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domingo, 1 de novembro de 2015

Día de los muertos: o povo que é feliz mesmo diante da morte


Este ano, será com toda certeza lembrada a morte de Chespirito no México. Lembra-se a alegria de tê-lo conhecido e a dor de ver sua partida. Essas comemorações são assim, uma mistura de dor e alegria. Aqui eu também vou fazer todas as minhas homenagens a ele.
Esse libreto é de Guadalupe Posada quem faz os famosos desenhos das Catrinas. São composições de poemas sobre a morte, em tom de deboche e alegria. Significam, no geral, que não importa o que você seja, rico ou pobre, esnobe ou simples, não importa o que você acredite ou não, no final você será uma simples caveira. E nada mais!
 É uma raridade, que veio como fanzine. Sempre em dias de Halloween e Día de los muertos, finados, sai das minhas coisas guardadas e vem á tona, para ser relembrado... de um espanhol diferente, antigo e lindo.
Os Mexicanos enfeitam tudo com flores coloridas, a morte pode ser preta, eu também considero-a branca. Mas o roxo é a sua cor preferida. Sempre os mortos ficam, no fim das contas, com essa cor. Dado que, é minha cor preferida. Antes de tudo, o ritual era a única coisa que eu sabia fazer, das poucas coisas, enfeitar algo inerte.

Quando um povo lida tanto com a tristeza, das coisas que ele sabe bem é se despedir.
Neste link aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/11/dia-de-los-muertos.html falei mais especificamente sobre este dia no México. Mas gosto de fazer aqui em casa o meu altar, visto que sou muito fã de Chespirito e acabei estudando muitas coisas dessa cultura que é tão ligada à morte e às suas raízes antigas.
Não tenho crenças, portanto este altar é como um sacrilégio, heresia, nem mesmo sei o termo correto. Uma mistura de tudo que é coisas que tenho em casa, cada uma com um significado. Nem posso explicar tudo. La Santissima Muerte, essa é a minha santa preferida, uma divindade cultuada no México, e outras coisas curiosas que encontrei e guardei por aí.

 Há aqui até mesmo a fotografia de uma defunta, encontrei no lixo, é uma longa história que nem vou contar aqui. Estou escrevendo sobre ela, e seu passado. Foi parar no meu altar também. Afinal, foi abandonada, eu a encontrei...
 Aqui as pessoas só tatuam catrinas e usam camisetas da Fridas k. Eu sempre me interessei por todos os elementos do México e acho muito mais interessante outras entidades mexicanas, como o Senhor do Veneno, Jesus Malverde, Santa Morte e outras significações...
Angelines Fernandez, foi atriz, modelo, guerrilheira, ativista contra a ditadura, entre outras personalidades esquecidas, mulheres tão interessantes quanto pouco lembradas e falo hj apenas das mortas...
 Chespirito merece todas as homenagens, todo meu carinho e de seus fãs. Só uma pessoa que fez tão bem a tanta gente, pode receber tanto carinho e ser lembrado por tanto tempo, por tanta gente e em tantos lugares.
 Meu amor eterno, de todo coração, a esta pessoa tão querida e a todos os seus personagens, queridos atores já mortos.
 Este com a foto do Chespirito fica o ano inteiro pois é minha homenagem a ele desde sua morte.
 Vejam um altar mexicano onde também se homenageou Chespirito. Muito amor para essas pessoas.




Sobre José Guadalupe Posada e sobre México e suas ligações com a morte assista esse documentário maravilhoso cheio de música:



e a parte segunda:
Algumas postagens que eu fiz sobre essas épocas que eu considero as melhores do ano, antes do Verão. Pois para mim, não há nada mais lindo do que a Primavera, e esse ar sombrio:
Halloween e meu olhar 43: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/10/halloween-e-o-meu-mundo.html
O Día de los muertos, Halloween e Beltane: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2013/10/o-dia-dos-mortos-halloween-e-beltane.html
Comemorando o Halloween:http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2012/10/comemorando-o-halloween.html

