Entrevista para a TV UCS de Caxias do Sul sobre meu artigo: Aquecimento Global - o fim do conforto garantido.
o artigo pode ser lido aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/10/aquecimento-global-o-fim-do-conforto.html
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quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Entrevista para a TV UCS de Caxias do Sul sobre meu artigo: Aquecimento Global - o fim do conforto garantido.
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Aquecimento Global - o fim do conforto garantido
artigo de Ellen Augusta Valer de Freitas publicado na ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais, em diversos sites, jornais e em revistas de saúde.
De todas as mudanças que a espécie humana realizou na Terra, talvez a climática seja a mais marcante, e também a mais negada de todos os tempos. No texto escrito em 2001 por George Marshall chamado ‘A psicologia da negação’, na revista The Ecologist sobre mudanças climáticas, o autor mostra o quanto a humanidade nega e disfarça o envolvimento com as mudanças ambientais mais drásticas que estamos acompanhando, como a destruição da camada de ozônio, primeiro estágio para um planeta mais quente.
Entre as diversas formas de contribuição humana para o aquecimento global está uma das indústrias mais rentáveis do mundo: a pecuária. Em relatórios da ONU e em pesquisas divulgadas em todo o mundo, podemos saber de algo escondido. A indústria da carne é responsável por significativos índices de desmatamento, para a criação de gado e para a plantação de soja, que é destinada em sua quase total maioria ao gado.
Na Costa Rica, na Colômbia, no Brasil, na Malásia, na Tailândia e na Indonésia, as florestas tropicais são destruídas para se conseguir terra para pastagens, explica Peter Singer. Sabe-se que 70% da soja brasileira é destinada apenas a animais, e qualquer estudante de Ecologia é capaz de constatar que a energia vem diretamente dos vegetais e dos organismos fotossintetizantes
Desperdiçar alimentos – solo, água – através do consumo de animais gera uma perda energética bem maior que se os mesmos fossem consumidos por humanos. Entre outros alimentos que são plantados exclusivamente para animais está a aveia, o milho, o linho e o sorgo.
A população de bovinos no Brasil já ultrapassou a humana, com mais de 190 milhões de cabeças de gado; no mundo o número chega a 20 bilhões incluindo as aves. A criação de animais gera a poluição e o uso sistemático de muitos litros de água.
A suinocultura, só em Santa Catarina, já rende por dia 37.835.803,2 litros de dejetos. Os ruminantes em geral, no caso, os bovinos, emitem grandes quantidades de gás metano, que é 23 vezes mais poderoso que o CO2 para o efeito estufa. Ruminantes também produzem o óxido nitroso, 296 vezes mais potente que o CO2.
A pecuária ainda emite amônia, causadora da chuva ácida. Sem falar no transporte de animais vivos ou mortos, que gera consumo de combustíveis fósseis, já que em muitos países do primeiro mundo não se trabalha mais com pecuária – preferem deixar esse trabalho dispendioso e anti-ecológico para os países do Terceiro Mundo que não contabilizam gastos ecológicos ao exportar carne.
A FAO, órgão da ONU onde se pode obter essas e outras informações, concluiu que a pecuária contribui mais que os automóveis para o aquecimento global. Mas por que estas informações não são populares? Desde a década de 30 sabe-se por diversas pesquisas que há diversas fontes de aminoácidos e nutrientes diversos em todos os vegetais, e que a carne não é necessária para a alimentação humana.
Por que essas informações não são tão divulgadas e os mitos continuam sendo transmitidos como verdade, até por alguns médicos? Hoje existem alimentos saborosos, infinitamente superiores em qualidade nutricional e sabor, e ainda baratos, mas poucos sabem disso.
Além do prejuízo ambiental, há um outro prejuízo que talvez seja irreparável: o ético. Ao consumir-se alimentos de origem animal, não somente o ambiente físico está em risco, mas o sofrimento e exploração de milhões de animais que simplesmente são ignorados pela maioria das pessoas.
Alguns procedimentos realizados nos animais de consumo seriam crimes, se fossem realizados em cães e gatos. O fato é que não é crime mutilar um animal vivo, nem privá-lo dos movimentos básicos, não é crime utilizar-se de procedimentos sem anestesia e tudo isso por que esses animais são considerados como ‘coisas’, e não como seres em si mesmos. São destinados ao mercado de consumo e serão mortos de forma cruel, avidamente consumidos por milhões de pessoas em todo o mundo, as mesmas pessoas que dizem preocupar-se ‘com os animais e com o aquecimento global’.
