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terça-feira, 20 de maio de 2014

Fique rico, saiba como e nos conte depois

Sabemos que ficar rico é difícil por aqui. Pois o brasileiro ainda não entendeu o conceito de público.
Sim. Não é só por causa da corrupção (ninguém é corrupto sozinho, é preciso o aval de muita gente, assinaturas, silêncio, etc). É por causa da corrupção e por muito mais. É por que não se entende o conceito de público e de riqueza. Aqui, ser rico é outra coisa.
Adoro um programa de TV chamado aqui de 'Muquiranas'. Esse programa mostra, além de transtornos de comportamentos, pessoas interessantes que souberam aproveitar a vida de uma forma diferente. Sem o costume consumista americano. Lá, onde a regra é ter muito e gastar sem parar, acumular coisas é o mais comum. E essas pessoas são chamadas de 'unhas de fome' justamente por que não fazem como todo mundo. Economizam, levam uma vida frugal.
Ser rico compreende uma riqueza diferente. Significa valorizar a grana. Fazer valer os recursos.

O conceito de público que o brasileiro esqueceu ou nunca conheceu.

O que é um telefone público? O que é uma TV pública(quem tem direito a isso?)? O que é uma rádio comunitária(quem tem direito a isso?)? O que significa livros grátis? O que é doar-se?
Muita gente mesmo não costuma pensar sobre isso. Um silêncio se abate sobre certas pessoas quando se trata de ser solidário. E poucos entendem o conceito de coletividade.
Basta ver que eventos coletivos atraem pouca adesão. Tirando os eventos de alienação, quase todas as atividades que agregam pessoas, eventos de saúde, sociais, de educação, tem pouca adesão, pois as pessoas pensam que 'não ganham nada com isso'.
Economizar por si só também não agrada a ninguém. O ato de consumir atrai muito mais. Entendo perfeitamente, pois vivemos a duras penas na época em que o Brasil era uma vergonha em termos de governo. Eu vivi isso na pele e sei que hoje as pessoas que reclamam não viveram na época de meus pais, quando eu era criança.
O conceito de público, que o brasileiro talvez leve séculos para compreender, é o que leva o povo a se revoltar diante da exploração. O Estado foi criado para poucos, é evidente. Mas por que ninguém faz nada?
E quando poucos se revoltam, não faltam bocas para falar contra e não faltam armas para a repressão.
O que é uma vidraça quebrada contra anos de revolta e exploração contra o povo? Mas o povo, todo o povo, absolutamente, se calou. E quando uns poucos resolveram se revoltar, o que aconteceu? Se investiu mais em 'segurança'. A mesma segurança que falta a todos nós. Como o conceito de público não é pensado ou re-pensado, se protege as corporações, o empresariado,  e o governo enquanto elite, mas nunca enquanto representante do povo. Protege-se algumas emissoras de TV, mas violentam jornalistas e fotógrafos. Não há riqueza num país que não entende isso.
A educação como arma, sim! Mas não digo isso para repetir como repetem tantos, mas nada fazem. É preciso repensar o conceito de público. Eu sempre levei materiais, doei minhas coisas nas salas de aula, quando professora. Sempre fiz questão de não pedir coisas caras a meus alunos e sempre ajudei alunos carentes. Para trabalhos manuais, cansei de levar folhas A4 e pedia que fizessem ali mesmo. Na universidade que cursei, cada professor tinha direito a distribuir cópias grátis em cada aula a seus alunos, mas apenas um professor comunicou isso a minha turma, o restante fez os alunos pagarem xerox a faculdade inteira. Quando era aluna do primário, pobre, não faltaram professores com ideias idiotas, pedindo coisas caras, materiais esquisitos, que seriam usados apenas uma vez só, num desperdício infeliz.
Como educadora, que já foi aluna, digo que é necessário perceber que educar é mais do que seguir regras e conceitos repetidos nas salas de professores mas jamais conectados com a realidade.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Você tem vergonha de sua casa?

