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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Feministas coerentes devem ser veganas

Sei que algumas feministas sentem-se incomodadas comigo. Já sofri discriminação em grupo feminista. Assim como na causa animal, Gary Francione já descreveu algumas feministas como 'bem estaristas', pois têm ideias que endossam a exploração, como por exemplo apoiar a prostituição humana e defender a escravidão de fêmeas, vacas, porcas, galinhas, desconsiderando a grave e íntima relação entre a condição de fábrica de filhotes, leite e matéria prima e a exploração generalizada do ser humano e da própria natureza.
Outras feministas nem sabem sobre a relação forte e óbvia entre veganismo e feminismo, ou o chamado ecofeminismo e outras associações, diferentes do Mainstream feminista.
Pois é minha filha, eu sou feminista. E das 'radicais'. (Detesto a palavra radical, sempre na boca do povo 'bom senso').

Foto de Doris Helena Rossi Matte
Assim como na causa animal, o feminismo está cheio de gente preconceituosa e intolerante. Os grupos feministas nunca saem daquela coisa de esquerda rançosa (chata) ou então baseados unicamente em certas orientações sexuais. De modo que, se você não for de certo partido ou de certa orientação, ou mesmo se não veste as roupas certas, é discriminada sim. Não é ouvida. Na causa animal, idem. E isso aqui no Brasil.
Chiquinha é feminista. É uma das qualidades que descrevem a personagem de Maria Antonieta de Las Nieves
Eu apoio e gosto de participar de atividades feministas. Me espanto quando algumas feministas não sabem do que estou falando, quando coloco certas provocações. Encaram quem é diferente com uma certa reatividade que não precisariam ter.
E ainda estão em discursos um tanto atrasados (eu tenho uma boa leitura de material feminista, entre livros e vivências). Posso falar.
Nós ainda sofremos preconceitos. Nos salários, na política, na profissão, na vida doméstica e ainda sofremos violência e discriminações de todos os tipos, de todas as classes sociais e mais ainda, entre as mulheres. Mas isso não justifica se ater em discursos ultrapassados.
Neste domingo, enquanto a Vanguarda Abolicionista e parceiros faziam uma manifestação contra a vivissecção e em apoio à ação realizada no Instituto Royal, participei de uma atividade que adorei, um flash mob com danças, para conscientizar sobre o Outubro Rosa. Dançar é a melhor coisa que existe! Parabéns aos realizadores dessa atividade. Parabéns às dançarinas lindas e fortes, pois eu fiquei sem fôlego, enquanto elas estavam a mil...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Considerações de Gary Francione

Segundo Gary Francione: ”Tanto a posição feminista pós-moderna quanto a posição neobem-estarista estão embebidas na ideologia do status quo. Ambas reforçam a nossa atual visão dos animais como propriedade e das mulheres como coisas cuja condição de pessoa está reduzida a qualquer parte do corpo, ou a qualquer imagem do corpo, que for fetiche para nós. Ambas as posições apenas colocam uma cara risonha em uma mensagem que é, essencialmente, muito reacionária.”

"As regras acerca do discurso permitido: Também existem paralelos entre as regras do discurso, que são freqüentemente impostas pelas feministas pós-modernas e pelos bem-estaristas. Os dois grupos tendem a considerar inaceitável qualquer crítica às suas posições. As feministas pós-modernas acusam as feministas radicais de serem “patriarcais”, “opressivas”, “abusivas”, “desempoderadoras”, etc., se as radicais discordarem da abordagem segundo a qual “mercantilizar a si mesma é feminismo”. Os bem-estaristas consideram qualquer crítica às reformas bem-estaristas como “agressivas”, “divisionistas” e “prejudiciais aos animais”. Tanto as feministas pós-modernas quanto os bem-estaristas fazem freqüentes apelos em favor da “unidade do movimento”, que é o código para a posição de que todos aqueles que discordam deveriam parar de discordar e deveriam a apoiar a posição feminista pós-moderna ou a posição bem-estarista. As tentativas que as feministas radicais ou os abolicionistas fazem de instalar um discurso racional a respeito dessas questões são rejeitadas, sob o pretexto de serem esforços “intelectuais” ou “acadêmicos” fúteis ou elitistas que só servem para frustrar os esforços de libertar as mulheres e os não-humanos.
Esse estilo de discurso reflete as táticas da direita reacionária. Qualquer divergência é automaticamente repelida como um grande mal, e as tentativas de se ter uma discussão razoável são rejeitadas em favor de slogans e outros tipos de retórica vazia, que não fazem outra coisa a não ser manter a ideologia da exploração dominante.
É uma lástima, mas não é nenhuma surpresa, que essas táticas tenham entrado nos movimentos sociais supostamente progressistas."


para ler o texto completo, aqui
 

Justify My Love (1990) - Madonna
(Source: madonna.com)

imagem de http://gifake.net/archive

domingo, 9 de maio de 2010

Frase para reflexão

If you are a feminist, you simply cannot consume dairy. Think about it.
Gary Francione

(Se voce é uma feminista, você nao pode consumir laticínios. pense nisso)


Sobre ele na Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gary_L._Francione
Gary Lawrence Francione (nascido nos Estados Unidos em 1954) é um scholar de Direito. Ele tem os importantes títulos acadêmicos de Distinguished Professor de Direito e Nicholas deB. Katzenbach Scholar de Direito e Filosofia da Rutgers School of Law-Newark.[1]
Francione é conhecido por seu trabalho sobre a teoria dos direitos animais e foi o primeiro acadêmico a lecionar esse tema em uma faculdade de Direito americana.[2] Seu trabalho tem se concentrado em três questões: (1) a condição de propriedade dos animais, (2) as diferenças entre os direitos animais e o bem-estar animal e (3) uma teoria de direitos animais baseada somente na senciência, e não em alguma característica específica.
Francione é um pioneiro da teoria de direitos animais abolicionista; ele argumenta que as regulamentações do bem-estar animal são inválidas tanto em termos teóricos quanto práticos, servindo apenas para prolongar a condição dos animais como propriedade, ao fazerem o público se sentir à vontade quanto a usar animais.[3] Ele afirma que os animais não-humanos requerem apenas um direito: o direito a não ser considerado propriedade;[4] e que a base moral da abordagem abolicionista é o veganismo, a rejeição ao uso de todos os produtos de origem animal. Ele aceita os princípios do Jainismo e, particularmente, a doutrina jainista da não-violência ou Ainsa (Ahimsa), ligando-a ao veganismo e aos direitos animais.[5]
Francione é autor de: Animals as Persons: Essays on the Abolition of Animal Exploitation (2008); Introduction to Animal Rights: Your Child or the Dog? (2000); Animals, Property, and the Law (1995); Rain Without Thunder: The Ideology of the Animal Rights Movement (1996); e, junto com Anna E. Charlton, Vivisection and Dissection in the Classroom: A Guide to Conscientious Objection (1992). Ele também escreveu ensaios sobre direitos autorais, direito de patentes, e Direito e Ciência.
O Professor Francione também tem um excelente website, www.animal-law.com
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