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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Aquecimento Global - o fim do conforto garantido

artigo de Ellen Augusta Valer de Freitas publicado na ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais, em diversos sites, jornais e em revistas de saúde.
De todas as mudanças que a espécie humana realizou na Terra, talvez a climática seja a mais marcante, e também a mais negada de todos os tempos. No texto escrito em 2001 por George Marshall chamado ‘A psicologia da negação’, na revista The Ecologist sobre mudanças climáticas, o autor mostra o quanto a humanidade nega e disfarça o envolvimento com as mudanças ambientais mais drásticas que estamos acompanhando, como a destruição da camada de ozônio, primeiro estágio para um planeta mais quente.

Entre as diversas formas de contribuição humana para o aquecimento global está uma das indústrias mais rentáveis do mundo: a pecuária. Em relatórios da ONU e em pesquisas divulgadas em todo o mundo, podemos saber de algo escondido. A indústria da carne é responsável por significativos índices de desmatamento, para a criação de gado e para a plantação de soja, que é destinada em sua quase total maioria ao gado.


Na Costa Rica, na Colômbia, no Brasil, na Malásia, na Tailândia e na Indonésia, as florestas tropicais são destruídas para se conseguir terra para pastagens, explica Peter Singer. Sabe-se que 70% da soja brasileira é destinada apenas a animais, e qualquer estudante de Ecologia é capaz de constatar que a energia vem diretamente dos vegetais e dos organismos fotossintetizantes


Desperdiçar alimentos – solo, água – através do consumo de animais gera uma perda energética bem maior que se os mesmos fossem consumidos por humanos. Entre outros alimentos que são plantados exclusivamente para animais está a aveia, o milho, o linho e o sorgo.


A população de bovinos no Brasil já ultrapassou a humana, com mais de 190 milhões de cabeças de gado; no mundo o número chega a 20 bilhões incluindo as aves. A criação de animais gera a poluição e o uso sistemático de muitos litros de água.

A suinocultura, só em Santa Catarina, já rende por dia 37.835.803,2 litros de dejetos. Os ruminantes em geral, no caso, os bovinos, emitem grandes quantidades de gás metano, que é 23 vezes mais poderoso que o CO2 para o efeito estufa. Ruminantes também produzem o óxido nitroso, 296 vezes mais potente que o CO2.

A pecuária ainda emite amônia, causadora da chuva ácida. Sem falar no transporte de animais vivos ou mortos, que gera consumo de combustíveis fósseis, já que em muitos países do primeiro mundo não se trabalha mais com pecuária – preferem deixar esse trabalho dispendioso e anti-ecológico para os países do Terceiro Mundo que não contabilizam gastos ecológicos ao exportar carne.

A FAO, órgão da ONU onde se pode obter essas e outras informações, concluiu que a pecuária contribui mais que os automóveis para o aquecimento global. Mas por que estas informações não são populares? Desde a década de 30 sabe-se por diversas pesquisas que há diversas fontes de aminoácidos e nutrientes diversos em todos os vegetais, e que a carne não é necessária para a alimentação humana.
Por que essas informações não são tão divulgadas e os mitos continuam sendo transmitidos como verdade, até por alguns médicos? Hoje existem alimentos saborosos, infinitamente superiores em qualidade nutricional e sabor, e ainda baratos, mas poucos sabem disso.

Além do prejuízo ambiental, há um outro prejuízo que talvez seja irreparável: o ético. Ao consumir-se alimentos de origem animal, não somente o ambiente físico está em risco, mas o sofrimento e exploração de milhões de animais que simplesmente são ignorados pela maioria das pessoas.
Alguns procedimentos realizados nos animais de consumo seriam crimes, se fossem realizados em cães e gatos. O fato é que não é crime mutilar um animal vivo, nem privá-lo dos movimentos básicos, não é crime utilizar-se de procedimentos sem anestesia e tudo isso por que esses animais são considerados como ‘coisas’, e não como seres em si mesmos. São destinados ao mercado de consumo e serão mortos de forma cruel, avidamente consumidos por milhões de pessoas em todo o mundo, as mesmas pessoas que dizem preocupar-se ‘com os animais e com o aquecimento global’.

