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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Poema ao Não-Amor

Incólume, a buscar a água.
As ruas nuas, o vestido sujo, as rendas negras,
À borda do rio, as botas de cano alto, prontas para cair.
O fantasma sempre a me rondar,
Me salvou - me carregou.
Não pode morrer - quem morta está.
Não pode amar, quem amada é.

Rios opostos a correr. Em meus sonhos, suas lágrimas correm.
E caminham como pés descalços.
 

Jurei por fantasmas. Estavam todos aqui. Os religiosos? Cegos.
Meus olhos brilham, ao te ver.
Vivo, por teu nome, mortos, por tua dor.
Dorme pedra ferida, em um coração amigo. 
Ellen Augusta

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Me sinto ridícula - o amor adolescente

Para Marcio de Almeida Bueno
Com tesoura corto, tudo o que você me oferece
Paciência e Amor.
Ancestrais de outras eras, espelho de minhas tristezas.
Eu já perdi tanto
De minhas mãos
As palavras ácidas calam,
Escândalos tolos.
Sempre fui assim. O amor abrindo portas.
Meus pés pisando em pedras.
As lágrimas antigas brotam, do vazio profundo.
Me sinto ridícula/não sei escrever.
Exijo firulas, você me traz conforto.
Ellen Augusta
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