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sábado, 29 de agosto de 2015

Porcos no Rodoanel: as feministas especistas e o baile da ignorância

por Ellen Augusta Valer de Freitas
Artigo publicado na Vanguarda Abolicionista, na ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais e no Olhar Animal - Pensata Animal e replicado onde mais as pessoas encheram o saco e ligaram o foda-se.

Estou a cada dia mais chocada com o retrocesso das mulheres nos tempos atuais. Mas não são todas as mulheres não. Existem muitas mulheres, batalhadoras, as do dia a dia, que estão pouco se lixando para essa troupe que agora quero me ater. Falo das feministas reacionárias, disfarçadas de pseudolibertárias. Esse tipinho facista que vem invadindo as redes sociais, para atacar o ativismo vegano.

Nossa luta já é árdua, mas temos que ficar às voltas com um povo atrasado com pinta de libertário, posando com roupas de gosto duvidoso e ideias que o grupo aprova.
Os reaças clássicos nem precisam fazer mais nada. Não. Pois essa gente está fazendo mais estrago. Estão entranhandos dentro dos movimentos, dando opiniões errôneas, equivocadas, insistentes e facistas, pois querem que todos sigam sua cartilha autoritária, sob a pena de ser barrado do baile dos politicamente corretos.
São opiniões perigosas pois passam por 'certas', pois têm apelo entre os do grupinho, tem vocabulário, jargão instrumentalizado, e são movidas por preconceitos enraizados, disfarçados de "teorias" só por que são bem ditas.
Essas feministas obedientes no fundo são as mais machistas, elas defendem macho. Estavam aos montes, nas postagens da Rodoanel, defendendo os motoristas, e não os animais. Elas defendem o status quo e não os vulneráveis. São umas mulherzinhas que tomam leite e comem ovos por que o pai ensinou. E muitas delas, com seus namorados, usaram imagens minhas e de minha amiga feminista vegana, para debochar de nossas imagens, mas não souberam peitar nossas ideias. Não foram "machas" para me bancar, é preciso fazer o jogo social de desqualificar mulher. Feminista de araque. Libertário de merda.

Sabemos que os animais tem emoções, desde Darwin. Ele escreveu um livro sobre isso, chamado: "A expressão das emoções nos homens e nos animais". Mas os argumentos dessas mulheres é que a diferença entre "as mulheres" e os animais é que estes não podem saber das agressões que sofrem. Oi? Me senti no supletivo. Sou professora e tive alunos melhores.
Agora sabemos por que ainda existe violência contra a mulher e por que ela está aumentando a olhos vistos diante da passividade das 'feministas', que só sabem postar xingamentos, e porque hoje o movimento pelos direitos animais está tão avançado passando até o movimento feminista, que se arrasta, diante desse marasmo mental. Pois essas pessoas nem aulas de Biologia frequentaram, pouco sabem de leituras mas se criou essa cultura do muito falar, sem critério, sem conteúdo. Nas postagens sobre direitos animais, elas chamam homens para as defender, chamam 'galeras' e apelam para baixarias, ideias falsas, falácias facilmente derrubáveis, tudo para negar o óbvio: que a exploração de animais e o consumo de laticínios é essa cultura machista e retrógrada onde elas estão enfiadas até o pescoço, estão adorando o mito da beleza, coisa que nunca ouviram falar, e estão cultuando o deus machista que tanto querem derrubar na outra, mas cultuam tão forte dentro delas mesmas.

Não suportam ver uma mulher vegana livre, que não se importa, que está ao lado do seu marido, dizendo foda-se eu não participo da cultura da morte. Não, elas precisam atacar com raiva e um pouquinho de inveja. Não suportam ver as ativistas ajudando animais, pois não suportam quem ajude algo que não seja seu próprio umbigo narcisista. As feministas chegaram ao ponto de defender os funcionário da Rodoanel, se colocando contra as mulheres que estavam lá ajudando os animais. Com aquele papinho de que o coitadinho estava sendo explorado, parece coisa de mãe defendendo o filho mais velho. Todo mundo conhece o arquétipo de mãe machista frente ao filho e à filha.

Nós somos contra todo o sistema que explora o funcinário, o motorista da rodoanel, o açougueiro, o assassino e a mulherzinha que vai no açougue bancar o assassinato.

Por isso nessa hora não nos interessa pagar pau para macho, nos interessa tirar os animais dali. Depois sim, o funcionário, é uma pessoa explorada sim, como qualquer outra pessoa do sistema que justamente usamos como argumento para que essa mesma 'feminista' pare de comer carne leite ovos, e ela curiosamente tão preocupada com isso, não para. Usamos sempre desse mesmo argumento, para que esses trabalhadores tenham trabalho melhores, pois a pecuária hoje é uma das áreas que mais tem trabalho escravo e degradante no país.

Uma outra se deu o trabalho de comparar um caso grave de violência doméstica que aconteceu aqui na Região Metropolitana onde uma mulher teve mãos e pés decepados com o caso dos porcos na rodoanel e óbvio que a culpa é "dos veganos". Achei o cumulo da falta de respeito. A pessoa só falava em cumprir metas. Fiquei pensando se, em vez de porcos fossem crianças, ou seus filhos, ela não calaria sua boca. Especista e cruel com a vida dos outros e usando o nome de outra mulher. Eu ajudei essa mulher com dinheiro que eu nem podia gastar. Não ajudei no caso dos porcos pois meu trabalho na causa animal é muito bom obrigada. Não tenho que dar satisfação. Mas neste caso falo, pois achei mesquinho da parte dessas feministas, que muito provavelmente não ajudaram com um real, mas tiveram disposição para fazer um meme, entrar na comunidade dos veganos, como se todo o dinheiro doado aos porcos viessem dos veganos. E sabemos que as doações vieram também da sociedade comum.

