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domingo, 14 de setembro de 2014

Lei Arouca: as bases genéticas da falta de percepção

Ellen Augusta Valer de Freitas

publicado na ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais http://www.anda.jor.br/category/colunistas/ellen-augusta-valer-de-freitas  e
na Pensata Animal nº 15 - Setembro de 2008 - www.pensataanimal.net

No primeiro semestre deste ano, a senadora Marina Silva defendeu o ensino do criacionismo nas escolas, após participar de um simpósio sobre o assunto, ainda como ministra do Meio Ambiente. Pois o criacionismo, que é uma das inúmeras crenças religiosas a respeito do surgimento da vida, passaria a ser comparado à Evolução, ciência que explica por meio de claras evidências ao longo da história, e na própria composição dos organismos atuais, a trajetória da formação de novas espécies ao longo dos milhares de anos. O criacionismo é apenas um dos mitos sobre a criação do mundo e do ser humano, e deve ser respeitado como qualquer outro de qualquer religião, mas nunca comparado a uma teoria que é base da Biologia e de tantas outras ciências, até hoje nunca refutada. Muito ao contrário, com as descobertas mais recentes sobre o código genético, a teoria de Charles Darwin fica a cada dia mais consistente e fascinante.

As descobertas do naturalista Darwin seguem até hoje como uma espada que corta, provoca e derruba nosso orgulho mais básico. Concordo com os pesquisadores Richard Wrangham e Dale Peterson, que escreveram o livro ‘O Macho Demoníaco: As Origens da Agressividade Humana', que talvez o orgulho seja a principal característica dos grandes primatas - e, neste grupo, estamos incluídos. Uma característica que turva a percepção.

Aí entra a aprovação da Lei Arouca. Pois como explicar que ainda hoje, em face de tantas tecnologias e formas de obter novos conhecimentos, ainda se pratique a barbárie do uso de animais sencientes em pesquisas científicas - de caráter nem sempre claro, nem para os próprios pesquisadores? E como explicar que, embora existam muitas alternativas ao uso de animais de laboratório, e que na Europa estas já venham sendo usadas em diversos hospitais, centros de pesquisas e centros veterinários, aqui no nosso Terceiro Mundo preferimos pagar mais caro por ‘modelos vivos' que dão lucro à imensa indústria de animais?

Uma explicação para que a humanidade siga sobrepujando os animais, negando-lhes o estado de direito, humilhando suas necessidades mais básicas, pode ser a vergonha de admitir que os animais pertencem à mesma natureza humana ou que o ser humano é, enfim, um animal. O ser humano nega estender os direitos morais por diversas razões, desde o preconceito chamado especismo, até por que reconhecer que os animais têm direitos fere mais uma vez o orgulho humano, como muitas vezes na história já aconteceu. Desde o século de Darwin, é deveras difícil assimilar e admitir que não somos o centro do Universo e, se requeremos direitos de sermos respeitados e valorizados nos nossos instintos mais básicos, nada mais natural que estender esses direitos a animais que, como nós, ou como muitos de nós, sentem medo, dor, afeto e possuem até capacidade de abstração.

Nada mais lógico que, se nos regalamos seres dotados de capacidade intelectual, devemos por essa mesma razão aguçar nossa percepção para as necessidades dos outros animais, e não continuar seguindo no egoísmo puramente preconceituoso de colocar a humanidade em primeiro lugar. De fato, colocar o ser humano em primeiro plano não contribuiu para que o mesmo ficasse ileso das conseqüências de seus atos diante da Natureza. A cada dia, percebemos que nossas ações, ao contrário do que gostaríamos, nos coloca como seres frágeis diante de um cataclisma ambiental.

Imaginar que o criacionismo deva ser ensinado nas escolas junto com as idéias evolucionistas, desprezando as demais crenças religiosas e misturando-as com fatos comprováveis e básicos da ciência, é querer preservar o pseudo-poder que nos arrogamos há muitos séculos atrás, quando tais disparates até eram admissíveis em face da ignorância da época. Mas, hoje, não.

Ora, quem hoje considera plausível a teoria de Charles Darwin - e ela é, pois é a base da Biologia e de muitos estudos a ela relacionados - certamente precisa considerar as implicações morais desta brilhante descoberta. Tom Regan defende que não é apenas o sofrimento que infligimos aos animais que está errado. "O que está fundamentalmente errado, em vez, é o sistema inteiro, e não seus detalhes. Pela mesma razão que mulheres não existem para servir aos homens, os pobres para os ricos, e os fracos para os fortes, os animais também não existem para nos servir", aponta. Que já nos serviram, e muito, durante o desenvolvimento humano, não é justificativa para que sigamos explorando, mesmo com tecnologia e inteligência suficientes para utilizar alternativas - que já existem - e criar novas. Não há justificativa moral para a traição que lhes causamos.

