Adoro a palavra Angústia, e não consigo parar de sentí-la.
A perseguição começa quando estou bem. Vem sempre à noite, quando estou já desarmada. Está a me rondar neste momento. É um sentimento que anda de mãos dadas com outros, que nem ouso mencionar.
Se eu disser as palavras, se eu as formular, tenho medo de que escapem do meu coração ou, me prendam para sempre em seus significados.
Quando a noite chega, e com ela está a Angústia, eu sinto vontade de deitar embaixo do cobertor, e esperar o tempo passar, queria dormir, queria esquecer, das coisas lindas ou tristes que estão pairando no ar. Mas esse sentimento congela tudo, fixa tudo em algum lugar onde não alcanço.
Tudo começou quando abri uma fenda desta armadura. Eu não suporto o brilho da noite, tampouco a brancura serena do dia quando começa.
Esconder-me no sombrio me confortava. Minha vida estava bem até então.
O dia traz as cores do Sol, e a possibilidade de eu me sentir melhor, quem sabe. Mas, por que tudo é tão longe, por que é tão raro?
Eu caminhei pela manhã, percebendo a neblina gelada. Estou cansada. Minha vida, eu zerei, todas as possibilidades, já não me interessam. A beleza está ali, a vejo, mas será minha? Prefiro a certeza da morte, do que a brevidade incerta da vida.
Fugindo de tudo o que venero, passei a vida perdendo o que de mais sagrado conquistei.
Eu não quero mais viver de relações vazias, não quero ser mais uma opção na agenda de alguém. Uma companhia para o nada, um ser esquecido, como sempre fui.
Eu não quero mais jogar o jogo, esse jogo de vazios, de vácuos, de nadas que se completam.
Amanheci com o vestígio de um sonho ruim. Eram coisas a serem banidas, varridas, eram noites sem sentido, com o Oceano de fundo. Era um brilho de morte em toda essa praia vazia.
Eu penei, essas semanas eu senti toda a angústia possível, de quem espera descobrir algo. Meu corpo não responde a minha pergunta, só me fere com dores, estranhas sensações. Minha mente é apenas negação.
O que será que vai acontecer na minha vida? Serei só ou há algo mais em mim?
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domingo, 28 de agosto de 2016
Angústia
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sexta-feira, 19 de junho de 2015
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Um contorno no olhar
Abandonei a maquiagem.
O cabelo vai ser agora mais comprido. O oposto do que estava antes, curto e raspado. O punk ficou para trás. Tudo dura pelo menos quanto tempo eu quiser.
Às vezes acontecia sem querer, mas sempre gostei de provocar o preconceito oculto, principalmente daqueles que se acham superiores.
Os misóginos, as mulheres-que-odeiam-mulheres... até mesmo quando eu era pura inocência, ao meu redor sempre tinha essa gente me secando... Depois desencanei.
Hoje é diferente. As pessoas continuam as mesmas, e eu escolho o que há de melhor.
Saí de casa com meu marido, romanticamente, para ver o filme daquele que sempre admirei. O performático Ney Matogrosso. Chama-se Olho Nu.
Para os macharedos da época e para os de hoje, francamente, tem que ser muito macho para encarar toda aquela repressão, em plena ditadura, com aquela libido toda, com aquela voz, música e performance!
O que me atrai nele é algo que simboliza muito o que eu sou. Amo o performático. A liberdade de inventar, de não ser exatamente o que esperam de você.
O andrógino, o incoerente, o provocante. O punk, por ser fora do eixo. Ele afirma ser subversivo sempre. E concordo. Quando você não age de acordo, você é subversivo. Não tenho que me maquiar sempre, posso encher minha cara de maquiagem amanhã se eu quiser. Admiro mulheres masculinas, sou assim em muitas épocas do ano e é por isso que metade do meu guarda roupa é bem masculino. A outra metade é praticamente infantil.
Mas sou completamente madura e sou convencida disso! Não sou modesta. Admiro homens com esse lado masculino performático como o Ney Matogrosso e minha música preferida dele é Homem com H.
O que importa no entanto, é o que se perde em beleza, quando nos preocupamos com a 'opinião' da sociedade.