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A reunião das bruxas amigas e meu conceito de amizade

Hoje eu passei na frente de um restaurante e vi algumas mulheres vestidas de bruxas cortando um bolo.
Aquela cena me emocionou bastante. Pois eu não vivo algo parecido com essa confraternização há algum tempo.
Saudade de quem se importa. Eu sou amiga de verdade.
Mas como me decepcionei ao ver ao longo de minha vida, mulheres desaparecendo, lentamente, no sumidouro dos dias iguais, no casamento-instituição, que algumas ainda exibem como único troféu, nas definições parcas de amizade que se desmancham assim que o "motivo" termina: Se consegue namorado, se casa, o bebê nasce, aparecem outras amizades que preenchem mais o status social, etc.
Não importa o quanto na minha vida estive ocupada, sempre existe um espaço online ou presente, para falar com um amigo.
Mas a mulher é foda. Não é só comigo não. Não sou especial, pois já vi mulher verter lágrima pela amiga que desapareceu no pior momento de sua vida. Naquele dia me senti mal, pois vi que estava sozinha não apenas no meu próprio mundo, mas no mundo inteiro, pois esse era portanto, um padrão que se repetia novamente e novamente...
Mulheres são desunidas. Uma mágoa que carrego por ser mulher e, apesar de amar minha solidão, ser gregária e fiel.
A técnica que mais funciona para um sistema ser dominado é provocar nos submetidos a competição e a desunião.

Entre as mulheres não é preciso provocar mais nada.

Alguém que me conhece a muito tempo, disse que meu conceito de amizade é muito elevado. Considero a amizade o sentimento mais nobre de todos, talvez esteja aí o meu erro. Não, não estou errada. Eu li o que os filósofos escreveram sobre a amizade. Eu quero essa amizade. Não quero fragmentos.
Nada precisa ser perfeito, mas não quero merdas.
As mulheres passam a vida inteira buscando a paixão e o amor, não estão talvez, preocupadas em aperfeiçoar a amizade, em mantê-las, em se preocupar com o outro?















E quando as pessoas se isolam na sua vidinha de cidadão autosuficiente?  escrevi sobre isso aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com/2014/10/para-que-janelas-tao-grandes-se-estao.html
No show do Ratos de Porão, por exemplo, as duas pessoas que fiz amizade eram de cidades diferentes. Fizeram amizade do nada e eles próprios nem se conheciam.

Hoje fui fazer um exame chato. Ecografia mamária. É desagradável ver um homem passando um bagulho com gel nos seus seios. Sempre tenho a impressão que o cara tá ali se aproveitando de nossa condição de mulher. Só escolho médica mulher, mas não deu dessa vez. Na sala de espera, um monte de mulheres mudas. Até que a chave do armário estragou... todas ficaram amigas.
Não precisamos esperar uma merda acontecer para nos aproximar.

Na época da inquisição, as bruxas escondiam suas crenças e afazeres, justamente porque, se falassem, estavam expondo sua vida. Expor segredos, expor a vida era ameaçador! Ser mulher era um crime!
As próprias mulheres às vezes, foram as que traíram as bruxas, por isso as feiticeiras escondiam a sete chaves seus códigos.

Só que até hoje, ainda existe no ar essa aura de desconfiança.
Não podemos confiar nas mulheres?
Eu sempre confiei. Talvez um dia chegará o momento de parar. Alguém me disse que tenho que focar nas pessoas que me admiram e ignorar quem não merece. Talvez. Mas por que faço o contrário?

Hoje o fenômeno acontece também de outra forma. Poucos querem se envolver. A ameaça é que sua dor a contagie de alguma forma (como se amizade fosse só nos momentos tristes) ou que a sua vida lhe tire a sua alegria (os mesquinhos). Ser solidário está fora de moda.
Até mesmo as religiões propagam essa ideia, especialmente as de cunho esotérico espiritualista. Você nunca deve se envolver. Fique nesse seu casulo idiota, vendo tudo passar ao seu redor. Seja positivo, para você mesmo. Não importa se o mundo está ruindo ao seu redor. Não veem que isso é de um egocentrismo perceptível.

