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sábado, 29 de novembro de 2014

Antes tudo fosse uma brincadeira - como em "Chaves - Los atropellados" - Curiosidades sobre Chaves

Uma das coisas que todo o brasileiro lembra quando o assunto é Chaves, é o episódio Chaves em Acapulco. A segunda parte do episódio foi dublada como se acontecesse aqui no Brasil, na praia do Guarujá. Na versão original, há mais riqueza de detalhes, por exemplo, na chegada de Chaves no hotel, se ouve os fãs chamando-o no outro lado da calçada. A apresentação e o final do episódio, em espanhol, é completamente diferente da versão brasileira. Mas não tem problema. Gostamos de todas as versões. É coisa de fã!

Aproveitando as belas férias em Acapulco, eles fizeram também uma versão de Um Chapolin em Acapulco. Que eu adoro. Trata-se de um filme sobre Chapolin, em que o ator, Chato Resto (Horácio Gómez - o irmão de Chespirito) atua como Chapolin. Como ele vai embora de Acapulco, chamam o herói para fazer seu próprio papel.

Chespirito tem uma fundação que ajuda crianças carentes. É muito pouco divulgada aqui no país, talvez por que nem todos os fãs conheçam, mas a fundação existe a um bom tempo. Todos os produtos do Chaves tem renda revertida para as crianças e até eu já comprei pirulitos e balas do Chaves, com selo da fundação. O selo diz: Adote al Chavo. Clique abaixo e conheça a Fundación Chespirito.
http://www.fundacionchespirito.org/index.php

Chapolin recebeu uma homenagem até mesmo dos Simpsons. Eles criaram um personagem chamado Bumblebee man baseado no Chapolin Colorado. Bumblebee man é um mexicano que vive em Springfield vestindo uma roupa de abelha, a qual nunca tira. Trabalha em um programa humorístico da televisão, no canal 8 (canal Ocho, a mesma emissora em que Chaves e Chapolin eram exibidos no México). Seu verdadeiro nome é Pedro Chespirito, em homenagem a Roberto Gómez Bolaños.
Chespirito escrevia muito. E produziu de tudo. É conhecido os repetecos, as diversas versões e episódios semelhantes em que sempre rimos das 'mesmas piadas'. Mas não são as mesmas piadas. São bordões, faz parte do humor. Para quem é fã e analisou bem a obra de Chespirito como eu, pôde notar as fases de auge de sua carreira, em relação a outros momentos. Uma vez ele disse em um episódio de "La Chicharra", que ser humorista é bom por que faz as pessoas felizes, e é preciso rir, além disso, não é fácil ser um bom humorista, mas quem sempre leva os méritos são os atores de dramas.
O episódio chama-se La Chicharra - El Teatro. Um dos mais emocionantes capítulos, é sobre um teatro que será destruído.
Con Estas manos que han labrado la tierra, empuñando la azada hasta verlas sangrar (repetia várias vezes até ficar sem voz e ainda sim continuava a falar) Episódio de Chespirito - Las coplas rancheras

Bolaños recuperou na sua época, termos antigos, e usou muito em seus episódios. Chanfle, é um deles. Incorporou muitas expressões com CH. Chanfle é uma interjeição, quer dizer dor, surpreza, espanto, qualquer coisa!
Na dublagem brasileira, eles colocaram "Puxa!". Chanfle, rechanfle, recontrachanfle! ou Puxa, repuxa, recontrapuxa! Aqui a origem etimológica: http://www.fondodeculturaeconomica.com/obras/suma/r3/buscar.asp?word2=chanfle%20/%20chafl%E1n
Ele trazia frazes antigas como "pa que te digo que no si si" ou "Es que cuando yo digo una cosa digo otra, pos' es que es como todo, hay cosas que ni qué. ¿Tengo o no tengo razón?" da personagem Chimoltrufia, de Los Caquitos, que em português ficou conhecido como Clube do Chaves - As Novas aventuras de Chaves.



Eu sempre adorei Chapolin ao ponto de ter todos os episódios, mas ri muito mais com Chaves. Eu ainda não tenho tudo do Chaves e outros personagens mais raros de Chespirito, mas no meu HD existe uma infinidade de capítulos, raridades que fui capturando por aí. Há coisas que não existem mais na Internet e eu tenho aqui. Uma hora compartilho outra vez para a Web.

Um dos episódios que tem várias versões é o Chaves - Los Atropellados. Todas são muito engraçadas.
Gostaríamos que a morte de Chespirito fosse apenas uma brincadeira, como este episódio, que convido a todos os meus leitores e fãs a ver.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Oh E agora, quem poderá consolar-nos?

