Escrevo este artigo em homenagem ao Dia dos Direitos Humanos, que a gentalha nem sabe o que significa.
O deputado mais reaça do país afirmou mais uma vez "Jamais iria estuprar você, porque você não merece".
Ele sabe muito bem que as palavras que usa, provoca frenesi na gentalha que o venera, especialmente em certas mulheres que, infelizmente - ouvi da boca de algumas - o idolatram e acham que é isso aí! E manipula a horda muito bem, a manada cumpre seu papel direitinho: é a única coisa que sabe fazer.
Esse deputado é um covarde pois usa a imunidade parlamentar para agredir. Um tipo de agressão verbal como essa, fere fisicamente, e também mentalmente. Eu me sentiria fisicamente agredida, se ouvisse isso seguidamente, e ligaria para a polícia, se um cara me dissesse tal coisa. É passível de Maria da Penha, mas nada poderá ser feito.
Um militar, ligado a moralismos religiosos, ofende e denigre toda a mulher, quando se torna um estuprador e violador potencial.
Um sujeito que afirma publicamente que espancaria o próprio filho se descobrisse tendências homossexuais, é no mínimo, doente. Mas ele não se limita a isso, se exalta facilmente, mostrando uma personalidade violenta, um caráter perturbado. Aqui no Brasil, seu prêmio é ser eleito. Outros políticos do mesmo naipe tiveram a mesma sorte.
Quem é mais "homem", quem é mais "macho"?
Um homem que se descobre travesti, veste-se e descobre-se feminina e anda na rua à noite ou indo à Parada Gay, enfrentando o perigo, e, principalmente encarando todo o preconceito social, que começa com a mudança de nome e o respeito ao seu gênero? Uma travesti que afirma seu gênero feminino e luta todos os dias por esse direito, conhecendo toda a canalhice social, que lhe nega até atendimento básico de saúde e que sofre preconceito até mesmo das feministas?
Ou toda a turba de homenzinhos enrustidos, preconceituosos que ficam às escuras com seus delírios idiotas contra tudo e contra todos, que morrem de medo da morte, que morrem de medo do outro, especialmente da outra. Que não suportam uma mulher com opinião, que lê livros, ou uma mulher atéia, que goste de sexo? Militares, religiosos, toda a classe de gente que adora humilhar e tentar curar os homossexuais, como se fossem eles os doentes. Serão eles os doentes? Serão eles os viciados em sexo, ou os devassos? Não sei e isso não deveria interessar a ninguém.
Num dia em que duas notícias sobre abusos sexuais em recintos religiosos (e não são somente os católicos, senhores ingênuos), num dia em que um pedófilo resolve escrever um livro sobre os abusos que sofreu a vida inteira para esfregar na cara das pessoas que a imundície não está na bunda de um só, quem ainda acredita em alguma instituição, deve estar louco. Num dia em que um político eleito várias vezes pelos adoradores de farda, recebendo salário pago por mim e por ti, diz palavras violentas contra uma mulher que fez diversas ações para salvar crianças contra a pedofilia e que é conhecida pelo brilhante trabalho na área dos Direitos Humanos, nas ações contra o abuso infantil, e outros trabalhos humanitários, esta mulher tem nome, chama-se Maria do Rosário, só me resta o desprezo pelo povo medíocre que escolhe um representante que espelha fielmente a mente de boa parte da ralé machista e de mulheres coniventes submissas. E, deputado, pobre das crianças. Eu não tenho filhos (e estou espantada). Mas, de toda a gentalha que votou em você, quando você disse que espancaria seu filho e estupraria uma mulher, por certo alguma dessas pessoas, deve ter uma criança em casa que poderá vir a ser um homem ou uma mulher, "merecedora" - tanto de apanhar, quanto de ser estuprada (O).
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sábado, 13 de dezembro de 2014
O covarde que escolhe a mulher que vai estuprar, por merecimento
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
A moral cristã e a solidão das criançinhas
Parece que todos esqueceram ou desconhecem Jesus Cristo quando disse "vinde a mim as criancinhas".
E, especialmente no que se refere ao abuso e violência contra os animais, os mais frágeis estão representados na frase tocante "tive fome e não me deste de comer, tive sede e não me deste de beber".
A moral cristã numa sociedade que se diz laica, tem como consequência o preconceito em todas as esferas, e no final, os mais frágeis é que sofrem. Neste caso, as crianças.