Nossa responsabilidade moral por sermos sujeitos que modificam o mundo não nos confere o direito da tirania sobre os animais. Muito ao contrário, nos coloca a obrigação moral de libertar e reparar, se é que é possível, nossos erros. Mas, para tanto, é preciso percebê-los.

BIBLIOGRAFIA

RACHELS, J. Created from animals: the moral implication of Darwinism. Oxford: Oxford University Press, 1990.

WRANGHAM, R., PETERSON, D. O Macho Demoníaco: As Origens da Agressividade Humana. Comportamento, 1998.

REGAN, T. The Philosophy of Animal Rights by Dr. Tom Regan. Em: www.cultureandanimals.org/animalrights.

"DIREITO DOS ANIMAIS - PERGUNTAS E RESPOSTAS", em http://www.vegetarianismo.com.br

NACONECY, C. M. Ética e Animais: um guia de argumentação filosófica. EDIPUCRS, 2006.

Ellen Augusta Valer de Freitas
ellenaugusta@gmail.com
Licenciada em Biologia, com formação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos. Foi bolsista de Iniciação Científica pelo CNPq no Instituto Anchietano de Pesquisas. Tem experiência na área de Ecologia com ênfase em Zooarqueologia, atuando principalmente nos seguintes temas: captação de recursos aquáticos, gerenciamento recursos hídricos, estudo da alimentação de povos indígenas, educação e pesquisa em arqueofauna em alguns sítios arqueológicos do Projeto Corumbá - Pantanal. Trabalha atualmente com educação de jovens e adultos em escola particular, com enfoque para o assunto: ética e animais.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

E se os Beagles falassem...

Artigo de Ezio Flavio Bazzo

É uma pena não poder ouvir a opinião dos Beagles a respeito de toda a pantomima que se está armando ao redor e sobre eles. Devem estar apavorados com tanta demência e com tanta loucura que testemunharam tanto lá no interior do famoso laboratório como aqui fora...
A tragédia histórica dos cães foi terem caído na lábia dos humanos e terem se convertido passivamente à vida doméstica. Na realidade, nunca foram muito bem quistos. Quem é que não lembra que na Idade Média quando se queria punir ou humilhar alguém se o obrigava a andar com um cão às costas pelas ruas? Ou então, que para agravar a desonra e o castigo de um condenado se costumava enforcar um cão no mesmo patíbulo?
E a mistificação dos laboratórios? Observem como os que condenam a "libertação" dos cães querem dar ao laboratório em questão uma importância que ele não tem. Perdeu-se uma década de pesquisas! Cacarejam em estribilho empoleirados nas cercas do canil pátrio! E mais, sobre o câncer! Câncer! O câncer foi transformado num sinônimo cristão de demônio, de satanás, de Belzebu! Pesquisar as causas do câncer tornou-se uma espécie de missão sagrada e, claro, a chave para todos os tipos de verbas públicas.
Ora, o país está infestado de "laboratórios de pesquisa" e, principalmente depois que se descobriu o caminho das pedras que conduz a milionários financiamentos. Com um avental branco e uma aura de sacerdote se pode passar um século brincando com  microscópios e "pesquisando" sem agregar nada a nada e mesmo assim manter-se no topo das prioridades científicas nacionais. Descobriram o quê, afinal? Desvendaram o quê de verdadeiramente relevante (de verdadeiramente relevante!) nos últimos cinquenta anos, sem contar com.., por exemplo, as variações de pasta de dentes, com os "complementos alimentares" e com as novidades no mundo dos shampoos? Todo mundo sabe que os milhares de medicamentos amontoados nas farmácias poderiam ser reduzidos a uns trinta ou quarenta sem prejuízo algum para a espécie. Mas... mas... e fazer o quê com a máfia das nacionais e das multinacionais? E a ignorância da turba? Mas e os placebos? E a mitologia das doenças? E a mitologia da saúde? E os fabricantes de angústia? E a hipocondria generalizada? E a arte de anomalizar o corpo! E as chantagens administradas através dos medicamentos?
Ora, é necessário pensar! O cérebro não foi feito apenas para ser protegido por um solidéu ou por um boné! E depois, é até cômico saber que inclusive o fermento Royal do pão que estou ruminando neste momento, já era conhecido pela avó de Sófocles. Que a aspirina já era usada pelos beduínos, que os fumadores de ópio da Birmânia já conheciam a anestesia, que os remédios para pressão eram colhidos nos jardins de Epicuro, que os povos primitivos faziam correções de miopia com estiletes de bambu e que os efeitos do viagra já eram muito bem conhecidos pelos apreciadores das raízes da Mandrágora...
Enfim: Pois é, prá quê?
Ouça em completo com a bela música em:
http://eziobazzo.blogspot.com.br/2013/10/e-se-os-beagles-falassem.html