As pessoas estão preocupadas com o aquecimento global, mas não querem mudar seus hábitos nem mesmo questionar a vida massificada em que estão imersas, sem perceber. Um olhar mais atento, uma conversa mais aprofundada, revela as defesas e justificativas sempre infundadas de quem se diz interessado pelas questões do mundo, mas não muda nada em seu próprio mundo e, ao contrário, viabiliza a forma de manter tudo como está.

Basicamente é possível fazer algo, como apagar as luzes da casa, fechar a torneira enquanto se escova os dentes, reciclar o papel e o óleo de cozinha. Todos esses procedimentos são essenciais até mesmo para nossa economia pessoal, mas o que é isto em larga escala, se em outras questões estamos pagando, e bem caro, para que a poluição continue?

Deveríamos pensar em outros hábitos menos questionados, onde estão a maior parte do mal que causamos ao ambiente, e não queremos admitir sob pena de ter que mudar as coisas. Todos se interessam pelos animais, dizem aos quatro ventos que amam os animais, mas não vemos os números da exploração animal diminuir. Ao contrário, da mesma forma que ocorre com as crianças, seres indefesos, os animais vêm sofrendo as mais terríveis formas de traição e escravidão.


Embora estejamos em um século de tecnologia avançada, ainda estamos no tempo das cavernas no que se refere ao respeito pelos semelhantes e pelas diferenças, especialmente os mais indefesos. Ao mesmo tempo em que se jogam crianças pela janela, da mesma forma animais perecem na escuridão de uma cultura que os ignora. E as elucidações, os congressos, as análises, os livros sobre o assunto não páram de crescer, embora pareçam não contribuir em nada para mudar as coisas – isto porque a mudança é algo mais profundo que uma simples leitura da realidade, sem ações efetivas.


Os animais são ainda a última instância, em se tratando de ética e respeito aos seres vivos. Agora que já não é mais aceitável escravizar índios, negros, pobres ou oprimir – pelo menos abertamente – as mulheres, ainda é possível que o mesmo seja feito aos animais. Ainda é aceitável que tudo em nossa cultura, especialmente a linguagem e a alimentação, sejam de modo a inferiorizar os animais. Com esse ato, a espécie humana torna-se lamentavelmente inimiga de si mesma, seja por acabar com a própria casa onde habita, seja por inferiorizar outros seres, esquecendo-se de que também é um animal, e como todos os outros, depende de uma cadeia ecológica baseada principalmente na cooperação.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Carne: os Estados Unidos vão salvar a humanidade

Ellen Augusta Valer de Freitas
colunista da ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais http://www.anda.jor.br
Um site que espalha memes com frases de apologia à violência tem uma imagem com a conhecida afirmação de que a humanidade está no topo da cadeia alimentar. Uma espécie que tem a prepotência de se colocar acima de outras, mas que depende completamente de elementos frágeis para sobreviver, pode estar em qualquer lugar. Menos no topo.

Sem energia elétrica, em menos de um ano o caos estará completo. Se faltar água, o virá mais cedo ainda. Comer uns aos outros é questão de tempo.

A tirania humana se apoia em bases muito fracas e em um orgulho idiota e pouco inteligente. A espécie é onívora, mas age como carnívora e não quer se sentir responsável por isso. Não quer se culpar por nenhum de seus atos. Um filósofo de gabinete me perguntou, certa vez, se não seria responsabilidade demais para a humanidade. Mas se com esta questão específica – comer carne – não precisamos nos preocupar, também outras questões, como transar com qualquer pessoa sem consentimento, roubar, matar, estariam fora do debate?

Para o que é conveniente e cômodo vale esse argumento torpe de que não é preciso se responsabilizar demais? E tudo isso esquecendo-se de que há outras espécies em jogo, outras vidas, a quem sugamos como vampiros.