As pessoas estão preocupadas com o aquecimento global, mas não querem mudar seus hábitos nem mesmo questionar a vida massificada em que estão imersas, sem perceber. Um olhar mais atento, uma conversa mais aprofundada, revela as defesas e justificativas sempre infundadas de quem se diz interessado pelas questões do mundo, mas não muda nada em seu próprio mundo e, ao contrário, viabiliza a forma de manter tudo como está.
Basicamente é possível fazer algo, como apagar as luzes da casa, fechar a torneira enquanto se escova os dentes, reciclar o papel e o óleo de cozinha. Todos esses procedimentos são essenciais até mesmo para nossa economia pessoal, mas o que é isto em larga escala, se em outras questões estamos pagando, e bem caro, para que a poluição continue?
Deveríamos pensar em outros hábitos menos questionados, onde estão a maior parte do mal que causamos ao ambiente, e não queremos admitir sob pena de ter que mudar as coisas. Todos se interessam pelos animais, dizem aos quatro ventos que amam os animais, mas não vemos os números da exploração animal diminuir. Ao contrário, da mesma forma que ocorre com as crianças, seres indefesos, os animais vêm sofrendo as mais terríveis formas de traição e escravidão.
Embora estejamos em um século de tecnologia avançada, ainda estamos no tempo das cavernas no que se refere ao respeito pelos semelhantes e pelas diferenças, especialmente os mais indefesos. Ao mesmo tempo em que se jogam crianças pela janela, da mesma forma animais perecem na escuridão de uma cultura que os ignora. E as elucidações, os congressos, as análises, os livros sobre o assunto não páram de crescer, embora pareçam não contribuir em nada para mudar as coisas – isto porque a mudança é algo mais profundo que uma simples leitura da realidade, sem ações efetivas.
Os animais são ainda a última instância, em se tratando de ética e respeito aos seres vivos. Agora que já não é mais aceitável escravizar índios, negros, pobres ou oprimir – pelo menos abertamente – as mulheres, ainda é possível que o mesmo seja feito aos animais. Ainda é aceitável que tudo em nossa cultura, especialmente a linguagem e a alimentação, sejam de modo a inferiorizar os animais. Com esse ato, a espécie humana torna-se lamentavelmente inimiga de si mesma, seja por acabar com a própria casa onde habita, seja por inferiorizar outros seres, esquecendo-se de que também é um animal, e como todos os outros, depende de uma cadeia ecológica baseada principalmente na cooperação.
Entre as diversas formas de contribuição humana para o aquecimento global está uma das indústrias mais rentáveis do mundo: a pecuária. Em relatórios da ONU e em pesquisas divulgadas em todo o mundo, podemos saber de algo escondido. A indústria da carne é responsável por significativos índices de desmatamento, para a criação de gado e para a plantação de soja, que é destinada em sua quase total maioria ao gado.
Na Costa Rica, na Colômbia, no Brasil, na Malásia, na Tailândia e na Indonésia, as florestas tropicais são destruídas para se conseguir terra para pastagens, explica Peter Singer. Sabe-se que 70% da soja brasileira é destinada apenas a animais, e qualquer estudante de Ecologia é capaz de constatar que a energia vem diretamente dos vegetais e dos organismos fotossintetizantes
Desperdiçar alimentos – solo, água – através do consumo de animais gera uma perda energética bem maior que se os mesmos fossem consumidos por humanos. Entre outros alimentos que são plantados exclusivamente para animais está a aveia, o milho, o linho e o sorgo.
A população de bovinos no Brasil já ultrapassou a humana, com mais de 190 milhões de cabeças de gado; no mundo o número chega a 20 bilhões incluindo as aves. A criação de animais gera a poluição e o uso sistemático de muitos litros de água.
A suinocultura, só em Santa Catarina, já rende por dia 37.835.803,2 litros de dejetos. Os ruminantes em geral, no caso, os bovinos, emitem grandes quantidades de gás metano, que é 23 vezes mais poderoso que o CO2 para o efeito estufa. Ruminantes também produzem o óxido nitroso, 296 vezes mais potente que o CO2.
A pecuária ainda emite amônia, causadora da chuva ácida. Sem falar no transporte de animais vivos ou mortos, que gera consumo de combustíveis fósseis, já que em muitos países do primeiro mundo não se trabalha mais com pecuária – preferem deixar esse trabalho dispendioso e anti-ecológico para os países do Terceiro Mundo que não contabilizam gastos ecológicos ao exportar carne.
