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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Educação medíocre e educação vegana, quem vencerá?

Enquanto trabalhei como professora, falei abertamente sobre veganismo para meus alunos, adultos e adolescentes. Agora cansei e dei uma parada. Mas vou voltar, quando estiver afim, e vamos ver qual é!
Considero obrigação do biólogo e dos professores de qualquer área, informar sobre os impactos da criação de animais para consumo e as implicações éticas dessa merda que as pessoas fazem com estes seres, que não são nossa propriedade.
Nunca fui questionada pelos meus diretores. Sim, havia professores invejosos, ficava sabendo das fofocas. Sim, faziam cara feia. Havia alunos que não gostavam. Ninguém nunca está satisfeito, bem vindo ao mundo. Nem ligava para isso, na verdade me divertia com isso. Adoro. Mas eu recebia elogios pelo meu trabalho. Tenho certeza de que foi um bom trabalho.
Mas, hoje, o veganismo está crescendo. E os educadores veganos, estão começando a incomodar.

Um professor vegano foi proibido de lecionar por três anos em Minas Gerais, por ensinar sobre direitos animais em sala de aula.
Já escrevi crônicas e ensaio participando de livros com ele. É um professor de Filosofia admirável, desses que gostaria de ter. Ele chama-se Leon Denis: Aqui estão seus artigos sobre educação

Pois das aulas de Filosofia que tive no meu Segundo Grau, não me lembro de nada. Perdão, professores que tive, mas, se estiverem lendo este blog, é isso mesmo. Fui ler filosofia depois, e com os podres ou os bons, os escritores obscuros e os alternativos que escrevem do jeito que querem e como querem.

Hoje, ser bom professor na opinião dessa gentinha, é cumprir o papel. É falar do mesmo, é ser como sempre foi. Desde o tempo em que eu estudava no colégio e faculdade, nada mudou. Aqueles professores idiotas que tive, que não sabiam a diferença entre eu, que era inteligente (e hoje sou mais, bem mais inteligente que naquela época), e a nulidade ao meu lado. Um ou dois professores bons que tive tinham que se cuidar para não serem expulsos da escola. E no Primeiro Grau tive um professor que foi expulso da escola porque estava entre um monte de mulheres (professorinhas de merda) que não estavam habituadas a conviver com um professor, ou seja, por ele ser homem. Pode crer, eu vivi para ver isso. E nem entro em detalhes aqui, pois hoje mais adulta, sei que só pode ser por isso e, quero que aquela gente se exploda.

Enquanto lecionei nas escolas e projetos com adultos e adolescentes passei documentários como Terráqueos, A carne é fraca, Não Matarás, e fiz trabalhos com meus alunos, chamei palestrantes de grupos ativistas, tudo quanto fosse didático e pudesse chamar a atenção para um conteúdo atual e necessário para o conhecimento dos alunos. E isso não agride ninguém. Ao contrário, muito interesse surgiu.

O professor Leon Denis, como filósofo, questiona e ensina os alunos a  olhar o mundo que gira em torno de valores sexistas, opressores e violentos. Essa sociedade, banhada em sangue, precisa se manter como está, e cala a boca de quem a questiona. Tudo pelo prazer de comer a carne morta com dor, da conivência com a violência institucionalizada, que começa em casa.

Para ver lixos violentos, sexistas ou pornográficos na TV e no celular todo mundo tem capacidade e acha o máximo, mas para ver um vídeo sobre a realidade que enfia na boca e ajuda a financiar, aí fica nervoso, fragilizado? Não. Esses materiais e outros são recursos pedagógicos, usado na dose certa, no momento certo, para a faixa etária correspondente. Não estamos lidando com retardados. E somos bons professores.

Justamente na Filosofia, onde deveria ser o local onde os alunos aprendem a questionar a vida, a ver a verdade sobre as coisas, essas pessoas, pais alienados, sociedade idiotizante, querem silenciar.

Existem diversos tipos de censura no Brasil, algumas vem de cima, outras estão bem aqui, dentro de cada uma dessas pessoas, ao redor de todos nós.

Leia a matéria completa sobre o que aconteceu aqui

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Seu Madruga professor e o educador que todos nós somos

Os tipos de professores que somos
Quem não gostaria de ter um profE como o Seu Magruga, neste episódio?


Don Ramón mostra toda sua experiência de vida, sua malandragem, e seu saber, nos poucos minutos de aula, enquanto o professor Girafales precisa sair.
Porém o professor Linguiça tem seu método de aula e eu não considero enfadonho. É apenas seu jeito.