Só que, sentir a dor do outro é natural e, pasme, se você se contagiar, vai ser normal no outro dia. Vai ser mais forte. E não essa besta mortificada sorridente que não se envolve em nada.

Esses dias eu estava nos piores momentos, me sentindo estranha, horrível. Não tinha ninguém para conversar. Não temos ligações femininas, nossas mães e avós muitas vezes perderam esse contato, e, portanto, nós perdemos nossas ligações ancestrais, como eu li no livro "Mulheres que correm com os lobos".
Minha mãe já morreu. Família, não tenho, e mesmo que tivesse, melhor para minha saúde é estar longe. A melhor coisa que aconteceu foi uma amiga minha ter me ligado. E ela ainda me perguntou desapontada: Ah, eu te acordei???
Só que ela ainda não sabe (vou encontrar ela amanhã) que foi a melhor coisa ter me acordado. Eu estava a dias sem querer ver a luz do sol, sem vontade alguma. Para quê? Mas uma simples ligação foi suficiente. Às vezes a simples presença. Um interesse. Um simples estar ali já basta.
Não quero nada da amizade, apenas que ela exista.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O dia dos mortos, Halloween e Beltane

O dia do encontro dos mundos é chamado de Halloween, é comemorado em diversos povos, com diferentes nomes.
 Nesse dia, há um contato entre o mundo dos vivos e o dos mortos.
O que também pode ser chamado de Samhain pelas bruxas modernas é conhecido como ano novo das bruxas. Neste dia se faz agradecimentos, pedidos e se lembram os que já partiram. Esta festa é celebrada no dia 31 de outubro no Hemisfério Norte, e em 1 de maio por aqui.
Essa é a noite em que o véu que separa o mundo material do mundo espiritual encontra-se mais fino e o contato com nossos ancestrais torna-se mais fácil. É também tradicional deixar uma vela acesa na janela da casa para ajudar a guiar os espíritos ao longo de sua caminhada ao nosso mundo para que possam encontrar o caminho de volta.
O día de los muertos, comemorado no México, por exemplo, é uma festa noturna em que se celebra a saudade dos entes falecidos. Levam-se doces e coisas que os mortos gostavam, lembra-se com alegria de quem já não está.
No México, entre tantas riquezas culturais, há o culto à Santa Muerte, a deusa da morte, ela própria, que vem buscar os mortais.
Hoje se comemora no Hemisfério Sul, dentro das festividades pagãs, ou Wicca, o que se chama Beltane, a festa antiga do fogo, que celebra a união dos deuses, feminino e masculino. Eu misturo tudo, celebro os dois, que são opostos. Não me apego em datas. Sempre decoro minha casa conforme as datas pagãs... e adoro decorar para o natal.
 Lojas decoradas para a festa Halloween
 As religiões que criticam o Halloween, não entendem que o que eles consideram 'deboche', é apenas uma forma alegre de encarar a morte. Para o religioso, a outra religião é sempre 'errada'. É importante entender essa sutileza. Ninguém está rindo dos mortos, estamos brincando com a possibilidade da morte. E amenizando a saudade.
Essas datas muito antigas se misturam e acabam sendo absorvidas pelas religiões conservadoras, não somente por ser uma demanda do povo, mas também com o intuito de chamar os fiéis, que desde os tempos remotos já comemoravam certas datas. Foi a partir daí que nasceu os Finados. Em Beltane se fazia o mastro de flores e fitas, onde entrelaçadas, lembram o casamento da Terra e do Sol. A confecção de guirlandas também acontece nesta data.
Culto a Santa Muerte. Os fiéis oferecem cigarros à deusa. Segundo estudos, essa divindade é herança de cultos dos antepassados mexicanos, de deuses da morte de diversas culturas pré hispânicas, misturadas a um forte catolicismo herdado dos colonizadores.
 As bruxas, perseguidas, discriminadas e mortas, hoje são símbolo de deboche, mas também do mistério feminino.
A bruxa é uma mulher sábia e misteriosa. Seus poderes estão no efeito que causam até hoje nas pessoas comuns.
A Santissima Muerte é adorada especialmente pelas pessoas mais simples. Devido à grande violência existente no México, cultuar a morte passa a ser um modo de lidar com a violência cada vez mais comum em cidades mexicanas. A Santa Muerte é conhecida como a santa de traficantes, prostitutas, guerrilheiros e máfias mexicanas.
As bruxas hoje são associadas com a sensualidade. Na época em que a perseguiam, também se considerava a mulher bruxa como uma tentação do demônio, que estava na Terra a fim de atrair os homens. Com uma mente cada vez mais tolhida por repressões sexuais, era fácil toda a sociedade projetar nessas mulheres, suas neuras e desejos reprimidos.
Não foram somente os homens que as queimaram. Muitas mulheres, no seu silêncio, também compactuaram com a bárbara inquisição, que torturou, estuprou, fez coisas inimagináveis com essas mulheres, simplesmente por que alguém as acusou de 'bruxaria', um termo tão vago quanto a 'fé'.
As festas existem para a diversão. Leve a sério somente o que lhe fizer feliz. Estas festividades nos lembram de um contato perdido com a natureza que está dentro de cada um, com o feminino selvagem que está em tudo, e com os rituais, que servem para nos fazer pensar de modo mais ameno sobre coisas sérias.
Ellen Augusta
"Dessa forma querendo festejar esta noite encantada de Beltane, acenda uma vela simbolizando o Sol, colha flores para simbolizar a fertilidade, e recite poemas em homenagem ao Deus e a Deusa.
Se for possível, passe a noite em claro e veja o amanhecer..."

