando vi novamente o clipe de abertura do show, me emocionei novamente.
Um dia, um apresentador criticou Chespirito de maneira debochada, de "como é estranho que seus episódios façam tanto sucesso, já que não tem graça alguma". Ao que ele respondeu mais ou menos assim: Se uma coisa que faz rir a tantas pessoas não causa graça a você, algo deve estar errado é com você.
Eu não fico indiferente a nada do que aconteceu neste ano. Porém, o que me marcou foi sua partida. O México inteiro parou simplesmente. Alguém disse que foi como se Chaves tivesse morrido. Quando vi seu féretro, o caminhão carregando seu caixão, todo em vermelho com Chaves e seu barril de um lado, de outro Chapolin, e seu martelo e o coração - sua insígnia, realmente a dor veio como a sensação de que ali marchava Chaves e Chapolin para a sepultura.
Depois, retornou a sensação natural de que seu trabalho é eterno e vivo. Por essa razão nunca morrerá. Nós também manteremos vivaz sua marca neste mundo. Porque uma pessoa que fez rir e refletir, sempre merecerá ser lembrada. Como neste mundo quem faz o bem muitas vezes é criticado, quem faz rir de forma doce, deve sempre ser amado.
 Gracias Chespirito.
À maneira do blog Desobediência Vegana, desejo um feliz ano novo a todos os meus leitores.

sábado, 29 de novembro de 2014

A interface de Chespirito e os atores de Chaves com os fãs

O jornaleco famoso local, não publicou uma linha na capa de domingo sobre a morte de Roberto Gómez Bolaños, Chespirito. Alguns veículos midiáticos procuraram ignorar o que a Internet estampava em todo o lugar. O assombroso número de fãs de Chaves.
Silvio Santos foi genial quando trouxe o seriado para o Brasil. Observador que era, percebeu o sucesso total nos Estados Unidos. Todo fã é grato a ele e seu canal SBT pela vinda de Chaves ao país.
Amo as frases de Chespirito.
A Internet é o meio mais democrático que existe. Aqui não tem censura. Não há como tapar o sol com a peneira. É impossível disfarçar. Enquanto alguns invejosos ficavam comparando o ídolo mexicano com algum ator brasileiro, como se fosse o caso, milhares de pessoas pensavam na morte de Bolaños.
Mesmo que os jornais e a TV disfarçasse, sob pena de fazer propaganda para a emissora rival, na Internet, onde a liberdade impera e não há o controle da comunicação, todos expressaram o seu coração.
Eu escrevi um artigo sobre as referências aos animais nos episódios de Chaves/Chapolin, para a ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais, onde tenho minha coluna.
Chama-se: O herói da América Latina e nossas fragilidades leia abaixo:
Mandei para Rúben Aguirre pelo Twitter. Ele me respondeu!



O perfil oficial de Ruben Aguirre: https://twitter.com/jirafalesruben
Conheci o Kiko em show aqui em Porto Alegre, graças a uma amiga que me conseguiu ingressos, fiz foto com ele, o abracei, o que considerei especial.
Depois em sorteio pelo Facebook, ganhei uma camiseta autografada pelo Kiko, do Forum Chaves.
 Chegando no local do show em Porto Alegre - foto Marcio de Almeida Bueno
 Chegando no local do show em Porto Alegre - foto Marcio de Almeida Bueno
Depois do show, na hora da foto. O mais emocionante foi poder abraçar ele e dizer o quanto o admirava.
Kiko com o seu dublador, ele estava no show.
 Kiko, na época em que fez shows no país, foi condecorado Embaixador da Copa do Mundo aqui em Porto Alegre. Mas o chato é que nos dias da Copa ele não foi convidado, não enviaram sequer uma passagem ou um convite. Eu até tentei fazer alguma mobilização, achei que outros fãs pudessem se engajar, pois se ele estivesse aqui, passearia pelo país todo, mas não foi além. Quem esteve no Brasil em época de Copa foi Edgar Vivar, mas este ainda eu não conheço pessoalmente.

