Onde clica pra aparecer a vontade?
De sair de casa, de comer, de me maquiar como eu gosto.
Com essa dor (hj é física) só quero ficar quieta.
Mas, terei que sair porque preciso: trabalhar, pagar contas, comprar comida, lembrar que tenho que dar satisfação à Vida, do porquê estou, ainda, aqui,
se é a morte a quem tanto desejo.
A casa escura, acordo no quarto, minha vida é este rio pesado, onde passa um trem por cima, estremecendo tudo, fazendo esse ruído assustador. E estou sempre com um fantasma ao lado, desta vez, ela sabia para onde íamos.
E mãos lindas, perfeitas, me impedem de ver, eu caio em outro sonho, e apesar de ser triste, é um alento perdido. É um nunca mais.
Acordo cedo, ainda é começo de noite e vou fazer um café. Volto correndo para as palavras, elas fixam o sonho, elas definem o que eu sinto, antes que tudo simplesmente vire ar. Meu coração não guarda mais nada, ele é vazio, como aquelas casas no domingo.
Ele é triste como o lugar onde eu morei.
Então elas me socorrem, guardam os significados mais sutis, só eu mesmo irei entender.
Há um sentimento, uma admiração, algo tão infantil quanto inútil, não posso fazer nada, ele nem sabe que eu existo. E se souber, não pode imaginar o que nem mesmo sei e é tão poético.
São as pessoas, são o mundo. Elas são todas iguais. Um mar de lama de coisas previsíveis. Eu, ingênua, ainda espero alguém que me surpreenda, ainda espero algo que se destaque, que brilhe quando passar por mim.
É a geração Face, é a geração fake, respostas rápidas, silêncios entre tantos contatos e decepções.
E a noite é linda, chove a todo instante, eu não sei pra onde vou. No fundo eu sempre procuro a mesma coisa, dar um fim a esta angústia, a esse nada que me invade às vezes.
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quinta-feira, 14 de julho de 2016
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domingo, 1 de junho de 2014
A menina que roubava livros - (O Livro que eu terminei de ler)
Eu terminei hoje de ler este livro. Foi super legal. Uma amiga me emprestou e quase me obrigou a ler.
Eu sempre tenho uma pilha de livros para ler. E leio vários ao mesmo tempo. Dessa vez decidir ler um por vez. E o primeiro eleito foi este. Para devolver a tempo.
A parte que mais amei foi a história do menino que queria ser Jesse Owens. Você terá o prazer em conhecê-lo. Se ler o livro.
Foi o que acredito ser uma espécie de manifesto infantil. Todo manifesto é o puro desejo de uma busca. Para nós, da verdade, para uma criança? Bom, ela ainda não sabe bem, ou talvez já saiba melhor que nós.
Mas não é só isso. E nunca poderei dizer o que senti quando vi (sim eu vi ) a beleza do que aconteceu neste instante do livro.
Há quem diga que é lenda a história de Hitler não ter apertado a mão de Jesse Owens ou não ter entregue as medalhas quando ele venceu. Andei pesquisando e há algumas explicações para as lendas.
O que me intriga é a Alemanha no auge do nazismo receber as Olimpíadas, provando (mais uma vez) que o mundo não é lá essas coisas.
O autor, quando coloca a morte como a narradora, intuitivamente parece ter a mesma ideia de Saramago (no brilhante Evangelho Segundo Jesus Cristo), insinuando que, quem sabe a humanidade está adorando a 'Pessoa' errada.
Quando a morte mostra seu trabalho, quando pensa e age, ela vê o mundo e o céu. Ela vai levando alívio para a dor, carregando as almas e contando as histórias.
Eu gostei muito do livro e entendo agora, porque os Best-Sellers cativam o público. Não consegue-se parar de ler. E aprende-se sim, com eles.
A morte sempre foi linda para mim. Uma ideia encantadora, um fato ou algo certo, a certeza da certeza. Os mexicanos a adoram como Deusa. Talvez eles é que estejam mais próximos da verdade. A morte me fez chorar uma vez. Das outras vezes me fez sentir falta é verdade, sem dúvida o vazio. mas dor mesmo foi apenas uma vez. No mais das vezes a morte veio e se foi e eu me habituei a vê-la. Sempre tive a fantasia ou a ideia fixa de esperá-la no momento certo, sem crenças, atéia. Uma espécie de assinatura, tipo 'aqui estou', a que não rezou. Agora tenho muitas esperanças, respeito a ideias, mas vou abandonando tudo, como roupas, até o momento de não ter mais nada. Até ela vir.
E me identifiquei muito com o livro e com os personagens. No livro ela menciona que algumas almas a esperam sentadas.
Como minha amiga soube, e por isso é minha amiga, porque já sabia, eu me identifiquei com a morte e com cada personagem, cada um tinha um pouco de mim e alguns me deram o que eu nunca tive.
