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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O dia dos mortos, Halloween e Beltane

O dia do encontro dos mundos é chamado de Halloween, é comemorado em diversos povos, com diferentes nomes.
 Nesse dia, há um contato entre o mundo dos vivos e o dos mortos.
O que também pode ser chamado de Samhain pelas bruxas modernas é conhecido como ano novo das bruxas. Neste dia se faz agradecimentos, pedidos e se lembram os que já partiram. Esta festa é celebrada no dia 31 de outubro no Hemisfério Norte, e em 1 de maio por aqui.
Essa é a noite em que o véu que separa o mundo material do mundo espiritual encontra-se mais fino e o contato com nossos ancestrais torna-se mais fácil. É também tradicional deixar uma vela acesa na janela da casa para ajudar a guiar os espíritos ao longo de sua caminhada ao nosso mundo para que possam encontrar o caminho de volta.
O día de los muertos, comemorado no México, por exemplo, é uma festa noturna em que se celebra a saudade dos entes falecidos. Levam-se doces e coisas que os mortos gostavam, lembra-se com alegria de quem já não está.
No México, entre tantas riquezas culturais, há o culto à Santa Muerte, a deusa da morte, ela própria, que vem buscar os mortais.
Hoje se comemora no Hemisfério Sul, dentro das festividades pagãs, ou Wicca, o que se chama Beltane, a festa antiga do fogo, que celebra a união dos deuses, feminino e masculino. Eu misturo tudo, celebro os dois, que são opostos. Não me apego em datas. Sempre decoro minha casa conforme as datas pagãs... e adoro decorar para o natal.
 Lojas decoradas para a festa Halloween
 As religiões que criticam o Halloween, não entendem que o que eles consideram 'deboche', é apenas uma forma alegre de encarar a morte. Para o religioso, a outra religião é sempre 'errada'. É importante entender essa sutileza. Ninguém está rindo dos mortos, estamos brincando com a possibilidade da morte. E amenizando a saudade.
Essas datas muito antigas se misturam e acabam sendo absorvidas pelas religiões conservadoras, não somente por ser uma demanda do povo, mas também com o intuito de chamar os fiéis, que desde os tempos remotos já comemoravam certas datas. Foi a partir daí que nasceu os Finados. Em Beltane se fazia o mastro de flores e fitas, onde entrelaçadas, lembram o casamento da Terra e do Sol. A confecção de guirlandas também acontece nesta data.
Culto a Santa Muerte. Os fiéis oferecem cigarros à deusa. Segundo estudos, essa divindade é herança de cultos dos antepassados mexicanos, de deuses da morte de diversas culturas pré hispânicas, misturadas a um forte catolicismo herdado dos colonizadores.
 As bruxas, perseguidas, discriminadas e mortas, hoje são símbolo de deboche, mas também do mistério feminino.
A bruxa é uma mulher sábia e misteriosa. Seus poderes estão no efeito que causam até hoje nas pessoas comuns.
A Santissima Muerte é adorada especialmente pelas pessoas mais simples. Devido à grande violência existente no México, cultuar a morte passa a ser um modo de lidar com a violência cada vez mais comum em cidades mexicanas. A Santa Muerte é conhecida como a santa de traficantes, prostitutas, guerrilheiros e máfias mexicanas.
As bruxas hoje são associadas com a sensualidade. Na época em que a perseguiam, também se considerava a mulher bruxa como uma tentação do demônio, que estava na Terra a fim de atrair os homens. Com uma mente cada vez mais tolhida por repressões sexuais, era fácil toda a sociedade projetar nessas mulheres, suas neuras e desejos reprimidos.
Não foram somente os homens que as queimaram. Muitas mulheres, no seu silêncio, também compactuaram com a bárbara inquisição, que torturou, estuprou, fez coisas inimagináveis com essas mulheres, simplesmente por que alguém as acusou de 'bruxaria', um termo tão vago quanto a 'fé'.
As festas existem para a diversão. Leve a sério somente o que lhe fizer feliz. Estas festividades nos lembram de um contato perdido com a natureza que está dentro de cada um, com o feminino selvagem que está em tudo, e com os rituais, que servem para nos fazer pensar de modo mais ameno sobre coisas sérias.
Ellen Augusta
"Dessa forma querendo festejar esta noite encantada de Beltane, acenda uma vela simbolizando o Sol, colha flores para simbolizar a fertilidade, e recite poemas em homenagem ao Deus e a Deusa.
Se for possível, passe a noite em claro e veja o amanhecer..."

