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domingo, 8 de fevereiro de 2015

As sogras e os animais

As mulheres lidam à séculos com o preconceito à sua volta. São chamadas de bruxas, loucas, santas, putas, e são consideradas tudo isso ao mesmo tempo. Elas mesmas se apontam como tal, se menosprezam quando podem e muitas o fazem por merecer. Mas, como é bom poder levantar a cabeça, seguir adiante, passando por cima do macharedo e das lambedoras de botas e dos paga paus. Como é bom poder encontrar lutadoras, poder abraçar pelo caminho, mulheres que lutam, de olhos fechados para o falatório maldoso, para a fofoca, apenas fazem. Apenas vão lá e mãos à obra. Pois atitude é algo notório, digno e altivo.

Eis abaixo um comentário que reproduzo, de uma leitora de meu artigo, que escrevi sobre minha sogra. Pretendi  desmistificar o preconceito que existe contra as mães dos homens que escolhemos.

A minha, a sogra, é uma grande protetora de uma cidade. Só existe ela lá, indo atrás daquilo que as pessoas deixaram para trás - animais.
Obrigada leitora por compartilhar sua angústia e revolta, pode crer, que de revolta, nós mulheres, pelo menos algumas, estamos bem, e, quer saber?

É bem bom se revoltar de vez em quando!
(E nascer com a revolta no couro, como no meu caso) ;)

Leia o Comentário de Maria de Lourdes do grupo Amigos de Pêlo

"PARABÉNS, parabéns pelo texto e pela homenagem feita à sua sogra, é um texto muito fiel, ao dia-a-dia de uma protetora. Eu cuido de + de 120 animais entre cães. gatos. papagaio, tartarugas e carpas, todos vindos de abandono pelas pessoas que no impulso buscam um pet para brincar e se distrair - mas descobrem que eles não são brinquedos e aí cai a ficha e o mais fácil é abandonar. Lógico que acabam vindo parar em nossas mãos e não damos as costas e por isso somos chamados de *acumuladores de animais*, muitas vezes, pelos mesmos que os abandonaram.
Textos como esse, deveriam ser mais divulgados para que os sem noção possam acordar para uma realidade que eles fazem questão de fazer vistas grossas, para não tomar conhecimento desse mundo paralelo.
Paralelo, porque o mundo gira em torno das baladas, das viagens, das festas, do consumismo, e aí deparo com pessoas que para se projetar dizem **Eu ajudo, ou eu quero ajudar** e quando você pergunta, quantas vezes você ajudou, ou qual abrigo você ajuda, a resposta é desanimadora, porque quando tem coragem de admitir - ajudaram 1 ou 2 vezes no máximo.
Por isso, pelo reconhecimento e pelo trabalho que sua sogra ou todos nós fazemos em pról de salvar vidas, eu digo Parabéns pela sua sensibilidade e pelo seu bom carater, e que isso seja repassado para seus decendentes e que muita Luz brilhe em seu caminho"

Conheça seu trabalho e o grupo aqui no seu blog: http://www.amigosdepelo.blogspot.com.br/

O artigo sobre minha sogra está aqui: http://www.olharanimal.org/pensata-animal/autores/ellen-augusta/4038-a-sua-sogra-e-um-inferno-a-minha-salva-animais

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A sua sogra é um inferno? A minha salva animais

Publicado no Dia da Mulher, em 2010, em minha coluna na ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais
Ellen Augusta Valer de Freitas

Mulheres guerreiras sempre foram uma raridade. Isto por diversos motivos. Seja por que a sociedade tende a menosprezar o trabalho bem feito de uma mulher, chamando-a de histérica ou radical, seja por que as próprias mulheres muitas vezes se comportam como minoria, sendo que são maioria em muitos lugares do mundo.
A minha sogra é  uma mulher guerreira que enfrenta uma cidade. Ela batalha pelo bem-estar de animais abandonados nas ruas, numa cidade em que as pessoas não se comprometem com essa questão (mas querem que seja resolvida). Isso é uma realidade em muitos pontos do país, e em cada ponto há alguém fazendo algo, mesmo que discretamente.