Kiko disse em seu show, com os olhos cheios de lágrimas, que todos nós somos responsáveis na vida dele, por ele comer, pelos filhos dele terem o que comer. Isso em espanhol significa, sustentar sua vida e família. Mas acho que em português também fica bem claro!
Chiquinha também agradeceu, chorou, se emocionou com os fãs.
O curioso disso tudo, é que eles estão velhos, ainda trabalham e todas as vezes ficam emocionados. Choram muito. E é emocionante. Quando eu vi Kiko pela primeira vez, não sei o que aconteceu, acho que me senti uma criança mesmo. Com a Chiquinha foi a mesma coisa. Mas com o Kiko foi mais, acho que por ser a primeira vez, e por admirar muito ele.

Conheci A Maria Antonieta de Las Nieves aqui em Porto Alegre, subi no palco com ela. Ela é realmente baixinha!
fiz esta foto bem pertinho dela, estava em cima do palco, junto com outros fãs.
fiz esta foto bem pertinho dela, estava em cima do palco, junto com outros fãs.
O mais legal de tudo isso, é que antigamente, os nossos heróis eram mortos. Os autores, os escritores, todos mortos. A maior parte, infelizmente até hoje é assim, morre pobre, sem reconhecimento. Depois é que são reconhecidos, e o pior, tem gente que ainda lucra com isso.
Só que no caso de Chespirito e sua turma, todos puderam saber que seus fãs os amavam muito. Eles sabiam disso e reconheceram. Retribuem o carinho dos fãs. Sua obra permanece há mais de 40 anos sendo vista em todos os continentes, isso é assombroso.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Oh E agora, quem poderá consolar-nos?

Hoje morre o ídolo e ícone de várias gerações, Roberto Gómez Bolaños, Chespirito. Minha amiga me ligou avisando. Não acreditei. Confirmei a notícia no rádio. Os comunicadores, emocionados, contaram a notícia. Para eles, foi como se o Chaves morresse. Para todos de nossa geração. Eu chorei.




Chaves já foi até mesmo, assunto em meus dias de terapia.
O Chavito recupera e cura a infância de todo mundo.
Ele é um ícone universal da infância sofrida, da felicidade simples, da criança pobre da América Latina, que não tem brinquedos, ou que está sozinha. Eu sempre tive pena do Chaves. No fim das contas, sempre gostei de todos os personagens. Entendia a situação deles, amava a todos. E eu me via em cada um deles.

Eu tive um aniversário lindo, agora, adulta, com a temática do Chaves. Elaborado pelos meus amigos. Chorei, minhas pernas ficaram moles. Eu tinha trauma com aniversários. Não tenho mais.
Velinhas - toda a comida foi vegana!
 
 
Chapolin é o herói torpe, honesto e tonto. Ele é o herói latino, é a nossa cara. Eu gosto muito dele pois me lembra Chaplin, na sua doçura. Os personagens criados por Chespiritos são amados, são arquétipos, são simbólicos e são críticas sociais.
Quem nunca chorou com Chaves?
O episódio Aniversário de Kiko, é muito triste, embora seja também engraçado. Ele critica muitas coisas e no final, Dona Florinda ainda nos pede para tentarmos conviver com as pessoas. Nossa, como isso é difícil não? Mas devemos tentar, diz ela! Eu lembro sempre desse episódio, por conta dos meus traumas com aniversários... Chaves sempre toca na alma de muitas pessoas, pois seus personagens são universais.

