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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A Cerimônia do Chá - Chá Oolong ou Azul e o Chá Tarry Lapsang defumado

 
 Alguns chás adquiridos na Loja do Chá - Teeladen, na Vinte e Quatro de Outubro.
 Esse é o Oolong Tradicional um chá semi fermentado e semi oxidado, oolong é como se fosse uma mistura entre o chá verde e o chá preto. Mas é mais do que isso, é enrolado à mão, tem um sabor suave e cítrico.

Alguns chamam-o de Chá Azul, mas eu não gosto de chamar o chá por cores. Prefiro os nomes originais. O Chá verde, por exemplo, tem vários nomes, o Bancha, o Matcha, o Sencha, são chás de regiões e países distintos e cada um recebe uma denominação conforme a região e o tipo de fabricação. Com o nome original, podemos pesquisar mais a respeito de sua origem.
Folhas do oolong, vão se abrindo em contato com a água.



  O aspecto do chá oolong, ele é verde e tem um sabor mais semelhante ao chá verde.


  As folhas do Chá oolong após o preparo

 Esta é a amostra grátis que recebi do chá verde tradicional chinês China Lung Ching de 1º Grau
 Suas folhas são pressionadas contra uma panela de metal, por isso esse formato. Cultivado na Província de Zehjiang.
 As folhas são cheirosas e delicadas. O sabor é parecido com o Matcha. Só que bem mais bataro.
Este é o Tarri LapSang SouChong 拉普山小種, que significa "pequena planta em Lapu Mountain". É o chá defumado chinês, já falei dele inúmeras vezes. Ele é o chá dos veganos, pois pode ser usado como tempero para o feijão. E é uma ótima fonte de saúde.
É cultivado em Fujian, e pode ter sido o primeiro chá preto da história. Tenho um post sobre ele aqui no meu blog, com pesquisa sobre sua origem. Leia neste link: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/06/um-cha-para-temperar-o-feijao.html

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Cara de qual carne?

Capsicum annuum var. annuum ‘Peter ‘ ( Penis Pepper) .
artigo de Ellen Augusta publicado na ANDA http://www.anda.jor.br
Minha coluna pode ser lida, com atualizações mensais, neste link: ColunaDesobediênciaVegana

Recentemente uma pessoa famosa foi vista com um casaco de pele. A pele era falsa, mas como a celebridade é alvo de fofoca, só depois foi confirmado o fato. Até então, os mesmos que espalharam o boato, não se furtaram de usar seus sapatos e artefatos de couro – que é pele sem pelos – nem deixaram de tomar leite, nem de praticar toda a extensão do mal que causam aos animais. Mas julgam-se defensores, gritam em nome de uma justiça que talvez não sejam capazes de fazer.
O que a celebridade incentivou, na verdade, foi a indústria têxtil que não utiliza peles de animais.
O que essas pessoas ‘críticas’ incentivam, é a indústria do couro e o cinismo, de que se pode comer e utilizar uns, e sacralizar outros. É muito mais nocivo usar algo de origem animal, mesmo escondido, do que usar um produto que poupe os animais. Lembrando que os curtumes de couro podem poluir até muito mais, pois é mais comum. Nas lojas, vendedoras mal informadas dizem: couro é caro. Mentira. Existem couros animais de todos os tipos, vagabundos. A carne e o couro brasileiro nem são aceitos em alguns países pela sua baixa qualidade, exploração do trabalho e poluição.
O purismo de evitar as comidas veganas que ‘lembram’ carne beira a ingenuidade, já que o sabor é independente do formato e da origem. O sabor defumado da carne, soja ou glútem, bem como embutidos, vem da fumaça, basicamente. É um método antigo e era aplicado até mesmo ao chá na China.
É preciso deixar de endeusar a carne e esse é um erro que até mesmo veganos cometem quando se recusam a comer coisas veganas, só porque se parecem com carne. Não se desapegaram, é preciso desencanar. Desprezam a criatividade dos chefs, os avanços da indústria e mercado, que criam sabores atribuídos erroneamente à carne. Ficar implicando porque algo parece ovo ou lembra o gosto de queijo é preciosismo, pois animais estão morrendo de verdade e as pessoas os comem muito mais por vício, lobby e imposição social. É um resquício da visão especista achar que livrando-se da forma, liberta-se do conteúdo.
Os alimentos práticos foram criados para o dia a dia. A salsicha, por exemplo, era feita de tripas de animais. Foi substituída por celulose vegetal. Os veganos substituem seu conteúdo por produtos vegetais. A salsicha tem praticidade semelhante à banana, uma fruta que nem precisa ser lavada e pode ser consumida em qualquer parte. O leite vegetal, o (‘milk’)-shake vegetal, o pão, tudo é prático e não queremos deixar de comê-los. Queremos deixar de explorar os animais.
Toda a alimentação vegana corresponde à alimentação que ‘lá fora’ é de origem animal. A pizza vegana, é uma versão da pizza que, comumente é feita com ingredientes de origem animal. Um cogumelo (Reino Fungi) que, botanicamente falando, não é nem do Reino Vegetal nem do Reino Animal, tem sabores que lembram carnes na maior parte das vezes. Ele é saboroso e nutritivo. Até mesmo um inocente azeite aromático que eu preparo em casa com alho e manjericão, tem gosto de linguiça! Pois a base do tempero da linguiça é praticamente a mesma.
Algumas coisas, ao contrário, eram originalmente vegetais, e foram adaptadas à culinária tradicional por misturas culturais e as pessoas nem sabem, mas se recusam a comer a versão vegana. Há sabores únicos na culinária vegana, porém, pode-se criar pratos comuns, como os que lembram as coisas da infância, trazendo para perto da filosofia vegana, muitas pessoas.
O argumento de que a carne é nojenta não coloca em dúvida o ato de comer ou não animais. Questões particulares não se aplicam ao todo. A carne e derivados de origem animal, ovos, leite, queijo, couros-peles, são símbolos de exploração, porém atribuir nojo como o único argumento para o não consumo de carne não sensibiliza quem come carne e não sente nojo algum, pois este não foi o motivo que fez a maioria das pessoas a parar de comer carne. Nem mesmo o argumento de que ela faz mal para a saúde é convincente, já que há pessoas saudáveis a consumir animais.
O incômodo para elas é de outra natureza. Há pesquisas aos montes comprovando a longevidade e saúde dos veganos, do nascimento à velhice. Mas o ser vegano é um estilo de vida baseado na ética, pois somos contrários à exploração de animais ‘felizes’ e às ditas galinhas saudáveis e vacas verdes, já que é o mesmo que bater com permissão ou com anestesia.
Não há um selo que consagra à pecuária e à carne e derivados de origem animal a detenção dos direitos sobre os sabores, formatos e até mesmo os nomes para alimentos e para o nosso paladar. Então é preciso acordar para o fato de que não existe patente requerida para o sabor.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Um chá para temperar o feijão - alternativa vegana

