A moral está torta. Especialmente aqui neste país, parece que quem está errado é que é o certo. Pois, o lado negro da força pertence aos subversivos, aos que usam a raiva para construir, aos que estão cansados de falsidades e do estrago que o mal "dos bons" e dos cínicos causam na sociedade.
Se uma pessoa reclama, é ela, sim, ela é o centro das atenções. Ela é que ousou falar. O outro, o errado, apenas é mais um esperto, mais um otário que errou, portanto, o coitadinho, ou o malandro. Chega a ser até atraente, aos olhos de tantos. Ou tantas.
Pois estou cansada. Cansei de ser, muitas vezes, a única a fazer um favor, na rua, quando todos estão fingindo não ver. Cansei de ver algo e perceber que ninguém viu.
E nós, do lado negro da força, somos os poucos, os do lado obscuro, que, se não somos nós, nada acontece. Pois a maioria, os da luz, está ofuscada pela alienação.
A palavra negro, até mesmo a palavra, está sempre carregada de preconceito. A escuridão, a morte, o obscuro, só tem beleza. Todos morrem de medo da morte, mas nada, nenhum livro, filme, nada, é tão belo, se não houver estes elementos! Olhe meu título e lembre. Em todos os bons filmes, os personagens obscuros são fascinantes.
Eu amo a morte. Estudo-a. Ela está presente nos livros inesquecíveis, em todos os bons romances e nas melhores poesias. Nada é melhor do que morrer, pois ninguém se atreve a tal.
Me assusta o preconceito das pessoas com o que desconhece, mas tem muito palpite. O que é ainda mais espantoso, é a coleção de preconceitos, que tende à maldade, que há no interior de quem se propõe um ser de luminosidade.
Pois nós, os subversivos, os do lado negro da força, estamos aí, fazendo nosso ativismo, sem nenhuma modéstia, que isso é para os da luz. E eu cansei desse cinismo que nada realiza.
Ellen Augusta
Leia agora a coluna de Marcio de Almeida Bueno - publicada no Jornal Panorama Regional que conta a história de alguém que ousou reclamar de um infrator de trânsito.
• Na terça à noite eu dava uma caminhada perto do Parcão, quando um carro parou no sinal fechado. O automóvel estava em cima da faixa de segurança, e o motorista falava ao celular. Um rapaz levava o cachorro para passear, atravessou e precisou contornar o veículo, expondo-se inclusive a ser atropelado por quem vinha na transversal. Reclamou ao motorista, que obviamente respondeu de forma desdenhosa. O rapaz, já na calçada, puxou uma câmera e fez fotos do motorista. O playboy debochou, mas arrancou mesmo no sinal vermelho, e parou metros adiante, talvez para esperar o rapaz passar por ele na calçada. Como o sinal demorou a abrir, ele acabou indo embora.
• No supermercado próximo de minha casa há uma vaga de uso exclusivo para pessoas com deficiência. Repito, uso exclusivo. Diariamente a vaga é ocupada por caminhonetes-tanque-de-guerra e outros carrões imponentes. De dentro, salta sempre um 'doutor' ou uma 'madame'. Jamais vi um carrinho pobre usando indevidamente a vaga. Já fiz fotos, remeti à empresa, que até respondeu de forma sensata.
• Mas o problema são as pessoas. O bullying no trânsito, a soberba, descontar as frustrações da vida na buzina, ter o automóvel maior que o do motorista ao lado, e 'saiam da frente'.
• Todos exigem isso e aquilo dos governantes, honestidade dos políticos, conduta exemplar dos empregados, etc, mas na hora do próprio comportamento, aí vale a lei do tacape maior.
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domingo, 1 de fevereiro de 2015
Quem está no lado negro da força? Ou meu black bloc diário
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terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Ensina-me a Viver - um banho de água fria na pedestre
Chuva gostosa de verão! Eu tomei um banho de chuva, mas ainda estava com a roupa seca.
E depois, as ruas se encheram de água, e os carros passaram molhando a todos quantos puderam.
Estava numa rótula em que era impossível me desvencilhar dos jatos de água de todos os carros.
Todos os veículos correndo, apenas uma mulher reduziu a velocidade, ao me ver toda 'molhadinha'.
Minhas coisas, uns rascunhos de trabalho que até então estavam secos, se reduziram a nada.
Meu celular, que vale menos de dez reais e que nem créditos tem, nem se molhou.