Quem questiona a ordem vigente é sempre um alvo pois as pessoas querem manter o que está estabelecido. Ninguém quer discutir nada. E se incomodam a ponto de procurar na roupa algo para falar. É só a gente lembrar a recente polêmica dos black blocs. Quase todo mundo ficou do lado dos patrões.
Os dentes separados, o corpo magro, a sensualidade no palco, a voz indefinível.
Quantas vezes vemos talentos sumirem por vergonha, por repressão?
Eu sempre assumi meus defeitos depois que os superei. Tinha vergonha de meus dentes tortos. Decidi não usar aparelho. Depois de uma conversa com uma dentista, reafirmei minha decisão. Se todas as pessoas se fizessem um pergunta interna primeiro, antes de pedir opinião, daí nasceria a atitude.
Na escola é preciso um professor de verdade, eu eu tive poucos, para mostrar as qualidades dos alunos, os dons. Um professor cego para angústias de adolescentes, crianças e adultos não é um bom professor.
Uma professora me disse, na frente da turma toda, que eu tinha uma beleza diferente.
Dois disseram que eu escrevia coisas legais. Um professor um dia me chamou sozinha na sala e disse que achava legal o fato dos meus dentes serem tortos. Eu só tirava notas altas na aula dele, e tinha vergonha de me expressar verbalmente, mas era ótima quando escrevia.
Como professora, meu ideal é ser tudo que meus professores não foram e me inspiro nestes professores.
Ney Matogrosso, quando morava em Brasília, ia com as crianças do hospital onde trabalhava para os fundos e brincava com elas. Isso aparece no documentário e também na biografia do Renato Russo, que estou em plena leitura.
Quando há talento e um dom, em qualquer lugar ele aparece. Bem no começo da carreira, ele pediu para baixar o som, olhou bem na cara de um 'homi' que o chamou de veado num show e disse, "se você é homem, repita.". Tudo ficou em silêncio.
Tornar possível algo, mesmo que pequeno e depois passar por ali e saber que aquilo aconteceu por sua causa, é felicidade. Quando um homem junto com uma história é tema de um documentário, nos faz chorar.
Quanto à maquiagem, já saí de casa pensando em desapegar da parafernália. É o que farei. Daqui para a frente, apenas um contorno no olhar.
O cabelo vai ser agora mais comprido. O oposto do que estava antes, curto e raspado. O punk ficou para trás. Tudo dura pelo menos quanto tempo eu quiser.
Às vezes acontecia sem querer, mas sempre gostei de provocar o preconceito oculto, principalmente daqueles que se acham superiores.
Os misóginos, as mulheres-que-odeiam-mulheres... até mesmo quando eu era pura inocência, ao meu redor sempre tinha essa gente me secando... Depois desencanei.
Hoje é diferente. As pessoas continuam as mesmas, e eu escolho o que há de melhor.
Saí de casa com meu marido, romanticamente, para ver o filme daquele que sempre admirei. O performático Ney Matogrosso. Chama-se Olho Nu.
Para os macharedos da época e para os de hoje, francamente, tem que ser muito macho para encarar toda aquela repressão, em plena ditadura, com aquela libido toda, com aquela voz, música e performance!
O que me atrai nele é algo que simboliza muito o que eu sou. Amo o performático. A liberdade de inventar, de não ser exatamente o que esperam de você.
O andrógino, o incoerente, o provocante. O punk, por ser fora do eixo. Ele afirma ser subversivo sempre. E concordo. Quando você não age de acordo, você é subversivo. Não tenho que me maquiar sempre, posso encher minha cara de maquiagem amanhã se eu quiser. Admiro mulheres masculinas, sou assim em muitas épocas do ano e é por isso que metade do meu guarda roupa é bem masculino. A outra metade é praticamente infantil.
Mas sou completamente madura e sou convencida disso! Não sou modesta. Admiro homens com esse lado masculino performático como o Ney Matogrosso e minha música preferida dele é Homem com H.
O que importa no entanto, é o que se perde em beleza, quando nos preocupamos com a 'opinião' da sociedade.
Quem questiona a ordem vigente é sempre um alvo pois as pessoas querem manter o que está estabelecido. Ninguém quer discutir nada. E se incomodam a ponto de procurar na roupa algo para falar. É só a gente lembrar a recente polêmica dos black blocs. Quase todo mundo ficou do lado dos patrões.