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Comemorando o Halloween

O Halloween faz parte dos rituais wiccanos e pagãos, que eram realizados antigamente.
A festa comemora o fim da colheita de verão e o início do ano novo. O nome Samhain, é um dos nomes de Halloween, ou Dia das Almas, onde há um contato com as almas de outros mundos, como se acredita. Outras culturas também tem seus rituais cultuando a morte, como o dia dos mortos no México.
Como não sei mais nada sobre o assunto e apenas curto muito decorar a casa com apetrechos de halloween, aqui vai algumas dicas de decoração que adoro!Só não gosto de festa à fantasia, mas quem quiser fazer a sua, boa festa!
 A ideia é decorar a casa com coisinhas fofas de halloween, mas sem neura, com o que se tem em casa mesmo!
A corda colorida, um novelo de lã sintética, serve de brinquedo para todos os gatos fofos do lugar...
 A moranguinha de halloween, presente do Rafael Santini. Veio em boa hora...
 Livros de terror e policial que adoro, comprados na feira do livro, já entram como decoração também...A aranha fica de espreita, para assustar as visitas...
 Essa moranquinha é muito antiga, foi comprada no tempo em que coisas da China eram raras e caras... Ela fechada é uma casinha em forma de moranga e dentro dela tem os fantasminhas e pequenas moranguinhas. É simplesmente a coisa mais linda! O caldeirão é brinquedinho comprado em brechó e se apertarmos um botão, fica todo iluminado com luzes coloridas.
 As abóboras foram compradas no brechó da Sonia, Bichos e Amigos.
 Outra abóbora, presente do Rafael.
 Alfazemas no papel guardanapo, presente da amiga Maria Helena Sleutjes.
 Pimentas coloridas, presente da blogueira do blog Vasinhos Coloridos, feitos por outra blogueira, que esqueci o nome... em breve atualizo aqui.
 Esse monstrinho é feito pela Juliana Marques, fotógrafa do PETA, super chique, até me ensinou como fazê-los. E a mini abóbora é presente da Claudia Lulkin, a nutricionista vegana e educadora popular.
 Minha bolsa reversível que comprei no Reino Gato.
Folhinhas de madeira...
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