Agora, a bancada religiosa quer mudar o conceito de família, excluindo a possibilidade de adoção para aqueles que não forem "homem e mulher - procriadores".
(Não há nada para se fazer de mais importante no Brasil não é mesmo?)
Ronaldo Fonseca (PROS-DF), relator do PL quer proibir a adoção por casais do mesmo sexo.
O direito de adoção por homossexuais foi reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça em votação unânime em abril de 2010.
Jean Wyllys, deputado federal, faz uma interessante declaração, que ouvi na Voz do Brasil, em primeira mão aliás, pois a Voz do Brasil que a mídia tenta combater sempre traz coisas que os outros veículos nem publicaram ainda, e que reproduzo aqui: "Esse é um projeto que reconhece apenas como família, aquelas formadas por homem, mulher e filho, desconsiderando os diferentes arranjos familiares que constituem a sociedade brasileira. Ele fere a constituição, o princípio do não preconceito e o da dignidade humana".
Eu e meu marido, não faríamos parte do conceito de família proposto pelo deputado Ronaldo Fonseca, já que somos um casal que não quer ter filhos.
Assista aqui:
Ora, há muito o conceito de família tradicional anda falido, e as pessoas buscam à sua maneira, viver em paz. Tudo o que uma criança precisa é de cuidados e carinho. Precisa de adoção, não de solidão.
O casal que não quer ter filhos é que é o estranho não? O ateu é que é o malvado não?
A sociedade certinha, essa sim, são os que fazem filhos e os abandonam, fisicamente ou psicologicamente.
E depois fazem leis para coibir a adoção.
Creem em tudo o que lhe enfiaram na garganta, nos mesmos livros e nos mesmos dogmas, e pior, acreditam cegamente, e não raro, erroneamente. Seguem distorcendo, à maneira que bem entendem, as leis ao seu critério, por purismo, por fé cega. Mesmo que, para tal, precisem passar por cima de pessoas frágeis.
É mais confortável ficar a vida inteira repetindo o que diz um livro, um dogma, e tentando convencer os outros de que essa é a única coisa que há para comer, do que pensar em alcançar a lucidez através da leitura e do pensamento.
Tentam empurrar outrem para suas casas, centros e epístolas, enganar por vezes, ludibriar, curar a doce loucura, a amargura dolorosa, porém autêntica, que remediada está.
Estão convictos que o outro também faz parte de seu sistema fechado e maravilhoso de enganação coletiva. Que pode fazer todo o sentido para seu grupo, mas não faz sentido algum para o grupo seguinte, e provoca riso no grupo posterior. E certamente, se existe o tal deus carrasco, deverá lhe provocar isso mesmo: asco.
Pois, francamente, e cá entre nós. Como admitir que mais e mais crianças sigam dormindo em albergues por toda sua vida até serem jogadas na rua, pois viram adultas e o sistema não lhes pode mais sustentar?
Como admitir que uma sociedade lhes fechem o cerco, diminuindo toda e qualquer possibilidade de afeto, só por que há um cu ou uma boceta em jogo, piscando vinte e quatro horas nas mentes de quem promove
leis homofóbicas?
Explicação torta, os tortos sempre as têm. Só que eu não me interesso por opiniões. O que me incomoda é que as crianças paguem o preço da má política focada em interesses para lá de pessoais, com a solidão e o esquecimento.
Como sempre.
E, especialmente no que se refere ao abuso e violência contra os animais, os mais frágeis estão representados na frase tocante "tive fome e não me deste de comer, tive sede e não me deste de beber".
Agora, a bancada religiosa quer mudar o conceito de família, excluindo a possibilidade de adoção para aqueles que não forem "homem e mulher - procriadores".
(Não há nada para se fazer de mais importante no Brasil não é mesmo?)
Ronaldo Fonseca (PROS-DF), relator do PL quer proibir a adoção por casais do mesmo sexo.
O direito de adoção por homossexuais foi reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça em votação unânime em abril de 2010.
Jean Wyllys, deputado federal, faz uma interessante declaração, que ouvi na Voz do Brasil, em primeira mão aliás, pois a Voz do Brasil que a mídia tenta combater sempre traz coisas que os outros veículos nem publicaram ainda, e que reproduzo aqui: "Esse é um projeto que reconhece apenas como família, aquelas formadas por homem, mulher e filho, desconsiderando os diferentes arranjos familiares que constituem a sociedade brasileira. Ele fere a constituição, o princípio do não preconceito e o da dignidade humana".