Não acho que um professor deva ser um show, um apresentador. Isso acabou virando moda por causa dos cursinhos de pré-vestibular.
Eu não aprendi nada com esses cursinhos. Só vi palhaços na minha frente. Não considero bom professor, o sujeito que vive cheio de sorrisos, ou o simpaticão, ou a amigona. Nao! Ao contrário. A vida já me ensinou muito bem que quem vive de sorrisos nem sempre está verdadeiramente feliz.
O bom professor é autêntico. Ele é o que é. Não dá nada de graça e nos ensina a buscar. E se não conseguimos, nos auxilia, empresta sua mão.
Por isso este episódio é tão sensível. Os dois professores estão aí, para alunos torpes, um é o clássico, o outro é o simplório. Chaves não tem os pais para levá-lo até a sala de aula.

E Chespirito tem alma para criticar como é idiota esse cartesianismo escolar, que obriga, todo dia das mães, todo dia dos pais, todo dia santo, enquadrar crianças que não tem mãe, não tem pai, não tem crença, nestes moldes cretinos. E lá vai Chavito, sozinho, com fome, sem incentivo de ninguém, estudar. Quem? nunca? esteve no lugar? E se você estudou sempre em escolas douradas, acorde para a realidade de países da América Latina, onde se lê mais que no Brasil, e há crianças pobres, com fome e dificuldades. As escolas públicas podem ter lá suas dificuldades, mas nem sempre são tão horríveis como costuma pensar a classe média. Existem sim, bons professores, bons projetos, livros, empolgação e cultura nestes lugares. Eu sempre estudei em escolas públicas. Tenho sim más lembranças de professores medíocres, ok. Nada que depois não tenha encontrado no particular aos montes. Mas ali, no ambiente público, encontrei preciosos mestres, muito conteúdo, livros, bibliotecas e gente disposta também. Comi merenda, não tinha vergonha. E tinha proteína de soja. Ninguém sabia o que era. E não tinha frescura. Então, para quem é pobre, não fique naquela tristeza de não poder pagar uma escola particular. Entre numa escola pública e participe dela. Existe gente boa por lá.

Para meus leitores, para nós professores, e para todos nós eternos alunos, deixo estes episódios do Chaves, em Espanhol, que é para treinar outro idioma. Depois façam o exercício do pensar e lembrem de seus professores, todos nós temos alguns, dentro do coração.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Se essa rua fosse minha - a estante pública estava viva

revista encontrada no lixo, a poucos metros da estante demolida
A educação brasileira falhou em não ensinar a compartilhar e a entender o conceito de público.

