Eu procurava a muito tempo esta cantora. Ouvia uma música específica, anos oitenta, numa rádio maluca que toca músicas muito diferentes durante a madrugada. A rádio pode variar entre Cocteau Twins e Eros Ramazzotti. Mas havia uma música desta cantora. Este jeito meio Madonna. (Ou seja, linda! - eu fiz esse cabelo uma época, mas como o meu não é tão comprido que digamos, não ficou com esse efeito) Pois levei muitos anos até descobrir o nome dela. Sandra Ann Lauer. Sou muito lenta para nomes de música, na verdade não estou nem aí para nomes, estilos, eu amo música e ponto.
Depois, lendo sobre a cantora, fui descobrir que ela tem diversos sucessos, mas não curto ficar falando sobre música, pois quem entende de música e é músico é meu marido. Meu lance é ouvir e dançar. Ouçam agora a Little Girl, mas, quando eu vi o clipe, me apaixonei pela cantora.
Nas minhas pesquisas, vejam o que encontrei:
Sandra Ann Lauer fez campanhas contra os testes em animais
Ela faz músicas com letras fora do padrão da música pop, com temas como prostituição, amor aos animais, e uma das músicas fala claramente contra os testes em animais, ouça:
Ainda não encontrei a música que procuro desta cantora. É uma música parecida com a Little Girl, com um som de avião no começo. Toca de vez em quando nesta rádio durante a madrugada. Mas a dona da voz eu já conheci, e que grande encontro, por sinal!
Segundo Gary Francione: ”Tanto a posição feminista pós-moderna quanto a posição neobem-estarista estão embebidas na ideologia do status quo. Ambas reforçam a nossa atual visão dos animais como propriedade e das mulheres como coisas cuja condição de pessoa está reduzida a qualquer parte do corpo, ou a qualquer imagem do corpo, que for fetiche para nós. Ambas as posições apenas colocam uma cara risonha em uma mensagem que é, essencialmente, muito reacionária.”
"As regras acerca do discurso permitido: Também existem paralelos entre as regras do discurso, que são freqüentemente impostas pelas feministas pós-modernas e pelos bem-estaristas. Os dois grupos tendem a considerar inaceitável qualquer crítica às suas posições. As feministas pós-modernas acusam as feministas radicais de serem “patriarcais”, “opressivas”, “abusivas”, “desempoderadoras”, etc., se as radicais discordarem da abordagem segundo a qual “mercantilizar a si mesma é feminismo”. Os bem-estaristas consideram qualquer crítica às reformas bem-estaristas como “agressivas”, “divisionistas” e “prejudiciais aos animais”. Tanto as feministas pós-modernas quanto os bem-estaristas fazem freqüentes apelos em favor da “unidade do movimento”, que é o código para a posição de que todos aqueles que discordam deveriam parar de discordar e deveriam a apoiar a posição feminista pós-moderna ou a posição bem-estarista. As tentativas que as feministas radicais ou os abolicionistas fazem de instalar um discurso racional a respeito dessas questões são rejeitadas, sob o pretexto de serem esforços “intelectuais” ou “acadêmicos” fúteis ou elitistas que só servem para frustrar os esforços de libertar as mulheres e os não-humanos.
Esse estilo de discurso reflete as táticas da direita reacionária. Qualquer divergência é automaticamente repelida como um grande mal, e as tentativas de se ter uma discussão razoável são rejeitadas em favor de slogans e outros tipos de retórica vazia, que não fazem outra coisa a não ser manter a ideologia da exploração dominante.
É uma lástima, mas não é nenhuma surpresa, que essas táticas tenham entrado nos movimentos sociais supostamente progressistas."