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Começa o Inverno e algumas festas pagãs

A.s. Como toda a religião, a Wicca e religiões pagãs antigas também tinham rituais com sacrifícios de animais, uso de adornos provindos de animais, etc. Assim como o contrário, havia e há membros veganos e gente de todo tipo, é conforme.

Este blog não tem religião, não tem nada. Age conforme a lua e do jeito que acha que dá.
Justamente por que a quase totalidade das religiões coloca o ser humano acima dos outros animais e muitas vezes os exploram como parte de seus rituais.

A minha pesquisa abaixo é sem pretensões, pois admiro símbolos religiosos, especialmente das coisas que já pratiquei, como a Wicca, e adoro simbologia, semiótica e coisas do tipo.

Yule - festejos de inverno
(não me pergunte a fonte, vá procurar)
Uma das celebrações mais importantes anuais e a palavra deriva do vocábulo nórdico 'Jul' que significa 'roda'.
Nesta comemoração o fogo permanecia aceso durante os 12 dias seguintes ao Solstício -palavra que originada em Sol y sistere, que significa silêncio, nesses dias se brindava bebendo em honra do que seria realizado nos próximos 12 meses.

Nas tradições pagãs, a árvore simboliza o tronco de Yule, o Yggdrassil, decorar com velas é representar o Sol, e nele se faziam oferendas aos deuses e também libações nele com azeite e vinho.

No décimo segundo dia acontecia a queima da árvore, hoje simbolizada pelo tronco de Yule, e as cinzas eram espalhadas nos campos como uma forma de trazer regeneração, sorte, prosperidade, abundância e fartura para o próximo ano.

As cinza protegem a casa se espalhadas ao redor dela, depois de que o tronco tenha estado ardendo por 12 horas ou mais.
(Minha mãe fazia isso, sem nunca ter lido nem ouvido uma só palavra sobre isso)

Fogueiras de Yule
As coroas que se colocam nas portas, e nas paredes representam a Roda Solar ou Sun Cross, maçãs, doces, azevinho, e fogueiras são outras caraterísticas de Yule.

Antigamente acendiam-se grandes fogueira nesta festividade, e dançava-se ao redor delas girando muitas vezes como uma forma de atrair as mudanças tanto internas como externas.

Podemos ver aqui a semelhança com a festa de São João e os motivos pelos quais a igreja a determinou, ainda que de uma forma bastante distorcida.

Posteriormente o tronco de Yule foi trazido para dentro das casas, e nele se talhavam sois, símbolos mágicos ou figuras masculinas, e era depois decorado com folhas.

Belém, a manjedoura, etc, não são nada mais que a recriação da Caverna Sagrada onde a Mãe dá a Luz à Criança-Sol. A caverna contêm em seu simbolismo a estabilidade da Terra e a sua energia, representando a quietude do inverno e a escuridão protetora que existe no interior do ventre da Grande Mãe.
As divindades reverenciadas neste tempo são a Deusa como Mãe da Criança-Sol (Isthar, Isis, Maria) não por serem fecundadas pelo seu consorte, mas sim em seu aspecto Sábio e pelo Poder da Anciã, Rainha do Sub-mundo, lugar de onde vem o Sol, sendo que somente Ela pode devolvê-lo a Mãe Terra, permitindo o seu renascimento cíclico.

Ellen Augusta
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