Eu e meu marido, não faríamos parte do conceito de família proposto pelo deputado Ronaldo Fonseca, já que somos um casal que não quer ter filhos.
Assista aqui:
Ora, há muito o conceito de família tradicional anda falido, e as pessoas buscam à sua maneira, viver em paz. Tudo o que uma criança precisa é de cuidados e carinho. Precisa de adoção, não de solidão.
O casal que não quer ter filhos é que é o estranho não? O ateu é que é o malvado não?
A sociedade certinha, essa sim, são os que fazem filhos e os abandonam, fisicamente ou psicologicamente.
E depois fazem leis para coibir a adoção.
Creem em tudo o que lhe enfiaram na garganta, nos mesmos livros e nos mesmos dogmas, e pior, acreditam cegamente, e não raro, erroneamente. Seguem distorcendo, à maneira que bem entendem, as leis ao seu critério, por purismo, por fé cega. Mesmo que, para tal, precisem passar por cima de pessoas frágeis.
É mais confortável ficar a vida inteira repetindo o que diz um livro, um dogma, e tentando convencer os outros de que essa é a única coisa que há para comer, do que pensar em alcançar a lucidez através da leitura e do pensamento.
Tentam empurrar outrem para suas casas, centros e epístolas, enganar por vezes, ludibriar, curar a doce loucura, a amargura dolorosa, porém autêntica, que remediada está.
Estão convictos que o outro também faz parte de seu sistema fechado e maravilhoso de enganação coletiva. Que pode fazer todo o sentido para seu grupo, mas não faz sentido algum para o grupo seguinte, e provoca riso no grupo posterior. E certamente, se existe o tal deus carrasco, deverá lhe provocar isso mesmo: asco.
Pois, francamente, e cá entre nós. Como admitir que mais e mais crianças sigam dormindo em albergues por toda sua vida até serem jogadas na rua, pois viram adultas e o sistema não lhes pode mais sustentar?
Como admitir que uma sociedade lhes fechem o cerco, diminuindo toda e qualquer possibilidade de afeto, só por que há um cu ou uma boceta em jogo, piscando vinte e quatro horas nas mentes de quem promove
leis homofóbicas?
Explicação torta, os tortos sempre as têm. Só que eu não me interesso por opiniões. O que me incomoda é que as crianças paguem o preço da má política focada em interesses para lá de pessoais, com a solidão e o esquecimento.
Como sempre.
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casais homossexuais,
crianças,
ele está na mão do carrasco,
Ellen Augusta,
Ellen Augusta Valer de Freitas,
família,
homoafetiva,
Jesus - ninguém te ouviu,
lástima,
orfanato
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Gordofobia e magrofobia - quando as palavras segregam
A solidariedade bate em um muro chamado dicionário.
Quando você sofre preconceito e quer ser solidária com outras mulheres, mas é segregada por elas, é discriminada por causa de detalhes, de ranços, teorias que saem do plano prático e beiram ao delírio. Para mim chega. Esses dias eu li numa postagem de alguém que magrofobia não existe. Abaixo os comentários eram debochados, perversos. Pensei: "Ih, acho que entrei no Clube da Luluzinha errado. Aqui é para gordas, eu não posso falar".
No post Eu também sou gorda, que você pode ler aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2013/10/eu-tambem-sou-gorda.html eu escrevo sobre o que passei na adolescência, e sobre como me identifico com o problema que muitas meninas passam hoje, a discriminação. Pelo visto, nada mudou. Continuo sendo a magra, discriminada. Não tenho direito de abrir minha boca. Parece que magra não pode falar.
Nesta outra postagem, falo sobre as dietas: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/08/gordofofia-se-combate-com-sabedoria.html
Sobre os problemas com a baixa auto estima, que não é exclusividade só de alguns tipos físicos escolhidos por deus, você pode ler aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/06/alta-e-baixa-estima.html.
Quando um segmento feminino toma para si os problemas do mundo e acha que ninguém mais tem o direito de tê-los, a coisa torna-se complicada.
Só as gordas sofrem? Homem não pode ter o direito de se aliar às mulheres? Ou seja, o 'inimigo' deverá ser eternamente o inimigo. As magras, estão condenadas a serem as 'eleitas', mesmo sofrendo em silêncio.
Quem nunca leu um livro feminista não sabe que não é bem assim. Naomi Wolf, antes de inventarem o Facebook, já incluía as magras no sistema de exploração da beleza.
