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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Sobre o ato de escrever

Procure ler nas entrelinhas antes de criticar algo.
Se um dia eu esquecer os conselhos que ouço sobre os textos que escrevo, talvez consiga escrever como os escritores que tanto admiro, como por exemplo, Ezio Flávio Bazzo e outros anteriores a ele, nos quais ele também se inspira, como ainda Wilhelm Reich, entre outros. Eles metralham com palavras, chocam e agridem propositadamente. E acreditam que essa, que chamo de terapia de choque, realmente causa uma ruptura na mente do sujeito. Eu uso essa terapia na educação, para chamar o aluno para a realidade, fora da sala de aula. Sem o lero lero do 'bom senso' e detesto essa palavra e atitude. Se bom senso fosse bom, o mundo estava liso como o Bob Esponja naquele desenho em que ele decide ser o menino Bom Senso - e dá tudo errado!
Prefiro o Bob sem noção
Sem aquela coisa do escrever cheia de dedos para não ofender ninguém. Pois todo mundo se ofende, não importa o que você faça.
Todo mundo se acha o centro.
Já teve cara de pau que veio me dizer para citar nomes, sobre quem eu estava falando em meus artigos... Oi? Em que mundo você está meu amigo? Saia da lua, pois lá ninguém te acende velas nem te leva flores.
Eu não escrevo para ninguém, escrevo para incomodar, escrevo para desestabilizar, para não aceitar nada e para tocar naqueles que querem mudar algo em si mesmos. Eu tenho amigas que fumam. Eu admiro elas em muitas coisas. Mas o cigarro não é vegano. Criticarei o cigarro, as pessoas que fumam, falarei tudo o que vier na telha em meus textos, mas na presença das minhas amigas, esqueça o texto. Se não puder esquecer, eu lamento, mas nada posso fazer. É o preço de escrever, aliás, é bem caro, pois você não ganha nada com isso, ao contrário.
Então, se minhas amigas fumantes e fumegantes continuam minhas amigas e não estão nem aí, aliás, acho que nem lêem meus textos, e fazem muito bem...por que você tem que encher o saco e se achar o centro do mundo?
Não caro leitor, não vale a pena, pois o veganismo é uma tendência.
(Sim, mas é uma tendência a zero impacto, tente chegar a isso e não seja o hipócrita que não faz nada. Pronto, já larguei um veneninho)
Depois que você perde a inocência e vê que seu impacto no mundo é bastante, não pode voltar atrás. Mas todos temos problemas, todos nós temos coisas a superar e muitas das coisas que critico também eu as tenho em conta. E estou no processo de vencê-las. Portanto, saia dessa coisa de me dar conselhos, especialmente os de Português, pois amo escrever, amo Latim, e trabalho com correção de textos entre outros de meus tantos empregos. Mas quando escrevo, isso é outra das coisas que copio descaradamente dos escritores que amo, não sigo as regras, ok?
Ellen Augusta

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O cabelo da super pin up it girl

Esta foto é especial. Além de eu estar linda, estou ao lado de uma pessoa que adoro muito, a Claudinha Lulkin, nutricionista vegana e querida ativista em muitas frentes. Foi no dia que a TV Unisinos entrevistou a Vanguarda Abolicionista e a Claudia Lulkin aqui em casa.

Além disso tudo, a foto é histórica por um pequeno detalhe. No dia em que foi postada no Facebook alguém entrou nos coments para, em tom acusatório, dizer que somos 'mais um casal de lésbicas' por causa do meu cabelo.
A pessoa escreveu aquilo para desqualificar. Por que achou que nos ofenderíamos se nos chamassem de casal de lésbicas. Mas na verdade não nos ofende.
Olhem o cabelo dessa deusa. Ela tem um instituto em Paris dedicado aos animais e o comanda com mãos de ferro. Amo-a!
Curiosamente, não é a primeira vez que vejo uma 'porta' criticar o cabelo de uma mulher que está a dar uma entrevista e falar de algo importante.
Em todo espaço público, seja na arte, televisão, esporte, e principalmente na política, o que se vê na mulher é sua aparência em primeiro lugar.
E não me venha com aquele papo tacanho de que as mulheres pedem isso, de que só pensam na aparência. Não importa. O que importa é que toda a sociedade só quer enxergar isso.

