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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Blasfêmia! A arte urbana e os atos contra as divindades

 Um Anônimo saiu por determinada região da cidade colando estes recados. Qual seria sua intenção?
 Eu fiz algumas fotos, pois sempre ando fotografando arte urbana.
 Curiosamente, semanas depois, na mesma área, alguém com boa unha, havia arrancado todos eles.
 Outros tipos de arte urbana, até mais "perigosas" não são arrancadas. Mas a blasfêmia ainda continua sendo o mais terrível pecado que alguém possa cometer. Talvez por que ninguém entenda nada de política e ignore totalmente qualquer coisa sobre Direitos Humanos, é que outros cartazes ferinos ainda estejam colados às paredes.
  Mas uma simples frase escrita a caneta, contra um deus, provoca a ira de qualquer um, que chega a sair à rua com as unhas afiadas, facas, qualquer coisa, a fim de limpar o santo nome de seu deus.
 Cuidado, antes de profanar contra as divindades. Elas, não farão nada contra vocês. Mas quem sabe o que farão os seu fiéis, tomados pelo ódio. 
Estes mesmos que disfarçam sua raiva sob a capa de gente "zen", de paz com a vida, cheio de boa vontade, coisa mais linda. Mas que vive surtando com todo mundo. E que não aceita que você tenha sua opinião sobre religião ou sobre qualquer coisa.
  Esse sujeito, essa mulher, que escreveu essas coisas aí, lhes parece meio desequilibrado? Para mim não. Não me parece nada mais diferente de muitas pessoas com quem conversei, que me falam coisas parecidas, mas com um véu muito mais "coerente" e mais bonito. Mas isso é conversa para anjos dormirem.
 E não pensem que eu escapo disso não. Também tenho meus delírios sim. Mas sei bem que eles não passam disso. E os coloco no seu lugar, no seu precioso e lírico lugar.
Puxa! Eu adoro telefones públicos. Tenho cartão telefônico e uso quando encontro um que ainda funciona. Que lástima este estar desta forma!!!! Como é lamentável a cabeça do brasileiro quando trata as coisas públicas desta maneira...Ninguém aqui entendeu o conceito de Estado. E age como se ele fosse ainda um Pai, o velho patriarcado.
Alguém disse que talvez seja apenas um deboche, um maluco que tenha dado boas risadas com tudo isso. A "maldade" está realmente, nos olhos de quem vê.
 





 Adesivos encontrados na região do Shopping Total - Porto Alegre.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Livros que terminei de ler - Eram os deuses astronautas - um paralelo com O Tao da Física

Eram os deuses astronautas é um ótimo livro!
Quando um livro sofre preconceito, de cara já simpatizo com ele. Assim é com pessoas. Quando alguém é muito detestado, já o olho com bom coração. Claro que depende. Por que as pessoas tendem a desdenhar, sem conhecer. Detestam, odeiam, sem ler! E aí tem coisa boa, sempre.
Já abominam a ideia e debatem bastante, sem nunca terem pego o livro na mão. Não é assim?
Pois eu conheci alguma gente que debateu as questões deste livro, sem nunca o ter lido. E este é um livro muito bem escrito, ponderado, com ideias malucas, sim, mas muito bem colocadas, dentro de contextos que poderiam ser! Acredito neste livro.
Para quem não o leu, parecem absurdos. Mas há coisas muito bem sensíveis, há coisas em que ele mesmo se coloca cético, há fatos que ele esclarece, e o livro é bastante antigo, vale lembrar...
Um paralelo deve ser feito com outro livro que li, O TAO da Física, de Fritjof Capra, que faz uma relação entre algumas religiões e ciência. Este livro foi moda e foi muito lido numa certa época.
Eu, que li quase toda a obra em Português do Capra, exceto dois livros, no máximo, não acho que este seja seu livro mais importante, mas acho suas ideias bastante parecidas com as de Erich Von Daniken em certas partes de seu livro.