A FAO, órgão da ONU onde se pode obter essas e outras informações, concluiu que a pecuária contribui mais que os automóveis para o aquecimento global. Mas por que estas informações não são populares? Desde a década de 30 sabe-se por diversas pesquisas que há diversas fontes de aminoácidos e nutrientes diversos em todos os vegetais, e que a carne não é necessária para a alimentação humana.
Por que essas informações não são tão divulgadas e os mitos continuam sendo transmitidos como verdade, até por alguns médicos? Hoje existem alimentos saborosos, infinitamente superiores em qualidade nutricional e sabor, e ainda baratos, mas poucos sabem disso.
Além do prejuízo ambiental, há um outro prejuízo que talvez seja irreparável: o ético. Ao consumir-se alimentos de origem animal, não somente o ambiente físico está em risco, mas o sofrimento e exploração de milhões de animais que simplesmente são ignorados pela maioria das pessoas.
Alguns procedimentos realizados nos animais de consumo seriam crimes, se fossem realizados em cães e gatos. O fato é que não é crime mutilar um animal vivo, nem privá-lo dos movimentos básicos, não é crime utilizar-se de procedimentos sem anestesia e tudo isso por que esses animais são considerados como ‘coisas’, e não como seres em si mesmos. São destinados ao mercado de consumo e serão mortos de forma cruel, avidamente consumidos por milhões de pessoas em todo o mundo, as mesmas pessoas que dizem preocupar-se ‘com os animais e com o aquecimento global’.
As pessoas estão preocupadas com o aquecimento global, mas não querem mudar seus hábitos nem mesmo questionar a vida massificada em que estão imersas, sem perceber. Um olhar mais atento, uma conversa mais aprofundada, revela as defesas e justificativas sempre infundadas de quem se diz interessado pelas questões do mundo, mas não muda nada em seu próprio mundo e, ao contrário, viabiliza a forma de manter tudo como está.
Basicamente é possível fazer algo, como apagar as luzes da casa, fechar a torneira enquanto se escova os dentes, reciclar o papel e o óleo de cozinha. Todos esses procedimentos são essenciais até mesmo para nossa economia pessoal, mas o que é isto em larga escala, se em outras questões estamos pagando, e bem caro, para que a poluição continue?
Deveríamos pensar em outros hábitos menos questionados, onde estão a maior parte do mal que causamos ao ambiente, e não queremos admitir sob pena de ter que mudar as coisas. Todos se interessam pelos animais, dizem aos quatro ventos que amam os animais, mas não vemos os números da exploração animal diminuir. Ao contrário, da mesma forma que ocorre com as crianças, seres indefesos, os animais vêm sofrendo as mais terríveis formas de traição e escravidão.
Embora estejamos em um século de tecnologia avançada, ainda estamos no tempo das cavernas no que se refere ao respeito pelos semelhantes e pelas diferenças, especialmente os mais indefesos. Ao mesmo tempo em que se jogam crianças pela janela, da mesma forma animais perecem na escuridão de uma cultura que os ignora. E as elucidações, os congressos, as análises, os livros sobre o assunto não páram de crescer, embora pareçam não contribuir em nada para mudar as coisas – isto porque a mudança é algo mais profundo que uma simples leitura da realidade, sem ações efetivas.
Os animais são ainda a última instância, em se tratando de ética e respeito aos seres vivos. Agora que já não é mais aceitável escravizar índios, negros, pobres ou oprimir – pelo menos abertamente – as mulheres, ainda é possível que o mesmo seja feito aos animais. Ainda é aceitável que tudo em nossa cultura, especialmente a linguagem e a alimentação, sejam de modo a inferiorizar os animais. Com esse ato, a espécie humana torna-se lamentavelmente inimiga de si mesma, seja por acabar com a própria casa onde habita, seja por inferiorizar outros seres, esquecendo-se de que também é um animal, e como todos os outros, depende de uma cadeia ecológica baseada principalmente na cooperação.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Chuva de Sol - quem ainda duvida do aquecimento?
Hoje saí com meu guarda chuva de gatinho no sol escaldante da cidade.
Com a greve de ônibus, que apóio totalmente, estou indo trabalhar a pé e temos que ir assim, de boné, protetor solar, água e meus óculos polarizados que protegem meus olhos dos raios solares e evitam
cataratas e outros problemas de visão no futuro...