Já sabendo o que a sociedade é, procuro sempre brincar com o preconceito e a ignorância das pessoas, até arrancar o preconceito de dentro delas, como a Blimunda, querida personagem criada por Saramago.

O primeiro a usar terno com tênis... :) E ela, vestido com tênis, como eu costumo usar. Adoro esse casal.
E fico especialmente hilariante, quando percebo que o sujeitinho ali, que se acha o intelectual, que vai à noite encher a cara no bar mais cool da cidade, falar de arte e cinema, depois se desmancha em racismo e sexismo perante uma cena comum do dia.

E fico especialmente feliz, quando percebo que minha roupa provoca o olhar preconceituoso da patricinha, que se acha a 'superior girl pin up' da Cidade Baixa, que é a mais mais do teatro e que sabe tudo sobre o mundo dos gays e simpatizantes.

Esses tipos, estereotipados  (por que querem) são os primeiros a falarem de liberdade. E os primeiros a quererem tirá-la dos outros.

E para você macharedo:

Quando uma mulher fala de sexo em público:
*não significa que ela necessariamente está faminta por sexo.
*não significa que, se ela quer sexo, seja com você.
*você não é o único homem e as mulheres não estão dando o maior mole para você.

Portanto, tenha um pouco de simancol aêó...

A Corrida do Ouro Charles Chaplin - to vendo esse filme.
É preciso um pouco de civilidade.
Abaixo a entrevista:
http://vanguardaabolicionista2.wordpress.com/2012/10/14/101012_tv/

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Um bom dia aos professores!


É muito bom ser professor. Nossos alunos são filhos que nos deixam lembranças eternas. Agradeço aos bons professores que tive e parabenizo a todos os professores, educadores populares, voluntários, momentâneos, múltiplos e a todos que trabalham com a educação de uma forma ou de outra.
Gostaria que vissem um material que recebi e que trabalho com alunos sempre nos primeiros dias de aulas ou em momentos específicos. É uma coleção de vídeos sobre compaixão, bondade, educação e outros.
Este material foi preparado pela Fundação Para Uma Vida Melhor e é emocionante!
Para educadores, no exterior existe um kit com tradução para diversos idiomas! Os vídeos também estão no site.
Aproveite e passe adiante!
http://www.umavidamelhor.org/

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Exemplos de atividades educacionais sobre direitos animais e veganismo

Colégio da Região Metropolitana promove palestras sobre vegetarianismo

Nesta segunda-feira, dia 16 de junho, o Colégio Saint Germain, localizado em Sapucaia do Sul, Região Metropolitana de Porto Alegre, promoveu um ciclo de palestras e exibição de vídeos sobre vegetarianismo, para alunos de diversos níveis. A partir de uma iniciativa da professora de Biologia Ellen Augusta, que elaborou o tema Pecuária e Aquecimento Global, foi convidado o coordenador da SVB Poa - Sociedade Vegetariana Brasileira de Porto Alegre, Rafael Bán Jacobsen, que deu cinco palestras durante todo o dia. O objetivo foi despertar nos alunos do EJA - Educação para Jovens e Adultos - o questionamento frente aos hábitos alimentares do dia-a-dia, o tratamento dispensado aos animais destinados ao consumo, a bioética e, em especial, a destruição do meio ambiente, já que educandário havia proposto um projeto denominado Diversidade e Aquecimento Global. Estudantes de idades que variavam de 18 a 50 anos puderam assistir o documentário A Carne É Fraca, produzido pelo Instituto Nina Rosa, que liga a destruição de florestas e recursos naturais com a produção de carne, além de apresentar uma dolorosa verdade sobre a criação e abate de frangos e gado. Houve quem se emocionasse, e até mesmo deixasse o local. Em seguida, Jacobsen apresentava um painel sobre alimentação vegetariana, relacionando conceitos, respondendo perguntas e esclarecendo questões. "A atividade na escola foi bastante rica, sob vários aspectos. Com a exibição do vídeo e a palestra, além das atividades desenvolvidas pela professora Ellen, a grande maioria dos alunos teve seu primeiro contato com o vegetarianismo", comentou o palestrante. "Estou certo de que foi um primeiro e importante passo apresentar para tantos as vantagens da alimentação vegetariana para a saúde, a questão dos direitos animais e, é claro, o que era o foco central do projeto: o impacto de uma dieta centrada na carne sobre o meio ambiente".

