A fantasia masculina da caça
Publicado no site Olhar Animal na Pensata Animal http://olharanimal.org/pensata-animal/autores/ellen-augusta
Por Ellen Augusta Valer de Freitas
O conto de que o homem era grande caçador na pré história é um fetiche machista fantasioso. Serve de justificativa para atitudes ultrapassadas ligadas ao abuso de animais, endossa a violência, pois a caça - e a pesca - nada mais é do que um ato covarde e bárbaro.
Jared Diamond percebe que algo está exagerado nesse tema, contado por homens.
No seu livro 'O terceiro chimpanzé - A evolução e o futuro do ser humano' há um trecho em que cita sítios arqueológicos onde foram encontrados, junto a ossos de animais diversos, ossos e restos fecais de hienas, que podem ter sido as verdadeiras caçadoras. Em muitos momentos, a humanidade foi simplesmente comedora de restos de animais. Deve-se considerar, além disso, que a maioria dos restos vegetais não se preservam ao longo do tempo.
Só aproximadamente 100.000 anos depois do primeiro humano aparecer é que se obteve alguns indícios de caça, bem ineficientes, aliás. A base da alimentação humana é vegetal, mas isso nunca é lembrado.
"Hoje, atirar num grande animal é visto como a expressão máxima da masculinidade machista. Enredados nessa mística, os antropólogos do sexo masculino gostam de enfatizar o papel crucial da caça de grandes animais na evolução humana.
Supostamente, a caça de grandes presas teria induzido os machos proto-humanos a cooperar entre si, desenvolver a linguagem e o cérebro grande, unir-se em bando e compartilhar alimentos. Até as mulheres foram supostamente moldadas pelas grandes presas", narra o biólogo.
O autor exclama - "quanta fantasia!". E com toda a razão. As mulheres são preteridas na história da evolução. É negligenciada a seleção sexual, hipótese interessante pois pressupõe interação entre os indivíduos, o que desenvolve a inteligência e diversas outras capacidades.
As pessoas passam adiante, sem conhecimento ou fonte, dúvidas sobre a evolução, como se fossem certezas. O andar ereto, o manuseio, o cuidado com as plantas, tudo pode ter contribuido ao mesmo tempo, e em tempos diferentes para a evolução de capacidades.
'O homem caça e a mulher coleta' - essa temática é a vigente e pouco foi questionada pelos arqueólogos convencionais. E ainda tem quem use essa falácia como argumento na hora de defender a caça e consumo de carne. Porque o homem a praticou, e muito mal, há 100.000 anos, devemos continuar? Se essa brutalidade deve ser praticada, podemos também retroceder em outras questões?
O humano é um ser que adora explorar a qualquer custo. A maior prova disso é que, mesmo hoje, com a popularização das discussões sobre ética, qualquer descoberta no sentido de que um ser não sinta 'dor' já é motivo para plena apologia ao seu uso, não importando sua dignidade, que é o que mais deveria importar, a despeito de qualquer sensação. O que interessa é que sirva como alimento, roupa, lucro! Até mesmo as recentes possíveis descobertas sobre condições para a vida fora do ambiente terrestre têm, nas mentes mesquinhas dos terráqueos humanos, o brilho de um único fim, o acampamento, a conquista, a exploração a qualquer preço. Quer-se fazer de um lugar imaginário, e talvez inacessível, o mesmo inferno que se está a fazer neste planeta.
Mas talvez a arrogância humana tenha algum dia um fim. Talvez existam outros seres mais poderosos, mais arrogantes ou talvez mais generosos ou simplesmente singelos, por fim, que suplantem nossa deselegante ignorância estelar, de nos considerarmos os únicos.
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sábado, 24 de janeiro de 2015
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Nefertiti: a mais poderosa do Egito - a mulher faraó
Um livro chamou meu olhar, pois me interessa sobremaneira tudo o que é ligado aos mortos. E, nada como ler sobre o Egito, o povo que andou de braços dados e de maneira admirável com a morte.
Akhenaton E Nefertiti - Uma história Amarniana, é uma ficção sobre este período misterioso, onde pouco se sabe sobre estes dois faraós, um homem e uma mulher que reinaram juntos no Egito Antigo.
Ela, a misteriosa Nefertiti foi rainha e posteriormente teve o posto de faraó, algo totalmente inédito na História, governando lado a lado com seu esposo.
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| O maravilhoso busto de Nefertiti com mais ou menos 3500 anos - como não se apaixonar por essa mulher? |
Akhenaton pretendia fazer de seu Deus Áton o único, e acabar com a crença em outros deuses. Por volta do século XIV a.C ele foi ousado, afrontando a corrupta casta sacerdotal egípcia que cultuava o deus tebano Amon. Eles fundaram a cidade chamada Akhetaton batizada depois de Tell-el-Amarna pelos árabes.