Temos que nos virar, conquistar a independência em todos os níveis, inclusive o alimentar, libertando as outras espécies e a natureza. E acabar com a ideia paternalista de que, se algo terrível acontecer com o planeta, os Estados Unidos irão nos salvar.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Cinco anos escrevendo para Anda

Comecei a escrever para a ANDA de uma forma curiosa. A Silvana me convidou e convidou meu marido sem saber que nós éramos casados. Foi muito engraçado. Ela ligou para ele e contou que havia me convidado e perguntou se ele me conhecia. E ele brincou "dizem que só se conhece uma pessoa quando se dorme e acorda junto com ela..."
A Anda começou e começamos juntos. Escrevendo sobre direitos animais, me sinto importante, ajudando, sendo lida, podendo expressar o que sinto e penso.
Abaixo transcrevo alguns depoimentos, que fizemos para o site. Parabéns Silvana, sua atitude faz a diferença na divulgação dessa causa.
http://www.anda.jor.br/28/11/2013/cinco-anos-anda-revolucao-humano

Cinco anos de trabalho sério, pautado na perspectiva ética animalista abolicionista, noticiando para o Brasil e o mundo os fatos relacionados ao modo pelo qual os seres humanos ainda tratam os animais que não têm sua configuração biológica e genômica. Esse trabalho é um divisor de águas no jornalismo brasileiro. Parabéns à ANDA, especialmente à pessoa da jornalista Silvana Andrade, por criar esse espaço de expressão da causa animal e por sustentar com seu trabalho diuturno e suas finanças pessoais, mesmo beirando seus limites contábeis, essa instituição sem a qual as brasileiras e os brasileiros estariam há léguas da compreensão do dever de consideração ética por todos os animais. Parabéns também a todos os colegas colunistas, que ofereceram nesses cinco anos, seu trabalho de produção de texto para compor a galeria na qual as reflexões éticas animalistas estão expostas em todos os tons e nuances. É com orgulho que tenho feito parte desse grupo. Minha gratidão a toda gente e aos que visitam essa página diariamente, de todos os países do mundo e de todas as regiões brasileiras.
Sonia T., coluna Questão de Ética

“É com imenso orgulho que escrevo, através de uma coluna, artigos sobre desobediência vegana. Desobedecer o sistema de exploração imposto, desobedecer padrões alimentares, educacionais, sistemas econômicos que sugam animais e sociedades, preconceitos vigentes, ideologias camufladas, através da alimentação e do estilo de vida vegano. A ANDA é uma agência de notícias focada nos animais. Posso escrever sobre temas que, em outros lugares, seriam censurados ou ignorados. A importância desse canal está em conquistar leitores do mundo inteiro para o respeito aos animais, para a mudança de atitude em relação ao modo como tratamos nossos semelhantes, não importa a raça, espécie, condição social ou sexo. Estamos mostrando aos leitores que existem novas fronteiras a serem exploradas, quando falamos em respeito ao próximo.”
Ellen Augusta, coluna Desobediência Vegana

“Sem desobediência não há mudança. Algo assim foi o que li recentemente na Internet, e achei bacana. A ANDA está conseguindo modificar um paradigma pétreo na Imprensa brasileira, o de publicar notícia sobre animais ou na seção de agronegócio, ou como inusitado / superação / ‘ai-que-amor’. Engatinha-se em nova editorias – com o respectivo impacto e debate por parte do público. Em um planeta midiático, no caleidoscópio desta sociedade da informação, nada melhor do que a luz dos holofotes para instigar, deixar as pessoas desconfortáveis em suas cadeiras, e tratar do ora incômodo tema dos direitos animais. Sabemos que o bombardeio do ‘outro lado’ é pesado e constante, com seu orçamento ilimitado, mas a ANDA se tornou uma trincheira que não é mais possível se ignorar. ‘Com um só palito, para o motor’, dizia Raul Seixas.”
Marcio de Almeida Bueno, coluna Vanguarda Abolicionista

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Considerações de Gary Francione

Segundo Gary Francione: ”Tanto a posição feminista pós-moderna quanto a posição neobem-estarista estão embebidas na ideologia do status quo. Ambas reforçam a nossa atual visão dos animais como propriedade e das mulheres como coisas cuja condição de pessoa está reduzida a qualquer parte do corpo, ou a qualquer imagem do corpo, que for fetiche para nós. Ambas as posições apenas colocam uma cara risonha em uma mensagem que é, essencialmente, muito reacionária.”