Gente que não leu seu livro chegou ao cúmulo de citar bobagens atribuídas ao livro que não estão escritas nele... É aí que você conhece como são criados os mitos em relação aos escritores, como Paulo Coelho, Agatha Christie e outros, que são odiados por quem não entende absolutamente nada e por quem 'entende' mas há muito perdeu a humildade e vive nos porões das universidades.
Considero que há muitos tipos de escritores e eu leio todos eles. Não acho que seja preciso estigmatizar um para endeusar outro. Acho isso uma prova de que a literatura está cheia de egos tristes precisando de gente para os incensar, quando começam a falar sem parar mal de um autor, creio que isso seja sintoma de uma falta de criatividade própria. Vá produzir suas coisas e esqueça o jeito do outro, se é mal feito, se copia descaradamente, se é uma linha de montagem. Encanta o público, isso é o que importa. E eu, leitora, adoro estes escritores, não deixo de ler os 'bons' escritores por causa disso.
Astronautas da Nacha - Naves espaciais Chapolinescas
O que acho que faz falta mesmo é de gente - professores, acadêmicos, educadores, que provoquem, produzam novos leitores, que instiguem os jovens alunos a lerem, em vez de ficar invejando os escritores que estão na ativa, sempre conquistando seus leitores fiéis. Desafio não tão fácil para quem só quer falar mal...não?

Este livro está à venda aqui:
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-533335974-eram-os-deuses-astronaturas-erich-von-daniken-raridade-ovni-_JM

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Ateísmo energético ou religião alienação - eu não!

Qual é a sua energia hoje?
Pois uma vez uma amiga de uma amiga disse para ela que eu tinha uma energia ruim. Nem vou dizer sua religião, por que não importa...E, sinceramente, nunca levei ela à sério, em nada, mas fiquei quieta. Um dia, num jantar, na frente de umas dez pessoas, ela disse: Ai, Ellen, como tua energia é boa!
As filosofias religiosas se contradizem entre si e dentro de suas próprias ideias e as bibliografias religiosas deixam a desejar. Eu li muito sobre isso, pode crer em mim.
Não podem mudar seu modo de pensar, mas não praticam tudo o que pregam. É o dogmatismo religioso.
E não pense que os ateus são santinhos. Não são lá flor que se cheire também. Não faço parte dos sabichões, até por que não sei nada. Meu marido é o único que dá para conversar, acho que é um dos motivos que me casei com ele...
Não acredito em religião 'científica', não tenho pretensão alguma de que o ser humano possa alcançar algo divino, pois nem o lado humano consegue resolver.
E ainda falta solucionar o problema ético de, como fica a questão da corrupção, onde vai parar todo esse lixo, toda essa miséria, que até dentro das instituições ditas santas existem? Por que um Lalau da vida roubou, torturou e matou a vida inteira e ficou por isso mesmo?  Não há explicação razoável para isso e nunca haverá. Por que essa submissão feminina diante de homens e autoridades religiosas?
Dentro de diversas seitas/religiões bem conceituadas e bonitinhas, até as da moda, tem um monte de dissidências, incoerências, barbáries, injustiças, iguaizinhas às que os seus adeptos criticam nas outras, às que eles não acreditam, ou nos ateus, que eles abominam... Eu, como estou fora disso, só observo e a mim, nada muda, nada altera em minha vida. Minha 'energia' continua a mesma.

_Afinal, se Deus existe, por que cada um tem que inventar um e fazer essa ritualística toda?

Aliás, sou ateia convicta, pois no país, o ateu nunca é respeitado. Aqui, no país da tolerância religiosa, você pode ser tudo, mas se você se diz ateu, as pessoas fecham a cara. Acho o cúmulo da falta de respeito. Não ter nada te coloca numa liberdade muito mais interessante. Mas...no fim desse texto você saberá o que eu penso.

Outro dia, no restaurante, a esotérica manda a outra moça sair da frente: "ai sua energia da pressa está me atrapalhando"... A moça disse, "sua energia deve estar errada então, por que eu não estou com pressa."

Essa característica egoísta está na cara de muita gente, tipo, sai da frente que o mundo é meu.  'EU' percebo a energia das pessoas, 'EU' curo, 'EU' sou, tenha dó...A lista de bobagens e egoísmos que contaria das pessoas ditas 'espirituais' daria um livro...

Não tenho nada contra ninguém, mas não sou ingênua, não acredito em quase nada e leio. Não tenho mestres.
A leitura te faz desacreditar e buscar. Osho foi preso. Sai Baba só não foi preso por que não saiu da Índia e tinha cúmplices, etc, etc...havia provas contra ele. Se você procurar no Google, se você ler biografias, se você perguntar para alguém além de apenas acreditar, você fica sabendo.

