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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Banana deselegante

No supermercado, a dama com cabelo de abatjour, não pode esperar cinco minutos na fila. Saiu nervosa, fez uma diagonal, furou a fila de uma forma insuportável e passou na frente de todas as pessoas, com uma banana verde, orgânica, na mão.
A desculpa dela, suponho, era sua pressa e sua banana.
Fiquei imaginando que tipo de boleta provoca esse efeito hilariante, que faz uma pessoa ter tanta pressa e falta de noção, a essa hora da manhã, e fazer esse papelão, ali, na frente de todo mundo. A ponto de a dondoca não poder esperar.
A sociedade não fala uma palavra. Porque ela tem determinada aparência.
Gosto de desenhar estes quadros de deselegância, de mostrar essas grotescas formas de vida, para que vejam, como são os estereótipos, que todos ajudaram a construir - e reforçar.
As regras de etiqueta não serviram para nada.
De que adianta ter uma aparência de 'pessoa bem sucedida', ir ao cabelereiro e ter aquela 'aura' de sucesso, mas ter uma atitude desequilibrada?
Para nossa sociedade adianta sim. Esse modelo é aceito e reforçado. Todo mundo fica em silêncio. A atendente não se negou a atender. A pessoa anterior não disse nada.
Depois o mesmo sujeito, mesquinho no dia a dia, mau caráter até, vai dar uma de Brasileiro Patriota, quer dar uma de consciente. Vai ali na rede social se meter de cientista social. Não tira aquele dedo idiota do celular, mesmo dirigindo, ou conversando com alguém. Só fala merda e quer dar uma de ativista, fazendo aquele papelão de pedir a volta da ditadura, com direito a manifestações, com o adesivão do seu candidato de direita reaça na bunda do carrão. Querem pedir a anulação das eleições, pois a candidata que eles não escolheram, venceu.
Conheço bem seu perfil, e isso é o que me dá mais asco, quando este tipo de pessoa, comete um ato de deselegância ali, na frente de todos.

Ficam duas perguntas para meus leitores perspicazes:

Ela come banana orgânica pois se preocupa com sua saúde egoísta, ou por que tem medo de morrer?
E, em qual vaga será que ela estacionou, já que, ia ficar só alguns minutos ali dentro?

domingo, 6 de julho de 2014

O coveiro

Aquele que queria ser coveiro. Profissão para homens. O cemitério sempre fica em lugares altos e ermos. Ela sempre foi lá sozinha. Havia quem conhecia, e os estranhos. Estes gostava mais, pois traziam o mistério do anonimato. A morte para todos, sem nomes.
Ainda vivo, ninguém o enxergava. Só os fantasmas sabem de sua função, especialmente no final da tarde, quando o Sol é o que  já sabemos, mas os mortos, estes não conhecemos.
Ele vaga pelas sepulturas, ela nunca o encontrava, mas o conhecia.
Nos seus olhos, o meu desejo.
O transcendente desejo de sumir.
Eu sofria, porque também não o via. Amo os cemitérios, mas o coveiro nunca está.
Um dia

Houve rumores de que tirou-se a vida...
Esse assunto incômodo.
Ninguém fala. As religiões só ameaçam. "O castigo é duro".
O desespero bate em tantas portas. Fechadas. Os números não param de crescer. Foi mais um? Se a mídia e as entidades tratassem desse assunto de forma madura? Há só um silêncio na sociedade.
Todos querem esconder, por medo de uma semente, plantada em si mesmos.
Mais uma vida se perdeu por causa do preconceito.
Por causa do silêncio dele, ou nosso.
O já invisível desapareceu!
Nunca se disse uma só palavra.
A curiosidade mórbida de quem não se importa, fez saber que ele não trabalhava mais lá.
E ainda estava entre os mortos.
Ellen Augusta