O livro conta um pouco dessa história fascinante, misturando os fatos com a fantasia, para nos fazer imaginar como poderia ter sido os dias desse reinado de curta duração.
Os estudos sobre este casal apaixonado, retratado de forma incomum em figuras de amor sensual e carinho paterno e materno, receberam por vezes um olhar machista, como aliás, recebem outras áreas da ciência.
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| Um beijo do pai chegou até a ser interpretado como cegueira deste, motivo pelo qual a rainha teria assumido o papel de faraó! |
Estou escrevendo um artigo sobre Arqueologia, apoiada sobre o estudo de um biólogo/arqueólogo que desmonta a fantasia machista do homem caçador. E me pergunto: quantas outras mentiras com a visão masculina, nos contaram?
Pois, uma das teorias sobre Nefertiti é que ela era um homem disfarçado de mulher, ou que ela era um homem e que Akhenatom era homossexual, ou que ela foi colocada como faraó pois seu esposo era débil e não poderia mais assumir. Esta ideia surgiu pois em algumas figuras ele aparece com contornos afeminados.
A teoria moderna defendida pelo egiptólogo Carl Nicholas Reeves é que ela é sim uma mulher, pois aparece bravamente lutando ao lado do faraó, utilizando de roupas e apetrechos que só os faraós usavam, e também que os traços afeminados nas estátuas do faraó Akhenaton eram apenas símbolos de fertilidade atribuídas ao Deus Átón, e os faraós eram representações vivas dos deuses. O livro explora bastante essa teoria. Quando retrata um Akhenaton pacifista, bastante apaixonado por sua esposa, porém extremamente devotado a seu Deus, a ponto de abandonar tudo, e denominar sua esposa para tratar dos assuntos políticos para que ele então pudesse se dedicar exclusivamente à sua religião.
Os boatos então naquela época, em torno de sua figura, era realmente de um homem afeminado, por conta de suas estátuas, e por conta de que, a contragosto, o povo era obrigado a crer em um deus desconhecido. Com certeza preferiam debochar do faraó, o caracterizando dessa forma.
No declínio de seu reinado, a própria Nefertiti se tornou por assim dizer, atéia, descrendo totalmente em seu único Deus, quando ele levou suas filhas, dominadas pela peste. Os inimigos da nova religião fizeram de tudo para enfraquecer seu domínio, até mesmo espalhar doenças pelo Nilo, de modo que o povo duvidasse dos poderes de seu novo deus.
"Áton não existe, como não existe Amon nenhum, nem Ísis alguma, nem Toth algum, nem ser milagroso algum que nos possa salvar da maldade humana!" Assim retrata o livro, um trecho em que o desespero de uma mãe, após perder a terceira de suas seis filhas, se torna insuportável. A partir de então, ela apenas dedicou-se ao projeto político a fim de salvar a vida de seus filhos.
O seu filho Tutankhaton, precisou chamar-se então Tutankhamon, por conta da negociação para restabelecer a antiga religião. Ele tornou-se faraó, governou por mais ou menos nove anos e morreu jovem, aos 19 anos. Descobriu-se recentemente que ele é realmente filho verdadeiro de Nefertiti. E não filho de uma suposta segunda esposa ou até mesmo de uma irmã de Akhenaton, como se acreditava.
No documentário da BBC, mostra-se que o féretro de Tutankhamon se deu às pressas e que algumas das peças de sua câmara mortuária foram retiradas das câmaras de sua mãe e de seu pai, por seu avô, Aye.
Também é sabido que a rainha faraona Nefertiti utilizou-se de outros nomes durante seu reinado e talvez por isso o mistério e a dificuldade de encontrá-la.
Também é sabido que a rainha faraona Nefertiti utilizou-se de outros nomes durante seu reinado e talvez por isso o mistério e a dificuldade de encontrá-la.
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| Os autores são dois portoalegrenses que escrevem juntos! Carmen Seganfredo e A.S. Franchini |
Entre as múmias encontradas, se esperava encontrar a de Nefertiti.
Bem à esquerda, está a real consorte de Amenotep III, a rainha Tiy (mãe de Akhenaton), com longos cabelos, cuja beleza ainda chama a atenção. O menino do meio pode ser irmão de Akhenaton e a múmia da direita tentava-se provar que fosse Nefertiti. Também li que esta tumba era exclusiva para homens, mas elas estavam ali.
Um exame de DNA, porém, revelou que a múmia correspondente a ela, era na verdade de sua irmã.
Um exame de DNA, porém, revelou que a múmia correspondente a ela, era na verdade de sua irmã.