Siiiim, prefiro ser assim agora do que sofrer depois, enquanto todo mundo 'parece' (só parece) desencanado agora, mas vai estar cheio de problemas depois. Em breve farei uma postagem sobre o ser e parecer.
E é super divertido. Já encontrei adeptos na rua. Uma menina me disse super animada que ia copiar a ideia, outra sorriu para mim, pois estava igual, com sombrinha... Outra passou toda séria com o seu, pois fingiu que não me viu... noooossa como somos importantes.... hahahahahaha.
O aquecimento global, no fim foi um termo bastante usado, mas nem sempre correto, o melhor seríamos usar mudanças climáticas, pois mesmo com o aquecimento da terra leve ou moderado, 'natural' ou provocado pelo ser humano (o humano também é natural pois é parte da natureza, mesmo sendo uma 'anomalia'), o que importa mesmo são as mudanças climáticas. Essas são as que afetam todas as partes do globo. O aquecimento da Terra é um tema antigo. Por isso os reaças se grudaram nisso e seguem dizendo que não existe, pois nunca leram uma linha a mais sobre isso.
Gostaria de dizer para essa gente que não crê no aquecimento global (como se precisasse crer) que se junte com os que 'amam' o Verão, mas não largam o ar condicionado, e sente na rua, no asfalto. Deixe o carro em casa. Fiquem lá, afirmando que não existe nada do que os fatos apontam e depois volte a pé.
A relação do aquecimento da Terra com a emissão de gases poluentes que a espécie humana vem jogando pelos ares, mares e terra, sobretudo na indústria chamada pecuária e na fazendinha da vovó, não tem nome, é algo gigante e pesado. Mas as anomalias seguem silenciosamente. Através do esterco, do chorume e do curtume. Toda essa merda acontece em nome de usar animais para fins humanos.
Segundo o OMM, Organização Meteorológica Mundial, 2005 e 2010 foram os anos mais quentes das últimas décadas. 2013 foi um ano quente, mas foi considerado neutro, pois não teve influência de La Niña nem de El Niño, que seriam, estes sim, fenômenos 'naturais', para o prazer de quem fica buscando palitinhos do que é natural ou não... Que bobagem... vamos morrer de calor, será deus, o diabo ou o Elvis quem virá nos buscar.... Importa mesmo???? Ou você quer ter sua vidinha medíocre sem ter sua consciência afetada e assim poder ter seu poder de compra e venda, lucros e moeda de troca inalterados? Tudo isso está em jogo e até mesmo o estômago e as entranhas mandam no cérebro de muita gente aí que pensa que tem opinião.
http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE9A502K20131106
A fonte usada neste blog ouvi hoje na rádio LBV AM 1300. O link é para consulta, mas pode-se usar o Google que tem muito mais...
Com a greve de ônibus, que apóio totalmente, estou indo trabalhar a pé e temos que ir assim, de boné, protetor solar, água e meus óculos polarizados que protegem meus olhos dos raios solares e evitam
cataratas e outros problemas de visão no futuro...
E é super divertido. Já encontrei adeptos na rua. Uma menina me disse super animada que ia copiar a ideia, outra sorriu para mim, pois estava igual, com sombrinha... Outra passou toda séria com o seu, pois fingiu que não me viu... noooossa como somos importantes.... hahahahahaha.
O aquecimento global, no fim foi um termo bastante usado, mas nem sempre correto, o melhor seríamos usar mudanças climáticas, pois mesmo com o aquecimento da terra leve ou moderado, 'natural' ou provocado pelo ser humano (o humano também é natural pois é parte da natureza, mesmo sendo uma 'anomalia'), o que importa mesmo são as mudanças climáticas. Essas são as que afetam todas as partes do globo. O aquecimento da Terra é um tema antigo. Por isso os reaças se grudaram nisso e seguem dizendo que não existe, pois nunca leram uma linha a mais sobre isso.
Gostaria de dizer para essa gente que não crê no aquecimento global (como se precisasse crer) que se junte com os que 'amam' o Verão, mas não largam o ar condicionado, e sente na rua, no asfalto. Deixe o carro em casa. Fiquem lá, afirmando que não existe nada do que os fatos apontam e depois volte a pé.
A relação do aquecimento da Terra com a emissão de gases poluentes que a espécie humana vem jogando pelos ares, mares e terra, sobretudo na indústria chamada pecuária e na fazendinha da vovó, não tem nome, é algo gigante e pesado. Mas as anomalias seguem silenciosamente. Através do esterco, do chorume e do curtume. Toda essa merda acontece em nome de usar animais para fins humanos.
