quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Almada de Lisboa

Quando meus pés estiverem sinuosos
para entrar em outros calçados.
Quando finalmente a cidade antiga puder me receber, pois anônima sou, como és...
As calçadas da Almada portuária.
Portugal
Me conservo como as pedras daquele farol.
Vou me deixando morrer enquanto há vida. Esperando algo de que já sei e busco.
O não lugar, porque não irei. Ele está dentro de mim. Caminho até seus cantos.
A cada dia que findo, se vai a existência, ao redor um banho de lágrimas.
É o mar, para quem o ama. Olhos molhados de sofrido ondular.
O santuário me espera, as construções semeadas de histórias, são fotografadas pelos meus olhos.
Capela de Ossos de Evora "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos" 
Ellen Augusta

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