Embora animais de rua sejam um problema claramente ambiental e de saúde pública, nem todos os “ambientalistas” pensam assim. E ocorre de as secretarias do meio ambiente em diversas cidades ignorarem essa questão, que está prevista em lei.
Ela faz suas batalhas publicamente, busca ajuda, sai de casa todos os dias e vai cuidar dos cães que a esperam correndo e muito alegres. Busca comida em locais que doam restos, algumas vezes presencia o desprezo de algumas pessoas. Leva lá e serve, depois de separar e preparar os pratos. Faz a limpeza, arruma as casinhas e quase nunca dá tempo de fazer tudo.

A Vivânia Caser Bueno é uma batalhadora que vive em Veranópolis, a terra da longevidade. E, de lá, ela mantém de forma corajosa um canil com 40 cães em média. Trabalhando praticamente sozinha e com pouco apoio da população.

Todos sabemos que o cão é um animal extremamente ligado ao ser humano. Ele é carente e dependente, e é muito cruel quando o abandonam depois de o acostumar na companhia humana. Ele gosta de brincar com bola, vem nos abraçar, demonstra que querem estar próximo de nós e nos é fiel. Mas a humanidade o trai de forma vergonhosa, toda vez que o deixa num depósito, ou o abandona na rua.

Espalha-se a ideia de que as ONGs ganham muito dinheiro, mas a verdade é que nem todas têm a atenção que mereceriam. Os demagogos que sugerem que devemos cuidar de criancinhas carentes geralmente são os inúteis que não fazem nada, nem pelas crianças e nem pelos animais. Mas acham que nós é que temos de nos preocupar com toda a causa. Como se ajudar animais fosse diminuir a cota de amor aos outros seres vivos. Muito ao contrário.
A Vivânia Caser ganhou uma condecoração na cidade, pelo trabalho que faz. Exibe orgulhosamente na sua sala. E com toda a razão. É um reconhecimento pelo ótimo trabalho que vem fazendo sozinha todos os dias do ano. Um ato de solidariedade que raramente se vê.

É um privilégio saber que, quando vou visitar minha sogra, vou fazer trabalho voluntário com ela ali no canil. Me sinto importante no mundo, pois sei que eles olham para a gente com esperança.
Quem não gostaria de ter uma sogra assim? Por isso admiro as protetoras de animais.
Em vez de fazer fofoca e cuidar da vida alheia como muitos fazem, vão fazer algo pela vida.
Admiro-as, pois eu não tenho coragem de catar um cachorro todo quebrado, pegar um cavalo que foi humilhado fisicamente e tem aquela vida miserável que todos nós sabemos como é, salvar um gato de donos cruéis e psicopatas.
Eu não tenho coragem. Minha coragem está aqui nas minhas palavras. E nas minhas atitudes diante da turba que insiste em seguir outro rumo diferente do meu, que é respeitar os animais de forma ativa e genuína, no prato também.
Admiro-a por ser mãe (e mãe do meu marido!) e ao mesmo tempo ter muitos filhos cães, que com certeza são bem cuidados. As doações dos animais sempre são feitas com muitas considerações. Geralmente quem vai ao canil são famílias humildes, à procura de um companheiro para seus filhos. O Humberto, o cão gigante e brincalhão, foi doado na semana em que eu estava ajudando. Ela chorou muito, pois ele era o mais antigo dali. Por ser de grande porte, era mais difícil de ser doado. E muitos o queriam para pôr numa corrente, o que é um pecado, pois ele adora correr. Foi doado a uma família que tem um grande sítio.
Ela também acolhe gatos, e os doa mais facilmente. A dificuldade maior está em adotar cães que são geralmente de portes variados e idades variadas. Os mais feios, os castigados pela vida ninguém quer. Conhecemos exemplo semelhante em outro lugar? Sim. Crianças também são desprezadas, depois que passam dos primeiros anos de idade. As pessoas declaradamente só querem os branquinhos que acabaram de nascer. Isto as que algum dia pensaram em adotar.
Mas a vida nos mostra que em toda generalização existem as exceções. E foi o que vimos ao constatar que muitas pessoas apareciam lá e levavam cães mais velhos. Outras preferiam os filhotes. E tem gente que liga perguntando se tem siamês, ou pequinês. Estas são as que nada sabem da realidade do canil. Querem chow chow, poodle. Obviamente estes cães também são abandonados e merecem respeito, mas não é o comum.
As rádios da cidade sempre a convidam para dar entrevista e colaboram para que o tema entre nas casas das pessoas.
Ela diz que poderia estar jogando cartas com as amigas, em vez de enfrentar tantos problemas. Ao perguntar se estaria feliz jogando carta com as amigas ela responde: não.
Ela  é feliz fazendo o que gosta e é o que mais importa.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Presentinhos

