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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Portas transparentes

Nas imagens que se abrem em meus olhos quando durmo,
fecho portas transparentes
estou só, através de vidros translúcidos,
minha casa é negra, com passagens de luz.

O Sonho ofereceu-me sua morada
A casa, névoa branca e cinza, eterna cortina de saudade
envolve objetos repletos de afeto,
o corpo sonambular,
as memórias apagadas.
A Criança diz teu nome
Não esperava e, fato é:
Abriu-se a percepção
amorosa.

Roubei teu livro no cemitério,
o lugar onde guardei tudo de ti.
Enfeitei com flores o nada, teu espírito e tudo que não mais sei como é,
e decretei morte à minha Assombração.

Acordo de madrugada,
com a solidade cortando meu peito,
feito sal na ferida sangrante.
Eu deveria levantar guerra, ferir-te como quem ama,
Mas nada existe de real.

Sonhos são sonhos,
A fenda de realidade,
que mostra uma profunda verdade.

Ocultada neste olhar, que só sente
Saudade.

Ellen Augusta

terça-feira, 18 de junho de 2013

Lúgubre

Esses dias negros que trazem a vontade
de sair do corpo que sofre
a solidão mais imperfeita a triste constatação.
Sim, jogar-me àquelas pedras, dentro ao mar que tanto amo.
Sim, perder-me de mim mesma, sentir o que há de pior.
Poetizar sobre o fim, solucionar a dor de não ser.
Sem amigos, somente a dor de seu peito vazio.
Ninguém sabe.
Ninguém ouve.
Somente há o som do oceano - aquele mundo diferente.
Quisera não ter mais nada e ser livre.
Quem pode entender? Precisa-se de luz. Não somente quem se vai, mas quem fica.
A luz fraca e triste daquele farol que nunca se apaga.
O som de um rádio eterno, que nunca pára de transmitir.
Ellen Augusta
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