Fotos: Ellen Augusta


Coordenador da SVB foi o responsável pelo ciclo de palestras na segunda-feira

Os alunos não esconderam a surpresa diante das informações trazidas pelo ministrante, e também pelo documentário, que não recebem a devida divulgação pela mídia. O resultado foi um perceptível volume de perguntas, com grande interação entre platéia e palestrante. "Foram perguntas dos mais variados tipos, mas que podem ser agrupadas em duas categorias: aquelas motivadas pelo desejo de saber mais e, talvez, mudar os hábitos, e aquelas defensivas, de quem ainda tentava salvar o hábito de comer carne com alguma possível justificativa", apontou Rafael Jacobsen.

Alunos trabalharam com o jornal Bem Estar, que trazia a matéria Uma Outra Verdade Inconveniente, sobre pecuária e aquecimento global Para a professora Ellen Augusta Valer de Freitas, o evento foi complementar a diversas questões levantadas em sala de aula. "É obrigação do profissional de Biologia, e também de outras áreas, informar que o hábito de comer carne contribui significativamente para as mudanças climáticas", explicou. Sendo ela própria vegetariana, e integrante do GAE - Grupo pela Abolição do Especismo, teve a satisfação de poder levar ao conhecimento dos estudantes uma realidade escondida atrás das propagandas e das paredes dos abatedouros. "Muitos alunos demonstraram interesse na dieta vegetariana, por compaixão aos animais, saúde e preocupação com o ambiente. Pediram receitas, cópias do vídeo para mostrar a amigos e materiais impressos. A educação-cidadã não deve ignorar fatos contundentes e convincentes, e exige a real transformação da realidade, sem promover a mera compilação de informações", conclui. * Marcio de Almeida Bueno, jornalista (Mtb 9669)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Limpeza espiritual: para um ativismo efetivo, foque sua atenção no positivo

Ellen Augusta

“Lembrando que é sempre dentro de ti onde militam os verdugos mais nefastos e onde deve iniciar o primeiro ato revolucionário”
(Ezio Flavio Bazzo, Manifesto aberto à estupidez humana)

Ilustração: Yosuke Ueno

Um dos mantras mais repetidos, porém pouco usado, é tentar ver o lado bom das coisas. Mas somente ver o lado bom não é suficientemente seguro para uma vida melhor. Isto porque tantas vezes vemos o lado bom, mas o descartamos, em favor de negativismos, de perder tempo com pessoas que roubam nossa criatividade, por serem vazias.
A injustiça é um tema recorrente em nosso trabalho. Lutamos contra toda e qualquer injustiça contra animais e também contra a sociedade. E todos sabem o quanto é desgastante lidar com injustiças.
É importante focar nos objetivos e não perder tempo com pessoas mesquinhas, com fofocas, com falsidades.
Da mesma forma que uma empolgação impensada é nociva para um trabalho sério, o pessimismo também é nocivo e pode matar.
Um ativista doente, estressado, mal-humorado ou instável pouco pode acrescentar à causa, e até mesmo àqueles ao seu redor.