China Tarry Lapsang Souchong é um chá proveniente da região de Wuyi, província de Fujian.
Ele pode ser considerado o primeiro chá preto do mundo. Segundo as fontes em que pesquisei.
O seu cheiro de fumaça é por que ele é secado em folhas de madeira de pinho.
A lenda conta que por volta do começo do século 17, quando um exército acampou perto de uma fábrica de chá que estava a secar, as folhas tiveram que ser movidas às pressas. Quando os trabalhadores retornaram ao trabalho, acenderam folhas de pinho para acelerar o processo de secagem e o chá chegou ao mercado com esse sabor, agradando o paladar.
A verdadeira história é que o chá verde de Fujian, que era exportado para a Europa e América, no século 17, perdia a qualidade pelo tempo demorado de viagem. Os produtores desenvolveram um método de secagem para que o chá durasse por mais tempo. Nesse processo, eram usados fornos a lenha, e a lenha era justamente esses pinheiros, que eram nativos dessa região. Uma certa quantidade de fumaça foi absorvida por esse chá.
Os holandeses, em 1604, consideravam esse chá um poderoso medicamento. Ele era vendido em farmácia.
A portuguesa Catherine, a princesa, foi quem levou esse chá até a Inglaterra, em 1662.
Souchong, é o nome de uma das melhores árvores de chá da área rochosa da montanha Wuyi.
O vendedor que me atendeu na Tea Shop me conta que ele é usado, além do chá, para temperar.
O aroma dele é incrível. Experimentei no feijão também e ele deixou o feijão com um cheiro super gostoso. Se espalhou pela casa inteira.
 O gosto do chá lembra um chá preparado no fogão a lenha, bem em cima da fumaça. E é super gostoso.
 Enquanto o preparava na chaleira, ele leva 4 minutos,  fui fotografando o meu cantinho do chá, que vivo mudando.

enfeites comprados em brechós de protetores de animais, apetrechos que ganhei de amigos... muitos chás.
Na primeira servida o chá fica suave, na segunda xícara, ele fica mais forte. E eu prefiro chás bem fortes. Mas fiz a foto dos dois, para exemplo.


O chá depois de alguns minutos.
O origami que minha amiga me deu, uso para tapar a chaleira...

Observação sobre a defumação:
O defumado não é uma propriedade da indústria ou da pecuária, não é propriedade de ninguém.
Esse processo do preparo do chá é super antigo, como foi lido e pesquisado. É apenas fumaça.
Não tem qualquer implicação para a saúde, pois o chá é usado em quantidades mínimas. Portanto, já sabendo daquele papo de que fumaça faz mal. Não faz, se usado da maneira como deve ser, como tempero, como chá.
O que faz mal, no caso dos embutidos, da parafernália de produtos de origem animal, são a fumaça consumida em excesso, mais os aditivos, mais todo o templo da carne/derivados, onde as pessoas comparecem o dia inteiro (café, almoço, café da tarde e jantar) e portanto, lá mesmo buscam seus problemas não só em saúde, mas políticos e sociais.
Não sou vegana por saúde. O veganismo te dá uma saúde perfeita, em qualquer fase da vida e eu comprovo isso em mim, mas eu sou vegana pelos animais.
Eu, que sou tomadora de chá por hobby, por opção e por puro gosto, tenho minha saúde em perfeito estado. Não falo por ninguém, não entendo de saúde, não sou médica nem nutricionista. Não sou louca de dizer que alguém deva obedecer o que digo. Não dou palpite, coisa que todo mundo vem me dar. Mas tenho aqui em casa mais de 15 folhas de exames, resultados perfeitos. Fiz esses dias. Tomo em torno de sete a dez xícaras de chá por dia, tranquilito. Tomo chá a noite, chá quente no verão, não tem regra alguma.
Tem dias que não tomo nenhum chá e dias que tomo café. Tem dias que só tomo água.
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