Segundo o OMM, Organização Meteorológica Mundial, 2005 e 2010 foram os anos mais quentes das últimas décadas. 2013 foi um ano quente, mas foi considerado neutro, pois não teve influência de La Niña nem de El Niño, que seriam, estes sim, fenômenos 'naturais', para o prazer de quem fica buscando palitinhos do que é natural ou não... Que bobagem... vamos morrer de calor, será deus, o diabo ou o Elvis quem virá nos buscar.... Importa mesmo???? Ou você quer ter sua vidinha medíocre sem ter sua consciência afetada e assim poder ter seu poder de compra e venda, lucros e moeda de troca inalterados? Tudo isso está em jogo e até mesmo o estômago e as entranhas mandam no cérebro de muita gente aí que pensa que tem opinião.
http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE9A502K20131106
A fonte usada neste blog ouvi hoje na rádio LBV AM 1300. O link é para consulta, mas pode-se usar o Google que tem muito mais...
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domingo, 26 de fevereiro de 2012
Bem bolado, bem bolado...
resposta a um quadrinho medíocre, feito por um nerd, que nunca viu uma vaca e que continha vários erros de português, de informações desatualizadas e irreais. Achei esta 'resposta' bem bolada, embora não fique perdendo meu precioso tempo com nerds inúteis e trollers da Internet.
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
O CONSUMO QUE ASSUSTA
imagem: Gifake
por : Washington Novaes
Não faltam estudos para deixar com os cabelos de pé (os que os têm) quem se preocupa com o futuro da espécie humana neste planeta. Num deles, "Marine Ecology Progress Series", da Universidade do Havaí, Camilo Mora afirma que, com o ritmo atual do consumo de recursos no mundo, chegaremos a 2050 com uma população acima de 9 bilhões de pessoas, que precisará, para abastecê-la, de 27 planetas como a Terra. Quem olhar uma publicação recente da revista National Geographic (maio de 2011) talvez encontre ali reforço para a tese, ao saber qual foi o número de animais mortos em um único ano (2009) para serem transformados em alimentos: 52 bilhões de frangos, 2,6 bilhões de patos, 1,3 bilhão de porcos, 1,1 bilhão de coelhos, 633 milhões de perus, 518 milhões de ovelhas, 398 milhões de cabras, 293 milhões de bois, 24 milhões de búfalos asiáticos e 1,7 milhão de camelos.
Thomas Lovejoy, o respeitadíssimo biólogo norte-americano, acha que já estamos consumindo 50% de recursos além do que o planeta pode repor ( Ideia Sustentável , março de 2011). Outros estudos, inclusive da ONU, falam em "mais de 30%". Estes afirmam que a disponibilidade média de área e recursos para atender às necessidades de uma pessoa estaria em 1,8 hectare; mas o uso tem estado em 2,7 hectares (no Brasil, 2,1; nos Estados Unidos, 10 hectares; no Haiti, menos de um hectare). O uso excessivo leva à aridificação e desertificação de terras, problemas com água, exaustão de certos recursos.
Na conferência de Nagoya, no ano passado, estabeleceu-se como meta chegar a 17% das terras e 10% dos oceanos em áreas protegidas - o que parece pouco provável, já que as metas para 2010, menores, não foram cumpridas, embora haja 100 mil áreas protegidas, com 17 milhões de quilômetros quadrados de terras (o dobro do território brasileiro) e 2 milhões de quilômetros quadrados de áreas oceânicas. Mesmo nessas áreas, entretanto, há desgastes fortes na biodiversidade, por causa de impactos climáticos e contaminação.
Mas o problema não está só na área da biodiversidade. Segundo a publicação BrasilPnuma (junho/julho de 2011), também chegaremos a 2050 consumindo 140 milhões de toneladas anuais de minérios, combustíveis fósseis e biomassa, três vezes mais do que hoje - o que envolve outros riscos de esgotamento. Mesmo hoje já nos aproximamos do limite de muitos minérios fundamentais para tecnologias de uso intensivo, como computadores, celulares e outras. Nos países industrializados, o consumo médio anual por habitante nessa área dos minérios é de 16 toneladas (40 em alguns); em 2000, era de 8 a 10 toneladas; em 1900, de 4 a 5.
