por Ellen Augusta Valer de Freitas
Artigo publicado na Vanguarda Abolicionista, na ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais e no Olhar Animal - Pensata Animal e replicado onde mais as pessoas encheram o saco e ligaram o foda-se.
Estou a cada dia mais chocada com o retrocesso das mulheres nos tempos atuais. Mas não são todas as mulheres não. Existem muitas mulheres, batalhadoras, as do dia a dia, que estão pouco se lixando para essa troupe que agora quero me ater. Falo das feministas reacionárias, disfarçadas de pseudolibertárias. Esse tipinho facista que vem invadindo as redes sociais, para atacar o ativismo vegano.
Nossa luta já é árdua, mas temos que ficar às voltas com um povo atrasado com pinta de libertário, posando com roupas de gosto duvidoso e ideias que o grupo aprova.
Os reaças clássicos nem precisam fazer mais nada. Não. Pois essa gente está fazendo mais estrago. Estão entranhandos dentro dos movimentos, dando opiniões errôneas, equivocadas, insistentes e facistas, pois querem que todos sigam sua cartilha autoritária, sob a pena de ser barrado do baile dos politicamente corretos.
São opiniões perigosas pois passam por 'certas', pois têm apelo entre os do grupinho, tem vocabulário, jargão instrumentalizado, e são movidas por preconceitos enraizados, disfarçados de "teorias" só por que são bem ditas.
Essas feministas obedientes no fundo são as mais machistas, elas defendem macho. Estavam aos montes, nas postagens da Rodoanel, defendendo os motoristas, e não os animais. Elas defendem o status quo e não os vulneráveis. São umas mulherzinhas que tomam leite e comem ovos por que o pai ensinou. E muitas delas, com seus namorados, usaram imagens minhas e de minha amiga feminista vegana, para debochar de nossas imagens, mas não souberam peitar nossas ideias. Não foram "machas" para me bancar, é preciso fazer o jogo social de desqualificar mulher. Feminista de araque. Libertário de merda.
Sabemos que os animais tem emoções, desde Darwin. Ele escreveu um livro sobre isso, chamado: "A expressão das emoções nos homens e nos animais". Mas os argumentos dessas mulheres é que a diferença entre "as mulheres" e os animais é que estes não podem saber das agressões que sofrem. Oi? Me senti no supletivo. Sou professora e tive alunos melhores.
Agora sabemos por que ainda existe violência contra a mulher e por que ela está aumentando a olhos vistos diante da passividade das 'feministas', que só sabem postar xingamentos, e porque hoje o movimento pelos direitos animais está tão avançado passando até o movimento feminista, que se arrasta, diante desse marasmo mental. Pois essas pessoas nem aulas de Biologia frequentaram, pouco sabem de leituras mas se criou essa cultura do muito falar, sem critério, sem conteúdo. Nas postagens sobre direitos animais, elas chamam homens para as defender, chamam 'galeras' e apelam para baixarias, ideias falsas, falácias facilmente derrubáveis, tudo para negar o óbvio: que a exploração de animais e o consumo de laticínios é essa cultura machista e retrógrada onde elas estão enfiadas até o pescoço, estão adorando o mito da beleza, coisa que nunca ouviram falar, e estão cultuando o deus machista que tanto querem derrubar na outra, mas cultuam tão forte dentro delas mesmas.
Não suportam ver uma mulher vegana livre, que não se importa, que está ao lado do seu marido, dizendo foda-se eu não participo da cultura da morte. Não, elas precisam atacar com raiva e um pouquinho de inveja. Não suportam ver as ativistas ajudando animais, pois não suportam quem ajude algo que não seja seu próprio umbigo narcisista. As feministas chegaram ao ponto de defender os funcionário da Rodoanel, se colocando contra as mulheres que estavam lá ajudando os animais. Com aquele papinho de que o coitadinho estava sendo explorado, parece coisa de mãe defendendo o filho mais velho. Todo mundo conhece o arquétipo de mãe machista frente ao filho e à filha.
