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segunda-feira, 2 de março de 2015

Chapolins, Fast food e o Brasil do PêTê

Comprei alguns brinquedos do Chapolin, os dois últimos que sobraram, na segunda vez que fui num fast food. Você sabia que no México, chapolin é um inseto que se come frito?

A primeira vez que fui a um fast food você pode conferir aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/11/cha-com-amigas.html
Estes são os chapulines. Te dá nojo?
Eu não. Parei de comer animais por compaixão e princípios.
porque antes dava no mesmo comer camarão, franco, miúdos ou qualquer outro animal.





Me deu muita lástima ver adolescentes, praticamente ainda crianças, que poderiam estar namorando, ouvindo som, escrevendo poesias e principalmente lendo, ou fazendo o que queiram, tendo que fazer nada mais nada menos que: trabalhar! E não pense que eu, do outro lado do balcão, estava incólume.

Se você quer saber, as relações de trabalho são praticamente maneiras de ferrar com o empregado e proteger o patrão. Você recebe benefícios ínfimos e se não aprender a economizar por si só, estará perdido. E as mulheres, que se cuidem. Elas perdem mais, do começo ao fim. Especialmente por não terem boca, por acreditarem em promessas. Maioria numérica, precizam tirar do cérebro o comportamento de minoria e ajudar as que realmente estão em situação de fragilidade. E hoje a moda é ser chefete. Todo mundo recebe a lisonja do poder. Um crachazinho de preposto e já começa a humilhar os colegas. Quase sempre ganha o mesmo salário que os demais. Pura ilusão. Como o patrão sabe que os idiotas adoram poder, distribuem-no à vontade, para fazer os desgraçados se fartarem e obedecer ao comando sem pensar. Isso acontece em bancos e nas grandes empresas de telecomunicações, etc. Mas até mesmo onde não se ganha um centavo, em partidos e grupos sociais, tem gente se matando por um pouquinho de glória.

Não pense que, esta empresa de fast food é a única, ela é apenas um alvo de esquerdistas, como a coca, a cola, como o PT. (Como se o Brasil, antes deste partido, não fosse um antro de picaretas. Como se o colllor, não tivesse apenas dado dois passos para lá e tivesse só tirado umas férias, continuando firme e forte, sem nunca ter saído do poder. Acordem povo idiota e iludido. Ele, curiosamente também faz parte das poucas famílias que controlam a mídia com mão firme.
Tudo é um blefe eterno e todos caem como crianças torpes.)
Você pensa que agora está tirando a Dilma (mulher que eu admiro, mas não tenho partido nem sou puxa saca de ninguém) do poder com seu blá blá blá de pseudopolitizado sem memória, caindo no papo da mídia golpista,  mas está apenas indo com a corrente dos que querem te enrolar e continuam aumentando seus salários e surfando nos eternos benefícios autoconcedidos. E a polícia continua batendo em pobre, os direitos sendo suprimidos, a corrupção antiga, que agora até estava sendo combatida e divulgada (por isso a gentarada está possessa), ainda segue forte, mas vc (você) segue na sua ilução celular (não o aparelho telefônico, e sim o genético).

Quem quer criticar muito o mac, o fast food, etc, desligue antes sua TV.
Eu não tenho televisão em casa desde a adolescência, na época era apenas pela minha juventude e mil vezes melhor ler, ter amigos, namorar e sair à noite do que ficar em casa ver estaticamente o óbvio! Eu caminhava muito, como até hoje faço, à noite até em cemitérios, e conhecia todos os lugares. Eu amo rádio até hoje, mas me concentro só na Internet e Ondas curtas que são isentas, sou louca por música e não entendo quem gosta de TV. Não me ligo em filmes, não me interessa mesmo. Vejo alguns de vez em quando, mas não morro por isso.
Hoje eu não tenho TV pois sei que os donos da mídia, dominam tudo, escolhem o que o populacho vai ver. A mídia golpista enfia o que quer no rabo da população.
E aqui neste Estado, uma em particular explora os funcionários de maneira cruel. Nem entro aqui em detalhes, pois daria uma reportagem. Coisa que os bons jornalistas já fizeram e você leitor já deve ter lido, claro que sim.