Eu estou, no momento, lendo só as feministas veganas. Não acredito em tudo o que vejo, nem em tudo o que está escrito.
Já conheci feminista com preconceito contra as travestis! Que idiota. Minorias contra minorias...
Magrofobia, gordofobia e outros termos (recentes) do gênero:
Algumas feministas dizem que não existe o termo magrofobia. Talvez não exista porque alguém chegou [antes] e deu um nome para algo mais evidente dentro da sociedade de consumo atual, que valoriza a magra bonita, mas não a magra feia e, para o resto, deu o nome de bullying.
Então você ignora que exista magrofobia? O que dizer então sobre o bullying contra crianças magras por exemplo, que foi o que eu sofri a infância inteira e adolescência? Vamos fingir que isso não existiu e não existe mais, só por que sua dor é mais importante?
Na escola, muitas formas de discriminação são praticadas hoje, contra meninas gordas e magras. Palavras novas, como tais, ainda precisam ser pensadas. Vamos deixar os meninos de lado? A infância precisa ser dividida?
Na minha época, havia preconceito na escola contra as magras, pois o padrão de beleza era ligeiramente diferente. Existia sim, o culto à beleza 'magra' em alguns setores sociais, mas existia um culto à beleza curvilínea. As 'secas' como eu, eram ridicularizadas. Eu era uma criança, e já sofria isso.
E, se um segmento não quer compartilhar a dor com ninguém, algo está errado.
E aí parece que a 'magra' precisa ser excluída, o 'homem' precisa ser execrado.
Puxa, eu sei bem o que sofri, quis ser solidária com uma feminista que estava escrevendo sobre o fato de ser gorda, mas não fui 'aceita'. Pois parece que não existe sofrimento no mundo das magras.
Que torpe isso.
É por essa razão que a mulher continua sendo dividida para ser explorada, assim como toda a mercadoria a ser manipulada pelo sistema que os 'libertários' querem combater com "palavras", "termos", mas não com união e sabedoria.
Eu não pertenço a nada - o título feminista ali em cima do blog é para provocar algumas feministas que sempre me olham na rua de cima a baixo, e ficam procurando na minha roupa, cabelo e corpo, algo para me enquadrar, e também para provocar o povo de direita que fica puto da vida com minhas ideias -
Quando assisto de longe essa situação, essas mulheres cumprindo estereótipos, brigando entre si, e me corrigindo toda a vez que eu vou falar algo, desabafar, ser solidária, manifestar meu feminismo natural e justo, eu vejo, nitidamente, como nos tempos de colégio, os velhos grupos de meninas divididos entre si.
As gordas contra as magras, brigando por causa de meninos, por causa de comida, por causa de inveja, por causa de notas ou atenção de professores. Eu vejo apenas mudados os ambientes, mas a mesma infantilidade, nesse ar de reprovação, de negação, em que as mulheres se reprovam umas às outras.
O uso exagerado de palavras inventadas não me convence pois separam, provocam o mesmo efeito que querem combater.
Palavras novas não me convencem, quando as atitudes de segregação, ainda são as mesmas. É o velho jogo de meninas.
Não me interessa saber sobre as origens das palavras, dos termos, pois simplesmente detesto apegos ao dicionário, polícia das palavras, vigia dos vocábulos, colocar o X ali ou acolá me parece neura ou TOC. Acho ridículo alguém ir buscar nas grades de sua cela a liberdade, e querer usar os cadeados como peças de libertação. Me cansa ver alguém mudando as palavras de lugar o tempo todo, como se isso fosse garantia de alguma liberdade, e não apenas um teatro de sua inutilidade frente a um mundo opressor, que ri de tudo isso. O dicionário, assim como qualquer tipo de controlador da linguagem ou do que quer que seja, é um objeto repressor tão forte quanto qualquer outro, e é apenas mais um, controlador!
No post Eu também sou gorda, que você pode ler aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2013/10/eu-tambem-sou-gorda.html eu escrevo sobre o que passei na adolescência, e sobre como me identifico com o problema que muitas meninas passam hoje, a discriminação. Pelo visto, nada mudou. Continuo sendo a magra, discriminada. Não tenho direito de abrir minha boca. Parece que magra não pode falar.
Nesta outra postagem, falo sobre as dietas: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/08/gordofofia-se-combate-com-sabedoria.html
Sobre os problemas com a baixa auto estima, que não é exclusividade só de alguns tipos físicos escolhidos por deus, você pode ler aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/06/alta-e-baixa-estima.html.