 Chás importados, super saborosos...
 toalhas, roupa feita por ela mesma, a mãe do meu companheiro... é uma regata colorida...feita de tricô de verão. O material do tricô é algodão. (não é lã de ovelha, please!);
 No verão é feito com linha fina de puro algodão. No inverno ela faz com linhas sintéticas, misturadas com algodão. Que é o que se vende na maioria das lojas de lãs, ainda bem.
 uma blusa rendada que também pode ser um colete. É confeccionado no Nordeste. Já tenho "roupa" para o ano novo... (esses dias comprei no brechó da Bichos e amigos uma camiseta, com etiqueta, amarela, escrito 'money' em lantejoulas). Pensei em usar no final do ano. Usei esses dias para tirar um sarro.....Agora já tenho roupa nova para passar o ano novo... (jura que acredito nisso...).
 sais de banhos perfumadíssimos...

Veio vários saquinhos, coloquei numa cesta no banheiro... junto vem pedras (cristais) e instruções de como usar para banhos de banheira e chuveiro... A melhor coisa é encher uma banheira com água quente e colocar um pouco do pó, a água fica toda colorida e perfumada.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Presentinhos

Este Café do Centro, que é uma delícia, ganhei do sogro ontem. É um café do cerrado mineiro, fechado a nitrogênio. A lata do café Orfeu, veio do Nacional (Wal Mart).
A latinha ganhei da blogueira do Vasinhos Coloridos e já coloquei no cantinho do café...Ela mandou um kit enorme, que irei mostrando aos poucos...
O bichinho da Nescafé, ganhei do dono da Cronks. Somos clientes há muito tempo desta sorveteria que tem sorvete vegano (de soja). Ótimo atendimento também...
Estes panos de pratos foram mimos da irmã do meu sogro. Ela mesma pintou e fez este lindo crochê.
Adoro estas coisas feitas a mão, com toda simplicidade... dá pena de usar...

Coisa valiosa, adoro o brilho que ilumina tudo.
É muito legal ganhar presentes. E o bom de termos um blog, é podermos mostrar coisas da nossa vida pessoal, para quem quiser ver. Não é apenas mostrar, na verdade é compartilhar.
Acho muito interessante, diferente de outros meios onde tem mais seriedade (o que não deixa de ter sua importância).
Um bom fim de semana a todos!

Presentinhos da sogra

Óculos que minha sogra não usava mais. Note o detalhe lindo dos desenhos.
Ele é vintage, muito bonito.


Vejam se não é a camiseta mais linda que ela me deu? Não, existem outras... ela vive me dando lindos presentes...
A pulseira colorida e espalhafatosa também veio junto...
O primeiro blusão de tricô que minha sogra fez para mim. Lã sintética (algodão e acrílico).
Incrívelmente macio.
Uma das mantas que minha sogra fez, com uns brilhos delicados.
Detalhes da manta.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Presentes

Ganhar presentes é muito bom!

A bolsa de gatinho veio com um par de meias muito fofo. Ela adora gatos (e eu também), embora o abrigo que criou seja para cães, então sempre manda tudo com figuras de gatos. Ela tem 5 gatos em casa, e quando encontra um gato abandonado abriga em casa até achar alguém que o adote.
Ela mandou um casaco de tricô lindo para minha mãe. (Em breve farei um post só sobre os tricôs da minha sogra).
O gatucho da foto é o Barney, ele estava dormindo pertinho da bolsa. Até os travesseiros e fronhas de gatinho e porquinho foram presentes da minha sogra.
Logo apresentarei meus gatos a vocês.
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