Na área dos alimentos, o problema não é diferente. Diz a ONU (AP, 27/10/10) que também a biodiversidade em matéria de alimentos está ameaçada. Em 100 anos, 75% das espécies de plantas alimentares já desapareceram; até 2050, mais 22% podem ter o mesmo destino, inclusive variedades de batata, feijão e nozes - e neste caso o clima é uma das questões centrais. Por isso mesmo, a Embrapa tenta produzir variedades de culturas resistentes ao calor, como soja, feijão e milho, pois as variedades atuais já estão sendo afetadas pelo aumento da temperatura, especialmente no Centro-Oeste. E convém não esquecer que o café, que dominou a economia agrícola de São Paulo e Norte do Paraná durante mais de um século, teve de migrar para regiões mais altas, principalmente em Minas Gerais, por causa do aumento de mais de um grau na temperatura (que leva a flor do cafeeiro a cair prematuramente, com redução da produtividade).
É em meio a esse panorama que chegam as notícias de que mais uma vez o desmatamento na Amazônia voltou a crescer, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - mais 28% no mês de julho, comparado com o mesmo período do ano passado, e mais 35% comparando 11 meses de 2010/11 com igual período anterior. Certamente o total de um ano ficará acima de 7 mil quilômetros quadrados, embora o governo federal tenha até criado uma força especial para conter o abate de árvores. É grave, até mesmo porque a floresta absorve um terço das emissões de dióxido de carbono, cerca de 2,4 bilhões de toneladas anuais ( Science/France Presse , 17/7/11). E seu papel é decisivo no Brasil, onde mudanças no uso do solo, desmatamentos e queimadas respondem por quase 60% do total das emissões brasileiras que afetam o clima.
Mas fora do Brasil os sinais também não são animadores. Já se sabe que a próxima reunião da Convenção do Clima, na África do Sul, No fim do ano, não levará a nenhum acordo global. Da mesma forma que o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012 e permite a países industrializados e suas empresas financiar projetos que levem a reduções de emissões em outros países e contabilizar as reduções em seus balanços. As lógicas financeiras continuam a prevalecer, agora ainda mais, no meio da gigantesca crise financeira mundial.
Mas o futuro está em jogo. Não há como escapar às graves questões planetárias que assustam a ciência.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Educação: Comer insetos pode resolver o problema da fome mundial?
Como forma de combater o problema da fome no mundo, a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio de sua Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), vem tentando estimular a introdução de insetos na alimentação diária dos seres humanos, o que poderia suprir as necessidades diárias de proteínas. A instituição argumenta, ainda, que isso reduziria a produção de carne, que é responsável por aproximadamente 20% de toda a emissão global de CO2. Mas será mesmo que essa prática pode resolver esses problemas? E mais: é saudável comer insetos?
Chamado de "entomofagia", o consumo de insetos, aracnídeos e artrópodes em geral é um hábito alimentar amplamente utilizado em algumas culturas do mundo, especialmente na Ásia, África e América Central, e poderia de fato ser uma alternativa para crise da pecuária.
Segundo estudo da FAO, cada 100 gramas de lagarta seca contém 53 gramas de proteínas, com cerca de 15% de gordura e 17% de carboidratos - o documento ressalta também que insetos têm alto valor energético e proporção maior de proteínas e gorduras do que carne bovina ou de peixe.
Ainda de acordo com números da FAO, a criação de gado, porcos e ovelhas ocupa hoje dois terços das terras antes destinadas a plantio e é responsável pela emissão de 20% dos gases que causam o aquecimento global.
Mas a idéia não é unanimidade. "Os insetos podem até ser fontes de nutrientes, mas é preciso matar um grande número de animais para alimentar as pessoas. Me pergunto por que não considerar a alternativa milenarmente mais fácil que é consumir vegetais, que são fonte garantida de proteínas de alto valor. Me parece que a ONU quer apenas colocar mais uma alternativa diferente, mas não quer fazer as pessoas repensarem seus modos nocivos de viver", diz a bióloga Ellen Augusta Valer de Freitas, que defende que a pecuária dê espaço às plantações.
Ela alerta também para o fato de que alguns insetos podem conter bactérias nocivas ao ser humano, além de pigmentação e estruturas que nem sempre são palatáveis e podem causar alergias. Para quem não está acostumado a seu consumo, insetos podem prover as proteínas necessárias em um momento de emergência até o resgate, mas é preciso tomar cuidado e saber quais animais são tóxicos.
Em geral, insetos de coloração preta, verde ou marrom podem ser consumidos, enquanto animais de cor vermelha, laranja ou amarela são prejudiciais.