Hoje morre o ídolo e ícone de várias gerações, Roberto Gómez Bolaños, Chespirito. Minha amiga me ligou avisando. Não acreditei. Confirmei a notícia no rádio. Os comunicadores, emocionados, contaram a notícia. Para eles, foi como se o Chaves morresse. Para todos de nossa geração. Eu chorei.




Chaves já foi até mesmo, assunto em meus dias de terapia.
O Chavito recupera e cura a infância de todo mundo.
Ele é um ícone universal da infância sofrida, da felicidade simples, da criança pobre da América Latina, que não tem brinquedos, ou que está sozinha. Eu sempre tive pena do Chaves. No fim das contas, sempre gostei de todos os personagens. Entendia a situação deles, amava a todos. E eu me via em cada um deles.

Eu tive um aniversário lindo, agora, adulta, com a temática do Chaves. Elaborado pelos meus amigos. Chorei, minhas pernas ficaram moles. Eu tinha trauma com aniversários. Não tenho mais.
Velinhas - toda a comida foi vegana!
 
 
Chapolin é o herói torpe, honesto e tonto. Ele é o herói latino, é a nossa cara. Eu gosto muito dele pois me lembra Chaplin, na sua doçura. Os personagens criados por Chespiritos são amados, são arquétipos, são simbólicos e são críticas sociais.
Quem nunca chorou com Chaves?
O episódio Aniversário de Kiko, é muito triste, embora seja também engraçado. Ele critica muitas coisas e no final, Dona Florinda ainda nos pede para tentarmos conviver com as pessoas. Nossa, como isso é difícil não? Mas devemos tentar, diz ela! Eu lembro sempre desse episódio, por conta dos meus traumas com aniversários... Chaves sempre toca na alma de muitas pessoas, pois seus personagens são universais.

Reproduzo aqui a mensagem que copiei diretamente da biografia de Chespirito - Chaves - A história oficial ilustrada
Mensagem de Roberto Bolaños ao público brasileiro

"Nunca pude imaginar que meus programas e minhas obras chegariam a ser conhecidos em todo o território de meu país... Menos ainda em todo o continente americano! E também na Europa, na Ásia e na África!
Por que tudo isso aconteceu? Essa é uma pergunta que somente o público seria capaz de responder. Público ao qual desejo expressar minha infinita gratidão!
Também agradeço aos demais personagens, que contribuíram para que eu jamais me distanciasse de meu propósito fundamental: divertir sem causar danos às pessoas, sem distinção de idade, sexo, raça ou nacionalidade.
Agora, com a tradução de Chaves - A história oficial ilustrada para o português, quero agradecer de maneira especial aos meus amigos do Brasil, a quem jamais serei capaz de retribuir o apoio extraordinário ao longo de tantos anos.
Meu muito obrigado a vocês, que tiveram paciência comigo e que adotaram Chaves, Chapolin e todos os meus personagens como brasileiros de coração.
Espero que gostem dessas páginas tanto quanto eu gostei, já que elas trazem alguns dos momentos mais importantes da minha vida.
Deixo a todos meu enorme abraço.
Sigam-me os bons!"

 Chespirito criou diversos personagens pouco conhecidos aqui no Brasil. O seriado La Chicharra, onde ele é um jornalista (Vicente Chambon), apaixonado pela fotógrafa Cândida (Florinda), Los Caquitos, Los super Gênios da Mesa Cuadrada (programa que iniciou Chapolin e mais tarde Chaves), Dr. Chapatin, Charles Chaplin, El Chompiras (seu personagem preferido), El gordo y el flaco, Chaparron Bonaparte, Don Calavera, e os personagens que criou para os outros atores, claro! Estes que nós conhecemos e outros mais. Além disso ele era compositor, criou muitas músicas para os episódios, atuava no teatro e era produtor. Suas qualidades foi o que lhe deram seu apelido Chespirito, o pequeno Shakespeare, por ele ser tão baixinho. Ou chaparro, como se diz em espanhol. Eu aprendi espanhol por causa dele!
Os outros personagens de Chespirito.
Os fãs de Chespirito acabam conhecendo os diversos personagens que ele criou, como este.
Algumas coisas de fã:




Que se há de fazer. Vão nos levando os pedaços da gente. Esta é a vida. Faço meu agradecimento. Mais uma das milhares de homenagens de fãs pelo mundo inteiro, ao nosso amigo Chespirito.
Por causa dele a gente riu e chorou. Nos curamos das dores do mundo. E ele se tornou universal.
Como o apresentador do rádio disse: Hoje a gente sabe tudo, tem opinião para tudo. Mas Chaves continua eterno, mesmo com aquele cenário, com as piadas repetidas, será sempre bom. E ele disse também, que um dia alguém poderia colocar um episódio do Chaves numa daquelas cápsulas que se manda para o espaço. Com certeza, seria um belo recorte de uma realidade indizível.
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