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Alta e baixa estima

Sim, você leu isso. Nós, altas, magras, ou que achamos ser tudo isso também temos problemas com auto estima. Eu tenho. Já sabia há muito tempo. Mas na terapia o espelho é mais bonito e mais feio, porém sincero.
O sistema te faz pensar que essas mulheres não sofrem com os padrões de beleza, mas é puro engano.
Aliás, aprenda: o sistema te diz o que pensar!
A tendência é que as mulheres magras e altas não sofram tanto, pois tudo serve, tudo é para elas. Mas aí é que a armadilha está montada. Engorda-se um quilo e já. O pior é quando elas mesmas pensam que não sofrem nenhum tipo de pressão social, iludidas que estão no meio dessa purpurina montada pelo sistema machista e opressor em outros níveis.
Minha baixa auto estima passa ao largo dessa questão de peso, neste momento, mas já tive meus problemas sim.
Já sofri preconceito por ser magra.
Assim como gordos sofrem gordofobia a todo instante. Se uma mulher é gorda e não quer emagrecer e se sente feliz assim, pronto. Também sofre preconceito. Até a palavra gorda ofende. Curioso que a palavra correspondente - magra - não ofende.
Como se fosse obrigatório emagrecer. Não pensem que ser magra é menos ruim.
Você tem que ouvir todo o tipo de piadinha. E a mesma pessoa que te elogia ou fica em silêncio na tua frente, fala mal das outras mulheres magras, nas tuas costas. É a desunião secular feminina.
Para muitas mulheres a questão de perder peso é tudo o que importa na vida, pois é o que mais afeta sua psique. Para outras, no entanto, há muitas outras coisas igualmente torturantes. Tudo é triste sim, e nós sabemos o quanto dói. Mas a vida consiste em aprender todos os dias. E aqui vai mais um dia.
Não ser vista. Sentir-se invisível. Não receber um telefonema. O adeus de uma amiga. Uma carta não enviada. Um abraço esquecido. Um presente guardado. Palavras ditas no momento errado. Falta de palavras.
A indelicadeza de alguém.
Tantas vezes, mesquinharias vindas de pessoas que nem importam.
Mas o que sai ferida é a menina. Aquela menina da casa de sua mente. A casa vazia. A casa de espelhos.

Um toque sensível onde tudo se quebra. Em sonhos, um passo e tudo são cacos de vidro.
É assim a mente quando afetada pela baixa auto estima. Mas nem todo mundo é assim.
Como eu sofro desse problema, reconheço quem sofre, a quilômetros.
Algumas pessoas são arrogantes, ferem para não serem feridas. Outras se escondem. Outras ainda, gritam bem alto. Há quem seja apenas louco.
Mas não é fácil de admitir e não encontro quem admita. Pois há quem nem saiba.
Tenho coragem e vontade de publicar uma série de coisas aqui sobre esse sentimento ruim, justamente por que admito sofrer desse mal, e por que não entendo praticamente nada sobre esse assunto.
Alguém pode saber sobre isso, ser assim como eu, ou enviar um sinal. Como outro farol no oceano.

domingo, 25 de maio de 2014

O irmão e o anjo alto que o levou

Um pequeno objeto encontrado em um museu, me lembrou que tive uma família.
O pai que era um senhor da ausência, a mãe como uma santa e só poderia sofrer.
O irmão dividido em dois:
um anjo alto e distante, incoerente. E ao mesmo tempo pequeno e frágil, dependente.
O qual eu não podia segurar, mas era responsável.
Tudo foi colocado em minhas mãos, como se eu fosse outra mãe.
Ao ver este objeto deslocado do lugar original, em outro tempo, em outro espaço. Lembrei que existiu um fio de ligação. Nada demais para tantos, tudo para se julgar, para muitos.
Mas para mim, difícil. Eu o vi, objeto fantástico, sorri, e não pude deixar de chorar depois.
Ellen Augusta

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Conversa com a leitora feminista