Nós somos contra todo o sistema que explora o funcinário, o motorista da rodoanel, o açougueiro, o assassino e a mulherzinha que vai no açougue bancar o assassinato.
Por isso nessa hora não nos interessa pagar pau para macho, nos interessa tirar os animais dali. Depois sim, o funcionário, é uma pessoa explorada sim, como qualquer outra pessoa do sistema que justamente usamos como argumento para que essa mesma 'feminista' pare de comer carne leite ovos, e ela curiosamente tão preocupada com isso, não para. Usamos sempre desse mesmo argumento, para que esses trabalhadores tenham trabalho melhores, pois a pecuária hoje é uma das áreas que mais tem trabalho escravo e degradante no país.
Uma outra se deu o trabalho de comparar um caso grave de violência doméstica que aconteceu aqui na Região Metropolitana onde uma mulher teve mãos e pés decepados com o caso dos porcos na rodoanel e óbvio que a culpa é "dos veganos". Achei o cumulo da falta de respeito. A pessoa só falava em cumprir metas. Fiquei pensando se, em vez de porcos fossem crianças, ou seus filhos, ela não calaria sua boca. Especista e cruel com a vida dos outros e usando o nome de outra mulher. Eu ajudei essa mulher com dinheiro que eu nem podia gastar. Não ajudei no caso dos porcos pois meu trabalho na causa animal é muito bom obrigada. Não tenho que dar satisfação. Mas neste caso falo, pois achei mesquinho da parte dessas feministas, que muito provavelmente não ajudaram com um real, mas tiveram disposição para fazer um meme, entrar na comunidade dos veganos, como se todo o dinheiro doado aos porcos viessem dos veganos. E sabemos que as doações vieram também da sociedade comum.
Esse ódio direcionado faz parte desse incômodo provocado pela consciência de que se está participando da sociedade da crueldade, do machismo, da cultura machista e retrógrada, mas como não se quer admitir, é preciso direcionar na outra o ranço, a raiva, a inveja daquela que já pode considerar-se livre das amarras machistas. É o velho jogo de ver a outra com um lindo vestido e querer jogar lama para o sujar. É ver a mulher magra e querer a desqualificar. É querer diminuir as outras causas para engrandecer sua causa, parada no tempo por falta de atualização, por falta de leitura e afinação com a ampliação do círculo moral que inclui os animais, especialmente as fêmeas.
Deve dar muita raiva ver que estamos livres e não precisamos escravizar fêmeas durante sua vida inteira, nem tiramos seus filhos, não usamos mais outros seres como objeto, não objetificamos outros animais, não somos hipócritas, falando em liberdade humana com animais sob nossos pés, e não somos ignorantes pois temos argumentos para nossa decisão.
Mostrando postagens com marcador abra os olhos mulher. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador abra os olhos mulher. Mostrar todas as postagens
sábado, 29 de agosto de 2015
Porcos no Rodoanel: as feministas especistas e o baile da ignorância
sugestões
abra os olhos mulher,
direitos animais,
Ellen Augusta,
Ellen Augusta Valer de Freitas,
especismo,
feminismo,
feministas,
leite,
machismo,
pecuária,
porcos,
reacionários,
Rodoanel,
sexismo,
veganismo
domingo, 1 de dezembro de 2013
Banco de cínicos
Essa semana encerrei uma conta poupança. O pior atendimento possível que já recebi foi neste banco, discriminação por eu ter somente poupança e outras sutilezas.
Eu sou contra a conta corrente, por razões óbvias. Sabem quais?
A conta corrente cobra taxas abusivas e colocam obrigações aos correntistas, fazendo com que o cliente fique escravo do banco, sem liberdade de ação. Quando é dado ao correntista o tal 'limite', começa a roda viva do empréstimo sem fim, que é a maior fonte de endividamento, junto com as dívidas de cartões de créditos, onde as pessoas perdem suas liberdades individuais, e não se dão conta disso.