sábado, 26 de outubro de 2013

Produtos não testados em animais - para os cabelos

O xampu e creme para pentear da foto acima são da marca Amend, uma das marcas que não realizam testes em animais.
O xampu é de uma amiga que deixou aqui em casa. Ele tem uma cor roxa, muito linda. E é para cabelos loiros tingidos ou descoloridos. Como é da minha amiga e é para o cabelo dela, claro que não experimentei! Mas fiquei muito curiosa, pois chama-se xampu desamarelador, ou seja, combate aquele amarelo que os cabelos claros podem possuir com o tempo, depois de tanto tingimento. Ele é indicado para mulheres que tingem o cabelo branco, por exemplo, que tende a amarelar, depois de tantas pinturas. Eu não pinto o cabelo, mas entendo perfeitamente quem pinta. E acho muito bonito. Tanto o ato de assumir o branco, como o de pintar da cor que lhe der na telha... Neste caso, telha, literalmente... :)
 Embora toda a mentira sobre os testes em animais veiculadas na mídia por conta do 'vandalismo' (agora no país, toda manifestação de anos de indignação, que tem toda a sua validade e apoio totalmente, é chamada de vandalismo) praticado no resgate de animais usados em testes, os cosméticos são testados no Brasil sim! Produtos de limpeza, ceras, alimentos e remédios são testados. E existem alternativas ao modelo animal para todos os casos. Porém entrevistaram pessoas favoráveis aos testes, ignorantes no assunto, que só souberam repetir preconceitos e informações ultrapassadas. Não é por que tem um diploma de doutor ou por que é um pesquisador, que automaticamente seja uma pessoa inteligente. Ao contrário, convivi com pesquisadores ignorantes, atrasados e preconceituosos. O resultado de suas pesquisas não somam nada à solução das curas da humanidade. Se fosse assim, doenças que interessam a comunidade científica já teriam cura. As que não interessam, como as doenças do terceiro mundo, não são pesquisadas por esses cientistas.
O creme para escova progressiva eu ganhei da Rosane, é para escova, mas pode ser usado como creme para pentear. Deixa os cabelos super lisos. Eu adorei o perfume. As embalagens possuem selo afirmando que não testam em animais.
Não sou nem um pouco cuidadosa com os cabelos... Procuro o que é mais prático e fácil. Até  sabonete Phebo serve de xampu. Mas essas marcas estão de parabéns por não testarem e respeitam o consumidor quando colocam estes selos em suas embalagens. O selo é resultado da pressão social, do boicote e do ativismo de muitas pessoas contra os testes em animais.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Shampoo não testado em animais

Muitas pessoas desconhecem que o uso de animais em pesquisas é feito por motivos fúteis e interesseiros. No caso dos testes em produtos de consumo como batons, shampoos, sabonetes, produtos de limpeza, ceras para carros, produtos do exército e outros, os testes são feitos para a simples resguardo jurídico da empresa. Já que não é uma ou duas vezes que alergias têm ocorrido muito mais vezes nos produtos testados em animais, do que nos não testados. (para quem duvida, procure no Google sobre o sac das empresas que testam. As reclamações são muitas.)
A dica é que existem sim produtos que não fazem testes em animais. Muitas empresas já se ligaram nisso e colocam na própria embalagem a informação. Os testes alternativos podem ser feito in vitro, em voluntários (como é feita muitas pesquisas na AVON) e em outras formas alternativas. Além disso, há ingredientes que não necessitam ser testados, pois são velhos conhecidos da indústria, que só testaria para 'não se comprometer' juridicamente.
 A Embelleze é uma empresa que não testa em animais. Conheci a marca, quando ainda tinha a antiga embalagem,  no litoral catarinense e acabei fixando o nome do shampoo, por me lembrar da viagem e do mar, pois era só lá que encontrava.
 Depois descobri que por aqui também havia o shampoo e outros produtos da marca. Eles tem tintura de cabelo com ingredientes naturais. O shampoo chama-se Sempre Bella e este é o de jaborandi, que tem um perfume muito bom.
A empresa tem uma embalagem moderna e com muitas informações. E tem o selo 'empresa amiga da criança', além do selo 'zero sal'. No verso há a frase 'não testamos produtos em animais' e 'preservamos a natureza por um mundo melhor'. É um produto barato e muito bom na minha opinião.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Produto de limpeza não testado em animais