É comum pensar que não há solidão. Ao ver as pessoas em suas máscaras e disfarces, característica da espécie e quiçá de outras, é normal pensar que tudo é assim. Mas, escrevo sempre sobre solidão, para mostrar que sim, ela existe, e não é ruim.
Sempre há um pouco de solidão na alma de qualquer um.
Sempre carreguei comigo um quarto de solidão que mantive fechado, aberto, conforme a luz, ou a escuridão, nem sempre nessa ordem.
A mulher tem esse medo de estar só, pois entende que a solidão é não ter companhia. Mas a solidão é algo bom. Ou pode ser algo ruim, depende de você. Há motivos históricos para nosso medo de estar só, motivos econômicos, psíquicos, biológicos. Por isso não aprendemos, não fomos preparadas para lidarmos com o fato de que podemos estar sós. Não nos ensinamos umas às outras. As mulheres podem ser solteiras, podem morar sozinhas, podem casar sim. Ou não.
Essa conversa incomoda, sobretudo quando parte de alguém que já está acompanhada. (Pois que fácil falar não?) Mas quando solteira eu já pensava assim.
Um lugar em mim sempre esteve preparado para a solidão. Na sociedade, a mulher solteirona é encarada diferentemente do homem solteirão. E eu sempre me revoltei contra isso.
E resolvi ser uma mulher 'casadona' diferente do padrão 'mulher casada'.
Ou seja, não quero ser a mulher machista que teme as outras, que não aceita mais nada, que não cultiva sua solidão e não compartilha sua sabedoria. Todas temos algo a compartilhar, nem que seja uma xícara de chá.
Escrever sobre isso também é delicado, pois existem mil detalhes que escapam, tudo bem, não sou especialista, ao contrário, e longe de mim. Detesto especialidades. Cada um sabe o quanto dói estar só e o quanto é silenciosa a solidão. Eu já a experimentei, ruim, sobretudo no que se refere à amizade.
Mas que tal abraçar a solidão, eventual para alguns, eterna para tantos, natural de todo humano, e torná-la algo positivo?
Escrevi, em homenagem a uma conversa sobre esse assunto, com uma leitora do meu blog. Conversamos justamente sobre esse tema, que vive aparecendo aqui, em imagens e palavras. Pois gosto de escrever neste muro, ou vidraça, coisas delicadas, que podem quebrar.

sexta-feira, 7 de março de 2014

As duas crianças

São os dois chinesinhos do restaurante.
Um menino e uma menina.
Eles são irmaozinhos e brincam, correm o tempo todo.
Falam duas línguas, brincam com celular, veem desenhos orientais. São muito inteligentes.
Hoje a menina se machucou e veio chorando e o menino foi consolá-la e assoprou o joelhinho dela.
Não pretendo ter filhos e não compactuo com essa infantilidade que a grande maioria das mulheres tem para com as crianças, tratando-as como bonecas. Esses dias, numa sala de espera, uma dessas revistas detestáveis estampava na capa uma dessas 'mães' com uma criança que exibia como se fosse o mais novo copo de cristal, ou cachorrinho comprado, o qual também sou contra, por que é o mesmo comércio de comprar 'objetos decorativos'... Ela estampava a criança, tirava fotos do bebê de alguns dias com chapéus ridículos, de perninhas abertas, etc... Depois mais à frente uma outra tinha um filho especial que exibia também da mesma maneira e já planejava outra gravidez arriscada, como se fosse mais uma brincadeira, sem se dar conta de que milhões de pessoas leem essas informações.
Por isso aqui no blog quase nunca tem assuntos relacionados à crianças. Mas isso não significa que não as gosto. Esses dois amiguinhos eu sempre vejo no restaurante quando vou almoçar e adoro-os.
Acredito que o instinto materno é algo que uma mulher pode ter independente de ser mãe ou não. E sou muito bem resolvida com relação a isso. Mas tem mulher que não é, mesmo sendo mãe, por isso vem encher o meu saco, mas aqui não, minha filha. Vá resolver seus conflitos com seu terapeuta. A doçura da infância é pura poesia, não deve jamais ser maculada por delírios de pessoas mal resolvidas.
Quando vejo uma injustiça sendo cometida contra uma criança jamais fico quieta ou indiferente. E não sou imatura com relação ao mundo infantil. Quem tem que ser criança são as crianças, não os adultos.
Mas eu me permito muito ser criança quando estou pertinho destes chinesinhos adoráveis.



quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Para estar com a família, encha a pança de carne