Quando um segmento feminino toma para si os problemas do mundo e acha que ninguém mais tem o direito de tê-los, a coisa torna-se complicada.
Só as gordas sofrem? Homem não pode ter o direito de se aliar às mulheres? Ou seja, o 'inimigo' deverá ser eternamente o inimigo. As magras, estão condenadas a serem as 'eleitas', mesmo sofrendo em silêncio.
Quem nunca leu um livro feminista não sabe que não é bem assim. Naomi Wolf, antes de inventarem o Facebook, já incluía as magras no sistema de exploração da beleza.
Eu estou, no momento, lendo só as feministas veganas. Não acredito em tudo o que vejo, nem em tudo o que está escrito.
Já conheci feminista com preconceito contra as travestis! Que idiota. Minorias contra minorias...
Magrofobia, gordofobia e outros termos (recentes) do gênero:
Algumas feministas dizem que não existe o termo magrofobia. Talvez não exista porque alguém chegou [antes] e deu um nome para algo mais evidente dentro da sociedade de consumo atual, que valoriza a magra bonita, mas não a magra feia e, para o resto, deu o nome de bullying.
Então você ignora que exista magrofobia? O que dizer então sobre o bullying contra crianças magras por exemplo, que foi o que eu sofri a infância inteira e adolescência? Vamos fingir que isso não existiu e não existe mais, só por que sua dor é mais importante?
Na escola, muitas formas de discriminação são praticadas hoje, contra meninas gordas e magras. Palavras novas, como tais, ainda precisam ser pensadas. Vamos deixar os meninos de lado? A infância precisa ser dividida?
Na minha época, havia preconceito na escola contra as magras, pois o padrão de beleza era ligeiramente diferente. Existia sim, o culto à beleza 'magra' em alguns setores sociais, mas existia um culto à beleza curvilínea. As 'secas' como eu, eram ridicularizadas. Eu era uma criança, e já sofria isso.
E, se um segmento não quer compartilhar a dor com ninguém, algo está errado.
E aí parece que a 'magra' precisa ser excluída, o 'homem' precisa ser execrado.
Puxa, eu sei bem o que sofri, quis ser solidária com uma feminista que estava escrevendo sobre o fato de ser gorda, mas não fui 'aceita'. Pois parece que não existe sofrimento no mundo das magras.
Que torpe isso.
É por essa razão que a mulher continua sendo dividida para ser explorada, assim como toda a mercadoria a ser manipulada pelo sistema que os 'libertários' querem combater com "palavras", "termos", mas não com união e sabedoria.
Eu não pertenço a nada - o título feminista ali em cima do blog é para provocar algumas feministas que sempre me olham na rua de cima a baixo, e ficam procurando na minha roupa, cabelo e corpo, algo para me enquadrar, e também para provocar o povo de direita que fica puto da vida com minhas ideias -
Quando assisto de longe essa situação, essas mulheres cumprindo estereótipos, brigando entre si, e me corrigindo toda a vez que eu vou falar algo, desabafar, ser solidária, manifestar meu feminismo natural e justo, eu vejo, nitidamente, como nos tempos de colégio, os velhos grupos de meninas divididos entre si.
As gordas contra as magras, brigando por causa de meninos, por causa de comida, por causa de inveja, por causa de notas ou atenção de professores. Eu vejo apenas mudados os ambientes, mas a mesma infantilidade, nesse ar de reprovação, de negação, em que as mulheres se reprovam umas às outras.
O uso exagerado de palavras inventadas não me convence pois separam, provocam o mesmo efeito que querem combater.
Palavras novas não me convencem, quando as atitudes de segregação, ainda são as mesmas. É o velho jogo de meninas.
Não me interessa saber sobre as origens das palavras, dos termos, pois simplesmente detesto apegos ao dicionário, polícia das palavras, vigia dos vocábulos, colocar o X ali ou acolá me parece neura ou TOC. Acho ridículo alguém ir buscar nas grades de sua cela a liberdade, e querer usar os cadeados como peças de libertação. Me cansa ver alguém mudando as palavras de lugar o tempo todo, como se isso fosse garantia de alguma liberdade, e não apenas um teatro de sua inutilidade frente a um mundo opressor, que ri de tudo isso. O dicionário, assim como qualquer tipo de controlador da linguagem ou do que quer que seja, é um objeto repressor tão forte quanto qualquer outro, e é apenas mais um, controlador!