É comum a vergonha. Convivemos com sentimentos em torno do lugar onde vivemos, e queremos esconder nossas origens. Eu nunca tive vergonha do lugar onde vivi. Sempre gostei. E o respeito até hoje. E a casa onde vivo hoje é meu paraíso.
Este sofá é mais dos gatos do que nosso, e é mui confortável. Não há problema se tem arranhões, como desculpa uso esses panos bonitos por cima...
Uma pessoa veio aqui uma vez e se escandalizou com o sofá, todo arranhado de gato, achou a casa feia. Eu não estava em casa. Depois fui saber que essa pessoa, além de muito infeliz, (claro, para fazer um comentário desses...., é sintoma), vive rastejando atrás das pessoas e coisas que despreza.
Mas lhes digo que não se deve ter vergonha nunca do lugar onde se vive. E jamais se comparar. Impossível nos dias de hoje, onde o que mais se faz é posar, postar, e invejar...? Sim, porque você faz um post, coloca uma foto e já vem mil pessoas falar alguma coisa, comparar, dizer algo, mas você deve ter em mente o seu padrão e a sua história. Deve pensar na sua condição financeira. No que você pode pagar. E não no que vê em revistas, que aliás, acho todas muito de mal gosto. Há casas muito bonitinhas, mas 'na casa dos outros' pois eu não queria nada daquilo na minha casa. Frequentemente penso assim. Acho muito legal as decorações modernas, mas sempre prefiro minha ideia!
Eu e o Bob sentados no mesmo banco, tomando chá...
Essa pia estava com problemas, mas já foram resolvidos! Fiquei muito feliz, pois eram problemas difíceis! E agora estou pensando seriamente em deixar assim mesmo, os tijolos à vista!
Motivos de sobra para escândalos em gente dada a escândalos, mas estas pessoas não visitam nossa casa. Aquele episódio foi um evento à parte e por isso foi uma anedota contada neste blog, que muitas vezes se vale de personagens fictícios, mire usted...
Se você deixa as coisas arrumadas não tem problema que fiquem à mostra. Um ponto positivo, é que a pia aberta evita baratas pois não há esconderijos para elas. Então não precisamos capturar esses animais, pois não os matamos. As que existiam ali foram embora. Limpeza evita a presença de animais que procuram detritos.
As sacolas antigas são presentes de brechó da Cleide, o cartaz de células em inglês, recebi de uma ong internacional, já que dou aulas, vivo recebendo materiais como este, mas não aproveitei este nas aulas então usei aqui.
 Talvez eu faça uma porta de madeira com um marceneiro, mas é talvez mesmo, pois depende da grana e de outras reformas necessárias na casa. Pois aqui as reformas só se dão em caso de necessidade. Pois eu detesto viver em reforma, ou viver 'decorando' a casa à base de derrubar tudo e construir de novo. Considero isso uma insatisfação com a vida que as pessoas têm. Eu sempre me senti bem onde estou. E me adapto com o que tenho. Mas respeito quem quer fazer isso, e desejo boa sorte!
 De repente coloco uma cortininha também, mas isso tudo conforme meu humor. Adoro inventar.
Na nossa casa, vale o que queremos. Nos próximos posts mostrarei os presentes recebidos de amigos queridos! Um bom feriado a todos!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Economias entre amigas - o papel do masculino e do feminino no dinheiro e nas finanças

Falando de economias
Sou leitora de um blog português que ensina a poupar. Adoro os blogs portugueses e leio alguns a muito tempo, mesmo antes da crise em Portugal ficar um tanto mais grave. Conheci uma portuguesa que fugiu da crise um pouco antes do estouro. Ela veio para cá, antes do boom brasileiro... Ainda era comecinho do governo Lula e todo o sucesso e reconhecimento aqui e no mundo. Nosso povo sem memória não lembra muito bem o que é viver em épocas mais remotas, onde era dureza mesmo, não ter nada no armário, ter inflação, contar moedas e viver na penúria. Hoje a juventude nem sabe o que é desvalorização da moeda e no Facebook, falar de política é postar aquelas figurinhas reaças que todos nós conhecemos. Uma total falta de conhecimento político. E olha que eu não tenho partido viu? E tenho bastante críticas à esquerda, apesar de detestar a direita. Merdas para cá e merdas para lá e também no meio, há muitas mudanças boas e o país está muito bom e bonito. Dá muito orgulho viver aqui. Hoje pode-se poupar no Brasil. A grana tem valor.
Quando vejo amigas se unindo para emagrecer fico pensando, que legal, por que a gente não pensa em se unir também para economizar?
De quebra, deixamos de comer besteiras e guardamos uma grana para tirar umas férias legais ou comprar um bom livro...

Eu sou fraca para me manter na economia em todos os momentos... mas meu forte é sempre comprar à vista. Não gosto de parcelar nada... me sinto escrava dos outros... e acho que é o melhor a fazer.
Só parcele o que for caso de saúde. Algo relacionado ao seu estudo ou moradia.
Ou, quiçá, uma viagem tão sonhada, mas além disso, evite mesmo....
Pois o valor que você paga à vista é seu dinheiro valorizado. É você vendo as notas saírem do seu bolso e também ver descontos que pode conseguir nas compras.
Além de tudo, ter uma vida frugal pode lhe render um emprego menos massacrante, uma escolha profissional interessante. Pois tem gente que trabalha para pagar conta, para pagar um estilo de vida que não pode ter. Ou para ter um estilo de vida para mostrar aos outros.... isso é triste e não é você. Seja você.

A mulher tem um futuro negro em se tratando de finanças. É o que diz o livro Complexo de Sabotagem, de Colette Dowling. O livro é espetacular. E fala das mulheres que passam a vida gastando em bobagem e chegam na velhice tendo que ser sustentadas pelos filhos (algumas fazem filhos para isto). Sem ter uma atitude de auto suficiência e maturidade. Dependente dos homens, não assumem o aspecto financeiro da vida, atribuindo valor masculino ao dinheiro.
Escutem o conselho da bruxa velha,

o 'Dinheiro' é masculino? Então, a 'Grana' é feminina! Peguemos a grana e coloquemos no bolso!
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