Os dentes separados, o corpo magro, a sensualidade no palco, a voz indefinível.
Quantas vezes vemos talentos sumirem por vergonha, por repressão?
Eu sempre assumi meus defeitos depois que os superei. Tinha vergonha de meus dentes tortos. Decidi não usar aparelho. Depois de uma conversa com uma dentista, reafirmei minha decisão. Se todas as pessoas se fizessem um pergunta interna primeiro, antes de pedir opinião, daí nasceria a atitude.
Na escola é preciso um professor de verdade, eu eu tive poucos, para mostrar as qualidades dos alunos, os dons. Um professor cego para angústias de adolescentes, crianças e adultos não é um bom professor.
Uma professora me disse, na frente da turma toda, que eu tinha uma beleza diferente.
Dois disseram que eu escrevia coisas legais. Um professor um dia me chamou sozinha na sala e disse que achava legal o fato dos meus dentes serem tortos. Eu só tirava notas altas na aula dele, e tinha vergonha de me expressar verbalmente, mas era ótima quando escrevia.
Como professora, meu ideal é ser tudo que meus professores não foram e me inspiro nestes professores.
Ney Matogrosso, quando morava em Brasília, ia com as crianças do hospital onde trabalhava para os fundos e brincava com elas. Isso aparece no documentário e também na biografia do Renato Russo, que estou em plena leitura.
Quando há talento e um dom, em qualquer lugar ele aparece. Bem no começo da carreira, ele pediu para baixar o som, olhou bem na cara de um 'homi' que o chamou de veado num show e disse, "se você é homem, repita.". Tudo ficou em silêncio.
Tornar possível algo, mesmo que pequeno e depois passar por ali e saber que aquilo aconteceu por sua causa, é felicidade. Quando um homem junto com uma história é tema de um documentário, nos faz chorar.
domingo, 30 de março de 2014
Brechó pelos animais, coisas grátis e Beatles
Para quem ainda não se convenceu de como é super legal comprar em brechós pelos animais, aqui vai minha dica. Essa camiseta, original dos Beatles, a Apple, empresa Da Banda!
Eu encontrei ela num balaio! E minha vida mudou! Amei-a, toda colorida e nova... É minha...
Aqui está a etiqueta... fotografei somente para mostrar que ela é verdadeira, original.
Tem gente que vai e não acha nada e no mesmo dia eu encontro tudo... #amornamente
Essa camiseta eu adorei! É de som eletrônico, que adoro.
Olha o detalhe...
Até sutiã, sim, por que não me importo, se estão novinhos e são assim diferentes, já vou pegando. Aquela história de pegar doença é mito. Até por que tudo o que se 'pegaria' nos brechós, também se pega em lojas normais, ou as de grife, considerando que todo mundo experimenta as roupas, e elas viajam de navio, avião, ônibus, são jogadas no chão, pegadas com mãos sujas, etc... já falei sobre isso aqui no blog. Aliás, bactérias e vírus tem períodos de vida curtos, minutos. Nada que um bom sabão com água não resolva. Coisa que você já faz com suas roupas novinhas das lojas, antes de usar, não??? Espero sinceramente que sim...
Enfeites de janela
Sacola de algodão para super
#coisasgratis #freegan
Esses esmaltes não tem nada a ver com o brechó. Andando com uma amiga na cidade, achamos alguns esmaltes no lixo e pegamos. Eles estavam em bom estado e já estão sendo usados. Nada como reaproveitar. Faço isso. Nem tudo o que encontro eu uso. Algumas coisas eu faço doações para entidades e para quem queira. Outras coisas eu uso sem problemas, como uma mesa de cabeceira que encontrei desmontada, novinha dentro de um saco, com parafusos e tudo... ou uma fruteira de metal, que é onde guardo minhas eco-bags.
Esse jogo de maquiagens também achei no lixo. Está vazio e cabe um monte de coisas e pensei em usar para colocar minhas maquiagens, mas desisti. Então acabei doando para outra pessoa.
Eu encontrei ela num balaio! E minha vida mudou! Amei-a, toda colorida e nova... É minha...
Aqui está a etiqueta... fotografei somente para mostrar que ela é verdadeira, original.