Existem cerca de 1.400 espécies de insetos conhecidas que são comestíveis, em sua maioria consumidos nos estágios de larvas e pupas. Encabeçando a lista dos mais comestíveis está o besouro, com 344 variedades. Na China, grilos tostados são servidos como aperitivos ou cozidos no arroz. Já as larvas são adicionadas à sopas ou servidas fritas. Na Tailândia e no Vietnã, as baratas d'água, que na realidade são besouros aquáticos, são alimentos bastante populares. Luta contra a fome
Freitas concorda com a posição da FAO ao dizer que o consumo de carne é nocivo para o meio ambiente e que irá acentuar ainda mais o problema da fome. "Para ajudar a acabar com a fome é preciso, sim, deixar de comer carne de animais. A pecuária utiliza áreas imensas que poderiam ser cultiváveis, causam desmatamento, perdas de água significativas e além disso, a carne em geral é cara, energeticamente, ecologicamente e financeiramente. De modo que populações pobres passam fome porque não têm acesso a carne, nem a vegetais que deixam de ser plantados para dar espaço a soja para o gado ou ao próprio gado", explica.

Mas não se assuste: o fato de a entomofagia fazer parte do cotidiano no oriente não significa que o ocidente precise ir pelo mesmo caminho. A American Dietetic Association (Associação Dietética Americana) e a Dietitians of Canada (Nutricionistas do Canadá) indicam que dietas vegetarianas corretamente planejadas seriam saudáveis, adequadas em termos nutricionais e trariam benefícios na prevenção e no tratamento de determinadas doenças.
"Vegetais como cereais, grãos, legumes, frutas, folhas e sementes são fontes de proteína, vitaminas e outros nutrientes usados há milênios pela humanidade, antes mesmo da caça. E, em alguns lugares, foi substituta da caça. Há pesquisas que mostram que este tipo de dieta não só promove a saúde e a longevidade, mas também ajuda a otimizar os solos, evitar a fome, economizar água e contribuir para a diminuição do aquecimento global", completa a bióloga.
Fonte: Portal Terra
Chamado de "entomofagia", o consumo de insetos, aracnídeos e artrópodes em geral é um hábito alimentar amplamente utilizado em algumas culturas do mundo, especialmente na Ásia, África e América Central, e poderia de fato ser uma alternativa para crise da pecuária.
Segundo estudo da FAO, cada 100 gramas de lagarta seca contém 53 gramas de proteínas, com cerca de 15% de gordura e 17% de carboidratos - o documento ressalta também que insetos têm alto valor energético e proporção maior de proteínas e gorduras do que carne bovina ou de peixe.
Ainda de acordo com números da FAO, a criação de gado, porcos e ovelhas ocupa hoje dois terços das terras antes destinadas a plantio e é responsável pela emissão de 20% dos gases que causam o aquecimento global.
Mas a idéia não é unanimidade. "Os insetos podem até ser fontes de nutrientes, mas é preciso matar um grande número de animais para alimentar as pessoas. Me pergunto por que não considerar a alternativa milenarmente mais fácil que é consumir vegetais, que são fonte garantida de proteínas de alto valor. Me parece que a ONU quer apenas colocar mais uma alternativa diferente, mas não quer fazer as pessoas repensarem seus modos nocivos de viver", diz a bióloga Ellen Augusta Valer de Freitas, que defende que a pecuária dê espaço às plantações.
Ela alerta também para o fato de que alguns insetos podem conter bactérias nocivas ao ser humano, além de pigmentação e estruturas que nem sempre são palatáveis e podem causar alergias. Para quem não está acostumado a seu consumo, insetos podem prover as proteínas necessárias em um momento de emergência até o resgate, mas é preciso tomar cuidado e saber quais animais são tóxicos.
Em geral, insetos de coloração preta, verde ou marrom podem ser consumidos, enquanto animais de cor vermelha, laranja ou amarela são prejudiciais.
Existem cerca de 1.400 espécies de insetos conhecidas que são comestíveis, em sua maioria consumidos nos estágios de larvas e pupas. Encabeçando a lista dos mais comestíveis está o besouro, com 344 variedades. Na China, grilos tostados são servidos como aperitivos ou cozidos no arroz. Já as larvas são adicionadas à sopas ou servidas fritas. Na Tailândia e no Vietnã, as baratas d'água, que na realidade são besouros aquáticos, são alimentos bastante populares. Luta contra a fome
Freitas concorda com a posição da FAO ao dizer que o consumo de carne é nocivo para o meio ambiente e que irá acentuar ainda mais o problema da fome. "Para ajudar a acabar com a fome é preciso, sim, deixar de comer carne de animais. A pecuária utiliza áreas imensas que poderiam ser cultiváveis, causam desmatamento, perdas de água significativas e além disso, a carne em geral é cara, energeticamente, ecologicamente e financeiramente. De modo que populações pobres passam fome porque não têm acesso a carne, nem a vegetais que deixam de ser plantados para dar espaço a soja para o gado ou ao próprio gado", explica.