Eu respeito minha liberdade. Meus pais tinham lá seus defeitos, mas me ensinaram a poupar.
Tenho a conta esta desde 2000 e pouco, no início da faculdade... Eles te tratam como se você estivesse implorando para colocar suas moedas sem valor no cofre de ouro deles... depois quando você quer levar suas 'fortunas' de lá, vêm com mil promessas e barganhas... bando de cínicos. São os piores ladrões, a sociedade os alimenta e o governo (nós) os financia em todos os aspectos.
Na minha vida frugal - ainda vou chegar ao cúmulo de viver sem banco - esperem.
Eu sou contra a conta corrente, por razões óbvias. Sabem quais?
A conta corrente cobra taxas abusivas e colocam obrigações aos correntistas, fazendo com que o cliente fique escravo do banco, sem liberdade de ação. Quando é dado ao correntista o tal 'limite', começa a roda viva do empréstimo sem fim, que é a maior fonte de endividamento, junto com as dívidas de cartões de créditos, onde as pessoas perdem suas liberdades individuais, e não se dão conta disso.
Eu respeito minha liberdade. Meus pais tinham lá seus defeitos, mas me ensinaram a poupar.
Tenho a conta esta desde 2000 e pouco, no início da faculdade... Eles te tratam como se você estivesse implorando para colocar suas moedas sem valor no cofre de ouro deles... depois quando você quer levar suas 'fortunas' de lá, vêm com mil promessas e barganhas... bando de cínicos. São os piores ladrões, a sociedade os alimenta e o governo (nós) os financia em todos os aspectos.
Na minha vida frugal - ainda vou chegar ao cúmulo de viver sem banco - esperem.
sugestões
abra os olhos mulher,
banco,
bank,
cartões de créditos,
cínicos,
dicas de economia,
economia doméstica,
Ellen Augusta,
Ellen Augusta Valer de Freitas,
finanças,
ladrões,
organização,
vida frugal
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Uma mulher não deve vacilar
Como disse o Lula em seu primeiro minuto como presidente: eu não posso errar. Nós da causa animal, nós veganos, nós ativistas, não podemos errar, sob a mira dos que se consideram corretos e dentro do círculo moral.
E, se formos mulheres, aí sim é que não podemos errar.
É muito interessante a constatação de que às vezes tudo que você sabe sobre um tema não passa de uma seleta mal enjambrada, moldada a partir de fontes duvidosas e de pistas falsas. Quando entrei pela primeira vez na Penitenciária Feminina de Sant’Anna, na zona norte de São Paulo, todo o meu repertório a respeito da vida no cárcere vinha dos filmes de Hollywood e dos romances policiais. Sim, eu sei, é meio ridículo, mas às vezes (muitas vezes, sejamos sinceros) tudo que se tem é um repertório ridículo em que se amparar.
Eu achava, por exemplo, que a maior diferença entre mim e as garotas do clube de leitura era o fato de elas terem cometido algum tipo de crime e eu não. Hoje, quase um ano depois, parece que o abismo entre nós é de outra natureza. Embora eu não tenha cometido nenhum delito passível de pena, a minha natureza (aliás, a nossa natureza) diz que potencialmente eu poderia fazer o mesmo. Não há dúvida de que elas cruzaram uma linha importante e sem volta. Não há dúvida de que se eu tivesse feito o mesmo, minha vida teria tomado um rumo tão adverso que mal consigo vislumbrar. No entanto, o que me fez mudar de ideia foi uma descoberta que nada tem a ver com a curiosidade legítima mas um tanto mórbida a respeito dos crimes que elas cometeram. Uma vez presas e condenadas, a grande maioria das quase três mil mulheres encarceradas pagará não só com a privação à liberdade, mas também com a quebra total dos laços afetivos. Quem é mãe verá o filho ser criado pela avó ou por outro membro da família, e esses filhos quase nunca aparecem nas visitas. As mulheres casadas descobrirão que o amor marital tem pouca resistência às agruras da realidade, pois antes de o guarda dar duas voltas na tranca da cela os maridos terão desaparecido na poeira. A família, em um misto de vergonha, amor e ódio, escolherá a punição máxima, fazendo de conta que aquela pessoa nunca existiu.