Esse ódio direcionado faz parte desse incômodo provocado pela consciência de que se está participando da sociedade da crueldade, do machismo, da cultura machista e retrógrada, mas como não se quer admitir, é preciso direcionar na outra o ranço, a raiva, a inveja daquela que já pode considerar-se livre das amarras machistas. É o velho jogo de ver a outra com um lindo vestido e querer jogar lama para o sujar. É ver a mulher magra e querer a desqualificar. É querer diminuir as outras causas para engrandecer sua causa, parada no tempo por falta de atualização, por falta de leitura e afinação com a ampliação do círculo moral que inclui os animais, especialmente as fêmeas.
Deve dar muita raiva ver que estamos livres e não precisamos escravizar fêmeas durante sua vida inteira, nem tiramos seus filhos, não usamos mais outros seres como objeto, não objetificamos outros animais, não somos hipócritas, falando em liberdade humana com animais sob nossos pés, e não somos ignorantes pois temos argumentos para nossa decisão.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Creme Vegetal para o natal

Fotos Marcio de Almeida Bueno
Recebi amostras do creme de arroz Isola Bio. Conheci a marca no supermercado, quando ia fazendo minhas leituras de rótulos e xeretando para lá e para cá, encontrei um estande de degustação desta marca.
Foto Isola Bio
Encontrei para vender os leites vegetais desta marca. Resolvi experimentar também este creme. Ele é extremamente suave. É ideal para preparo de molhos e eu usei no pão e no cachorro quente. Para nós veganos é ideal. Os dados da embalagem: não contém glúten, sem lactose, sem OGM, sem soja. Meu interesse é apenas que não possua ingredientes de origem animal, o que inclui, obviamente não conter traços de qualquer elemento de origem animal, pois não sou ingênua. E esta marca está ok.
Eles tem também uma linha de cereais antigos. Muitos cereais são plantados para alimentar o gado, (bem ali, onde deveria ser plantada a comida de todos para alimentar a alguns poucos que você a essas alturas já deve saber quem é), e deixaram de ser consumidos pelo ser humano. Ou simplesmente foram esquecidos, trocados pela mesmice do dia à dia.
A marca possui certificação orgânica, para quem se preocupa com essa questão. Não é o meu caso. Antes disso tenho outras questões. Consumo orgânicos sempre que dá. Quando não dá, não devo explicações. Até por que minha vida é bastante frugal, e a maioria dos que falam em 'orgânicos' não os consomem.
 Agora vejam alguns pratos que meu marido preparou com o creme vegetal de arroz Isola Bio



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Palestra da filósofa Sônia T. Felipe

Ontem fui à palestra da filósofa Sônia T. Felipe, a filósofa feminista e animalista, que apresentou um resumo do seu livro 'Galactolatria - mau deleite'.
O livro é um trabalho de mais de dez anos sobre a ilusão do leite puro de vaca, da exploração de fêmeas e dos diversos efeitos ambientais e na saúde da extração de leite, os excrementos, a destinação de alimentos nobres à pecuária, o uso irrestrito da água e a toda a omissão da sociedade.
Sua fala é simplesmente perfeita. Ela é uma mulher bonita, forte, e sabe do que está falando. Sua inteligência é marcante, ela é um exemplo de pessoa porque leva uma vida frugal, consome produtos naturais e é vegana.

No final de sua apresentação, ela respondeu a algumas perguntas e falou sobre seu trabalho como feminista vegana.

Na defesa internacional dos animais, sempre é defendido o macho. Ela citou exemplos de touradas (touro), farra do boi (boi), rinha de galo (galo), rinha de cães (cão). E dentro dessa insinuante preocupação com machos somente, ela pretendeu defender as fêmeas, galinhas, vacas, porcas, etc. Dentro do etc estão também os invertebrados.
Então ela confessou que sentia um certo incômodo ao ver esse machismo entre as feministas e entre os animalistas e que queria desmontar esse preconceito. Por isso seus livros abordam assuntos que mexem na estrutura social. E profundamente.

Em todos os seus livros o feminismo é respirante. Em suas palavras sempre há a libertação. Sou verdadeiramente fã de seus trabalhos.
Sônia explicando que o leite de mulher é ideal para o bebê humano. Que entre o nascido e sua mãe há uma interação perfeita, sendo o leite produzido especificamente para as necessidades daquele dia, daquela hora e daquela fase do bebê. Essa interação entre mãe e filho se dá mesmo depois do nascimento, pois eles estão intimamente ligados. O leite de vaca possui fósforo, sódio e proteína em excesso, prejudicando a formação do cérebro humano, que em nossa espécie é crucial o seu desenvolvimento nessa fase da vida. Foto Geraldine Hennemann Leão
Esse livro provavelmente é o mais importante trabalho sobre o leite no Brasil. Não há nada igual e mais perturbador.

Coisa de fã:
Insisti para a convidarmos para jantar. Fui junto com ela no carro e jantamos pizza vegana e xis vegano. Na mesa estavam somente pessoas que adoro. Foi uma noite muito alegre e divertida. Ela me disse que escreve seus livros para que os ativistas tenham materiais, para que usem e que esse é o papel do filósofo.
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