Mas não se assuste: o fato de a entomofagia fazer parte do cotidiano no oriente não significa que o ocidente precise ir pelo mesmo caminho. A American Dietetic Association (Associação Dietética Americana) e a Dietitians of Canada (Nutricionistas do Canadá) indicam que dietas vegetarianas corretamente planejadas seriam saudáveis, adequadas em termos nutricionais e trariam benefícios na prevenção e no tratamento de determinadas doenças.
"Vegetais como cereais, grãos, legumes, frutas, folhas e sementes são fontes de proteína, vitaminas e outros nutrientes usados há milênios pela humanidade, antes mesmo da caça. E, em alguns lugares, foi substituta da caça. Há pesquisas que mostram que este tipo de dieta não só promove a saúde e a longevidade, mas também ajuda a otimizar os solos, evitar a fome, economizar água e contribuir para a diminuição do aquecimento global", completa a bióloga.
Fonte: Portal Terra
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009
A terapia de choque na educação –parte 1
Ellen Augusta Valer de Freitas
Minha experiência como professora nos seis anos em que trabalhei com jovens e adultos de uma escola particular, mostram que alunos nessa faixa etária aceitam muito bem novas idéias, querem conhecimento novo e fresco, atualizado e contextualizado.
Trabalhei durante esse tempo com turmas de adultos que chegam cansados dos seus trabalhos e vão direto para a sala de aula. Apresentei a eles o vegetarianismo, a realidade da alimentação convencional, com todas as suas críticas e pontos positivos. Fiz seminários e mostras de filmes. Trabalhos focados no interesse deles. Muitos dos alunos eram interessados na “alimentação saudável”, alguns queriam saber sobre os animais.
Na faculdade, um dos raros professores que me inspirava a ficar até o último minuto na aula, dizia que todo aluno deve passar por uma “terapia de choque”, o choque com a realidade que ele não conhece. Somente assim é que ele pode aprender, ou pelo menos nunca mais esquecer. Eu fui uma das alunas que nunca mais esqueceu estas palavras, e lembro bem das inúmeras vezes em sala de aula que eu mesma me deparei com algo “chocante” demais, real demais, mas que era a nossa realidade sórdida.
A minha primeira pesquisa num lixão, para a cadeira de Antropologia na faculdade, foi um destes choques. Embora eu tivesse lido os livros mais revolucionários para minha idade, ainda desconhecia o paradeiro do lixo, depois que o descartamos. Foi algo que mudou minha vida e a forma como lido com isto.
O fato do aluno deparar-se com o novo, com o polêmico, pode incomodar as pessoas mais conservadoras e até mesmo aqueles que pouco sabem de sua área para poder arriscar em assuntos mais interdisciplinares, como muitas vezes já ocorreu. É um grande risco falar de temas que envolvem grandes assuntos, interesses econômicos e os sentimentos das pessoas. O vegetarianismo é um tema assim. Incomoda por ter quase zero de contra argumentos, é muito fácil argumentar a favor do vegetarianismo abordando a compaixão, a moral, a saúde humana e do planeta. Difícil é achar contra-argumentos.
Abordei diversos assuntos sempre incorporado ao cronograma da escola, sempre misturado aos conhecimentos da Biologia, esta ciência lindíssima, que basicamente está baseada nas idéias de Darwin. E posso garantir que as aulas ficam muito interessantes assim.
Não podemos ter a certeza de que aqueles alunos vão mudar seu estilo de vida. Assim como muitas coisas que ouvi de professores e que mudaram minha vida, não posso saber se tiveram o mesmo efeito nos meus colegas. Pois a mente humana tem muitas defesas, mas o professor tem obrigação de apresentar a verdade. Ou pelo menos o que não é exposto pela grande mídia, pelos interesses das grandes corporações.
Se pelo menos a reflexão do momento é boa, podemos ter esperança numa mudança gradual. Melhor do que nada, ou do que a mesmice que não muda a realidade.
Na próxima coluna, mostrarei alguns trabalhos apresentados e a reação dos alunos diante de coisas que eles jamais sabiam que poderiam existir.
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