Reproduzo aqui a mensagem que copiei diretamente da biografia de Chespirito - Chaves - A história oficial ilustrada
Mensagem de Roberto Bolaños ao público brasileiro

"Nunca pude imaginar que meus programas e minhas obras chegariam a ser conhecidos em todo o território de meu país... Menos ainda em todo o continente americano! E também na Europa, na Ásia e na África!
Por que tudo isso aconteceu? Essa é uma pergunta que somente o público seria capaz de responder. Público ao qual desejo expressar minha infinita gratidão!
Também agradeço aos demais personagens, que contribuíram para que eu jamais me distanciasse de meu propósito fundamental: divertir sem causar danos às pessoas, sem distinção de idade, sexo, raça ou nacionalidade.
Agora, com a tradução de Chaves - A história oficial ilustrada para o português, quero agradecer de maneira especial aos meus amigos do Brasil, a quem jamais serei capaz de retribuir o apoio extraordinário ao longo de tantos anos.
Meu muito obrigado a vocês, que tiveram paciência comigo e que adotaram Chaves, Chapolin e todos os meus personagens como brasileiros de coração.
Espero que gostem dessas páginas tanto quanto eu gostei, já que elas trazem alguns dos momentos mais importantes da minha vida.
Deixo a todos meu enorme abraço.
Sigam-me os bons!"

 Chespirito criou diversos personagens pouco conhecidos aqui no Brasil. O seriado La Chicharra, onde ele é um jornalista (Vicente Chambon), apaixonado pela fotógrafa Cândida (Florinda), Los Caquitos, Los super Gênios da Mesa Cuadrada (programa que iniciou Chapolin e mais tarde Chaves), Dr. Chapatin, Charles Chaplin, El Chompiras (seu personagem preferido), El gordo y el flaco, Chaparron Bonaparte, Don Calavera, e os personagens que criou para os outros atores, claro! Estes que nós conhecemos e outros mais. Além disso ele era compositor, criou muitas músicas para os episódios, atuava no teatro e era produtor. Suas qualidades foi o que lhe deram seu apelido Chespirito, o pequeno Shakespeare, por ele ser tão baixinho. Ou chaparro, como se diz em espanhol. Eu aprendi espanhol por causa dele!
Os outros personagens de Chespirito.
Os fãs de Chespirito acabam conhecendo os diversos personagens que ele criou, como este.
Algumas coisas de fã:




Que se há de fazer. Vão nos levando os pedaços da gente. Esta é a vida. Faço meu agradecimento. Mais uma das milhares de homenagens de fãs pelo mundo inteiro, ao nosso amigo Chespirito.
Por causa dele a gente riu e chorou. Nos curamos das dores do mundo. E ele se tornou universal.
Como o apresentador do rádio disse: Hoje a gente sabe tudo, tem opinião para tudo. Mas Chaves continua eterno, mesmo com aquele cenário, com as piadas repetidas, será sempre bom. E ele disse também, que um dia alguém poderia colocar um episódio do Chaves numa daquelas cápsulas que se manda para o espaço. Com certeza, seria um belo recorte de uma realidade indizível.

sábado, 15 de novembro de 2014

Mis Chavitos - meus bonecos do Chaves

Nas lojas da China, que aqui chamamos de 1,99, embora de 1,99 não exista quase mais nada, pode-se encontrar estes brinquedos do Chaves. Já encontrei os adesivos também, vão todos para minha coleção de coisitas do Chaves e Chapolin.
 Ao apertar os bonecos ele fazem um barulho engraçado...
 Quem perdeu sua infância em algum lugar, pode encontrá-la aqui!
 Aí passou o gato e... derrubou tudo...
Guardo em uma caixinha algumas coisas como uma camiseta autografada do Kiko, fotos, um DVD, uns enfeites de aniversário que o pessoal fez para mim: uma festa toda do Chaves! Uns brinquedos do Chaves comprados em brechós, vou achando por aí tudo o que se refere aos meus ícones amados. O que é mais valioso, no entanto, são os episódios que guardo no meu HD, tenho muitas raridades do Chespirito, coisas antigas, filmes com os atores, e muitas coisas raras mesmo, que nem existem mais na Internet, pois os blogs vão saindo do ar, e os fãs vão salvando o que podem...
 Se de casualidade, alguém souber de alguma coisa do Chaves por aí, me avise que eu vou buscar!
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