É importante sempre festejar as conquistas, por pequenas que sejam, e as grandes também. Essas conquistas são ferramentas que nos ensinam, nos estimulam a continuar e servem de exemplo a novos ativistas.
Sempre devemos acolher com carinho os novos ativistas e entender aqueles que, por motivos pessoais, seguiram outro caminho.
Educação, repito aqui o que escrevi em outros artigos, nunca é demais, porém é raridade e deve ser cultivada, independentemente se, no seu meio, você é um dos poucos a usá-la.
Não é porque o outro é um idiota que você tem que ser igual. A fineza, além de elegante, faz bem ao coração.
Vejo que pessoas desagradáveis, mentirosas, fofoqueiras, rancorosas estão aí justamente para servir de exemplo do que não fazer, do que não ser, e até mesmo do que se afastar, caso necessário. Não devemos dar crédito a essas pessoas, mas sim pensar naquelas que contribuem, que têm energia boa, que trabalham pensando nos animais de verdade. Elas existem e, se você ainda não as viu, cuidado, pois pode estar sendo pessimista demais ou se juntando à pessoas ruins.
O trabalho de ativismo pode ser feito por uma única pessoa sozinha, ou por muitas. Mas é a seriedade desse trabalho que conta e o tempo mostra os resultados.
Procure pessoas de alto astral, com sorriso sincero, sem ‘respostas prontas’, que seu trabalho como ativista será bem mais fácil. Não é preciso ser ‘amigo de fé’, mas é preciso que haja respeito. Já temos problemas demais para lidar em nossa luta pela conquista dos direitos animais. Devemos focar no trabalho e não em problemas pessoais. Aliás, é recorrente o abandono da causa em virtude de qualquer instabilidade pessoal.
Quando alguém faz algo legal, é interessante estimular seu trabalho, e não pichar, denegrir ou boicotar, simplesmente porque não é o seu trabalho. Há diversas formas de ativismo, e há algumas pouco reconhecidas, por serem anônimas, mas não menos importantes.

De outra forma, é importante escrever, publicar livros, fazer o seu trabalho ser lido e ser eternizado em páginas de papel. É fundamental a leitura, inclusive daquilo que você não concorda, pois pode mudar de ideia e é bom mudar, desde que seja para o bem daqueles por quem você luta. Lembrando que ter material publicado em livros e revistas é importante para sua carreira pessoal e também para o ativismo.
Não leia apenas o mesmo assunto, ativistas devem ser inteligentes, independentes, ter ideias próprias e trazer ao mundo novas correlações, entre o ativismo animal e outros assuntos.
Por fim, considero que devemos estar bem com nós mesmos para realizar um ativismo sério, devemos investir na profissão, na formação, e devemos ter orgulho de ver nosso trabalho publicado, por que não? É importante estarmos preparados, de bem com a vida, pois isso vai gerar lá na ponta um trabalho bem feito.
Talvez um dia as pessoas aprendam que a bondade não é algo tão fácil assim e que é preciso preparar-se para ser bondoso com os demais (incluindo aqui todos mesmo, animais, humanos, Terra), a fim de não transformar um ato de ajuda em maldade.
Bibliografia
GUEVARA, Che. La Guerra de Guerrillas. La Habana: Dep. de Instrucción del MINFAR, 1960. baixado no site Angelfire.com.
BAZZO, Ezio Flavio. Manifesto aberto à estupidez humana. 1979, Ed. LGE, 2007. Lido pela primeira vez em espanhol em site publicado no México, com posterior re-publicação em português.
COELHO, Paulo. O Manual do Guerreiro da Luz. Ed. Planeta, 2006.
FALUDI, Susan. Blacklash – O contra ataque na guerra não declarada contra as mulheres. Ed. Rocco, 2001.
WATSON, Paul. Earthforce! Um guia de estratégia para o guerreiro da Terra, Ed. Tomo, 2010.

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