Se para as mulheres tudo se reconfigura de modo sombrio diante desse novo status social, no presídio masculino o espírito do perdão e da resignação predomina. A mulher não só não abandona o marido como muitas vezes espera pacientemente que ele volte para casa depois de cumprir a pena. Quem é pai conforta-se ao saber que o filho está sob os cuidados de sua mulher. As mães dos presos fazem fila nos dias de visita. Até casamento eles arrumam na prisão, e contam seus crimes com orgulho, talvez até dourem a pílula edificando seus feitos. Elas sentem vergonha e amenizam o delito.
Ao ouvir pela primeira vez sobre essas diferenças, lembrei imediatamente de um verso de “Juventude transviada”. Nessa música, Luiz Melodia conta a história de uma mulher que vive entre lavar roupa na quebrada da soleira e nutrir sonhos de madrugada. A certa altura ele diz: “uma mulher não deve vacilar”.
Há quem diga que certos tipos de crime, por serem atos extremos, provocam também uma reação extrema. Ninguém perdoa esse tipo de vacilo. Mas essa seria mais uma ideia ridícula no rol das ideias ridículas. Se fosse assim, os homens também seriam igualmente penalizados por seus familiares, pelas mulheres que os amam. Também não vou arriscar teorias de gênero. A minha impressão é a mesma do Luiz Melodia: uma mulher não deve vacilar. Não deve vacilar dentro ou fora do cárcere; se morar próximo ao Equador ou nos confins do Ártico; se for muçulmana, judia ou cristã; se for rica ou pobre; se for mãe, irmã, esposa. Em qualquer momento, de dia ou de noite, ai da mulher que vacilar.
Vanessa Ferrari é editora assistente da
Penguin-Companhia e mediadora do clube de leitura na Penitenciária
Feminina de Sant’Ana. Ela contribui para o blog http://www.blogdacompanhia.com.br com uma coluna mensal.
sugestões
abra os olhos mulher,
comunicação,
Ellen Augusta,
Ellen Augusta Valer de Freitas,
feminismo,
leitura,
literatura,
Luiz Melodia,
Lula,
mães,
preconceito,
presas
sábado, 10 de agosto de 2013
Livros que terminei de ler!
![]() |
| image -James-Vaughan |
Mulher-ninguém
Você trouxe presidentes ao mundo e só lhes ensinou trivialidades.
Você teve o mundo na palma da mão e o que fez?
Deixou cair suas bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasáqui; ou melhor, seu filho
deixou cair...
Porque você não teve a humanidade de dar um aviso aos homens, mulheres e crianças de
Hiroshima e de Nagasáqui.
Não tem a mínima importância o que você pense ou faça agora, mulher-ninguém, que
trouxe ao mundo generais idiotas.
"...Como não tem memória para coisas que aconteceram há dez ou há vinte anos, você
ainda repete os mesmos disparates de dois mil anos atrás."
"Eu sei zé-ninguém, que você é muito rápido no diagnóstico da loucura quando uma verdade não lhe convém."
"Com uma convicção implacável, deixa de lado o essencial e se agarra ao que é ilusório e errôneo."
"Você rouba os benefícios da vida. Eu o respeitaria se você fosse um grande ladrão, mas você é pequeno e covarde."
"Você se reúne com quem dá com alegria e disposição e o suga até a última gota... "
"Você se farta com o conhecimento, a felicidade e a grandeza dele, mas não consegue digerir o que comeu."
trechos do livro de Wilhelm Reich - Escute, zé-ninguém!
sugestões
abra os olhos mulher,
bomba atômica,
dicas de beleza,
Ellen Augusta,
Ellen Augusta Valer de Freitas,
feminino,
generais,
Hiroshima,
memória,
Nagasáqui,
orgone,
Reich,
trivialidades
Assinar:
Postagens (Atom)