 A lista de produtos pode ser encontrada em http://www.pea.org.br/crueldade/testes/naotestam.htm
 Este é mais um produto com o selo de não testado em animais. Resta saber quanto a seus ingredientes, que, como regulamenta a Anvisa, podem ter origem animal. Escrevendo para a empresa, pode-se ter a resposta. Sempre é aconselhável escrever, já que por escrito, é mais difícil mentir. E pode crer, muitas empresas mentem, quanto a isso.

domingo, 14 de agosto de 2011

Trabalho dos alunos do Curso de Meio Ambiente

Trabalho de finalização da cadeira "Saúde Ambiental", apresentação dos alunos do curso de Meio Ambiente.

Duas alunas apresentaram  o artigo de Sergio Greif, sobre experimentação animal.



 Abaixo, parte de apresentação sobre as duras condições de trabalho dos frigoríficos, apresentado por uma aluna.
A realidade dos frigoríficos brasileiros
O ritmo intenso dos trabalhadores de frigoríficos os deixam com sérios problemas como mutilações,pois não descansam.
“Para se tornarem competitivas internacionalmente, e exportarem quatro milhões de toneladas, as empresas estão provocando enfermidades em larga escala devido à altíssima repetitividade e freqüência dos movimentos ao longo da jornada. Assim é que após 1995 começou a aparecer o adoecimento em larga escala de punhos, braços, cotovelos e ombros. Sem descanso, pelo ritmo intenso a que estão sendo submetidas, as articulações são danificadas”, alertou.

Uma aluna e um aluno apresentaram de maneira original e interessante, o artigo da nutricionista Claudia Lulkin, que foi publicado no site do Governo Federal, 'Nutricionista relata a experiência de Alto Paraíso de Goiás'.

Outra aluna apresentou trabalho sobre resiliência e sobre as mudanças no Código Florestal.
Esta foi a seleção dos melhores trabalhos. Os nomes obviamente foram omitidos.

sábado, 10 de abril de 2010

Higiene e limpeza - Economia em casa e ajuda aos animais

Por que usar receitas caseiras?
Por que a maioria dos produtos de limpeza foram testados em animais. Sendo que a cada nova fórmula, que é inventada para gerar mais lucros, são feitos testes horríveis para produtos desnecessários que são jogados aos milhares no mercado.

Se voce quiser saber mais a respeito, visite: http://www.pea.org.br/ e saiba inclusive, quais empresas testam em animais, e quais as que não testam, nunca testaram ou aboliram os testes.

Hoje vamos falar do Bicarbonato de Sódio

É um produto versátil que misturado com o vinagre forma um ácido que desengordura as pias e vasos sanitários.

O limão misturado com bicarbonato ajuda a tirar manchas e é um desinfectante de ambientes. Olha que ás vezes precisa! Ele limpa e tira o cheiro dos locais onde os bichanos fazem suas necessidades e pode ser polvilhado no lixo para que nunca fique com cheiros diversos....
Encontrado em pequenas embalagens no setor de doces do supermercado, o bicarbonato é um curinga na hora da limpeza. Pode ser usado como abrasivo para esfregar fogão, pia, banheiro e para desodorizar. Sim, com ele você faz uma receita de desodorante caseiro:

Apenas coloque o pó nas axilas. É meio antiprático, mas quem fez afirma que funciona!

As fibras sintéticas, retém o cheiro de suor, mesmo depois de lavadas.Para acabar com este cheiro, mergulhe a roupa numa solução de água com 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio. Lave a roupa como de costume e faça isso no ultimo enxágüe.

Para os tecidos não sintéticos, basta colocar algumas gotas de limão numa panela com água e deixar ferver. Quando a água estiver fervendo, tire a panela do fogo e coloque a roupa de molho por alguns minutos.Tenha cuidado apenas com roupas de tecidos muito finos, porque esta dica poderá danificá-los e também com roupas coloridas, verifique se a cor é firme.


Pode ser usado como abrasivo bucal, mas nunca em excesso, pois é um abrasivo e pode danificar os dentes. Mas usado de vez em quando é ótimo branqueador.
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