"As regras acerca do discurso permitido: Também existem paralelos entre as regras do discurso, que são freqüentemente impostas pelas feministas pós-modernas e pelos bem-estaristas. Os dois grupos tendem a considerar inaceitável qualquer crítica às suas posições. As feministas pós-modernas acusam as feministas radicais de serem “patriarcais”, “opressivas”, “abusivas”, “desempoderadoras”, etc., se as radicais discordarem da abordagem segundo a qual “mercantilizar a si mesma é feminismo”. Os bem-estaristas consideram qualquer crítica às reformas bem-estaristas como “agressivas”, “divisionistas” e “prejudiciais aos animais”. Tanto as feministas pós-modernas quanto os bem-estaristas fazem freqüentes apelos em favor da “unidade do movimento”, que é o código para a posição de que todos aqueles que discordam deveriam parar de discordar e deveriam a apoiar a posição feminista pós-moderna ou a posição bem-estarista. As tentativas que as feministas radicais ou os abolicionistas fazem de instalar um discurso racional a respeito dessas questões são rejeitadas, sob o pretexto de serem esforços “intelectuais” ou “acadêmicos” fúteis ou elitistas que só servem para frustrar os esforços de libertar as mulheres e os não-humanos.
Esse estilo de discurso reflete as táticas da direita reacionária. Qualquer divergência é automaticamente repelida como um grande mal, e as tentativas de se ter uma discussão razoável são rejeitadas em favor de slogans e outros tipos de retórica vazia, que não fazem outra coisa a não ser manter a ideologia da exploração dominante.
É uma lástima, mas não é nenhuma surpresa, que essas táticas tenham entrado nos movimentos sociais supostamente progressistas."


para ler o texto completo, aqui
 

Justify My Love (1990) - Madonna
(Source: madonna.com)

imagem de http://gifake.net/archive

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Materiais da ONU Mulheres: Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres

 Recebi do meu marido estes materiais. É de um curso promovido pela ONU.
 Este é um livreto sobre o ano internacional dos afrodescendentes, que é comemorado em 2011.O material é desenvolvido pela UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) que faz parte da ONU Mulheres
 Achei muito interessante o estilo do livreto.
 O livro é uma espécie de poesia, com relatos e informações.
 Também ganhei uma caneta importada dos Estados Unidos. Ela é mini, para ter sempre na bolsa.
 Abaixo um jornal com uma matéria sobre mídia e deficiência. Distribuímos diversos exemplares pela cidade, em hospitais, salas de espera, bibliotecas e entidades afins com o tema.


Estes são panfletos da ONU Mulheres, com dados interessantes.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Confirmação de Radioescuta recebida! - Cartão QSL