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sábado, 11 de outubro de 2014
Por que existe o Dia das Meninas
Hoje é o Dia da Menina
Descobri por acaso, fazendo minhas leituras, por aí.
O comércio, e as pessoas, deliram com o dia das crianças. Sem qualquer critério. Eu penso que toda criança merece presentes e mais que tudo, afeto. Mas isso nada tem a ver com o ilusionismo que ocorre nesta data.
Acontece um egocentrismo sem limites, uma falta de percepção. Cada um por si. E isso quando as próprias crianças não são esquecidas. Irmão contra irmão, parentes chatos, funções inúteis, paparicos deseducantes, segregações entre crianças, só para dar alguns exemplos.
Já fui criança e tive infância, e sei a diferença entre o que é bom e o que é ruim. E posso falar sobre infância com toda a autoridade.
Sim, pois não pense que só quem é mãe, pai, ou seja lá que profissão especialista em crianças, pode falar sobre infância. É preconceito querer tornar sectária a experiência. E Não me refiro a questões técnicas. Falo do povo que quer monopolizar o assunto, proibindo os outros de ajudar. Tipo, homem não poder participar do feminismo.
Esqueceram o dia das meninas. E foi preciso criar este dia, pode crer.
Elas são 'dadas' em casamento, são obrigadas a se casar com animais (vide religiões orientais e indianas, para quem ainda 'mistifica' essas coisas), são prostituídas, são escravas do lar, trabalham na rua, são abusadas sexualmente são, como as mulheres em geral, submetidas ao machismo. A lista é longa e acontece também com meninos. Mas até nisso as meninas perdem. Mães tendem a preferir meninos. (não inventei nada, pergunte ao Freud, ele costuma explicar tudo) E daí existe uma série de meninas obrigadas a trabalhar, serem esquecidas, abortadas, a sofrerem violência doméstica, abandono, etc. Meu texto, que você pode ler aqui: A filha camareira, o filho hóspede, revela todo meu asco a esse tipo de preferência, que mostra mães imaturas, machistas, que parecem ter filhos apenas para satisfazer desejos egoístas, narcisistas.
Lembre das meninas neste dia. E se você foi uma menina. Parabéns por ter sobrevivido neste mundo, pintado por Renato Russo, nesta homenagem feita pela Vanguarda Abolicionista.
Descobri por acaso, fazendo minhas leituras, por aí.
O comércio, e as pessoas, deliram com o dia das crianças. Sem qualquer critério. Eu penso que toda criança merece presentes e mais que tudo, afeto. Mas isso nada tem a ver com o ilusionismo que ocorre nesta data.
Acontece um egocentrismo sem limites, uma falta de percepção. Cada um por si. E isso quando as próprias crianças não são esquecidas. Irmão contra irmão, parentes chatos, funções inúteis, paparicos deseducantes, segregações entre crianças, só para dar alguns exemplos.
Já fui criança e tive infância, e sei a diferença entre o que é bom e o que é ruim. E posso falar sobre infância com toda a autoridade.
Sim, pois não pense que só quem é mãe, pai, ou seja lá que profissão especialista em crianças, pode falar sobre infância. É preconceito querer tornar sectária a experiência. E Não me refiro a questões técnicas. Falo do povo que quer monopolizar o assunto, proibindo os outros de ajudar. Tipo, homem não poder participar do feminismo.
Esqueceram o dia das meninas. E foi preciso criar este dia, pode crer.
Elas são 'dadas' em casamento, são obrigadas a se casar com animais (vide religiões orientais e indianas, para quem ainda 'mistifica' essas coisas), são prostituídas, são escravas do lar, trabalham na rua, são abusadas sexualmente são, como as mulheres em geral, submetidas ao machismo. A lista é longa e acontece também com meninos. Mas até nisso as meninas perdem. Mães tendem a preferir meninos. (não inventei nada, pergunte ao Freud, ele costuma explicar tudo) E daí existe uma série de meninas obrigadas a trabalhar, serem esquecidas, abortadas, a sofrerem violência doméstica, abandono, etc. Meu texto, que você pode ler aqui: A filha camareira, o filho hóspede, revela todo meu asco a esse tipo de preferência, que mostra mães imaturas, machistas, que parecem ter filhos apenas para satisfazer desejos egoístas, narcisistas.