As estatísticas não mentem, no natal, a família brasileira gastou os tubos em carne.
Algo está errado quando, nestas datas, os números batem recordes em vendas e depois as pessoas vem encher o saco, com medo da morte e falando em dieta e saúde sem parar.
 É aquele papinho egoísta. Nada de compaixão. Nada.
E eu é que sou incoerente não?
Eu, que desde o primeiro dia em que virei vegana tenho que dar explicação sobre o porquê de isso ou aquilo, como se minha atitude 'radical' fosse crime. Como se todos estivessem certos e eu estivesse ali, cometendo gafes.
O quanto você é 'radical' no que você acredita? Será que você tem medo de ser radical? Ou de ser taxado de radical por essas pessoas? Desde a ditadura que essa palavra e também a palavra 'subversivo' vem sendo usada com propósitos bem direcionados...não entre nessa...
Sabe, cansei.
Não vou mais pedir licença.

Algo está errado, se, para se reunir com essa 'família', é preciso encher o rabo de carne. Algo não está certo se eu preciso me sentir incomodada toda vez que me reunir com alguém diferente de mim, por que essas pessoas não são capazes de compreender. Algo não pode estar bem, se, o certo é visto como o errado e o errado está em todo o lugar como o certo.
Eu saio de casa para relaxar e.... pronto, parece que alguém se incomodou com o fato de eu ser vegana e já! Começa o jogo do espelho. Não gosto disso. Uma coisa é quando escrevo os artigos. Outra é quando estamos descontraídos, e você tem de dar uma de professora, ou ainda, ter de dar explicações, ser colocada em posições desconfortáveis. Acho isso muito deselegante e até falta de educação.

Eu lembro da primeira vez que passei o ano novo, logo que havia virado vegetariana, com uma amiga. Na casa dela, a idosa pirou quando soube que eu ia comer comida diferente do que era servido. O piá reaça, veio com um papo idiota de pecuária. Detalhe - para justificar a comilança, a pessoa inventa, puxa saco, baba ovo, mas não sabe que esse negócio aqui no país é tocado por meia dúzia de famílias que ele sequer irá conhecer, mas que, desde baixo de sua servidão de classe média satisfeito, aprendeu que é assim que deve fazer: cumprir seu papel - ir no açougue, comprar e bajular.
E assim, passei o ano novo com uma amiga que amo, mas que preferiria tê-la anos depois, quando já tinha atitude e leitura para mandar às favas e saber dizer não com letras mais garrafais.

Amigos, não é preciso ser condescendente com ninguém. Essa acusação de 'intolerância' que por vezes você pode ouvir, é feita geralmente por pessoas extremamente intolerantes, que não suportam conhecer pessoas com atitude.
Todos merecem respeito e todos devem respeitar sua escolha.
Ninguém vai em festa judaica com um leitão, não? Seria um sem noção, uma pessoa muito desagradável. Mas, no caso dos veganos, parece que, não só temos que admitir isso, mas até ficarmos meio que sofrendo por que a pessoa precisa comer carne na nossa frente, etc etc... não, não pode ser assim.
Esse tipo de pessoa que citei nos casos acima, creio que nunca mais passou pelo meu caminho e, se passou, acho que a fiz calar. Pois não mais saí com pessoas inconvenientes, que fazem perguntas sem noção, ou que te colocam em situações constrangedoras, como algumas pessoas às vezes me contam. Isso é algo que ninguém pode permitir, nunca.

Em nenhuma ocasião, seja no trabalho, no relacionamento amoroso, nas amizades ou outra relação, uma pessoa tem liberdade para ferir sua escolha ética de ser vegano. Isso foi sua escolha.

Se fosse por religião ou por saúde todos respeitariam não?

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Nosso momento mulherzinha merece ser respeitado

Todo mundo sabe que eu adoro ser bem atendida! Eu pago pelo bom atendimento!

Ligava para os salões e, aquela má vontade dos lugares: "Aiem, não tem hora, mas se tu quiser dar uma passadinha...isso e aquilo." Como se a vida da pessoa fosse ir a salões de beleza. Como esses lugares tem muita clientela, o atendimento fica a desejar e os valores são salgados.

Detesto essa coisa de 'decoração chique' e atendimento péssimo!