Enquanto eu me molhava, cantava uma música que tocava em meu mp3.
Escrevo isso, apenas por ironia. Pois estou me lixando para motoristas. Estou pouco me importando para esses bundões, cujo único momento de prazer consiste em dar uma molhadinha em alguém, em dia de chuva.
Esses otários presos a carrões grandes demais para seus corpos pequenos e suas mentes estreitas.
Juro que sinto pena quando um carro passa, molha uma pessoa e ainda buzina.
Sinto asco, quando um motorista cruza o sinal verde, violando o direito dos outros, de quem tem a vez de passar.
Eles, estão presos dentro de um carro, caro, cheio de impostos e imposturas. Eu, estou livre. Caminho até minha casa, tomo um banho de água fria (não sou doida de tomar banho quente com esse calor), estou pronta para escrever e trabalhar. Vou recuperar os rascunhos de meu trabalho perdido lá, na chuva. A chuva apenas limpa. A água da rua, apenas é mais um motivo, para um agradável banho.
E quando um idiota cruza o sinal verde, nunca perco a oportunidade de gritar bem alto, fazer um humilde escândalo. Os outros pedestres, porque foram ensinados a abaixarem a cabeça, olham para mim, em vez de fazerem o mesmo.
O resignado, sempre acha que o outro, o que tem coragem de falar, é o agressivo. E silencia diante da verdadeira agressividade. É portanto um completo covarde, porque compactua. Silencia, quando deveria falar. E repete sempre os mesmos preconceitos, quando deveria calar a boca.
Eu, não tenho carro, não tenho bicicleta. E não pretendo ter nada disso. Sou pedestre por convicção.
Escolhi um estilo de vida frugal, para não ter que depender de parafernálias, estereótipos, impostos, sistemas. Mas sei que estou dentro de tudo isso. Não nasci ontem.
E fico puta quando um pedestre fica plantado do outro lado da rua e não aperta o BOTÃO para fechar o sinal de passagem. Isso é coisa de brasileiro terceiromundista que não aprendeu a ser solidário e respeitar as regras de trânsito.
Essa cidade, Porto Alegre, tem um carro para cada dois moradores. Eles andam pelas ruas, cometendo torpezas, como se não soubessem dirigir.
Os cus-sentados, como chamou dois pensadores (Pascal Bruckner e Alain Finkielkraut) resgatados por Ezio Flavio Bazzo em seu livro Mendigos - Párias ou Heróis da Cultura, criam calos nas nádegas. Andam de carro o dia inteiro, saem dali para a frente da TV ou o outro apetrecho da vez. Estão sempre com a bunda sentada em algum lugar.
Eu prefiro andar a pé.
Quando eu digitei a palavra carro no meu site de busca, que não é do Brasil, pois não sou louca de confiar somente nos noticiários e sites do país, o que mais aparecia eram anúncios de venda desse "bem" de consumo. Esse é o ''sonho'' de consumo de qualquer brasileiro, que sonha em se meter dentro dessa lancha e se trancar a porta. Depois sair por aí buzinando e se estressando com todo o mundo.
E depois, as ruas se encheram de água, e os carros passaram molhando a todos quantos puderam.
Estava numa rótula em que era impossível me desvencilhar dos jatos de água de todos os carros.
Todos os veículos correndo, apenas uma mulher reduziu a velocidade, ao me ver toda 'molhadinha'.
Minhas coisas, uns rascunhos de trabalho que até então estavam secos, se reduziram a nada.
Meu celular, que vale menos de dez reais e que nem créditos tem, nem se molhou.
Enquanto eu me molhava, cantava uma música que tocava em meu mp3.
Escrevo isso, apenas por ironia. Pois estou me lixando para motoristas. Estou pouco me importando para esses bundões, cujo único momento de prazer consiste em dar uma molhadinha em alguém, em dia de chuva.
Esses otários presos a carrões grandes demais para seus corpos pequenos e suas mentes estreitas.
Juro que sinto pena quando um carro passa, molha uma pessoa e ainda buzina.
Sinto asco, quando um motorista cruza o sinal verde, violando o direito dos outros, de quem tem a vez de passar.