Mas o pior são os chefetes dos jornalecos ostentando crachás nas ruas como se fossem os escritores seculares. E mais asquerosos são os puxa sacos de tais figuras.

Quem se espanta muito com o trabalho escravo na China e abre um bocão para falar do símbolo dos fast foods deveria parar de comer carne, ler sobre a exploração dos donos da carne, os grandes e os pequenos, e não ver TV, nem todo o pacote midiático controlado.

O trabalho em si já é algo nocivo pois nos rapta boa parte da cognição, nos rouba a vida. O 'trabalho' criativo não é trabalho, é outra coisa. Mas o que aquelas pessoas fazem ali é matar sua própria vida, seu tempo, sua liberdade. Em troca de quê? Já sabemos, de combustível para alimentar uma roda sistemática cruel.

Eu via aquelas meninas ali, oito (8) horas por dia, domingo, algumas nem seios tinham (saliento isso, pois essa é uma fase sensível para uma mulher, não é o momento de estar enfiado num regime de escravidão. Ainda somos crianças e mulheres ao mesmo tempo. Não temos que ficar servindo batata frita para pessoas impacientes), tendo que aguentar o consumidor típico, que se acha rei, só por que paga, pois ele também trabalha e aguenta a carga da exploração.

Gostaria de saber e não sou só eu, quem foi o crápula que criou essa armadilha e por que todos compactuam com ela, se não somos formigas?

Pois a espécie humana está longe da bondade, precisa se aplicar muito para tal. Parece que nascemos para o mal. E ser bom exige um esforço sobrenatural.
Mas há muita gente boa e estamos tentando. A revolta que nasce dentro de alguns é uma pista disso e não vamos parar.

Aqui está um manifesto contra uma das empresas e desconfio que não seja por bondade, que seja apenas porque é desigual e gera menos lucro para as outras lojas... Leia: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/mundo/brasil/noticia/2015/02/24/brasil-adere-a-movimento-global-de-trabalhadores-contra-mcdonalds-169613.php

E para quem perdeu o folego, pois é muito assunto ao mesmo tempo, lembre-se que tudo está interligado.
Fiquei muito tempo sem entrar aqui por que também vendi minha alma para deus.
E, quando volto a escrever, é o sangue que verte pelos dedos, o ódio e o amor que se misturam. As lembranças das coisas que me revoltam e as experiências vividas que precisam ser expostas, para que outros se identifiquem. Tudo é misturado, livre e sem regras. Chega de polícias, chega de chefetes e ideologias, não sigo absolutamente nada.

E me sinto lisongeada quando sei e sinto que tenho meus poucos leitores sempre fiéis, os velhos e os novos já salpicados de sal.
E sinto uma espécie de prazer quando o que escrevo provoca a ira dos que se incomodam com o que não deveria incomodar, com os preconceituosos e chatos que entram aqui só para bisbilhotar. Aí é que reconheço secretamente que cumpri com meu objetivo: desobedecer e provocar - seja a reflexão, seja o desmonte, seja o deboche do orgulho e da ignorância.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Casa própria carro e carne - às custas de trabalho escravo

O governo de direita aqui do Estado no primeiro momento de estreia, fechou quase todas as secretarias de apoio aos Direitos Humanos.
Uma das primeiras a serem fechadas foi a de apoio à mulher. A Secretaria dos Direitos Humanos da Presidencia da República sobreviverá a um governo de direita?
É muito fácil para o pensador de direita, aquele papinho de que "todo mundo tem o direito de ter seu próprio carro", como esses dias eu ouvi um chinelão falando no rádio. Um palhaço classe média pagando prestação de carro, com discurso ensinado, acha fácil que todos tenham o seu. Mas essa ideia não funciona para o outro lado, o de quem não consegue pagar, ou o lado de quem não quer ter carro.

Dentro da lógica da 'livre concorrencia', é muito fácil o direitoso ter esse pensamento, mas, o livre é até certo ponto. Quando começa a liberdade incomodar, começam as regras, a favor da elite, é claro.
Não acho que todos tenham que ter carro. Ao contrário, que sejam até mesmo implantados limites ao consumo desenfreado de veículos, até o dia em que as pessoas aprendam a dirigir e sejam responsáveis pelo destino das carcaças dos automóveis, ou pelo menos, cobrem as empresas por isso. Como é feito em outros países, aliás.