[É proibido cobrar 10% mas muitos bares cobram. Muitos atendem mal, embora a decoração seja para lá de cara e a ostentação não tenha nada a ver com o conteúdo do lugar.
Restaurantes com comida cara e ruim, a totalidade (100%) padece com problemas de higiene, mas... pelo menos o atendimento tem que ser exemplar...
Bebida - Eu prefiro ir num armazém do centro que me atenda bem e cobre barato do que em certos lugares - pois hoje é moda chamar qualquer lugar fino de boteco.
Os restaurantes vegetarianos chineses tem o melhor atendimento da cidade e a melhor comida.
Durante o dia, aqui na zona onde moro é pior, pois tudo é caro e super decorado. E você vê que mesmo pagando caro, entrando em verdadeiras mansões, o serviço deixa a desejar...]
 Café simples: água, açúcar e café... sem frescura por favor.

E hoje escrevo no blog só para elogiar um lugar onde fui muito bem atendida.
Foi na Clínica Miyabi - Corpo em Movimento. Fiz um tratamento estético, coisa que nunca fiz na vida, então, nada tinha de experiência.
Quem me atendeu foi a Margarete Ribeiro, já no telefone me explicou tudo, desde como chegar ao lugar.
O lugar é lindo, todo oriental, limpo demais, já na entrada um espaço com chás de todos os tipos, preto, mate, frutais, quente e gelado, chá e água, também bolachinhas e velas perfumadas, incenso e essas coisas, mas nada demais ou de menos...
Fiz um monte de coisas mesmo, a tarde toda e no final, quando achei que ia pagar os tubos, deu tudo oitenta pila! Eu nem pude crer! O lugar fica na Rua Campos Sales, 20. Super recomendado por mim!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Barney

A gente vai se acostumando... Nunca consigo acreditar, que num minuto estamos aqui, convivendo, bem ou mal. E no minuto seguinte não há mais vida, pelo menos essa vida a que estamos acostumados...

E hoje perdi um gato querido que aprendi a amar desde que o vi pela primeira vez. Lembro de sua carinha na porta do quarto, só a metade, me cuidando. Por ventura pensando, quem é aquela ali? E, com o tempo, fomos ficando amigos e fizemos muitas aventuras juntos...

O Barney, que um dia tentou mastigar a chuva que caía. Nunca vimos na vida coisa mais linda, o que ele fez.

Aqui faço um memorial, uma forma de homenagem virtual, ao nosso leãozinho Barney.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Limpeza espiritual para a chegada do ano novo!

1-Limpe a casa, remova tudo o que não serve mais. Não entulhe a casa de bagulhos.
2-Lembre de outras pessoas, doe artigos, comida e ajude alguém (sempre, não apenas no natal para impressionar a família).
3-Reserve um tempo para refletir sobre como foi o ano (e faça algo hoje mesmo, não espere a segunda feira nem o dia primeiro).
4-Não se alimente de animais e seus derivados. Respeite-os como indivíduos sencientes, ou como gostaria de ser respeitado. Espiritualidade contempla os animais sim! (porco, vaca, galinha e peru, não só cãozinho e gatinho) Se não está preocupado com os animais ou com a espiritualidade, pense na saúde do corpo e do planeta. (e se informe sobre isso).
5-Perfume a casa e sua vida. Ajude nas tarefas domésticas.
6-Não faça coisas só por que as propagandas induzem. Se não gosta de amigo secreto, se não curte família, fique à vontade.
7-Não seja mal educado nos centros comerciais, natal virou sinônimo de gente consumista, mal educada. Com licença e muito obrigada continuam valendo mesmo em dias de promoção e supermercado cheio.
8-Respeite a todos, incluindo a si mesmo. Cuide o que coloca para dentro do seu corpo através da alimentação, bebidas, conversas e companhias.
9-Estenda estas atitudes para o próximo ano. Faça isso todos os dias.
10- Durante o ano, procure fazer o bem. Se estiver triste, deprimido, verá que esta atitude será boa para voce e para o outro. Este outro pode ser um humano, mas pode ser também outros animais.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Parada livre LGBT - causas diferentes, objetivos em comum.

Ontem participamos da 14 Parada livre de Porto Alegre, um evento que reune pessoas de orientação homossexual, simpatizantes e um público imenso dos mais variados tipos em Porto Alegre.