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| Mais do que a própria beleza de Nefertiti - "A bela que chegou" como diz seu nome, o que impressiona é o trabalho de Tuthmose, o escultor. |
O livro tem uma escrita interessante e teve a capacidade de me deixar enlevada. Todo bom livro tem este poder e outros mais. Depois que eu o termino de ler, a magia fica alguns dias pairando no ar.
E saio a procurar por mais informações, respostas ou um contato a mais. Me encantei pelo faraó e sua rainha co-regente ou melhor, faraona, essa figura impressionante e poderosa do mundo antigo, que a morte conseguiu torná-la ainda mais bela e eterna.
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sábado, 28 de dezembro de 2013
Eram os deuses astronautas - minha última leitura de 2013
Eram os deuses astronautas
Meu sogro pegou minha leitura de terror. E eu voltei para o livro que já estava lendo... este, que está a venda aqui: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-521401728-eram-os-deuses-astronaturas-erich-von-daniken-raridade-ovni-_JM
O livro é antigo mas super atual, faz uma crítica à ciência conservadora. A ciência dogmática, que jamais questiona suas próprias leis e que ri de quem as quer modificar.
Conheci um idiota que leu esse livro e, por não ter entendido, ou, por ser um idiota, riu o tempo todo de seu conteúdo. O livro é um primor, é uma crítica ao mundo científico, à Arqueologia, aos arqueólogos e à muitas coisas mais. Não importa que seja antigo, aliás, por ser antigo que ele tem mais valor.
Eu já trabalhei diretamente com Arqueologia e em contato com arqueólogos e posso falar.
Acredito que a hipótese de Erich faz todo o sentido possível e, se antes de ler o seu livro, já me parecia óbvio demais, agora, ao lê-lo, está mais do que na cara, de que é evidente que sim! Eram os deuses astronautas!
Sua teoria maluca não só é totalmente plausível, como não me parece nem um pouco absurda. É claro que de lá para cá, muito do que se considerava misterioso pode ter sido já estudado, mas sinceramente não acredito que tenha sido de todo. Pois numa rápida busca por esse assunto, as coisas continuam como estão. Como não somos profundos estudiosos sobre o assunto (não pense que o especialista sabe tudo sobre isso, os que conheci eram mais torpes ainda) fica difícil chegar até as fontes seguras.
"Antigamente, aquele que exprimisse um pensamento novo, ainda não pensado, deveria contar com proscrições e perseguições. Aparentemente tudo se tornou mais fácil. Já não há anátemas, nem mais se acendem fogueiras. Entretanto, os métodos de nossa época, embora menos espetaculares, nem por isso deixam de ser inibidores do progresso.
Você, que luta para banir os ultrapassados testes em animais e substituir por alternativas a muito já existentes, já sabe do que estamos falando não?
Veja exemplos e se identifique comigo:
"É contra o regulamento!
É muito pouco clássico!
É demasiado radical!
As universidades não ensinam isso!
Outros também já o tentaram!
Não podemos ver sentido nisso!
É contrário à religião!
Tal coisa ainda não foi provada!"
Se alguém aí já ouviu alguma dessas alternativas no meio científico ponha o dedo aqui.
Meu sogro pegou minha leitura de terror. E eu voltei para o livro que já estava lendo... este, que está a venda aqui: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-521401728-eram-os-deuses-astronaturas-erich-von-daniken-raridade-ovni-_JM
O livro é antigo mas super atual, faz uma crítica à ciência conservadora. A ciência dogmática, que jamais questiona suas próprias leis e que ri de quem as quer modificar.
Conheci um idiota que leu esse livro e, por não ter entendido, ou, por ser um idiota, riu o tempo todo de seu conteúdo. O livro é um primor, é uma crítica ao mundo científico, à Arqueologia, aos arqueólogos e à muitas coisas mais. Não importa que seja antigo, aliás, por ser antigo que ele tem mais valor.
Eu já trabalhei diretamente com Arqueologia e em contato com arqueólogos e posso falar.
Acredito que a hipótese de Erich faz todo o sentido possível e, se antes de ler o seu livro, já me parecia óbvio demais, agora, ao lê-lo, está mais do que na cara, de que é evidente que sim! Eram os deuses astronautas!
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| Parecem de outro mundo não? |
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| Meus astronautas queridos... NACHA - Naves Chapolinescas |
Você, que luta para banir os ultrapassados testes em animais e substituir por alternativas a muito já existentes, já sabe do que estamos falando não?
Veja exemplos e se identifique comigo:
"É contra o regulamento!
É muito pouco clássico!
É demasiado radical!
As universidades não ensinam isso!
Outros também já o tentaram!
Não podemos ver sentido nisso!
É contrário à religião!
Tal coisa ainda não foi provada!"
Se alguém aí já ouviu alguma dessas alternativas no meio científico ponha o dedo aqui.
sugestões
Alemanha,
antepassados,
arqueologia,
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astronautas,
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