Lembre das meninas neste dia. E se você foi uma menina. Parabéns por ter sobrevivido neste mundo, pintado por Renato Russo, nesta homenagem feita pela Vanguarda Abolicionista.
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sexta-feira, 7 de março de 2014
As duas crianças
São os dois chinesinhos do restaurante.
Um menino e uma menina.
Eles são irmaozinhos e brincam, correm o tempo todo.
Falam duas línguas, brincam com celular, veem desenhos orientais. São muito inteligentes.
Hoje a menina se machucou e veio chorando e o menino foi consolá-la e assoprou o joelhinho dela.
Não pretendo ter filhos e não compactuo com essa infantilidade que a grande maioria das mulheres tem para com as crianças, tratando-as como bonecas. Esses dias, numa sala de espera, uma dessas revistas detestáveis estampava na capa uma dessas 'mães' com uma criança que exibia como se fosse o mais novo copo de cristal, ou cachorrinho comprado, o qual também sou contra, por que é o mesmo comércio de comprar 'objetos decorativos'... Ela estampava a criança, tirava fotos do bebê de alguns dias com chapéus ridículos, de perninhas abertas, etc... Depois mais à frente uma outra tinha um filho especial que exibia também da mesma maneira e já planejava outra gravidez arriscada, como se fosse mais uma brincadeira, sem se dar conta de que milhões de pessoas leem essas informações.
Por isso aqui no blog quase nunca tem assuntos relacionados à crianças. Mas isso não significa que não as gosto. Esses dois amiguinhos eu sempre vejo no restaurante quando vou almoçar e adoro-os.
Acredito que o instinto materno é algo que uma mulher pode ter independente de ser mãe ou não. E sou muito bem resolvida com relação a isso. Mas tem mulher que não é, mesmo sendo mãe, por isso vem encher o meu saco, mas aqui não, minha filha. Vá resolver seus conflitos com seu terapeuta. A doçura da infância é pura poesia, não deve jamais ser maculada por delírios de pessoas mal resolvidas.
Quando vejo uma injustiça sendo cometida contra uma criança jamais fico quieta ou indiferente. E não sou imatura com relação ao mundo infantil. Quem tem que ser criança são as crianças, não os adultos.
Mas eu me permito muito ser criança quando estou pertinho destes chinesinhos adoráveis.
Um menino e uma menina.
Eles são irmaozinhos e brincam, correm o tempo todo.
Falam duas línguas, brincam com celular, veem desenhos orientais. São muito inteligentes.
Hoje a menina se machucou e veio chorando e o menino foi consolá-la e assoprou o joelhinho dela.
Não pretendo ter filhos e não compactuo com essa infantilidade que a grande maioria das mulheres tem para com as crianças, tratando-as como bonecas. Esses dias, numa sala de espera, uma dessas revistas detestáveis estampava na capa uma dessas 'mães' com uma criança que exibia como se fosse o mais novo copo de cristal, ou cachorrinho comprado, o qual também sou contra, por que é o mesmo comércio de comprar 'objetos decorativos'... Ela estampava a criança, tirava fotos do bebê de alguns dias com chapéus ridículos, de perninhas abertas, etc... Depois mais à frente uma outra tinha um filho especial que exibia também da mesma maneira e já planejava outra gravidez arriscada, como se fosse mais uma brincadeira, sem se dar conta de que milhões de pessoas leem essas informações.
Por isso aqui no blog quase nunca tem assuntos relacionados à crianças. Mas isso não significa que não as gosto. Esses dois amiguinhos eu sempre vejo no restaurante quando vou almoçar e adoro-os.
Acredito que o instinto materno é algo que uma mulher pode ter independente de ser mãe ou não. E sou muito bem resolvida com relação a isso. Mas tem mulher que não é, mesmo sendo mãe, por isso vem encher o meu saco, mas aqui não, minha filha. Vá resolver seus conflitos com seu terapeuta. A doçura da infância é pura poesia, não deve jamais ser maculada por delírios de pessoas mal resolvidas.
Quando vejo uma injustiça sendo cometida contra uma criança jamais fico quieta ou indiferente. E não sou imatura com relação ao mundo infantil. Quem tem que ser criança são as crianças, não os adultos.
Mas eu me permito muito ser criança quando estou pertinho destes chinesinhos adoráveis.
sugestões
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Um presente de aniversário - Uma festa do Chaves
No sábado eu ganhei um aniversário. Posso dizer que foi o primeiro aniversário da minha vida, por um monte de motivos.