Voltando ao assunto lá em cima - eu não acredito em nada, não formulo nada em minha mente. Apenas tenho esperança, espero que se exista algo, que esse algo seja bom, pois pode ser que seja ruim. Isso a grande maioria das pessoas não parou para pensar. Sendo o mundo esse monte de maldade, o que será que as espera quando partirem? Minha única obrigação é fazer o bem, começando com o que minha consciência for descobrindo como obrigação: não comer animais, ajudar as pessoas, escrever sobre injustiças, atuar em benefício dos direitos humanos e pelas crianças. Por que, o que pode acontecer se, sabendo que não sou mais inocente e não posso mais voltar atrás, sigo fazendo as mesmas merdas de sempre? Me torno um ser humano como todos os outros: fala fala em religião, mas na prática sua vida é isso aí que o planeta Terra vive. Pretendo não fazer parte disso, espero conseguir um dia.

Na minha casa só entra quem eu quero.
Não faço sala, não paparico, não converso com mulherzinha, macharedo, não falo com quem não gosto, não dou licença se não estou a fim, não faço cerimônia. Sou chata, tenho opinião, não creio por medo nem carência, vou lá e vejo se é verdade.
Sou atéia e converso com todo mundo.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Deus é o diabo. O Diabo é deus.

Será que as pessoas sabem o que estão idolatrando? Qualquer um que perceba o mundo e não seja covarde a ponto de justificar suas injustiças, alguma vez deve ter se questionado sobre o que manda aqui.
Os líderes religiosos, como são? Não são os que geralmente exploram, submetem e abusam de seus seguidores?
As religiões que se creem 'científicas' são ainda piores, pois endossam e justificam mais a maldade do mundo.
E os religiosos, como são? O religioso, no mais das vezes, reza por si e pelos seus. Pede para sua própria vida, e ignora a dor alheia. Sob o manto do 'ser positivo' ou das 'boas vibrações', não olha para o lado e não se compadece dos outros.

O que em mim pode ser considerado 'um lado espiritual independente de religiões' é apenas uma mão que algumas vezes estendi para alguém, mas que nem sempre pude fazê-lo. Ou, aquele ato anônimo de ajudar um animal, a quem a maioria sente pena e depois, pensa em que carne irá comer no jantar.
Me considero atéia, mas não compactuo com ninguém. Nem com religiosos crentes os quais pensam que sua alma já está salva, nem com ateus sabichões.
Sou a bruxa atéia que não pensa em nada e não espera nada. Pois quem pode ter certeza do que nunca vivenciou?
Faço meu milagre diário e minha bruxaria quando me convém. 

A pessoa que praticasse atos que a fizessem ter fé na vida e não ter medo da morte, jamais se submeteria a crença alguma, pois a vida e a morte por si só são nossas garantias e nossas incertezas.
A Santa Morte nos espera. A Deusa Vida nos tem desde sempre e até depois.

Não inventei a roda não. Essas ideias subversivas estão nascendo com a leitura do livro do meu ídolo José Saramago. Meu pai, logo após ter morrido, veio em meu sonho me pedir que lesse os livros desse escritor. Será que meu pai, José, veio me dizer que essa balela de vida após a morte é apenas papo? Que sua alma está por aí, no oceano, ou virou apenas pó e vive apenas em meus sonhos?

O Evangelho Segundo Jesus Cristo é um livro comovente, subversivo e perfeito. Jesus Cristo é humano, um sábio andarilho que nunca teve bens, que teve pena de matar um cordeirinho e o salvou. Se apaixonou pela prostituta Maria de Magdala, que o amou desde o princípio.
 Uma frase de Maria de Magdala, no livro de José Saramago: "Terias de ser mulher para saberes o que significa viver com o desprezo de Deus".
Admirei o Jesus de Saramago. Jesus Cristo disse coisas que até hoje ficaram no ar, como por exemplo, "pela espada vim", "o templo de Deus está dentro de ti", ou, "deixa teus bens e tua família". Suas ideias nunca foram cumpridas por nenhuma religião. Se ele existiu, e creio que sim, ele era um andarilho, de pele escura, que teve ideias subversivas como a de questionar a oferenda de cordeiros inocentes no templo e teve a audácia de salvar um deles. A esse Jesus poderia crer, e talvez creia.
Ellen Augusta
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