As compras de hoje foram feitas no Brechó da Ong Luz Animal https://www.facebook.com/pages/ONG-LUZ-Animal/228218833983697?ref=ts&fref=ts
Tudo diferente e a ver comigo. Só encontro coisas legais.Tem gente que vai e não acha nada e no mesmo dia eu encontro tudo... #amornamente
Essa camiseta eu adorei! É de som eletrônico, que adoro.
Olha o detalhe...
Até sutiã, sim, por que não me importo, se estão novinhos e são assim diferentes, já vou pegando. Aquela história de pegar doença é mito. Até por que tudo o que se 'pegaria' nos brechós, também se pega em lojas normais, ou as de grife, considerando que todo mundo experimenta as roupas, e elas viajam de navio, avião, ônibus, são jogadas no chão, pegadas com mãos sujas, etc... já falei sobre isso aqui no blog. Aliás, bactérias e vírus tem períodos de vida curtos, minutos. Nada que um bom sabão com água não resolva. Coisa que você já faz com suas roupas novinhas das lojas, antes de usar, não??? Espero sinceramente que sim...
Enfeites de janela
Sacola de algodão para super
#coisasgratis #freegan
Esses esmaltes não tem nada a ver com o brechó. Andando com uma amiga na cidade, achamos alguns esmaltes no lixo e pegamos. Eles estavam em bom estado e já estão sendo usados. Nada como reaproveitar. Faço isso. Nem tudo o que encontro eu uso. Algumas coisas eu faço doações para entidades e para quem queira. Outras coisas eu uso sem problemas, como uma mesa de cabeceira que encontrei desmontada, novinha dentro de um saco, com parafusos e tudo... ou uma fruteira de metal, que é onde guardo minhas eco-bags.
Esse jogo de maquiagens também achei no lixo. Está vazio e cabe um monte de coisas e pensei em usar para colocar minhas maquiagens, mas desisti. Então acabei doando para outra pessoa.
sugestões
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Dicas de make pós carnaval
Achei alguns pincéis na Panvel, com cerdas de nylon e cabo de madeira. O preço é interessante.
E o dos pés é um vermelho coral com brilho, achei este muito mais bonito.
E também este aromatizante de ambientes, de alecrim.
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
Maquiagem e unhas...
Algumas maquiagens minhas, a maioria não tenho mais... mas fica o registro. Hoje tenho mais batons... não uso mais sombra por causa de uma alergia que tive, mas estou pensando em voltar a usar aos poucos.
este conjunto de sombras é vintage, do Avon... muito velho isso sim... a foto saiu fora de foco, mas vale pela lembrança.
minha coleção de batons, hoje muito maior. Infelizmente é difícil achar batons sem ingredientes de origem animal, como cera de abelha, mas existem. A marca do Avon - que é a que compro frequentemente - não faz testes em animais.
não tenho mais nada disso. Tive que ficar muito tempo sem usar maquiagem e acostumei muito. Hoje não sinto a menor falta. Só uso batom. Mas às vezes bate aquela vontade de comprar sombras, rímel....bem coisa de mulherzinha....e daí;;;
sombras de bazar chinês...sabe-se lá quanto chumbo deve ter aí...
Pó da Panvel, os produtos "marcas brancas" como chamam em Portugal, ou "marca própria" como chamamos aqui, da Panvel são muito bons.
este conjunto de sombras é vintage, do Avon... muito velho isso sim... a foto saiu fora de foco, mas vale pela lembrança.
minha coleção de batons, hoje muito maior. Infelizmente é difícil achar batons sem ingredientes de origem animal, como cera de abelha, mas existem. A marca do Avon - que é a que compro frequentemente - não faz testes em animais.
não tenho mais nada disso. Tive que ficar muito tempo sem usar maquiagem e acostumei muito. Hoje não sinto a menor falta. Só uso batom. Mas às vezes bate aquela vontade de comprar sombras, rímel....bem coisa de mulherzinha....e daí;;;
sombras de bazar chinês...sabe-se lá quanto chumbo deve ter aí...
Pó da Panvel, os produtos "marcas brancas" como chamam em Portugal, ou "marca própria" como chamamos aqui, da Panvel são muito bons.
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