A parada é um símbolo da alegria e irreverência do povo gay e afins, mas também é um sinal de protesto por asseguração de direitos e respeito.

Este ano eles afirmam que não têm o que comemorar, pedem para que aprovem o PLC 122, que considera homofobia um crime.

"Não temos uma lei neste país que garanta direitos aos homossexuais! Portanto, temos muito a lutar e pouco a festejar!" dizia um panfleto entregue ao público que assistia, e que muitos jogavam no chão sem a menor cerimônia.

É inadimissível que ainda seja negado alguns direitos básicos a estas pessoas. E espantoso que grupos religiosos se coloquem contra o projeto de criminalizar a homofobia, numa clara demonstração de discriminação e muitas vezes incitação ao ódio (como já assisti na TV aberta, em alguns programas religiosos).

Onde começa os direitos humanos não deveria terminar a "liberdade religiosa"? A mesma liberdade religiosa que assegura o sacrifício de animais. Lamentável.

É de se pensar que em pleno ano 2010, ainda temos de prestar contas sobre nosso corpo, nossa orientação sexual, nossa opção alimentar, como se estivéssemos comentendo crimes. Como se estivéssemos errados.
Ainda temos que ver pessoas penando em postos de atendimento de saúde, simplesmente pelo preconceito de serem diferentes do resto.

Quando atos de preconceito acontecem com travestis, lésbicas e gays não é apenas a liberdade deles que é cerceada, é a liberdade de todos nós. Pois ao permitir que reacionários e outros tipos de atrasados imperem com idéias perigosas, estamos minando o desenvolvimento de valores coletivos maiores e benéficos a todos.

Recentemente tem aparecido os grupos neo-nazistas do terceiro mundo (sim, não é piada! Existem grupos neo-nazistas aqui, no terceito mundo, palco das discriminações no passado por parte de outros países) estão aparecendo para ameaçar, intimidar e mostrar suas idéias distorcidas. Surgem sempre dos cafundós do interior, pixam as ruas de cidadezinhas do fim do mundo. Acham que assim estarão fazendo a honra de alguém que se estivesse vivo, lhes daria a costas e talvez os colocasse na mesma situação de discriminação. Não é curioso? Não é perverso? Que justamente aqui, onde a maioria maciça tem sangue mestiço, onde a diversidade de culturas e línguas é algo comum a praticamente todos, existam os tais grupos que odeiam negros, gays e outros?

A causa que grupos LGBT defendem é semelhante a causa que defendemos. Lutar por direitos animais, por direitos humanos é uma luta muitas vezes solitária, que começa aos poucos, como eles começaram. Sozinhos, sem ter com quem falar, foram aos poucos se organizando, conquistando avanços como em Portugal e Argentina, onde direitos civis como casamento já estão garantidos. Admiramos estes países, por que já estão a nossa frente com esta atitude.

Nós ainda não temos uma parada livre imensa, organizada e bonita como a deles. Quando fazemos protesto, manifestos, no máximo conseguimos uns poucos candidatos.

E ainda tem gente de outros grupos que dizem que para ajudar os animais não é preciso fazer nada. Criticam o ativismo justamente por que é eles quem não fazem nada, embora tenham meios para fazer muitas coisas. Projetam nos outros sua incapacidade e isso é um sintoma.
Nós estamos ainda sozinhos na causa animal por que somos poucos e desunidos, mais ou menos como foi o movimento feminista no começo...

Admiro muito e apóio como se fosse a minha causa a defesa dos direitos para LGBT. E na verdade é minha causa. Pois eu defendo e acredito nos direitos humanos, nos direitos animais e na justiça em primeiro lugar.



Vanguarda Abolicionista compareceu apoiando o evento.


Líder da liga nacional de lésbicas
diversas danças e shows
Foi entregue a uma escola da capital, um prêmio por trabalho feito sobre respeito a diversidade de  gênero.
adorei esta camiseta
cartaz: Somos todos HOMO sapiens.

Choveu, mesmo assim estava cheio...
Após parada no Entrebar para tomar Fruki de garrafa e comer pastel vegano.







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