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| Carro? Só se for como Maude fazia, pegava emprestado e devolvia, no filme Harold and Maude, mas aí é pedir demais. ;) |
E quando um idiota cruza o sinal verde, nunca perco a oportunidade de gritar bem alto, fazer um humilde escândalo. Os outros pedestres, porque foram ensinados a abaixarem a cabeça, olham para mim, em vez de fazerem o mesmo.
O resignado, sempre acha que o outro, o que tem coragem de falar, é o agressivo. E silencia diante da verdadeira agressividade. É portanto um completo covarde, porque compactua. Silencia, quando deveria falar. E repete sempre os mesmos preconceitos, quando deveria calar a boca.
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| Filme Harold and Maude (Ensina-me a Viver) |
Eu, não tenho carro, não tenho bicicleta. E não pretendo ter nada disso. Sou pedestre por convicção.
Escolhi um estilo de vida frugal, para não ter que depender de parafernálias, estereótipos, impostos, sistemas. Mas sei que estou dentro de tudo isso. Não nasci ontem.
E fico puta quando um pedestre fica plantado do outro lado da rua e não aperta o BOTÃO para fechar o sinal de passagem. Isso é coisa de brasileiro terceiromundista que não aprendeu a ser solidário e respeitar as regras de trânsito.
Essa cidade, Porto Alegre, tem um carro para cada dois moradores. Eles andam pelas ruas, cometendo torpezas, como se não soubessem dirigir.
Os cus-sentados, como chamou dois pensadores (Pascal Bruckner e Alain Finkielkraut) resgatados por Ezio Flavio Bazzo em seu livro Mendigos - Párias ou Heróis da Cultura, criam calos nas nádegas. Andam de carro o dia inteiro, saem dali para a frente da TV ou o outro apetrecho da vez. Estão sempre com a bunda sentada em algum lugar.
Eu prefiro andar a pé.
Quando eu digitei a palavra carro no meu site de busca, que não é do Brasil, pois não sou louca de confiar somente nos noticiários e sites do país, o que mais aparecia eram anúncios de venda desse "bem" de consumo. Esse é o ''sonho'' de consumo de qualquer brasileiro, que sonha em se meter dentro dessa lancha e se trancar a porta. Depois sair por aí buzinando e se estressando com todo o mundo.
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| Filme Harold and Maude (Ensina-me a Viver) |
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quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Reacionários da Grande mídia minimizam o direito à moradia
Os moradores das Ocupações urbanas aqui da região metropolitana e de Porto Alegre estão fazendo manifestações nas rodovias e parando o trânsito da cidade, na Zona Norte e no Tribunal de Justiça do Estado.
Ouvi numa rádio essa manhã um absurdo. O comentarista, um reaça bem conhecido, insuportável, dizendo (nas palavras dele): que os motoristas 'não tem nada a ver com isso' e que as pessoas estão atrapalhando o trânsito para requisitar, vejam só que absurdo, 'moradia'!
A maneira como ele falou, foi de uma forma tão jocosa, que mais parecia que as pessoas estavam pedindo doces, roupas melhores, mais músicos nas praças, mais fogos de artifícios à noite. Foi asqueroso.
E há um pequeno detalhe:
Você motorista bundão, tem parte neste problema sim.
Cada vez que você pega seu carro que mais parece uma lancha, cada vez que você sai de casa, alienado a tudo, cada vez que você liga sua TV multimídia ou seu celular indispensável, você tem parte em tudo que acontece. Cada vez que você está ausente de tudo e não sabe quem é o desembargador, o juiz e mal sabe o que se passa com quem está acima de nossas cabeças, com o serviço público, você é culpado.
Cada vez que você escolhe com seu voto de merda, políticos incompetentes, picaretas como aqueles que são 'suspeitos' de cobrarem metade do salário dos funcionários (Celso Jancke (PP), José Francisco Nunes, o Francisco da Mensagem (PSB), e Doutor Pompeo (PTB) em Canoas, logo ali, aqui afinal ), cada vez que você concorda com esses comentarístas sem vergonhas que minimizam os problemas humanos, você é culpado por essa gente não ter casa. Eu pago aluguel. Seu eu soubesse disso antes, estava lá com eles. Tem gente ali, que é da cidade que eu morei durante anos.
Cada vez que você, sentado nesse carro, ignora os problemas sociais e até dá graças a deus por não ter que se envolver em nada, você é conivente, é abjeto e ainda vem com esse papo de que 'não tem nada a ver com isso'.........