Hoje fui fazer minhas caminhadas e levar livros e materiais na estante pública, que encontro pelo caminho. Ela é uma das últimas que havia restado em Porto Alegre.
Mas, hoje eu encontrei isso. Ela foi demolida e em seu lugar foi construída uma parada de metal.
A minha estante, a sua e nossa estante morreu. Mas isso doeu mais em mim. Pois sei que boa parte dos vizinhos nem abriu a janela para ver o que aconteceu. Muitos estavam mesmo era preocupados com o fato de aquela árvore ser uma ameaça para a sagrada família que habita o lar de cada um. A parada de ônibus estava a meses sem lixeira, e ninguém ligou para pedir uma. Estranho... será que eu moro em outro país? Na frente da sua casa não tem lixeira pública e você não faz nada?
Eu levava uma sacola e juntava o lixo jogado na estante e levava nas lixeiras particulares (que ficam nas calçadas - públicas)...
Para aqueles que acham que penso mais nos livros que na árvore: Sim, acertaram. Gostaria de lembrar que há milhares de velhas árvores na cidade. Pobres, caem ou são obrigadas a cair por causa de um vizinho chato, ou por causa dessas chuvas fortes. Eu sempre liguei para pedir a reposição dessas Senhoras Gertrudes e sempre me atenderam em todas as vezes. E entendo disso porque sou da área. Me formei em Biologia e Botânica é meu forte.
A estante morta é um sintoma. Que neste país, as pessoas querem apenas VER. Mas ver de uma forma idiota. Ver o que não interessa. Ver sem entender, ver sem interpretar. Sem fazer uma leitura das coisas. Leitura, não é somente ler livros. Mas para quê explicar algo que neste país nem é ensinado em muitas escolas?
Um país dominado pela Televisão, por poucas famílias que dominam toda a comunicação em rádio de TV.
Na Internet, as pessoas acessam sempre o mesmo recurso. Não lembram mais o que é navegar. Você fala de um site, de uma leitura e a pessoa pergunta se tem ali, na mesma rede de sempre. Internet já virou sinônimo de rede social. Igual a TV. #medo.
Toda a América Latina lê muito mais que o nosso país.
Minha cidade tem essa característica: vizinhos que jamais abrem as janelas, não falam uns com os outros, não compartilham nada. Essa pose de superioridade, é falsa e está escancarada, dá vontade de rir.
Mais tarde, na velhice, os que agora estão com o nariz empinado, viram poços de carência, pois não amadureceram para a amizade.
Eu fiz amizade com uma pessoa no supermercado, ela perguntou o que era minha sacola. Contei a história da estante. Dei parte dos livros para ela.
Como aquela rua não é minha, cada um tem o lugar que merece. Na frente da minha casa tem a árvore que eu pedi para ser plantada e cuido. Eu estou doando toda a minha biblioteca. Já comecei a doar parte do material que tenho em inglês para um projeto de inglês nas favelas. O material sobre direitos humanos já tem rumo, vai para o MJDH. Sempre faço doações regularmente pois recebo muitos materiais do exterior e daqui também por conta de ser professora.
E vou seguindo com a estante pública.
Da minha estante particular, para os outros.
Esta foto mostra bem o padrão portoalegrense. Conheci uma pessoa que leu livros na estante, que deixou material lá e adorou a ideia. Conheci projetos semelhantes, conheci gente diferente desse padrão.
A atitude mais subversiva consiste em ser idealista, eu acredito no panfletário, nesta minoria com poder de maioria. A estante foi derrubada, porque a maioria  não se interessou por ela, mas nas ruas, a arte urbana tem muito a dizer. O desinteresse é muitas vezes uma inabilidade em saber o que fazer. Muita gente descia do ônibus, via a estante e nem sabia o que era. Eu explicava, as pessoas ficavam meio envergonhadas. Falhou a educação, as pessoas tem medo do público. O espaço público, para elas, pertence ao prefeito. A culpa é da presidente, o prefeito vai pagar, etc... é por isso que as pessoas torcem para o time, mas no outro dia esquecem do país.
Ellen Augusta

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Uma aula diferente - para saber de verdade o que é Justiça e para que servem as leis

O professor chegou e antes que alguém falasse algo, expulsou um aluno sentado na primeira fila...


  Primeiro dia de aula, o professor de 'introdução ao direito' entrou na sala e a primeira coisa que fez foi
perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
        _Qual é o seu nome?
        _Chamo-me Nelson, senhor.
        _Saia de minha aula e não volte nunca mais! _ gritou o desagradável professor.
         Nelson ficou desconcentrado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas 
e saiu da sala.
        Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada.
        _ Agora sim! _ vamos começar. Para que servem as leis? Perguntou o professor. Os alunos assustados ainda, ficaram quietos, porém pouco a pouca e timidamente começaram a responder à sua pergunta.
        _ Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
        _ Não! respondeu o professor.
        _ Para cumpri-las.
        _ Não!
        _ Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
        _ Não! Será que ninguém consegue responder essa pergunta básica?!
        _ Para que haja justiça _ falou timidamente uma garota.
        _ Até que enfim! _ exclamou o brabo professor. É isso , para que haja justiça. E agora para que serve a justiça?
      Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira daquele professor desconhecido, ainda mais que era a sua primeira aula. Porém seguíamos respondendo:
        _ Para salvaguardar os direitos humanos...
        _ Bem, que mais? _ Perguntou o professor.
        _ para diferenciar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem..
        _ Bom, não está mal, porém respondam a esta pergunta: "Agi corretamente ao expulsar Nelson
 da sala de aula?"
        Todos ficaram calados, ninguém respondeu.
        _ Quero uma resposta decidida e unânime!
        _ Não! _ responderam todos de uma só voz.
        _ Poderiam dizer que cometi uma injustiça?
        _ Sim!
        _ E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos de vontade necessárias para praticá-las e exigir que a pratiquem? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar  uma injustiça. Todos. A omissão  é tão grave quanto a injustiça. Não voltem a ficar calados, nunca mais!
     _ O conceito a ser aprendido: "Quando não defendemos nosso direito, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia". Certo?
     Por favor, alguém vá buscar o Nelson, ele está do lado de fora, ao lado da porta. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período e só vim ajudar nesta primeira aula. Abraços e bom dia.
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