Nas minhas aventuras de radioescuta conheci a Rádio do Japão, NHK. Ainda estou aprendendo a ouvir e anotar as recepções.
 Os radioescutas fazem as anotações e enviam às rádios e como confirmação tais rádios enviam cartões, chamados QSL (significa mais ou menos "entendido, compreendido")
 Escrevi (para o site da rádio) e informei dados sobre a recepção, horário e outras informações. Isso era feito antigamente para que as rádios tivessem controle sobre como estavam as transmissões pelo mundo. As ondas curtas são ondas que se propagam por lugares muito distantes. Os melhores horários para se ouvir são no fim da tarde e começo da noite e em dias chuvosos. Melhor ainda se estivermos perto de rios ou do oceano!
 Aqui estão os dois cartões recebidos. Mais uma tabela com informações de transmissão. Eles preencheram o cartão a mão com os dados que forneci sobre o dia e hora que ouvi a rádio. No final da tarde, mais ou menos pelas 18horas, há a transmissão em português para o Brasil. Também é possível ouvir as notícias em outras línguas, como português de Portugal, inglês e espanhol, além da língua natal.
 Abaixo está o cartaz com várias informações, que lerei com cuidado.
 Entre os assuntos que podemos ouvir nessa rádio são notícias relativas ao Japão e Brasil, músicas típicas e sucessos do Japão, é muito interessante.
 Um atrativo das ondas curtas é ouvir as notícias direto de determinados países, sem filtro, censura, etc.  Muitas das notícias sequer aparecem em alguns jornais.  A internet, segundo os radioescutas mais antigos, surgiu mais como um complemento do hábito ou hobby de ser radioescuta. E através da internet os radioescutas e radioamadores trocam dicas, informações, endereços, etc.
 Desde criança adoro ouvir rádio. AM, FM e também as ondas curtas (OC) que aprendi a ouvir num rádio antigo que é da minha mãe e foi do meu nono (avô).
 Este é o Philips a pilha. Os rádios a pilha captam melhor as ondas curtas, mas este rádio só tem SW1 e SW2 além de AM.
Este foi o modelo que ganhei (de dia dos namorados) do meu marido. Ele tem 16 bandas, AM, FM e também capta rádio amador. Consegui captar nele até mesmo código morse, que suponho ter vindo de um navio. Pois pelo que pesquisei, este código é usado ainda nos navios.
Este rádio é a pilha e a luz. O som dele é muito potente, sendo que AM e FM são tão nítidos que sintonizam rádios super distantes, do interior do estado e de países como Argentina, Uruguai, etc. As ondas curtas também captam melhor que o rádio a pilha. Já ouvi rádios de vários lugares do mundo. De países árabes, Alemanha, China, Cuba, Chile, Brasil, Russia, Japão e outras.
Para ouvir pela Internet, entre em http://www.nhk.or.jp/rj/

sábado, 21 de maio de 2011

Lançamento de livro da ANDA - Agência de notícias de Direitos Animais com meu artigo!

Neste livro, há um ensaio meu sob o título: O alcance da ética e do especismo: a denúncia da filosofia e da literatura. E um ensaio do meu marido, Marcio de Almeida Bueno, sob o título: Do especismo, da esquizofrenia moral e da reação ética "pé na porta".
A Agência de Notícias dos Direitos Animais (ANDA) lança o livro Visão Abolicionista: Ética e Direitos Animais, na Matilha Cultural, dia 24 de maio, às 20h. Nesta data, haverá debate com presença dos autores Laerte Levai, promotor público, Tamara Levai, bióloga, Dennis Zagha Bluwol, geógrafo, e da organizadora Silvana Andrade, jornalista.
A edição desse volume marca um passo importante na trajetória da ANDA, “a luta pelo respeito à vida e à liberdade dos animais, por muito tempo vista como produto do sentimentalismo romântico e inconsequente, começa a ganhar destaque em nosso país, e passa, finalmente, a ser um movimento legítimo com propósito claro e apoiado sobre forte base tanto científica quanto filosófica”, explica Silvana.
O livro demonstra que os defensores dos animais no Brasil aprenderam, tanto quanto seus opositores, a importância da reflexão, do conhecimento e da argumentação racional. “Os direitos animais são a continuação lógica dos direitos humanos. Eles vieram para somar e aprofundar, não para reduzir ou relativizar”, adianta Silvana Andrade.
Os direitos fundamentais à vida, liberdade e integridade que o ser humano, na sua arrogância, um dia atribuiu à sua excepcionalidade no universo, agora são percebidos nitidamente como inalienáveis das outras formas de vida animal. “Isso porque o que define a posse desses direitos fundamentais não é sua indubitável capacidade de construir e imaginar mundos inteiros e expressar-se pelas mais sublimes formas de arte, mas sim o respeito pela vida e a liberdade é a sensibilidade e a consciência – a senciência, que faz com que todo animal defenda sempre sua vida e liberdade”, arremata Silvana Andrade.
Serviço
Evento: Lançamento do livro Visão Abolicionista: Ética e Direitos Animais
Data: 24 de maio de 2011
Horário: 20h
Local: Matilha Cultural – Rua Rego Freitas, 542 Consolação
Tel.: (11) 3256-2636
Aquecimento Central: Dj Zinco + Dj Soares + Marginals
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