Mas sonega impostos, colabora com patrão explorador, pode ser até o dono daquele monte de terras inúteis, cabanheiro, pecuarista, explorador de trabalho degradante, e depois: ainda defende expointer, ainda defende comer carne, ainda defende, defende.... sem saber e diz:
"não tenho nada a ver com o fato dessa gente não ter onde morar".
Pense bem meu amigo e amiga.
Greves e manifestações sempre existiram, são direitos presentes na constituição. É uma falta de respeito a forma de como esses jornalistas reaças tratam as pessoas pobres, dizem que 'a maioria da população está naquela região', o que é mentira, porque a maioria da população não está naquelas ruas, ele fala assim por que é classe média e tem carro. Ele acha que todos são ricos e todos tem carro e todos estão naquele momento, naquele lugar, ou seja, sujeitinho com o umbigo no centro.
E tem um detalhe bem interessante, que os donos de carro e os comentaristas da mídia reaça parecem não saber. Quando é para o povão a justiça é bem lenta, por isso o povo precisa protestar, mas quando é para os ricos a coisa anda bem rápida. E quando é para fuder (ou foder para os gramáticos) as pessoas, aí a coisa é rápida e anda mesmo. Aí mostram serviço.
Veja esse documentário para se colocar no lugar dos outros:
Ouvi numa rádio essa manhã um absurdo. O comentarista, um reaça bem conhecido, insuportável, dizendo (nas palavras dele): que os motoristas 'não tem nada a ver com isso' e que as pessoas estão atrapalhando o trânsito para requisitar, vejam só que absurdo, 'moradia'!
A maneira como ele falou, foi de uma forma tão jocosa, que mais parecia que as pessoas estavam pedindo doces, roupas melhores, mais músicos nas praças, mais fogos de artifícios à noite. Foi asqueroso.
E há um pequeno detalhe:
Você motorista bundão, tem parte neste problema sim.
Cada vez que você pega seu carro que mais parece uma lancha, cada vez que você sai de casa, alienado a tudo, cada vez que você liga sua TV multimídia ou seu celular indispensável, você tem parte em tudo que acontece. Cada vez que você está ausente de tudo e não sabe quem é o desembargador, o juiz e mal sabe o que se passa com quem está acima de nossas cabeças, com o serviço público, você é culpado.
Cada vez que você escolhe com seu voto de merda, políticos incompetentes, picaretas como aqueles que são 'suspeitos' de cobrarem metade do salário dos funcionários (Celso Jancke (PP), José Francisco Nunes, o Francisco da Mensagem (PSB), e Doutor Pompeo (PTB) em Canoas, logo ali, aqui afinal ), cada vez que você concorda com esses comentarístas sem vergonhas que minimizam os problemas humanos, você é culpado por essa gente não ter casa. Eu pago aluguel. Seu eu soubesse disso antes, estava lá com eles. Tem gente ali, que é da cidade que eu morei durante anos.
Cada vez que você, sentado nesse carro, ignora os problemas sociais e até dá graças a deus por não ter que se envolver em nada, você é conivente, é abjeto e ainda vem com esse papo de que 'não tem nada a ver com isso'.........
Mas sonega impostos, colabora com patrão explorador, pode ser até o dono daquele monte de terras inúteis, cabanheiro, pecuarista, explorador de trabalho degradante, e depois: ainda defende expointer, ainda defende comer carne, ainda defende, defende.... sem saber e diz:
"não tenho nada a ver com o fato dessa gente não ter onde morar".
Pense bem meu amigo e amiga.
Greves e manifestações sempre existiram, são direitos presentes na constituição. É uma falta de respeito a forma de como esses jornalistas reaças tratam as pessoas pobres, dizem que 'a maioria da população está naquela região', o que é mentira, porque a maioria da população não está naquelas ruas, ele fala assim por que é classe média e tem carro. Ele acha que todos são ricos e todos tem carro e todos estão naquele momento, naquele lugar, ou seja, sujeitinho com o umbigo no centro.
E tem um detalhe bem interessante, que os donos de carro e os comentaristas da mídia reaça parecem não saber. Quando é para o povão a justiça é bem lenta, por isso o povo precisa protestar, mas quando é para os ricos a coisa anda bem rápida. E quando é para fuder (ou foder para os gramáticos) as pessoas, aí a coisa é rápida e anda mesmo. Aí mostram serviço.
Veja esse documentário para se colocar no lugar dos outros:
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