Não que outros não tenham sido aniversários. Não que meus pais não tenham tido boa intenção algumas vezes, mas todos nós sabemos que viver é foda... e que a infância não é lá grande coisa para muita gente...
Pois meus amigos fizeram essa surpresa e o melhor, era uma festinha do Chaves!!!! Quando vi o cartaz do Chaves, fiquei com as pernas moles, toda emocionada! Tinha fotos da turma do Chaves por toda a casa, com mil enfeites e coisas lindas, todo mundo com fantasias, balões, e tive direito a bolo do Chaves, velinhas do Chaves e presentes!!!!! Quem quiser pode assistir abaixo o vídeo
Aqui está um episódio sobre o aniversário do Seu Madruga, que andava deprimido no dia do seu aniver. Agradeço de todo o coração a meus amigos queridos que se propuseram a preparar com todo o carinho essa surpresa tão agradável, que nunca esquecerei!
Uma festa de aniversario é importante para uma criança, mas o que considero ainda de maior importância é o afeto. O mais importante é o afeto, o carinho e a atenção. Isso nunca pode faltar às crianças. Dentro de mim existe uma criança e ela é muito triste ainda, talvez jamais se saberá o porquê, mas farei sempre o possível para que outras crianças tenham sempre um pouco de atenção, um pouco de dignidade e justiça. Que todas elas tenham uma festinha do Chaves como eu tive. MIl beijos amigos do coração.
Este episódio de 1981 vale a pena assistir pois há as canções joven aún e el ruído, feitas mais para as crianças... lembrando sempre que a idade não tem nada a ver com a aparência, já diz o Dr Chapatin...
Não que outros não tenham sido aniversários. Não que meus pais não tenham tido boa intenção algumas vezes, mas todos nós sabemos que viver é foda... e que a infância não é lá grande coisa para muita gente...
Pois meus amigos fizeram essa surpresa e o melhor, era uma festinha do Chaves!!!! Quando vi o cartaz do Chaves, fiquei com as pernas moles, toda emocionada! Tinha fotos da turma do Chaves por toda a casa, com mil enfeites e coisas lindas, todo mundo com fantasias, balões, e tive direito a bolo do Chaves, velinhas do Chaves e presentes!!!!! Quem quiser pode assistir abaixo o vídeo
Aqui está um episódio sobre o aniversário do Seu Madruga, que andava deprimido no dia do seu aniver. Agradeço de todo o coração a meus amigos queridos que se propuseram a preparar com todo o carinho essa surpresa tão agradável, que nunca esquecerei!
Uma festa de aniversario é importante para uma criança, mas o que considero ainda de maior importância é o afeto. O mais importante é o afeto, o carinho e a atenção. Isso nunca pode faltar às crianças. Dentro de mim existe uma criança e ela é muito triste ainda, talvez jamais se saberá o porquê, mas farei sempre o possível para que outras crianças tenham sempre um pouco de atenção, um pouco de dignidade e justiça. Que todas elas tenham uma festinha do Chaves como eu tive. MIl beijos amigos do coração.
Este episódio de 1981 vale a pena assistir pois há as canções joven aún e el ruído, feitas mais para as crianças... lembrando sempre que a idade não tem nada a ver com a aparência, já diz o Dr Chapatin...
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quinta-feira, 9 de maio de 2013
Adote o Chaves - Fundação Chespirito ajuda crianças carentes
Comprei umas balinhas muito fofas do Chaves, e também pirulitos, que nos episódios do Chaves chamam de 'paletas'...
Todos estes produtos tem o selo 'Adote o Chaves', que é da Fundación Chespirito e toda a renda arrecadada vai para crianças pobres. Conheci o site da fundação e me apaixonei!
Os pirulitos do Chaves...
Baleiros onde guardo os doces...
As balinhas do Chaves...
Todas as balas e pirulitos são veganos, não possuem nenhum ingrediente de origem animal e não possuem traços..
Conheça e se emocione como eu.
Todos estes produtos tem o selo 'Adote o Chaves', que é da Fundación Chespirito e toda a renda arrecadada vai para crianças pobres. Conheci o site da fundação e me apaixonei!
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| Foto que abre o site - Chespirito com as crianças |
Baleiros onde guardo os doces...
As balinhas do Chaves...
Todas as balas e pirulitos são veganos, não possuem nenhum ingrediente de origem animal e não possuem traços..
Conheça e se emocione como eu.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
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