Vou confessar uma coisa para o mundo, quem se importa? Max foi no livro, alguém que vi como o meu irmão. E sofri muito por ele.
Não tenho preconceito com livros. Uma menina me perguntou no super se esse livro era bom e eu disse sim! Os Best Sellers assustam, mas o bom escritor é lido e ponto. Não leio mais livros deste tipo pois há coisas mais importantes, como já disse o velho Schopenhauer.
Nós sabemos sim, que ontem ou hoje mesmo, vários povos sofrem no mundo, como sofreram os judeus retratados neste belo livro.
Tenho agora um livro delicado para ler. A biografia do Renato Russo. E neste fim de semana que passou estive a um grau pertinho do meu ídolo amado, o Renato Russo, que muito me fez cantar e chorar, conheci um amigo dele, pessoalmente. Ele é citado neste livro.
Obrigada amiga, adorei esta leitura!!!! Lágrimas e sorrisos fazem parte da vida, esta vida que tanto amamos!!!!
Ellen Augusta
Eu sempre tenho uma pilha de livros para ler. E leio vários ao mesmo tempo. Dessa vez decidir ler um por vez. E o primeiro eleito foi este. Para devolver a tempo.
A parte que mais amei foi a história do menino que queria ser Jesse Owens. Você terá o prazer em conhecê-lo. Se ler o livro.
Foi o que acredito ser uma espécie de manifesto infantil. Todo manifesto é o puro desejo de uma busca. Para nós, da verdade, para uma criança? Bom, ela ainda não sabe bem, ou talvez já saiba melhor que nós.
Mas não é só isso. E nunca poderei dizer o que senti quando vi (sim eu vi ) a beleza do que aconteceu neste instante do livro.
Há quem diga que é lenda a história de Hitler não ter apertado a mão de Jesse Owens ou não ter entregue as medalhas quando ele venceu. Andei pesquisando e há algumas explicações para as lendas.
O que me intriga é a Alemanha no auge do nazismo receber as Olimpíadas, provando (mais uma vez) que o mundo não é lá essas coisas.
![]() |
| Owens e o outro vencedor não fizeram a saudação. http://lasentinel.net/index.php?option=com_content&view=article&id=2849:black-history-political-and-social-statements-at-the-olympics&catid=110&Itemid=200 |
Quando a morte mostra seu trabalho, quando pensa e age, ela vê o mundo e o céu. Ela vai levando alívio para a dor, carregando as almas e contando as histórias.
Eu gostei muito do livro e entendo agora, porque os Best-Sellers cativam o público. Não consegue-se parar de ler. E aprende-se sim, com eles.
A morte sempre foi linda para mim. Uma ideia encantadora, um fato ou algo certo, a certeza da certeza. Os mexicanos a adoram como Deusa. Talvez eles é que estejam mais próximos da verdade. A morte me fez chorar uma vez. Das outras vezes me fez sentir falta é verdade, sem dúvida o vazio. mas dor mesmo foi apenas uma vez. No mais das vezes a morte veio e se foi e eu me habituei a vê-la. Sempre tive a fantasia ou a ideia fixa de esperá-la no momento certo, sem crenças, atéia. Uma espécie de assinatura, tipo 'aqui estou', a que não rezou. Agora tenho muitas esperanças, respeito a ideias, mas vou abandonando tudo, como roupas, até o momento de não ter mais nada. Até ela vir.
E me identifiquei muito com o livro e com os personagens. No livro ela menciona que algumas almas a esperam sentadas.
Como minha amiga soube, e por isso é minha amiga, porque já sabia, eu me identifiquei com a morte e com cada personagem, cada um tinha um pouco de mim e alguns me deram o que eu nunca tive.
Vou confessar uma coisa para o mundo, quem se importa? Max foi no livro, alguém que vi como o meu irmão. E sofri muito por ele.
Não tenho preconceito com livros. Uma menina me perguntou no super se esse livro era bom e eu disse sim! Os Best Sellers assustam, mas o bom escritor é lido e ponto. Não leio mais livros deste tipo pois há coisas mais importantes, como já disse o velho Schopenhauer.
Nós sabemos sim, que ontem ou hoje mesmo, vários povos sofrem no mundo, como sofreram os judeus retratados neste belo livro.
Tenho agora um livro delicado para ler. A biografia do Renato Russo. E neste fim de semana que passou estive a um grau pertinho do meu ídolo amado, o Renato Russo, que muito me fez cantar e chorar, conheci um amigo dele, pessoalmente. Ele é citado neste livro.
Obrigada amiga, adorei esta leitura!!!! Lágrimas e sorrisos fazem parte da vida, esta vida que tanto amamos!!!!
Ellen Augusta
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