Considero de uma tremenda descessecidade a conversa inútil sobre os buracos nas estradas, eterna pauta dos motoristas que, com a cidade voltada para eles, esquecem do restante do viver. O eterno jogo do empresariado afoito por melhores estradas por onde escoar sua produção, o cidadão com os olhos no chão de asfalto, anotando no papel cada buraco e cobrando do Estado uma solução.
O mundo não é apenas teu carro idiota, teu chão de borracha, teu celular de petróleo.

O trabalho escravo, assunto esquecido da maior parte das pessoas, é algo que acontece no silêncio das engrenagens industriais, na pecuária para o carnista comer carne quando lhe aprouver, no mercado das construtoras para o sonho do apegado à casa-própria a qualquer preço, mesmo que custe uma fortuna!
Como ninguém está interessado, e nem mesmo sabe o que é Direitos Humanos,  pessoas escravizadas ficam à própria sorte. A PEC do trabalho escravo custa a ser regulamentada pois vai contra muitos interesses. Claro, como grande parte dos fazendeiros de grandes e de até mesmo de pequenas propriedades empregam toda a família e inclusive crianças, as fazem trabalhar de graça, a troco de comida e favores, ninguém quer meter a colher nesta briga. Isso deixa em aberto uma grande brecha.
Cínicos.

A ideia de que os Direitos Humanos defende ladrão, foi um atraso para o brasileiro.
Foi um trabalho muito bem feito pelos torturadores, pelos manipuladores de marionetes analfabetas, a fim de desviar para sempre o entendimento desta área. O idiotizado tem em mente apenas esse conceito: "direitos humanos é para o ladrão". Ele não sabe o que significa ladrão, nem direitos, nem humanos.

Não sabe que Direitos Humanos significa apoio às mulheres, crianças, jovens, pessoas com qualquer tipo de deficiência, fragilidades sociais, dificuldades financeiras, qualquer atitude que possa levar dignidade à pessoa humana. Meu blog fala de Direitos Humanos o tempo inteiro. Mas, o otário só fala "Direitos Humanos" de forma pejorativa, se ele se depara com uma notícia policial, ou com um fato relacionado à pena de morte, assuntos associados rasteiramente a essas duas palavras.
É preciso ter entendimento, e muito do entender passa por leitura, a busca por informações de fontes confiáveis e não tendenciosas.
E lembrar sempre: todos nós precisamos de direitos humanos.

A omissão da lista suja do trabalho escravo virou notícia no mundo inteiro pois é um fato vergonhoso.
Agora, as empresas sujas, entre elas, os grandes frigoríficos, terão o direitos de ter seus nomes protegidos, no anonimato. O consumidor brasileiro não é muito adepto ao boicote, o que é lastimável, mas a lista é de suma importancia para qualquer tomada de atitude em relação a investigação, invetimentos no setor, informação aos trabalhadores e à população, etc.

O ato foi aprovado em dezembro no STF. E a Lei de Livre Acesso à Informação? (Lei nº 12527)
A presidenta Dilma, se fosse a mulher dos velhos tempos, teria feito algo antes de ter chegado ao STF.
O povão, que não se importa, se não pensou nada antes do natal, agora é que não vai usar o cérebro até depois do carnaval e, quiçá, ligue os motores das têmporas depois.
Sobra então para os Direitos Humanos, lutar pelas milhares de pessoas vivendo em condições degradantes, sem comer, endividadas, trabalhando para super empresas, pecuaristas de merda, incorporadoras do milagre imobiliário, enquanto o cidadão médio, o medíocre, este que, por ter estudo, por ter dinheiro, por ter informação - deveria se importar e não ser omisso - só sabe ter um comportamento bovino.

Leia mais na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República - que existe, ainda bem!
http://www.sdh.gov.br/noticias/2015/janeiro/suspensao-da-2018lista-suja-do-trabalho-escravo2019-no-brasil-e-destaque-na-midia-internacional

Saiba mais sobre as más condições de trabalho nos frigoríficos (a pecuária é campeã na lista suja, seguindo das construtoras): http://moendogente.org.br/
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