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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Antena - coluna de Marcio de Almeida Bueno

arte de Albert Guasch enviada pela amiga Tati Cabrera
• Na hora da propaganda política, vale tudo. Ouço as maiores incoerências. Candidatos que se apresentam como A, mas sua atuação no Legislativo é B, para quem acompanha. Mas como muita gente gosta mesmo é de aparências ou fama, nem toma conhecimento e vota assim mesmo, para não desagradar. Vide o desastre Collor, 25 anos atrás.
 • Segundo dados, a maior parte das milionárias doações para campanhas eleitorais veio de empreiteiras e da Friboi. Teve construtora que distribuiu R$ 50 milhões. Quanto interesse pela democracia e desapego ao dinheiro, não é?
arte de Albert Guasch enviada pela amiga Tati Cabrera
 • Já o Tribunal Regional do Trabalho divulgou recentemente lista com os maiores devedores do Rio Grande do Sul. Na geral ou por Município, é surpreendente ver o nome de determinadas empresas ou Prefeituras que são campeãs. Em não pagar o que ficaram devendo a funcionários. As listagens estão em trt4.jus.br.
 • De 29 de setembro a 5 de outubro, a Associação Médica do Rio Grande do Sul vai sediar a VI Semana Ufológica de Porto Alegre. Palestras, painéis, debates, vigília, vídeos e depoimentos, inclusive de membros da Aeronáutica, estão na programação. O site é semanaufologica.com.br.
Marcio de Almeida Bueno para o Jornal Panorama Regional

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O sacrifício de cachorros na periferia de SP e a cachorrada humana

Difícil entender por que a mesma população que se arquejou de espanto e em vômitos com a descoberta de um matadouro clandestino de cães e de gatos na periferia de SP não está nem aí para os abatedouros públicos de vacas, cabras, porcos, galinhas, rãs, coelhos, faisões etc. Paradoxalmente, esses mesmos hipócritas que se escandalizaram com a natureza do negócio e com o tipo de carnificina são os mesmos que estão todos os dias em fila diante dos mercados e dos açougues para comprar peles, sangue e tripas de porcos, costelas de bezerros, coxas e corações de galinhas, miolos, fígado e língua de bois. Repito: para comprar pele, fígado e língua de bois! Ora! E, além disso, foi exatamente essa gentalha que fez escárnio e escândalo sobre o cardápio e sobre o canibalismo dos tupinambás! Outra hipocrisia, pois é evidente que quem come um pato laqueado seria capaz de comer uma criança laqueada. Que quem come um bode ou um porco no espeto, dependendo das circunstâncias, seria capaz de fazer um churrasco com um irmão, um primo, o pai ou um vizinho. Então, em quê os coreanos e os outros orientais que encomendavam e consumiam as carnes e as vísceras de cães e de gatos capturados nas ruas e assassinados, seriam mais bárbaros e mais desprezíveis do que os que devoram uma ou duas vacas por ano? Dez ou doze frangos por mês? Meio porco a cada fim de semana? Quilos e mais quilos de caranguejos a cada veraneio e dois ou três perus a cada natal? Até uma criança de cinco anos seria capaz de perceber que a voracidade patológica, a ausência de ética e o mau caráter desses personagens são exatamente os mesmos. Um idiota com quem conversava sobre o assunto me dizia: Mas não comer cachorro e nem gato é lei! Lei? A lei é mais desprezível ainda. Vejam o que diz o texto da tal lei: [Animais domésticos, aqueles de convívio do ser humano, dele dependentes, e que não repelem o jugo humano (e que não repelem o jugo humano) não podem ser criados para o consumo]. Ou seja: aquilo que não for domesticável pode ser devorado!
Ezio Flavio Bazzo
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